Filmes por gênero

NUNCA AOS DOMINGOS (1960)

Pote tin Kyriaki
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Never on Sunday (Estados Unidos)
Jamais le dimanche (França)
Mai di domenica (Itália)
Nunca en domingo (Espanha, México, Argentina)
Sonntags... nie! (Alemanha)
Aldrig på en söndag (Suécia)
Aldrig om søndagen (Dinamarca)
Никогда в воскресенье (Rússia)
Pais: Grécia, Estados Unidos
Gênero: Comédia Dramática, Romance
Direção: Jules Dassin
Roteiro: Jules Dassin
Produção: Jules Dassin
Música Original: Manos Hatzidakis
Coreografia: Giorgos Provias
Fotografia: Jacques Natteau
Edição: Roger Dwyre
Direção de Arte: Alekos Tzonis
Figurino: Theoni V. Aldredge
Maquiagem: Malvina Tsougiopoulou
Efeitos Sonoros: Thanasis Georgiadis, Antonis Bairaktaris
Nota: 8.9
Filme Assistido em: 1961

Elenco

Melina Mercouri Ilya
Jules Dassin Homer Thrace
Giorgos Foundas Tonio
Titos Vandis Jorgo
Mitsos Ligizos O Capitão
Despo Diamantidou Despo
Dimos Starenios Poubelle
Dimitris Papamichael Marinheiro
Faidon Georgitsis Marinheiro
Nikos Fermas Garçom
Alexis Solomos .
Artemis Matsas .
Koula Agagiotou .
Panos Karavousanos .
Giorgos Foras .
Aleka Katselli .
Giorgos Tzortzis .
Giannis Fermis .
Stefanos Skopelitis .
Kostas Doukas .

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Canção Original (Manos Hatzidakis)

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio de Melhor Atriz (Melina Mercouri)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Direção (Jules Dassin)

Oscar de Melhor Atriz (Melina Mercouri)

Oscar de Melhor Roteiro Original (Jules Dassin)

Oscar de Melhor Figurino em Branco e Preto (Theoni V. Aldredge)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Filme (Jules Dassin)

Prêmio de Melhor Atriz Estrangeira (Melina Mercouri)

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio Palma de Ouro (Jules Dassin)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio Samuel Goldwyn (Grécia)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Atriz (Melina Mercouri)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

No Pireu, porto da cidade de Atenas, Grécia, uma mulher cheia de vida e bom humor, chamada Ilya, é a mais popular entre os homens porque, sendo prostituta, não está interessada apenas no cliente que melhor lhe paga. Ela nunca define um preço e, por outro lado, é preciso que simpatize com o cliente para, então, sair com ele. Todos os dias ela nada junto ao píer e, aos domingos, mantém uma casa aberta com comida, bebidas e música.

Um jovem intelectual, Homer Thrace, chega da América em busca da verdade que está por trás da queda da grandeza da Grécia antiga, quando Platão e Aristóteles viveram. Ele é apresentado à Ilya por seu amigo, o Capitão, na taberna onde ela costuma dançar para seus amigos e clientes. Homer sente-se imediatamente encantado pelo espírito livre dela, ao vê-la sair com um marinheiro inglês após negociar um preço por sua noite e, ao mesmo tempo, horrorizado com seu estilo de vida. No local, há ainda prostitutas que também admiram Ilya por sua liberdade e que são mantidas em luxuosos apartamentos pelo cafetão, conhecido pela alcunha de “Sem Rosto”, como forma de mantê-las sob controle.

Homer não consegue aceitar a filosofia de vida de Ilya, principalmente quando descobre que ela escreveu seus próprios finais felizes para as clássicas tragédias gregas, recusando-se a aceitar os verdadeiros finais, mesmo quando ela as assiste durante o Festival realizado anualmente. Ele acredita que se tiver oportunidade de mostrar-lhe o lado cultural da vida, por duas semanas, ela deixará a prostituição por uma vida melhor.

Como ela não pode dispor de duas semanas por razões financeiras, Homer se prontifica a indenizá-la desde que ela assuma o compromisso de estudar a história da arte e filosofia. Ela concorda em parte porque está começando a se interessar por um de seus clientes, um meio-italiano de nome Tonio, que se acha completamente caído por ela. De qualquer forma, aceita o desafio, mesmo tendo que se afastar um pouco de Tonio e, principalmente, de ter que fechar a casa para os amigos aos domingos. O que Ilya não sabe é que todo o dinheiro que Homer gasta com ela vem na realidade das mãos de “Sem Rosto”, que deseja vê-la fora do mercado de prostituição, uma vez que suas ideias de liberdade podem influenciar outras prostitutas.

Certo dia, entretanto, sua amiga Despo, uma das prostitutas que vivem nos luxuosos apartamentos de “Sem Rosto”, a procura para dizer-lhe que descobriu ser o cafetão o verdadeiro financiador de seus estudos. Furiosa, Ilya se volta contra Homer, ao mesmo tempo em que lidera as outras prostitutas numa revolta que se dá exatamente no dia em que uma frota da Marinha chega ao porto. De cima dos apartamentos, elas jogam colchões e roupa de cama sobre as cabeças dos marinheiros frustrados. Por conta dessa rebelião, são presas. Pouco tempo depois, entretanto, “Sem Rosto” chega à Delegacia com seu advogado para providenciar a soltura do grupo.

Ilya retorna à taberna, onde descobre que Homer criou uma crise ao dizer a Taki, um virtuoso tocador de bouzouki, que ele não é um verdadeiro músico por não saber ler partituras. Como Taki se trancara no banheiro, Ilya lhe pergunta se os pássaros, por acaso, sabem ler partituras. Se não sabem, por que não param de cantar?

Movido pelas palavras da amiga, o músico sai do banheiro e, feliz, volta a tocar seu instrumento, fazendo com que as pessoas que se acham na taberna comecem a dançar alegremente. Homer, ligeiramente embriagado, confessa à Ilya, na frente de todos, que tudo o que fez foi por amor, já que se apaixonou por ela desde o primeiro momento em que a viu. Surpresa, ela lhe pergunta o porquê dele não lhe ter dito isso antes. Tonio intervém e, pegando-a nos braços, afirma que “agora é tarde”, saindo em seguida com a jovem.

O Capitão diz a Homer que, em matéria de amor, tudo é possível. Triste, porém mais sábio, o jovem retorna aos Estados Unidos. Enquanto seu navio se afasta do píer, ele observa Ilya e seus amigos a nadarem no mar.

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Comentários

Escrito, dirigido e produzido pelo cineasta Jules Dassin, “Nunca aos Domingos” é uma excelente comédia dramática com alguns toques de romance. Ambientada no porto grego de Pireu, sua trama gira em torno de uma prostituta de sorriso largo, cheia de vida e bom humor.

Por seu trabalho, Dassin foi indicado aos Oscars de Melhor Roteiro e de Melhor Direção, à Palma de Ouro do Festival de Cannes e ao Prêmio de Melhor Filme da Academia Britânica de Cinema e Televisão. Por outro lado, a trilha sonora, assinada por Manos Hatzidakis, foi agraciada com o Oscar de Melhor Canção Original. A música “Ta paidia tou Peiraia” (em grego), “Never on Sunday” (em inglês) ou “Nunca aos Domingos” (em português), é sucesso até os dias de hoje. No cinema, só voltei a me deliciar com seu ritmo e sua dança quatro anos depois, quando do lançamento de “Zorba, o Grego”.

No elenco, a atuação de Melina Mercouri é inesquecível. Ela realmente cativa o espectador do início ao fim do filme, com seu entusiasmo pela vida e por sua sexualidade latente. Não foi à toa que, além de ser premiada com o Prêmio de Melhor Atriz do Festival de Cannes, foi ainda indicada ao Prêmio de Melhor Atriz Estrangeira da Academia Britânica de Cinema e Televisão, e ao Oscar de Melhor Atriz, perdendo a famosa estatueta para Elizabeth Taylor, pelo desempenho desta em “Disque Butterfield 8”.

CAA