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O DRAMA DE DUNQUERQUE (1958)

Dunkirk
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Ficha Técnica

Outros Títulos: A epopeia de Dunquerque (Portugal)
Dunkerque (França, Itália)
Dünkirchen (Alemanha)
Dunkerque - Helvetesstranden (Suécia)
Duinkerken (Holanda)
Dunkerque - Helvetinranta (Finlândia)
Дюнкерк (União Soviética)
Pais: Reino Unido
Gênero: 2ª Guerra Mundial, Drama, Histórico
Direção: Leslie Norman
Roteiro: David Divine, W. P. Lipscomb
Produção: Michael Balcon
Música Original: Malcolm Arnold
Direção Musical: Dock Mathieson
Fotografia: Paul Beeson
Edição: Gordon Stone
Direção de Arte: Jim Morahan
Figurino: Ivy Baker
Guarda-Roupa: Ivy Baker
Maquiagem: Roy Ashton
Efeitos Sonoros: Stephen Dalby, Alastair McIntyre, Norman King
Efeitos Especiais: Fred Hellenburgh
Nota: 8.3
Filme Assistido em: 1960

Elenco

John Mills Cabo 'Tubby' Bins
Richard Attenborough John Holden, proprietário do Heron
Bernard Lee Charles Foreman, repórter inglês
Robert Urquhart Soldado Mike
Ray Jackson Soldado Barlow
Meredith Edwards Soldado Dave Bellman
Nicholas Hannen Vice-Almirante Ramsey, em Dover
Cyril Raymond General John Gort
Kenneth Cope Tenente Lumpkin
Denys Graham Soldado Fraser
Sean Barrett Frankie, empregado de Holden
Michael Shillo Jouvet, repórter francês
Maxine Audley Diana Foreman
Patricia Plunkett Grace Holden
Lionel Jeffries Coronel Médico
Harry Landis Dr. Levy
Dan Cressey Joe
John Horsley Padre
Anthony Nicholls Porta-voz militar
Barry Foster Don R

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Na primavera de 1940 na Bélgica, as tropas britânicas, incluindo o Cabo "Tubby" Binns, assistem a notícias que reafirmam o forte vínculo entre a Inglaterra e a França. Em Londres, um representante do Ministério da Informação divulga uma declaração sobre a força da unidade franco-britânica para os repórteres e se recusa a responder às perguntas do jornalista Charles Foreman sobre o boato de que tropas alemãs se agrupam nas fronteiras belgas e holandesas. Charles, mais tarde, encontra sua esposa, Diana, em um pub local e, com raiva, execra o silêncio do governo.

Quando o engenheiro John Holden, para em um pub e lamenta que eles não tenham uísque escocês, Charles o critica por ter sido mimado, já que sua companhia tem um grande contrato com o governo. Depois que John faz um comentário indevido sobre a guerra, um oficial da Marinha recém-saído de um hospital o repreende com raiva. No dia em que a Alemanha invade a Holanda e a Bélgica, o primeiro-ministro britânico, Neville Chamberlain, renuncia e é substituído por Winston Churchill. Binns, Mike, os soldados Dave Bellman, Barlow e Fraser, além de numerosas unidades da Força Expedicionária Britânica são obrigados a retirar-se da Bélgica.

Em uma missão conduzida pelo tenente Lumpkin, Binns e seus homens explodem uma ponte para retardar o avanço do inimigo, mas são deixados para trás pela retirada precipitada de sua unidade. Recebendo ordens para se retirarem em direção à costa, eles são metralhados por aviões alemães e Lumpkin é morto, deixando Binns no comando. De volta à Londres, Charles encontra-se com o repórter francês, Jouvet, que revela que os alemães haviam ultrapassado a linha Maginot, deixando as forças francesas enfraquecidas. Misturando-se com milhares de refugiados nas estradas francesas, Binns e seus homens tentam se informar sobre as reais condições da área, mas são desacreditados pela angustiada população.

Depois que Binns ordena que seus homens deixem a estrada para se moverem mais rapidamente, eles assistem com horror quando os civis são atacados por Stukas alemães. Naquela tarde, Binns e seu grupo chegam a um pequeno posto militar britânico onde são alimentados e recebem suprimentos antes de um novo bombardeio ter início. Fraser é morto e Binns recebe ordens para deixar o local, apesar dele se mostrar disposto a ajudá-los de alguma forma. Logo depois de partirem, Binns e seus homens testemunham a aniquilação do pequeno posto militar por um novo bombardeio. Na sede da BEF, Força Expedicionária Britânica, o comandante em chefe, general John Gort, mostra-se consternado com o ocorrido e, ao receber informações de que a linha belga está desmoronando, ele percebe que, para salvar o Exército britânico, eles devem se dirigir em direção ao mar, única rota de fuga.

Em Dover, o vice-almirante Ramsey ouve os bombardeios distantes em Calais e, revisando os planos sugeridos para a evacuação da BEF, chega à conclusão de que Dunquerque é o único porto possível. À noite, Binns e o esquadrão se refugiam em uma fazenda e, ao amanhecer, são expulsos pelas tropas alemãs. Dave é gravemente ferido e Mike protesta quando Binns insiste que eles devem deixar o militar ferido para trás. Na Inglaterra, uma chamada geral é transmitida para que todos os barcos, com mais de trinta pés, sejam registrados na Marinha, mas seus proprietários não recebem maiores explicações.

Juntando-se no porto a outros proprietários de barcos, Charles procura John, que se mostra angustiado por seu barco ter sido requisitado e ele, deliberadamente, ter mentido sobre seu comprimento para evitar seu registro. Perturbado pela reação irritada dos homens à sua admissão, John retorna para sua casa onde sua esposa, Grace, se mostra alarmada por ter recebido uma máscara de gás para seu bebê. Quando Grace implora a John que prometa que jamais os abandonará, ele recusa-se abruptamente e telefona para o escritório naval, a fim de saber se pode pilotar seu barco, o Heron, para Sheerness.

Na manhã seguinte, ao preparar seu barco, Charles testemunha centenas de militares britânicos cansados e feridos que chegam à terra, assumindo que os barcos deverão ser usados para evacuarem os militares que se encontram na França. Surpreso, ele pergunta ao representante da Marinha se pode pilotar seu barco para a França, mas é inicialmente recusado. No entanto, quando ele e outros insistem que conhecem seus barcos melhor que os marinheiros, a permissão lhes é concedida. Charles se mostra contente ao verificar que John se juntou ao grupo, levando o adolescente Frankie como seu primeiro imediato.

Ao chegarem à França, Binns e seus homens se juntam a milhares de soldados esperando por socorro ao longo da praia. Centenas deles se dirigem aos barcos dos mais variados tamanhos, enquanto os alemães são atacados por aviões. À medida que a noite cai, John e Frankie se mostram horrorizados ao verem Dunquerque em chamas. Charles e seu imediato, Joe, observam quando um navio de grande porte é bombardeado e naufraga, deixando muitos homens se batendo no mar.

Em meio à confusão, Binns e seus homens finalmente embarcam em um navio grande, mas o mesmo é bombardeado e afunda antes que eles possam se afastar. Vários sobreviventes são recolhidos por Charles e Joe. Em Dover, Ramsey insiste que os contratorpedeiros são necessários para qualquer esperança de sucesso na evacuação de mais de 170 mil soldados que ainda aguardam em Dunquerque. Na manhã seguinte, o barco de Charles é atingido e ele é resgatado pelo Heron de John.

Quando o Heron se desloca para a costa, Mike oferece ajuda para John reparar o motor, enquanto Charles e Frankie caminham pela praia. Naquela noite, Binns pergunta a Charles se os ingleses consideram uma desonra para o exército o fato de ele estar batendo em retirada, mas Charles o assegura que o Exército não tem a menor culpa pela situação. Na manhã seguinte, Charles fica surpreso ao verificar vários soldados fazendo suas orações dominicais, sendo seguidos por Frankie. Logo depois, para horror de Frankie, Charles é morto quando de um novo ataque alemão.

Depois que John e Mike terminam os reparos do Heron, Binns e os outros membros do esquadrão embarcam, mas após algumas milhas navegando no canal, o motor volta a apresentar defeitos. Resgatados por um barco da marinha, Binns, Mike, John e Frankie retornam à Inglaterra no final daquele dia.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Leslie Norman, a partir de um roteiro escrito por David Divine e W. P. Lipscomb, “O Drama de Dunquerque” é um ótimo filme do cinema britânico, produzido pelos Ealing Studios em 1958. Sua trama, baseada num livro do Tenente Coronel Ewan Butler e do Major J. S. Bradford, narra a famosa retirada das tropas britânicas de Dunquerque, ocorrida na primavera de 1940, durante a 2ª Guerra Mundial.

Embora não se trate de uma obra premiada, o filme é marcado por um roteiro muito bem escrito, com ótimas cenas de batalhas, efeitos visuais impressionantes e grandes atuações, dentre as quais destaco as de John Mills e Richard Attenborough.

Enfim, “O Drama de Dunquerque” é um filme que recomendo, principalmente por seu valor histórico.

CAA