Filmes por gênero

O PICOLINO (1935)

Top Hat
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Sombrero de copa (Espanha)
Cappello a cilindro (Itália)
Chapéu alto (Portugal)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Comédia Romântica, Musical
Direção: Mark Sandrich
Roteiro: Dwight Taylor
Produção: Pandro S. Berman
Direção Musical: Max Steiner
Coreografia: Hermes Pan
Fotografia: David Abel
Edição: William Hamilton
Direção de Arte: Van Nest Polglase
Figurino: Bernard Newman
Maquiagem: Mel Berns, Robert J. Schiffer
Efeitos Sonoros: Hugh McDowell Jr., George Marsh
Efeitos Especiais: Vernon L. Walker
Nota: 8.6
Filme Assistido em: 2008

Elenco

Fred Astaire Jerry Travers
Ginger Rogers Dale Tremont
Edward Everett Horton Horace Hardwick
Erik Rhodes Alberto Beddini
Helen Broderick Madge Hardwick
Eric Blore Bates, criado de Horace
Lucille Ball Florista
Leonard Mudie Vendedor de flores
Edgar Norton Gerente do do London Hotel
Robert Adair Funcionário do London Hotel
Gino Corrado Gerente do Venice Hotel
Tom Ricketts Garçom do Clube Thackeray
Phyllis Coghlan Dançarina
Jack Geiger Dançarino
Lora Lane Dançarina
Rita Rozelle Dançarina
Mary Stewart Dançarina
Anya Taranda Dançarina

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme

Oscar de Melhor Direção de Arte

Oscar de Melhor Direção de Dança

Oscar de Melhor Canção Original (Cheek to Cheek)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Durante uma estada em um hotel londrino com o produtor britânico, Horace Hardwick, o astro das revistas musicais norte-americanas, Jerry Travers, acorda Dale Tremont, a vizinha do andar de baixo, com seu sapateado compulsivo. Ao vê-la furiosa, ele se apaixona imediatamente por ela e, apesar da reação repulsiva de Dale, ele passa a enviar-lhe flores todos os dias.

Insistente, Jerry se faz passar por um motorista de táxi e a leva à sua aula de equitação no parque, onde uma forte tempestade faz com que os dois fiquem juntos em um pavilhão, iniciando um romance. Entretanto, a felicidade de Dale é abalada quando ela incorretamente deduz que Jerry, cujo nome ela nunca ouviu falar, é o marido de sua amiga Madge Hardwick.

Apesar de seu desejo de retornar à América, Dale é convencida por Alberto Beddini, seu ambicioso costureiro italiano, a aceitar o convite de Madge para encontrarem-se na Itália. Antes de deixar o hotel, Dale encontra-se com Jerry e lhe dá um tapa sem qualquer explicação. Preocupado que o incidente possa gerar um escândalo, o gerente do hotel adverte um confuso Horace que, por sua vez, culpa seu criado Bates.

Depois que Horace dá ordens para que Bates siga Dale, ele recebe um telegrama de Madge informando-o que ela se acha a caminho do Lido, em Veneza. Entusiasmado, Jerry voa para Veneza, em companhia de Horace, sem saber que Dale confessou à Madge que o marido dela vem se insinuando para ela.

Uma vez na Itália, Jerry continua a ficar desconcertado com o comportamento de Dale, enquanto Horace se mostra perplexo com as ameaças de violência corporal protagonizadas por Alberto. Na boate do hotel, Dale dança com Jerry a pedido de Madge, que não desconfia que a amiga vem confundindo o astro do sapateado com seu marido Horace. Em seguida, quando Jerry lhe propõe casamento, Dale lhe dá um novo tapa, enquanto Madge, que tinha levado as revelações iniciais sobre Horace com humor, pega o marido e lhe dá um soco no olho. Deprimida, Dale sucumbe ao charme de Alberto, aceitando sua proposta de casamento.

No dia seguinte, Jerry descobre que Dale se casou e, sapateando, como havia feito em Londres, consegue fazer com que os dois fiquem sozinhos. Apesar dela finalmente tomar conhecimento da verdadeira identidade dele, enquanto juntos atravessam um canal em uma gôndola, o rancoroso e violento Alberto os persegue de perto.

Finalmente, Bates revela que, enquanto seguia Dale e Alberto, ele se apresentou como um clérigo e realizou a fictícia cerimônia de casamento. Assim, legalmente solteira, Dale aceita a proposta de casamento de Jerry e, de volta à boate do hotel, dança alegremente com ele pelo salão.

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Comentários

Baseado na peça “The Girl Who Dared”, de Sándor Faragó e Aladar Laszlo, “O Picolino” é um dos grandes musicais dos anos 30, possivelmente o melhor. Realizado pelo cineasta Mark Sandrich, sua trama gira em torno de dois estranhos que se encontram casualmente em um hotel de Londres, sentem-se apaixonados, mas que uma incorreta dedução a respeito da identidade de um deles os leva a uma série de desencontros que só vão ser esclarecidos no final do filme. Na realidade, essa identidade trocada nada mais é que a desculpa encontrada para os maravilhosos números de dança e a belíssima música de Irving Berlin. Sem exagero, poderia dizer que “O Picolino” não é um filme de Mark Sandrich, e sim, de Ginger Rogers e Fred Astaire. Os números de dança revelam todo o charme, a sofisticação e a qualidade dos seus intérpretes, além de mostrar a perfeita química existente entre os dois.

Músicas como “Cheek to Cheek’, “Top Hat’, ‘White Tie and Tails”, “Isn't This a Lovely Day?“, “The Piccolino”, entre outras, associadas aos maravilhosos números de dança, deixam-nos inteiramente extasiados.

Enfim, “O Picolino” é um filme imperdível para os fãs dos musicais de Hollywood, um dos 1001 a serem vistos antes de morrer.

CAA