Filmes por gênero

OTHELLO (1952)

The tragedy of Othello: The moor of Venice
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Otelo (Portugal, Espanha)
Otelo, el moro de Venecia (Venezuela)
Orson Welles' Othello (Alemanha)
Othello, a velencei mór tragédiája (Hungria)
Отелло (União Soviética)
Pais: Estados Unidos, Itália, França, Marrocos
Gênero: Drama, Romance
Direção: Orson Welles
Roteiro: Orson Welles, Jean Sacha
Produção: Julien Derode, Orson Welles, Patrice Dali, Rocco Facchini
Design Produção: Luigi Scaccianoce, Alexandre Trauner
Música Original: Alberto Barberis, Angelo Francesco Lavagnino
Fotografia: Alberto Fusi, Aldo Graziati, Oberdan Troiani e outros
Edição: Jean Sacha, William Morton, Renzo Lucidi
Direção de Arte: Alexandre Trauner
Figurino: Maria De Matteis
Guarda-Roupa: Maria De Matteis
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 1955

Elenco

Orson Welles Othelo
Suzanne Cloutier Desdemona
Micheál MacLiammóir Iago
Michael Laurence Michael Cassio
Robert Coote Roderigo
Hilton Edwards Brabâncio
Fay Compton Emilia
Jean Davis Montano
Doris Dowling Bianca
Joseph Cotten Senador
Joan Fontaine Mensageira
Nicholas Bruce Lodovico
Abdullah Ben Mohamet Pagem

Prêmios

Festival Internacional de Cannes, França

Grand Prix do Festival (Orson Welles)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Iago, alferes de Othelo, trama com Roderigo uma forma de contar a Brabâncio, rico senador de Veneza, que sua filha, Desdêmona, mantém relações íntimas com Othelo. Iago quer vingar-se do Mouro porque ele promoveu Cassio, jovem soldado florentino e grande intermediário nas relações entre Othelo e Desdêmona, ao posto de tenente.

Brabâncio, que deixara a filha livre para escolher o marido que mais lhe agradasse, acreditava que ela escolheria, para seu cônjuge, um homem da classe senatorial ou semelhante. Assim, ao tomar ciência que sua filha havia fugido para se casar com Othelo, ele sai à procura do mouro para matá-lo. Entretanto, no momento em que se encontram, chega um comunicado do Duque de Veneza, convocando-os para uma reunião de caráter urgente no Senado.

Durante a reunião, Brabâncio, sem provas, acusa Othelo de ter induzido Desdêmona a casar-se com ele por meio de bruxarias. O mouro, que era general do reino de Veneza e gozava da estima e da confiança do Estado por ser leal, muito corajoso e ter atitudes nobres, faz, em sua defesa, um simples relato da sua história de amor que foi confirmado pela própria Desdêmona. Por isso, e por ser o único capaz de conduzir um exército no contra-ataque a uma esquadra turca que se dirige à ilha de Chipre, Othelo é inocentado e o casal segue para Chipre, em barcos separados, na manhã seguinte.

Durante a viagem, uma tempestade separa as embarcações e Desdêmona chega primeiro à ilha. Algum tempo depois, Othelo desembarca com a novidade de que a guerra havia acabado porque a esquadra turca fora destruída pela fúria das águas.

Em Chipre, Iago, que odeia Othelo e Cassio, começa a semear a discórdia entre eles, ao conceber um terrível plano de vingança. Hábil e profundo conhecedor da natureza humana, Iago sabe que, de todos os tormentos que afligem a alma, o ciúme é o mais intolerável e incontrolável.

Sob o pretexto de lealdade e estima ao general, Iago induz Cassio, responsável por manter a ordem e a paz, a se embriagar e envolver-se em uma briga com Roderigo, durante uma festa que os habitantes da ilha oferecem a Othelo. Quando o mouro toma conhecimento do ocorrido, destitui Cassio de seu posto. Nessa mesma noite, Iago começa a jogar Cassio contra Othelo. Dissimulando certo repúdio à atitude do general, ele dá a entender que sua decisão havia sido muito dura e que Cassio deveria pedir a Desdêmona que convencesse Othelo a devolver-lhe o posto de tenente. Abalado emocionalmente, Cassio, não se dá conta das verdadeiras intenções de Iago e aceita a sugestão.

Sabendo que o Mouro havia presenteado sua mulher com um velho lenço de linho bordado com morangos, o qual tinha herdado de sua mãe, Iago induz Emília, sua esposa, a roubar o lenço de Desdêmona e diz a Othelo que sua mulher havia presenteado seu amante com ele. Othelo, já enciumado, pergunta à Desdêmona sobre o lenço e ela, ignorando que o mesmo se estava com Iago, não sabe explicar o seu desaparecimento. Nesse meio tempo, Iago coloca o lenço dentro do quarto de Cassio para que ele o encontre.

Dando continuidade a seu plano, Iago insinua a Othelo que Cassio e sua esposa poderiam estar tendo um caso. Esse plano, tão bem traçado, faz com que Othelo comece a desconfiar de Desdêmona.

Em seguida, Iago faz com que Othelo se esconda e ouça uma conversa sua com Cassio. Eles falam sobre Bianca, meretriz amante de Cassio, mas como Othelo só ouviu parte da conversa, fica com a impressão de que eles estavam falando a respeito de Desdêmona. Logo depois, Bianca chega e Cassio dá a ela o lenço que encontrara, em seu quarto, para que ela providencie uma cópia.

As consequências dessa trama são terríveis: Iago, jurando lealdade a seu general, diz que, para vingá-lo, mataria Cassio, mas sua real intenção é a de matar Roderigo e Cassio, simultaneamente, porque eles podem vir a estragar seus planos. No entanto, os fatos não ocorrem exatamente como planejado: Roderigo acaba morrendo e Cassio, ferido, com uma perna mutilada.

Totalmente descontrolado, Othelo sai à procura de sua esposa, por acreditar que ela o havia traído, e a asfixia em seu quarto. Por outro lado, ao tomar conhecimento do assassinato de Desdêmona, Emilia, esposa de Iago, revela a Othelo, Lodovico, parente de Brabâncio, e Montano, ex-governador de Chipre, que todo o ocorrido foi tramado por seu marido, e que Desdêmona jamais fora infiel ao marido.

Como consequência, Iago mata Emilia e foge, mas logo é capturado. Por outro lado, desesperado ao saber que matara sua amada esposa injustamente, Othelo comete suicídio.

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Comentários

Depois de realizar “Macbeth – Reinado de Sangue”, em 1948, o grande ator e cineasta Orson Welles nos brinda com essa nova tragédia de Shakespeare, “Othello”, de 1952. Aqui, o conhecido Mouro de Veneza, impregnado de ciúmes provocados pela maldade de Iago, que se dizia seu melhor amigo, mata sua bem-amada esposa Desdemona.

Contando com belos cenários e um ótimo trabalho de fotografia em preto e branco, Welles se mostra perfeito na direção, o que lhe rendeu o prestigiado Grand Prix do Festival Internacional de Cannes.

No elenco, além de Welles no papel principal, merecem destaques as atuações de Michael McLiammoir e Suzanne Cloutier, respectivamente como Iago e Desdemona.

Enfim, embora não se iguale às suas maiores obras-primas, como “Cidadão Kane”, de 1941, que considero o 2º melhor filme que assisti em toda a minha vida, e “Soberba”, de 1942, que se acha entre os 200 melhores filmes que assisti em mais de 70 anos, esta tragédia Shakespeariana deve ser incluída entre as maiores obras de Orson Welles.

CAA