Filmes por gênero

PAPAI PERNILONGO (1955)

Daddy long legs
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Papá das pernas altas (Portugal)
Papa longues jambes (França, Bélgica, Canadá)
Papà gambalunga (Itália)
Papá, piernas largas (Espanha)
Daddy Langbein (Alemanha, Austria)
Pappa Långben (Suécia)
Vaderrtje Langbeen (Holanda)
Tajemniczy opiekun (Polônia)
Длинноногий папочка (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Musical, Romance
Direção: Jean Negulesco
Roteiro: Phoebe Ephron, Henry Ephron
Produção: Samuel G. Engel
Música Original: Alfred Newman, Cyril J. Mockridge
Fotografia: Leon Shamroy
Edição: William Reynolds
Direção de Arte: Lyle R. Wheeler, John DeCuir
Guarda-Roupa: Sam Benson, Charles Le Maire, Tom Keogh
Maquiagem: Ben Nye
Efeitos Sonoros: Alfred Bruzlin, Harry M. Leonard
Efeitos Especiais: Ray Kellogg
Nota: 8.3
Filme Assistido em: 1956

Elenco

Fred Astaire Jervis Pendleton III / John Smith
Leslie Caron Julie Andre
Terry Moore Linda Pendleton
Thelma Ritter Alicia Pritchard
Fred Clark Griggs
Charlotte Austin Sally McBride
Larry Keating Embaixador Alexander Williamson
Kathryn Givney Gertrude Pendleton
Kelly Brown Jimmy McBride
Ray Anthony Ele próprio
Kathryn Card Srta. Carrington
Ann Codee Madame Sevanne
Ralph Dumke Sr. Bronson
Steven Geray Emile
Virginia Hunter Estudante
Diane Jergens Estudante
Larry Kent Mordomo
Numa Lapeyre Jean
Damian O'Flynn Larry Hamilton
Sara Shane Pat

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Canção Original (Johnny Mercer)

Oscar de Melhor Trilha Sonora de um Musical (Alfred Newman)

Oscar de Melhor Direção de Arte - Decoração de Cenários (Lyle Wheeler, J. DeCuir, W. Scott, P. Fox)

Grêmio dos Roteiristas da América

Prêmio de Melhor Roteiro de um Musical Americano (Phoebe Ephron, Henry Ephron)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

O milionário amante do jazz e playboy Jervis Pendleton III é persuadido por seu austero assistente, Griggs, a deixar sua mansão de Nova York para acompanhar uma missão de investigação do Departamento de Estado dos EUA na França. Ao viajarem através de uma estrada isolada em direção à Paris, o carro do grupo quebra e Jervis é obrigado a caminhar em busca de um telefone. Ao chegar a um orfanato, enquanto aguarda a inspetora, ele observa uma jovem servindo o almoço para um grupo de crianças. Em seguida, ao ser recebido por Madame Sevanne, a inspetora, Jervis pede-lhe informações sobre a jovem, tomando então conhecimento de que ela se chama Julie Andre e que vive ali basicamente desde seu nascimento. Madame Sevanne lamenta o fato de que a jovem de dezoito anos leve uma vida tão sem graça e que seus pretendentes sejam agricultores inexpressíveis.

Ao chegar à Paris, Jervis encontra seu velho amigo, o embaixador Alexander Williamson, e lhe pergunta como adotar uma órfã francesa. Inicialmente, Alexander se mostra horrorizado ao ver o amigo de meia-idade interessado em uma jovem de apenas dezoito anos, mas Jervis jura que só quer mandá-la para a América a fim de proporcioná-la uma educação adequada. Alexander compromete-se, então, a fazer os preparativos na condição de que o patrocínio de Jervis permaneça anônimo. Ele concorda e, assim, Julie é matriculada na Faculdade Walston de Massachusetts, da qual Jervis é um grande colaborador. Em seguida, ele leva os papéis para serem entregues à Julie, que não imagina quem é seu benfeitor, e que Madame Sevanne diz chamar-se “John Smith”.

As crianças, que viram apenas sua sombra, o descrevem como alto e magro, com as pernas como as de um pernilongo. Após seu primeiro dia em Walston, durante o qual ela conhece suas colegas de quarto, Sally McBride e a sobrinha de Jervis, Linda Pendleton, Julie começa a escrever sua primeira carta para seu tutor, em obediência à uma norma pela qual deveria escrever para ele uma vez por mês. Quando a carta chega à mesa da Srta. Alicia Pritchard, secretária do Sr. Griggs, embora estranhem a saudação "Querido pernilongo", ele pede à Srta. Prichard que arquive a carta sem mostrá-la a Jervis. Com o passar dos meses, Julie se mostra desapontada por não receber qualquer resposta às suas cartas, mas continua a escrever e a trabalhar duro em seus estudos.

Dois anos depois, no entanto, Julie manifesta sua desilusão em sua última carta, fazendo com que Griggs decida mostrar as cartas a Jervis, que tinha esquecido completamente de sua órfã. Depois de ler suas cartas, ele decide participar de um Baile da Primavera, em Walston, sob o pretexto de visitar sua sobrinha, Linda, que ele não vê desde que ela era uma criança. Ao chegar à faculdade, Jervis tem o prazer de ver Julie, que se tornou uma jovem mulher preparada. Na ocasião, ela lhe confidencia que, após sua graduação, gostaria de cuidar de seu tutor, que ela acredita ser uma pessoa idosa, mas tem medo de que ele já não tenha qualquer interesse nela.

Durante o baile, para desgosto de Jimmy McBride, irmão de Sally que é apaixonado por Julie, Jervis a tira para dançar um eletrizante número de rock and roll. Ao retornar para Nova York, ele se sente apaixonado por ela, embora não lhe tenha dito ser seu "Querido pernilongo". Por outro lado, Griggs desconfia quando ele oferece um emprego a Jimmy na distante Bolívia, embora ele insista que seus motivos são puros. Alguns meses mais tarde, Jervis convida Linda e Julie para passarem um fim de semana em Nova York, e se mostra perplexo quando Julie chega sozinha devido ao fato de Linda se encontrar adoentada. Julie o deixa à vontade e o casal passa a noite dançando em boates da cidade.

Na manhã seguinte, Jervis compra um anel de noivado para Julie, mas quando ele vai ao hotel para tomar o café da manhã com ela, sua conversa é ouvida pelo embaixador Williamson. Este interpreta a conversa como uma prova de que o amigo não cumpriu o acordo firmado em Paris, e o chama para uma conversa em seu quarto, onde Jervis se mostra indignado com suas acusações. Em seu íntimo, no entanto, Jervis conclui que seu amigo tem razão em relação à diferença de idades, que ele deve esquecê-la e procurar trazer Jimmy de volta aos Estados Unidos. Por outro lado, Julie, que se apaixonou por ele, fica arrasada quando, ao procurá-lo, a informam que ele viajou a negócios para o exterior. Apesar de sua dor emocional, ela retorna à Walston, onde começa a fazer um álbum de recortes de jornais sobre as aventuras amorosas de Jervis. Paralelamente, ela se mostra preparada para os exames finais que a levarão à sua formatura.

Em uma última carta para seu tutor, Julie pede seus conselhos. Incapaz de suportar o desgosto da jovem, a Srta. Pritchard insiste para que Griggs a ajude. Assim, no dia da formatura, a Srta. Pritchard participa da cerimônia e, ao felicitar Julie, a informa que as duas irão à Nova York para que ela possa, finalmente, conhecer seu benfeitor. Por outro lado, ao tomar conhecimento dos planos de Griggs, Jervis se irrita e lhe diz que continuará sendo o benfeitor de Julie até o dia em que ela se casar com Jimmy. No entanto, quando Julie chega à mansão dos Pendleton, ela entra juntamente com um grupo de turistas que vão visitar a coleção de arte da família. Ao ver uma pintura do avô de Jervis, como um idoso, ela percebe que ele é o “pernilongo” que imaginara. Emocionada ao reencontrar Jervis, ela aceita seu pedido de casamento e os radiantes Sr. Griggs e Srta. Pritchard observam quando o casal compartilha seu primeiro beijo.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Jean Negulesco, a partir de um roteiro escrito por Phoebe Ephron e Henry Ephron, “Papai Pernilongo” é um romântico musical produzido pela Twentieth Century Fox Film Corporation em 1955. Sua trama, baseada num romance de Jean Webster, é marcada por uma boa dose de música, dança e comédia.

Partindo de um roteiro bastante original e inteligente, Negulesco realiza um belo trabalho, no que é ajudado pelos excelentes números musicais. A fotografia a cores, a cargo de Leon Shamroy, é outro quesito que merece ser destacado e que certamente contribui para a boa qualidade do filme. No elenco, Fred Astaire, aos 56 anos, e Leslie Caron, aos 24 anos, nos brindam com uma ótima química, suplantando a diferença de idade entre os dois. Merecem igualmente destaques as ótimas atuações de Fred Clark e Thelma Ritter.

CAA