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SALOMÃO E A RAINHA DE SABÁ (1959)

Solomon and Sheba
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Salomon et la reine de Saba (França)
Salomone e la regina di Saba (Itália)
Salomón y la reina de Saba (Espanha, Argentina, México),
Salomon und die Königin von Saba (Austria, Alemanha)
Salomo och drottningen av Saba (Suécia)
Salomon i Królowa Saby (Polônia)
Salomon og dronningen af Saba (Dinamarca)
Соломон и Шеба (União Soviética e Bulgária)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Épico, Bíblico, Drama
Direção: King Vidor
Roteiro: Anthony Veiller, George Bruce, Paul Dudley
Produção: Ted Richmond, Tyrone Power
Música Original: Mario Nascimbene
Direção Musical: Franco Ferrara
Coreografia: Jeroslav Berger, Jean Pierre Genet
Fotografia: Freddie Young
Edição: Otto Ludwig
Direção de Arte: Richard Day, Luis Pérez Espinosa, Alfred Sweeney
Figurino: Ralph Jester
Guarda-Roupa: Eric Seelig
Maquiagem: Thomas Tuttle, Tom Smith, John O'Gorman
Efeitos Sonoros: David Hildyard
Efeitos Especiais: Alex Weldon
Nota: 8.0
Filme Assistido em: 1961

Elenco

Yul Brynner Salomão
Gina Lollobrigida Rainha de Sabá
George Sanders Adonias
Marisa Pavan Abishag
David Farrar Faraó
John Crawford Joab
Finlay Currie Rei David
Harry Andrews Baltor
José Nieto Ahab
Maruchi Fresno Bathsheba
William Devlin Nathan
Jack Gwillim Josiah
Jean Anderson Takyan
Laurence Naismith Hezrai
Julio Peña Zadok
Félix de Pomés General egípcio
Alejandro Rey Sittar
Tyrone Power .
Anne Scott .

Indicações

Prêmios Bambi, Alemanha

Prêmio Bambi de Melhor Atriz Internacional (Gina Lollobrigida)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Na antiga Israel, os filhos do rei Davi, Adonias e Salomão, repeliram com sucesso uma invasão egípcia. Embora Salomão acredite em um futuro pacífico, Adonias se irrita com as restrições impostas por seu pai para se defender apenas dos ataques dos inimigos de Israel. Hezrai, o chanceler de David, procura os irmãos e relata que o idoso rei encontra-se em Jerusalém à beira da morte. No entanto, ao tomar conhecimento de que soldados do pequeno reino de Sabá participaram das forças egípcias, Adonias sai à procura deles. Ao encontrar a rainha de Sabá, Adonias se apresenta como o rei de Israel e propõe que unam forças para destruir o Egito. No entanto, diante de sua arrogância, ela se recusa a participar de seus planos.

Enquanto isso, em Jerusalém, Salomão é recebido pela filha do devotado ancião tribal Ahab, Abishag, que cresceu no palácio. Na ocasião, o rei revela que teve uma visão e pede um encontro com os anciãos tribais no dia seguinte. Na assembleia do palácio, o rei declara que a maior realização de seu reinado, de quarenta anos, foi a unificação das doze tribos que compõem Israel. Adonias chega ao local no momento em que o rei anuncia que, em sua visão, Deus proclamou Salomão como o próximo rei de Israel. Furioso, ele acusa Salomão de pôr seu pai contra ele, mas quando Hezrai revela que Adonias se pronunciou rei diante da rainha de Sabá, os anciãos e o rei o acusam de ferir a lei e de ser indigno.

Adonias insiste que nunca desistirá da sua reivindicação legítima e sai da assembleia logo depois que Salomão é coroado o novo rei. Mais tarde, no seu leito de morte, Davi solicita que Salomão construa um grande templo para honrar a Deus e abrigar a aliança. Após a morte de seu pai, Salomão reza para pedir orientação, e Deus assegura-lhe que, enquanto ele cumprir sua promessa a Davi, Israel florescerá. Salomão ordena a construção do templo e, depois de várias semanas, visita Adonias para pedir-lhe que volte para Jerusalém e chefie o exército de Israel. Embora surpreendido, Adonias concorda. A conclusão e a consagração do templo, alguns anos depois, marca um período próspero e pacífico para o país.

Enquanto isso, nas terras de Sabá, a rainha recebe notificação de que o faraó egípcio vai se reunir com as tribos árabes, preocupado com o crescente exército israelense. Baltor, conselheiro de Sabá, explica que, além dessa preocupação prática, o faraó teme a devoção de Salomão ao monoteísmo, o que ameaça suas próprias crenças politeístas. Numa reunião, o faraó exige saber o tamanho do exército de Sabá e concorda que ela e seu séquito sigam até Jerusalém.

Salomão recebe a visita de Sabá, que declara ser sua missão uma forma de aprender com o seu reinado justo e efetivo. Os israelitas mostram-se surpresos com a demonstração flagrante dos ídolos pagãos dos visitantes, mas Salomão trata a rainha com naturalidade. Quando Adonias visita Sabá para repetir sua proposta anterior, ela novamente se recusa a ajudá-lo. Depois de vários dias, ela se mostra frustrada por não conseguir um tempo sozinha, com Salomão, mas ao mesmo tempo impressionada com suas decisões ao lidar com as dificuldades diárias de seu povo. Com o passar dos dias, no entanto, eles se aproximam, ocasião em que ele procura saber qual o verdadeiro motivo de sua presença em Jerusalém.

Salomão rejeita a pretensão de Sabá de espionar o faraó, oportunidade em que ela confessa seu plano para arruiná-lo, bem como, que se apaixonou por ele. Os dois se abraçam e, dias depois, Hezrai e um sumo sacerdote visitam Adonias para expressar sua consternação pelo fato de Sabá estar se mudando para o palácio real. Enquanto isso, ela convoca Baltor para exigir seu retorno imediato ao seu país.

Quando a rainha admite que realmente se apaixonou por Salomão, Baltor lembra-lhe sua missão e o dever para com seu povo. Sabá concorda relutantemente e descreve seu plano para obter a aprovação de Salomão para uma celebração religiosa que escandalizará os anciãos e as pessoas israelitas. Poucos dias depois, Salomão lhe propõe casamento, mas ela afirma que suas diferenças religiosas tornam isso impossível e anuncia seu plano para voltar para casa. Atordoado, ele exige-lhe uma explicação e Sabá explica que, como rainha, ela deve supervisionar uma tradição religiosa anual.

A discussão é interrompida por uma tentativa de assassinato levada a efeito por dois homens, um dos quais Salomão descobre ser o tenente de Adonias, Joab. Indignado, ele confronta o irmão, que declara que as pessoas estão irritadas face ao seu envolvimento com Sabá. O rei, enfurecido, envia seu irmão para o exílio. Ao saber que Salomão aprovou a celebração pagã de Sabá, os sumos sacerdotes se reúnem com o rei, mas ele insiste que agiu apenas por amor. Com desânimo, o profeta da corte, Nathan, anuncia que Deus virará sua mão contra Israel face às atitudes de Salomão.

Na noite seguinte, Sabá e seu povo realizam uma cerimônia sensual que hipnotiza Salomão. Temerosa da profecia, Abishag vai ao templo e implora a Deus para poupar Salomão, oferecendo sua vida em troca da dele. No auge da cerimônia, uma forte tempestade tem início e seus raios atingem tanto o ídolo pagão quanto o templo. Atordoado, Salomão mais tarde encontra Abishag morta no templo arruinado e percebe a profundidade de sua ofensa para com Deus. O rei pede desculpas públicas a seus sacerdotes e pessoas, mas os anciãos partem após declararem a ruptura da unidade de Israel. No Egito, Adonias se encontra com o Faraó e promete liderar os exércitos do reino contra Salomão em troca do trono de Israel.

O faraó concorda e exige a morte de Sabá por permanecer em Jerusalém. Salomão logo descobre o exército egípcio que se aproxima e, reunindo aqueles que permaneceram fiéis a ele, os leva ao deserto para enfrentar o ataque. O rei se mostra satisfeito quando Ahab se junta a ele, prometendo o apoio de sua tribo em memória de Abishag. As forças superiores de Adonias cercam rapidamente o exército israelita e, depois de uma batalha, Salomão bate em retirada.

Impaciente, Adonias leva um pequeno grupo à Jerusalém, deixando seu capitão para acabar com os israelitas. Nas colinas, um oficial relata a um deprimido Salomão que as tropas israelitas sobreviventes o abandonaram. Em Jerusalém, Baltor fala para Sabá sobre a derrota de Salomão, mas salientando que ele permanece vivo, fazendo com que ela vá às ruínas do templo, onde reza, prometendo voltar para seu país e construir um grande tabernáculo em honra de Deus, se ele poupar a vida de Salomão.

Na manhã seguinte, Salomão fica surpreso quando seus soldados retornam e, confiante, ordena que eles lustrem seus escudos. Assim, quando o capitão egípcio ordena um ataque final contra os israelitas, estes transformam seus escudos em verdadeiros espelhos ao sol, cegando os inimigos que, desorientados, se lançam num enorme abismo que fica logo abaixo da colina. Depois que o exército egípcio é destruído, Salomão volta à Jerusalém em triunfo.

Enquanto isso, Adonias, que se declarara rei e ordenara que Sabá fosse apedrejada, ataca Salomão e é morto por ele. Em seguida, Salomão leva uma inconsciente Sabá até o templo, onde ela revive e agradece a Deus por tê-lo poupado, juntamente com Jerusalém. Depois de recuperada, ela revela que está grávida de seu filho, mas insiste que deve cumprir sua promessa e retornar ao seu país. Salomão concorda e agradece a Deus por seu perdão.

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Comentários

Realizado pelo cineasta King Vidor, a partir de um roteiro escrito por Anthony Veiller, George Bruce e Paul Dudley, “Salomão e a Rainha de Sabá” é um filme norte-americano produzido pela empresa Edward Small Productions em 1959. Sua trama, baseada numa estória de Crane Wilbur, fala do reinado de Salomão em Israel e de seu relacionamento com a rainha de Sabá.

Último longa metragem dirigido por King Vidor, inicialmente o filme tinha Tyrone Power no papel principal. No entanto, tendo este falecido inesperadamente de um ataque cardíaco, durante as filmagens na Espanha, foi o mesmo substituído pelo ator Yul Brynner. A fotografia a cores, realizada pelo processo Technirama, a cargo de Freddie Young, é de muito boa qualidade, sobressaindo-se nas cenas de exteriores, principalmente nas de batalhas.

No elenco, transbordando sensualidade, Gina Lollobrigida nos brinda com um belo trabalho, o que lhe valeu sua indicação ao prêmio Bambi de Melhor Atriz Internacional. Merecem ainda ser citadas as boas atuações de George Sanders, Yul Brynner e Harry Andrews.

CAA