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VIVA MARIA! (1965)

Viva Maria!
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Ficha Técnica

Pais: França, Itália
Gênero: Comédia, Faroeste
Direção: Louis Malle
Roteiro: Louis Malle, Jean-Claude Carrière
Produção: Óscar Dancigers
Design Produção: Bernard Evein
Música Original: Georges Delerue
Fotografia: Henri Decaë
Edição: Suzanne Baron, Kenout Peltier
Figurino: Ghislain Uhry
Guarda-Roupa: Georgette Somohano
Maquiagem: Odette Berroyer, Simone Knapp
Efeitos Sonoros: José B. Carles
Efeitos Especiais: Lee Zavitz
Nota: 7.1
Filme Assistido em: 2008

Elenco

Brigitte Bardot Maria I
Jeanne Moreau Maria II
Fernando Wagner Pai de Maria I
Claudio Brook O Grande Rodolfo
George Hamilton Flores, líder revolucionário
Carlos López Moctezuma Rodríguez
Gregor von Rezzori Diogène
Paulette Dubost Mme. Diogène
Poldo Bendandi Werther
José Ángel Espinosa Ditador de San Miguel
Roberto Pedret Pablo
Francisco Reiguera Padre
José Baviera Don Alvaro
Adriana Roel Janine
Jonathan Eden Juanito Diogène

Prêmios

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Atriz Estrangeira (Jeanne Moreau)

Indicações

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Atriz Estrangeira (Brigitte Bardot)

Videoclipes

70 anos de cinema 70 anos de cinema

Sinopse

Em 1891, na Irlanda, Maria I é uma garotinha de cerca de oito anos, filha de um procurado terrorista. Ela sempre acompanha o pai em suas missões contra os ingleses, adquirindo aos poucos conhecimentos sobre como manejar explosivos. Dezesseis anos mais tarde, agora uma jovem mulher, ela se encontra com o pai em um país da América Central, desta vez para fazerem explodir uma ponte estratégica. Quando seu pai acaba de instalar os explosivos na estrutura da tal ponte, ele é surpreendido por um grupo de soldados que o mata. De longe, às margens do rio, Maria assiste ao ocorrido e, ato contínuo, aciona o detonador, fazendo que a ponte vá pelos ares.

A seguir, em sua fuga, ela consegue pegar um trem em movimento e viajar escondida até um pequeno vilarejo onde se encontra a Companhia Itinerante de “O Grande Rodolfo”, um misto de teatro de variedades e circo. Morta de fome, ela se aproxima do trailer de Janine, uma cantora da Companhia, exatamente no momento em que esta se suicida por ter sido abandonada pelo homem que amava. Depois do funeral, Rodolfo decide viajar com sua trupe para um País vizinho. Escondida, Maria segue no teto do trailer de Maria II, a principal cantora/bailarina do grupo.

Durante a viagem, Maria I consegue entrar no trailer onde, ameaçando Maria II com um punhal, exige comida para matar sua fome. Uma vez saciada, ela passa a fazer uma série de perguntas à sua xará e as duas terminam se entendendo. Depois de atravessarem a fronteira e chegarem a um novo vilarejo, Maria II procura Rodolfo para lhe apresentar sua nova partner, aquela que vai substituir Janine.

Uma vez no palco, sem treinamento, Maria I não consegue seguir exatamente os movimentos de sua colega. Entretanto, o que poderia tornar-se num vergonhoso fracasso, termina num estrondoso sucesso, fazendo com que a Companhia do Grande Rodolfo se torne famosa. É que, aproveitando os cacos de Maria I, sua xará entra no clima e as duas terminam inventando o strip-tease.

Durante um baile, as duas amigas e parceiras conversam descontraídas quando Maria I comenta que nunca conheceu o amor. Na oportunidade, Maria II fala maravilhas a respeito do mesmo, ressaltando, entretanto, que nunca dormiu com um desconhecido. Naquela mesma noite, curiosa, Maria I aceita o convite de um simpatizante e só volta à Companhia na manhã seguinte. A partir daí, ela passa a colecionar admiradores.

Numa dessas viagens, a caravana se depara com algumas dezenas de revolucionários, liderados por um jovem socialista chamado Flores, que estão sendo levados para a prisão da mansão do Sr. Rodriguez, o Chefão da região. Maria II apaixona-se por Flores e o acompanha a pé. Uma vez lá, todos aguardam a manhã seguinte quando Rodriguez vai decidir sobre o destino de cada um.

Pouco antes do amanhecer, as duas Marias são levadas a uma sala privativa do Sr. Rodriguez, o qual pretende tirar proveito delas antes de mandá-las para a morte. Na prisão, onde os outros se encontram, um hábil manipulador de cordas consegue laçar o revólver do guarda que os vigia, forçando-o a abrir a grade que os separa. Assim, os presos saem, pegam armas e procuram posições estratégicas para tentarem tomar toda a mansão. Nesse mesmo instante as Marias conseguem dominar Rodriguez e se apossar de uma moderna metralhadora.

Depois de se enfrentarem, os revolucionários, juntamente com a trupe de Rodolfo, deixam o local levando Flores gravemente ferido. Ao chegarem à aldeia do líder revolucionário, este vem a falecer, mas antes, Maria II assume o compromisso de levar a revolução adiante. Conquistando cada vez mais adeptos, as duas Marias terminam por conseguir derrubar o ditador capitalista e seus seguidores. Extremamente ovacionadas, elas deixam o local num dos trailers da caravana de Rodolfo.

Em seguida, as duas voltam à Europa onde passam a se apresentar todas as noites em um teatro.

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Comentários

“Viva Maria” é uma co-produção franco-italiana levada às telas pelo grande cineasta Louis Malle, que também co-assina o roteiro ao lado de Jean-Claude Carrière.

Com grande parte rodada no México, o filme não deixa de ser também uma espécie de sátira aos velhos faroestes, e a certas produções sobre revoluções e ditadores. Em seu comando, acha-se o excelente Louis Malle, responsável por grandes pérolas da 7ª Arte, tais como “Adeus Meninos”, de 1987, “Trinta Anos esta Noite”, de 1963, e “Ascensor para o Cadafalso”, de 1958, só para citar três.

Entre seus pontos altos, podemos citar a belíssima trilha sonora de Georges Delerue, a segura fotografia de Henri Decaë e a ótima química existente entre Jeanne Moreau e Brigitte Bardot.


CAA