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O RETRATO DE JENNIE (1948)

Portrait of Jennie
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Le portrait de Jennie (França)
Il ritratto di Jennie (Itália)
Jennie (Espanha, UK)
Jenny (Alemanha, Austria)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Fantasia, Romance, Mistério
Direção: William Dieterle
Roteiro: Paul Osborn, Peter Berneis
Produção: David O. Selznick
Design Produção: J. McMillan Johnson
Música Original: Dimitri Tiomkin
Fotografia: Joseph H. August
Edição: William Morgan
Figurino: Lucinda Ballard
Guarda-Roupa: Anna Hill Johnstone
Efeitos Sonoros: James G. Stewart
Efeitos Especiais: Clarence Slifer
Efeitos Visuais: Harry L. Wolf
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 2008

Elenco

Jennifer Jones Jennie Appleton
Joseph Cotten Eben Adams
Ethel Barrymore Srta. Spinney
Lillian Gish Madre Mercedes
Cecil Kellaway Matthews
David Wayne Gus O'Toole
Albert Sharpe Moore
Florence Bates Sra. Jekes
Anne Francis Adolescente na Galeria de Arte
Nancy Davis Adolescente na Galeria de Arte
Nancy Olson Adolescente na Galeria de Arte
Henry Hull Eke
Felix Bressart Pete
Clem Bevans Capt. Cobb
Maude Simmons Clara Morgan
John Farrell Policial
Esther Somers Sra. Bunce

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhores Efeitos Visuais e Sonoros

Festival Internacional de Veneza, Itália

Copa Volpi de Melhor Ator (Joseph Cotten)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Fotografia

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Leão de Ouro (William Dieterle)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Eben Adams, um pintor sem dinheiro, entra na Galeria de Arte Matthews & Spinney, numa tentativa de conseguir vender algumas de suas telas. Depois que o Sr. Matthews, um dos proprietários da Galeria, se nega a adquirir qualquer trabalho seu, Eben se prepara para deixar o local quando a Sra. Spinney, sócia de Matthews, pede para dar uma olhadela no material por ele trazido. Depois de examiná-lo, ela faz algumas críticas ao seu trabalho, mas resolve comprar para si uma de suas telas.

Ao deixar a Galeria, Eben caminha por um Central Park coberto de neve quando, de repente, sente algo extraordinário. Os sons da cidade ficam distantes, parecendo vir de outra época, como o som do verão de tempos atrás. De repente, quase ao anoitecer, encontra uma bela garota de nome Jennie Appleton. A jovem lhe diz que seus pais são acrobatas e trabalham no Hammerstein’s Victoria. Eben acredita que ela se acha enganada, já que o Hammerstein’s fora demolido quando ele era ainda criança. Jennie, entretanto, insiste em sua colocação, já que na véspera estivera lá com seus pais. Depois de olhar as telas de Eben, a quem diz que não são do seu agrado, ela vai embora. Ao voltar para casa, Eben leva um lenço e o jornal que Jennie esqueceu no banco do parque.

No dia seguinte, ao almoçar com um amigo, o pintor verifica que o jornal esquecido por Jennie é de 1910. Surpreso, ele se lembra que ela não se vestia como as jovens de hoje. Impressionado e sem esquecer sua fisionomia,  consegue fazer um esboço de seu rosto, que Matthews o compra por US$25.

Alguns dias depois, ao voltar ao Central Park para esquiar, Eben encontra-se novamente com Jennie, agora mais crescida. Ele tenta devolver-lhe o lenço que ela esquecera no banco, mas ela lhe pede que continue guardando-o, pois, assim, ela vai crescer depressa. Ele lhe fala do esboço que fizera de seu rosto e os dois, felizes, esquiam e tomam chocolate quente juntos. Ao se despedirem, marcam um novo encontro para o sábado seguinte, quando ela pretende levá-lo à matinê do Hammerstein’s. No sábado, como ela falta ao encontro, Eben decide averiguar todo o possível sobre os pais dela.

Indo ao local onde, no passado, existia o Hammerstein’s, ele conhece um homem que trabalhara lá e que lhe sugere procurar Clara Morgan, antiga encarregada do guarda-roupa do teatro de variedades. Com seu endereço em mãos, Eben vai ao seu encontro, que lhe fala dos Appletons, mostrando-lhe inclusive fotos de toda a família. Sobre Jennie, ela diz que, quando os pais morreram num acidente no trapézio, sua tia a levou para colocá-la num convento.

Ao deixar Clara, Eben sente-se repentinamente apaixonado pelo banco do Central Park onde conheceu a jovem. Instintivamente, ao se aproximar do mesmo, vivencia uma atmosfera incomum no ambiente, como se o tempo se fundisse com a neve. Logo depois, Jennie chega chorando porque os pais tinham acabado de morrer, ao se apresentarem no trapézio.

Depois de algum tempo, os dois voltam a se encontrar, ocasião em que ela lhe diz que está cursando o 1º ano do ensino médio, no convento. Diz ainda que tem pensado muito nele e que espera que venham a ficar juntos. Em seguida, Eben começa a pintar o seu retrato. Quando o mesmo se encontra quase pronto, o pintor chama Matthews e Spinney para darem suas opiniões, sendo altamente elogiado por seu brilhante trabalho, o que o deixa muito feliz.

Ao terminar seus estudos, Jennie volta a procurá-lo. Irradiando felicidade, Eben lhe diz que agora eles podem ficar juntos para sempre. Ela, entretanto, afirma que vão ter que adiar um pouco mais o projeto deles, uma vez que sua tia acha-se muito doente, em New England, e ela vai ter que ficar ao seu lado por todo o verão. Entretanto, o tempo passa e a jovem não retorna.

Atendendo à sugestão de um amigo, Eben vai até o convento onde ela estudara, procura a Madre Mercedes, considerada por Jennie sua melhor professora e amiga, de quem recebe a notícia de que a jovem havia morrido anos atrás. Na ocasião, a religiosa lê a última carta que recebera de Jennie, pouco antes da costa de New England ser assolada por um forte maremoto num dia 5 de outubro. Madre Mercedes ainda lhe diz que Jennie costumava navegar sozinha até um pequeno abrigo localizado perto de um farol abandonado. Eben lembra-se que se trata do farol de Land’s End, sobre o qual haviam conversado em seu primeiro encontro, quando Jennie viu a tela que ele pintara do mesmo.

Faltando apenas quatro dias para um novo 5 de outubro, o pintor apressa-se para estar em New England naquela data. Uma vez lá, conversa com pessoas que vivenciaram o terrível maremoto, alguns dizendo que parecia o Juízo Final. Na manhã do dia 5, ao alugar um barco à vela, todos lhe dizem que não há o menor vento para que realize seu passeio. Por outro lado, a previsão é de bom tempo para todo o dia. Mesmo assim, Eben se lança ao mar em direção ao velho farol. De repente, ventos fortes começam a soprar e, com extrema dificuldade, ele consegue chegar ao local. Gritando o tempo todo por Jennie, ele avista, do alto do farol, o barco em que sua amada se encontra. Imediatamente, desce as escadas e se encontra com ela sobre os rochedos, onde a tempestade volta ainda mais forte com ondas altíssimas. Ele faz de tudo para que se abriguem no farol, mas ela lhe pede para que não lute contra nada. Ele lhe diz que podem ter toda uma vida juntos, mas ela lhe responde que têm toda uma eternidade. Uma onda gigante faz com que ela desapareça, enquanto ele é encontrado na praia, sendo recolhido pelo Capt. Cobb que o leva para sua casa.
Sabendo do ocorrido, a Sra. Spinney viaja para New England a fim de fazer-lhe uma visita. Ao vê-la com o lenço de Jennie em suas mãos, ele lhe pergunta onde o encontrou. Ela lhe diz que o lenço achava-se ao seu lado quando o encontraram na praia.

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Comentários

Baseado num livro do escritor Robert Nathan, “O Retrato de Jennie” é um ótimo filme de romance e mistério. Produzido por David Selznick e dirigido pelo cineasta alemão William Dieterle, sua trama gira em torno de uma bela história de amor que transcende o tempo e o espaço.

A direção de Dieterle é consistentemente boa, o que lhe valeu uma indicação ao Prêmio Leão de Ouro do Festival de Veneza. Na área técnica, destacamos ainda a excelente fotografia de Joseph H. August, a bela trilha sonora de Dimitri Tiomkin, com músicas de Claude Debussy e Bernard Herrmann (Jennie’s Song), bem como, os efeitos especiais utilizados nas cenas da tempestade que antecede o final do filme.

No elenco, merecem ser citadas as ótimas atuações de Jennifer Jones, Joseph Cotten e Ethel Barrymore. A química entre os dois primeiros salta aos olhos.

CAA