Filmes por gênero

CRUZ DE FERRO (1977)

Cross of Iron
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Steiner - Das Eiserne Kreuz (Alemanha)
A grande batalha (Portugal)
Croix de fer (França)
La croce di ferro (Itália)
La cruz de hierro (Espanha)
Pais: Reino Unido, Alemanha
Gênero: 2ª Guerra Mundial
Direção: Sam Peckinpah
Roteiro: Julius Epstein, Walter Kelley, James Hamilton
Produção: Wolf C. Hartwig, Arlene Sellers, Alex Winitsky
Design Produção: Ted Haworth, Brian Ackland-Snow
Música Original: Ernest Gold
Fotografia: John Coquillon
Edição: Michael Ellis, Murray Jordan, Tony Lawson
Direção de Arte: Veljko Despotovic
Guarda-Roupa: Josef Satzinger
Efeitos Sonoros: David Hildyard, Rodney Holland
Efeitos Especiais: Robin Cutteridge, Helmut Klee, Richard Richtsfeld
Nota: 8.2
Filme Assistido em: 2010

Elenco

James Coburn Sgt. Feldwebel Rolf Steiner
Maximilian Schell Capt. Hauptmann Stransky
James Mason Cel. Oberst Brandt
David Warner Capt. Hauptmann Kiesel
Klaus Löwitsch Oficial Krüger
Roger Fritz Ten. Triebig
Fred Stillkrauth Soldado Gefreiter Schnurrbart
Igor Galo Ten. Meyer
Senta Berger Enfermeira Eva
Dieter Schidor Anselm
Vadim Glowna Gefreiter Kern
Burkhard Driest Maag
Véronique Vendell Marga
Arthur Brauss Soldado Zoll
Michael Nowka Dietz
Sweeney MacArthur Soldado adolescente russo
Slavko Stimac Michail

Sinopse

Em 1943, na frente russa da 2ª Guerra Mundial, o sargento Rolf Steiner lidera a retirada das tropas alemãs da Península de Taman.

Durante uma patrulha de reconhecimento, Steiner e seus homens capturam um jovem soldado russo, na realidade um pré-adolescente. Enquanto isso, no barracão de campanha, o coronel Oberst Brandt recebe o capitão Hauptmann Stransky, um novo oficial aristocrata prussiano que revela ter solicitado sua transferência da França ocupada, para a frente russa, pois seu objetivo maior é o de vir a ser agraciado com a Cruz de Ferro, condecoração máxima concedida pelo exército nazista. Tal revelação surpreende o coronel Brandt e seu ordenança, Capt. Hauptmann Kiesel, por tamanha ingenuidade.

Demonstrando seu sangue frio, quando Steiner e seus homens retornam, trazendo o jovem prisioneiro russo, Stransky ordena ao sargento que o execute, em estrita observância às normas da Werhmacht (conjunto das forças armadas da Alemanha durante o Terceiro Reich), no que diz respeito a não fazer prisioneiros. Steiner se nega a fazê-lo o que faz com que Stransky se disponha a disparar contra o garoto. No último momento, entretanto, o veterano soldado Schnurrbart se dispõe a executá-lo, afastando-se com o prisioneiro com a suposta intenção de deixá-lo escapar.

Durante um ataque soviético ao acampamento, o Ten. Meyer e o jovem soldado russo morrem, este quando Steiner tentava libertá-lo. O sargento é ferido e enviado a um hospital militar para que se recupere, ocasião em que mantém uma relação amorosa com a bela enfermeira, Eva.

Ao voltar para o acampamento, Steiner é informado de que Stransky, que não participou do combate em que ele foi ferido, sob a alegação de que teria liderado a defesa alemã, postula receber a Cruz de Ferro por esse seu bravo desempenho. Tendo nomeado o Ten. Triebig seu assistente, chantageando-o por sua homossexualidade, Stransky tenta agora arrolar Steiner como mais uma de suas testemunhas, prometendo-lhe uma ajuda econômica depois da guerra. Brandt convoca Steiner e pergunta-lhe a respeito das alegações de Stransky, esperando que o sargento jogue por terra as mentiras do capitão, mas Steiner em princípio se nega a cooperar. Quando o coronel lhe pergunta por que, ele declara que odeia todos os oficiais, incluídos os que são como ele ou Kiesel, e pede-lhe alguns dias para dar sua resposta definitiva, demonstrando o estado psicológico em que se encontra.

Quando o coronel Brandt recebe informações sobre uma forte ofensiva russa, ele ordena que a Companhia se retire. Stransky, deliberadamente, não faz chegar a ordem à unidade de Steiner, abandonando-a depois das linhas soviéticas. Assim, Steiner e seus homens são surpreendidos pelos ataques de blindados e da infantaria soviética e, a duras penas, conseguem salvar a pele e partir para se juntarem às linhas alemãs, lutando em todo o caminho contra os inimigos.

Quando, finalmente, conseguem se livrar dos constantes ataques, o grupo encontra uma ponte guardada por sentinelas russos e uma cabana cheia de mulheres-soldados que fazem rancho e se banham nuas. Eliminados os sentinelas, os soldados de Steiner mal podem se conter diante das referidas mulheres, mas o firme Steiner evita que eles as violem. No entanto, um de seus homens, ao ser ofendido por uma delas, a leva até um barraco onde a submete a abusos sexuais. Após golpeá-la, ele a obriga a fazer sexo oral, mas em um momento de descuido, ela basicamente corta seu pênis, deixando-o gravemente ferido.

Os gritos do soldado chamam a atenção de Steiner que vai ao local, onde encontra a mulher assassinada. Como castigo, o sargento faz com que todas as outras sejam trancadas no mesmo barraco onde ele se encontra, o que faz com que elas, juntas, o matem friamente.

Steiner e seu pelotão seguem com dificuldades até o novo acampamento nazista. Ao chegarem a cerca de 200 metros do mesmo, o sargento pede a um de seus homens para enviar uma mensagem codificada ao capitão Stransky, a fim de não serem recebidos à bala, como se fossem soviéticos. Este, entretanto, ao tomar conhecimento da presença do grupo, ordena a seu assistente, Ten. Triebig, que abra fogo contra o pelotão, principalmente contra Steiner. Assim, ao se aproximarem das trincheiras alemãs, os soldados são apanhados de surpresa, percebendo que caíram numa armadilha. Com exceção de Steiner e dos soldados Schnurrbart e Anselm, o pelotão é totalmente dizimado. Ao conseguirem chegar a uma trincheira alemã, os três são reconhecidos e o fogo é suspenso. O Ten. Triebig diz que não teve nada com a matança, que o culpado é o capitão Stransky, sendo apunhalado por um dos soldados.

A Schnurrbart, Steiner diz que ele deve procurar outro Regimento. Quando o soldado se nega a deixá-lo, o sargento lhe diz que, a partir daquele instante, ele é o novo líder e Anselm é seu novo pelotão. A seguir, Steiner sai à procura de Stransky. Ao encontrá-lo, informa ao capitão que Triebig está morto e, ao invés de matá-lo, convida o oficial prussiano a lutar junto a ele e demonstrar seu tão exaltado valor. Nesse momento, os soviéticos lançam o assalto final sobre as posições alemãs. Steiner começa a rir histericamente quando Stransky revela sua absoluta falta de aptidões em batalha.

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Comentários

Baseado no livro “'Das Geduldige Fleisch” do escritor alemão Willi Heinrich, publicado em 1956, “Cruz de Ferro” é um dos mais intensos filmes de guerra já produzidos pela indústria cinematográfica. Realizado pelo cineasta Sam Peckinpah, sua história se passa em 1943, na frente russa da 2ª Guerra Mundial, quando o sargento Rolf Steiner lidera a retirada das tropas alemãs da península de Taman.

O roteiro, muito bem escrito, procura mostrar a tragédia que uma guerra representa. Entretanto, as batalhas sangrentas, com cenas de horror, brutalidade, cadáveres mutilados parecem tão reais que a gente fica na dúvida se se trata de um filme anti ou pro-guerra. A direção de Peckinpah é consistentemente boa, ao longo de todo o filme, no que é ajudada pela câmera de John Coquillon e a trilha sonora de Ernest Gold.

No elenco, de primeira grandeza, o grande nome que se destaca é o de James Coburn, no papel do heróico sargento Steiner, um homem que odeia a guerra e que, ao mesmo tempo, não consegue viver sem ela. O austríaco Maximillian Schell também nos brinda com um ótimo trabalho na pele do Capt. Stransky, um oficial que só pensa em se promover e ganhar a Cruz de Ferro, ignorando toda a luta pela sobrevivência que se passa ao seu redor. Em papéis menores mas que merecem ser citados, acham-se os britânicos James Mason e David Warner.

CAA