Filmes por gênero

A RAINHA MARGOT (1994)

La reine Margot
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Queen Margot (USA)
La regina Margot (Itália)
La reina Margot (Espanha, México, Argentina)
Die Bartholomäusnacht (Alemanha)
Drottning Margot (Suécia)
Dronning Margot (Dinamarca)
Królowa Margot (Polônia)
Королева Марго (Rússia)
Pais: França, Itália, Alemanha
Gênero: Drama, Biográfico, Histórico
Direção: Patrice Chéreau
Roteiro: Patrice Chéreau, Danièle Thompson
Produção: Claude Berri
Design Produção: Richard Peduzzi, Olivier Radot
Música Original: Goran Bregovic
Coreografia: Vicente Trindade
Fotografia: Philippe Rousselot
Edição: François Gédigier, Hélène Viard
Figurino: Moidele Bickel
Guarda-Roupa: Michèle Pezzin, Nathalie Chesnais, Tess Hammami
Maquiagem: Thi Thanh Tu Nguyen, Kuno Schlegelmilch
Efeitos Sonoros: Guillaume Sciama, Dominique Hennequin , Michel Filippi e outros
Efeitos Especiais: Georges Demétrau
Efeitos Visuais: Frédéric Moreau
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 1995

Elenco

Isabelle Adjani Marguerite de Valois (Rainha Margot)
Daniel Auteuil Henri de Navarre
Jean-Hugues Anglade Rei Charles IX
Virna Lisi Catherine de Médicis
Vincent Perez Conde de La Mole
Dominique Blanc Duquesa Henriette de Nevers
Pascal Greggory Duque d'Anjou
Julien Rassam Duque d'Alençon
Miguel Bosé Duque de Guise
Asia Argento Charlotte de Sauve
Claudio Amendola Conde de Coconnas
Jean-Claude Brialy Almirante Coligny
Jean-Philippe Écoffey Condé
Johan Leysen Maurevel
Albano Guaetta Orthon
Dörte Lyssewski Marie Touchet
Laure Marsac Antoinette
Emmanuel Salinger Guillaume de Bartas
Bernard Verley O cardeal
Ulrich Wildgruber René
Jean Douchet Bispo
Otto Tausig Mendès
Bruno Todeschini Armagnac
Christophe Bernard Guarda-costas de Charles IX
Marian Blicharz Embaixador polonês
Valeria Bruni Tedeschi .

Prêmios

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio do Júri (Patrice Chéreau)

Prêmio de Melhor Atriz (Virna Lisi)

Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França

César de Melhor Ator Coadjuvante (Jean-Hugues Anglade)

César de Melhor Atriz Coadjuvante (Virna Lisi)

César de Melhor Atriz (Isabelle Adjani)

César de Melhor Fotografia (Philippe Rousselot)

César de Melhor Figurino (Moidele Bickel)

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Atriz Coadjuvante (Virna Lisi)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Figurino (Moidele Bickel )

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Filme em Língua não Inglesa (Pierre Grunstein, Patrice Chéreau)

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio Palma de Ouro (Patrice Chéreau)

Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França

César de Melhor Filme (Patrice Chéreau)

César de Melhor Roteiro Original (Patrice Chéreau, Danièle Thompson)

César de Melhor Música (Goran Bregovic )

César de Melhor Design de Produção (Richard Peduzzi, Olivier Radot )

César de Melhor Edição (François Gédigier, Hélène Viard)

César de Melhor Direção (Patrice Chéreau)

César de Melhor Atriz Coadjuvante (Dominique Blanc)

Prêmios David di Donatello, Itália

David de Melhor Atriz Coadjuvante (Virna Lisi)

David de Melhor Figurino (Moidele Bickel )

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

No final do século XVI, católicos e protestantes huguenotes lutam pelo controle político da França, governada pelo neurótico e hipocondríaco Rei Charles IX, e sua mãe Catherine de Médicis, que realmente mantém o poder como a Rainha-Mãe.

Num gesto aparentemente de boa vontade, Catherine oferece sua filha, Marguerite de Valois, em casamento a Henri de Navarre, um proeminente príncipe huguenote. Marguerite não suporta Henri e imediatamente arranja um amante, o também huguenote Conde de La Môle. Entretanto, a pretendida reconciliação entre católicos e protestantes revela-se uma farsa quando, coordenada por Catherine, desencadeia-se uma ação que resulta no assassinato de líderes protestantes e num verdadeiro massacre de huguenotes que se haviam reunido em Paris para a festa. Esse episódio ficou conhecido como "A Noite de São Bartolomeu", por haver ocorrido no dia dedicado ao santo católico.

Nesse clima sangrento, em meio a sórdidas intrigas da família, Marguerite adquire um bom conhecimento político. Ela passa a ajudar seu marido, convertido ao catolicismo para salvar sua vida, chegando a estimá-lo, embora continue a amar La Môle com paixão.

Em 1574, quando Catherine envia veneno destinado a Navarre, mata por engano o rei Charles IX, seu filho. Em seguida, protestantes e católicos moderados exigem a contenção do Estado nos assuntos religiosos. François de Alençon e Henri de Navarre preparam um plano para tomar o poder, mas falham e seus dois cúmplices são presos e decapitados. Um dos decapitados era o Conde de La Môle, amante de Catherine.

Libertados, mas sob a vigilância da Corte, Alençon e Henri finalmente conseguem fugir. Henri não avisa a esposa de sua fuga e as relações entre ambos os cônjuges ficam seriamente danificadas, especialmente por causa das intrigas da amante de Henri, Charlotte de Sauve, dama de honra de Catherine de Médicis.

A fuga de Alençon e Henri tem como conseqüência a prisão de Marguerite no Palácio do Louvre, vigiada por dois guardas, porque o novo rei acredita que ela é cúmplice dos dois fugitivos. Alençon, que se juntou aos huguenotes, faz frente ao rei e rejeita qualquer negociação enquanto Marguerite não for libertada. O rei cede e, ao ser libertada, Marguerite passa a trabalhar com a mãe na elaboração de um texto que termina extremamente vantajoso para os protestantes e para Alençon.

Durante os conflitos, Marguerite se reconcilia com seu marido, e Henri exige que sua esposa seja enviada para Navarre, mas Catherine de Médicis e o rei se opõem a ele. Eles temiam que Marguerite virasse refém dos huguenotes, ou servisse como um reforço para a aliança de  Alençon e Henri de Navarre.

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Comentários

Adaptação do conhecido romance de Alexandre Dumas, “A Rainha Margot” é um ótimo filme do cinema francês de meados dos anos 1990. Realizado pelo cineasta Patrice Chéreau, é sem dúvida um filme intenso, apaixonante. Desde as primeiras cenas, o espectador se depara com a beleza do figurino, assinado por Moidele Bickel, com a ótima fotografia de Philippe Rousselot e com a excelente música de Goran Bregovic.

Na direção, Chéreau realiza um de seus melhores trabalhos, no que é ajudado pela qualidade do roteiro e pelas magníficas atuações dos principais atores, onde se destacam os trabalhos de Virna Lisi, Jean-Hugues Anglade, Isabelle Adjani, Dominique Blanc, Daniel Auteuil e Vincent Perez.

Enfim, “A Rainha Margot” é um filme imperdível.

CAA