Filmes por gênero

VAN GOGH - VIDA E OBRA DE UM GÊNIO (1990)

Vincent & Theo
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Vincent et Théo (França)
Vincent y Theo (Espanha)
Vincent i Theo (Polônia)
Vincent és Theo (Hungria)
Vincent ja Theo (Finlândia)
Винсент и Тео (União Soviética)
Pais: Holanda, Reino Unido, França, Itália, Alemanha
Gênero: Biográfico, Drama
Direção: Robert Altman
Roteiro: Julian Mitchell
Produção: Ludi Boeken, Emma Hayter, David Conroy
Design Produção: Stephen Altman
Música Original: Gabriel Yared
Fotografia: Jean Lépine
Edição: Françoise Coispeau, Geraldine Peroni
Figurino: Scott Bushnell
Guarda-Roupa: Ton Hermans, Jacqueline Steylen, Kristine Flones e outros
Maquiagem: Jef Simons, Marly van de Wardt
Efeitos Sonoros: Jean-François Auger, Alain Curvelier, Michèle Darmon e outros
Efeitos Especiais: Olivier de Laveleye
Nota: 8.1
Filme Assistido em: 1991

Elenco

Tim Roth Vincent Van Gogh
Paul Rhys Theodore 'Theo' Van Gogh
Adrian Brine Tio Cent
Wladimir Yordanoff Paul Gauguin
Jean-Pierre Cassel Dr. Paul Gachet
Jean-François Perrier Léon Boussod
Yves Dangerfield René Valadon
Hans Kesting Andries Bonger
Peter Tuinman Anton Mauve
Marie Louise Stheins Jet Mauve
Oda Spelbos Ida
Jip Wijngaarden Sien Hoornik
Anne Canovas Marie
Sarah Bentham Marie Hoornik
Vincent Souliac Paul Millet
Jean-Denis Monory Emile Bernard
Johanna ter Steege Jo Bonger
Jean-Pierre Castaldi Tanguy
Louise Boisvert Mme. Ginoux
Florence Muller Rachel
Viviane Fauny Camerlo Madame Viviane
Alain Vergne Dr. Rey
Féodor Atkine Dr. Peyron
Bernadette Giraud Marguerite Gachet
Mogan Mehlem Sr. Ravoux
Thérèse Crémieux Mme. Ravoux
Jacques Commandeur Dorus Van Gogh
Kitty Courbois Anna Van Gogh
Annie Chaplin Pintora

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Filho de um pastor da Igreja Calvinista, Vincent Van Gogh começa cedo a frequentar o ateliê de um tio, onde inicialmente apenas desenha. Em seguida, após aprender o ofício, ele começa a pintar seus primeiros quadros.

Enquanto isso, seu irmão Theo trabalha como marchand de uma Galeria de Arte. Sua vida, no entanto, não é um mar de rosas. Apesar de estar envolvido no meio glamoroso do mercado de obras de arte na Paris do final do século XIX, ele se sente frustrado por ser explorado e mal remunerado pelos donos de galerias, além de sofrer de sífilis, o que praticamente inviabiliza sua vida amorosa.

Numa conversa com o irmão, Vincent critica as obras de Millet, dizendo que o realismo não é arte. Os dois discutem quando Vincent reclama da falta de apoio do irmão. Theo explica que se pusesse uma obra dele na Galeria em que trabalha, seria demitido, mostrando o quanto a sociedade ainda não conseguia aceitar a força de seus quadros. O fato de não poder ajudar o irmão, a não ser com uma mesada, principalmente não comercializando sua obra, traz insatisfação e sofrimento para Theo.

Vincent decide ir para Paris a fim de ter mais contato com outros pintores renomados. Lá, ele conhece e se torna amigo de Paul Gauguin, um pintor que considerava genial. Ambos sentiam-se deslocados em meio ao grupo impressionista, e costumeiramente era possível vê-los juntos, na noite parisiense, bebendo e discutindo sobre pintura.

No início de 1888, Vincent muda-se para Arles, no sul da França, com a intenção de construir uma colônia de artistas, acreditando que a convivência entre vários pintores pode estimular a criatividade de todos. Na ocasião, convida Gauguin para morar consigo. Após certa resistência, Gauguin aceita a proposta por razões práticas: o irmão de Vincent, Theo, lhe oferece apoio e ajuda financeira.

A convivência entre os dois pintores, no entanto, é difícil. Possuem personalidades muito fortes e opiniões distintas sobre a pintura. Vincent pinta diariamente, em um ritmo frenético. Gauguin, no entanto, sente-se estranho em Arles, e desconfortável na companhia de Vincent.

Em dezembro do mesmo ano, após um desentendimento particularmente violento, Vincent ameaça Gauguin com uma navalha. Este deixa a residência em Arles e passa a noite em um hotel. Arrependido, Vincent utiliza a mesma navalha para cortar uma parte de sua orelha. Fora de si, vai até um bordel e oferece a parte cortada da orelha para uma prostituta, que chama a polícia. Os policiais o encontram deitado em sua cama, desmaiado pela perda de sangue. Após o episódio, Gauguin retorna à Paris e Vincent interna-se voluntariamente em um asilo para doentes mentais.

Mesmo internado, ele não deixa de pintar. Pouco tempo depois, em sua fase mais produtiva, ele chega a pintar um quadro por dia e, devido a seus problemas mentais agravados, passa a ser tratado pelo médico Dr. Paul Gachet.

Em maio de 1890, aparentando estar recuperado, Van Gogh passa a morar em Auvers-sur-Oise, a noroeste de Paris, onde pinta freneticamente. Uma piora em seu estado saúde, no entanto, o leva a tentar suicídio no dia 27 de julho do mesmo ano, atirando contra o próprio peito. A tentativa ocorreu fora da casa, mas ele consegue retornar para seu quarto, onde passa as últimas 48 horas de sua vida conversando com seu irmão Theo.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Robert Altman, “Van Gogh – Vida e Obra de um Gênio” é um bom filme do final dos anos 1990. Sua trama gira em torno do relacionamento entre o obsessivo e brilhante pintor Vincent Van Gogh e seu irmão Theo, mais equilibrado, que trabalhava numa Galeria de Arte e sempre o ajudou. Aliás, a história foi baseada em cartas escritas pelo próprio pintor para seu irmão.

Na direção, Altman nos brinda com um belo trabalho. Acredito, inclusive, que as sólidas atuações dos principais atores se devem, em parte, à sua presença na direção.

Embora seja um filme que mereça ser visto, devo dizer, no entanto, que o mesmo não chega ao nível apresentado por “Sede de Viver”, de 1956, no qual o papel de Van Gogh é interpretado pelo ator Kirk Douglas.

CAA