Filmes por gênero

O SILÊNCIO DO LAGO (1988)

Spoorloos
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Ficha Técnica

Outros Títulos: L'homme qui voulait savoir (França)
O homem que queria saber (Portugal)
The vanishing (Estados Unidos)
Il mistero della donna scomparsa (Itália)
Spurlos verschwunden (Alemanha)
Desaparecida (Espanha)
Kadonnut (Finlândia)
Znikniecie (Polônia)
Исчезновение (União Soviética)
Pais: Holanda, França
Gênero: Mistério, Suspense
Direção: George Sluizer
Roteiro: Tim Krabbé
Produção: George Sluizer, Anne Lordon
Música Original: Henny Vrienten
Fotografia: Toni Kuhn
Edição: Lin Friedman, George Sluizer
Direção de Arte: Santiago Isidro Pin
Figurino: Sophie Dussaud
Guarda-Roupa: Caroline Hartman
Maquiagem: Léone Noël
Efeitos Sonoros: Piotr van Dijk, Joop Pieëte, Jac Vleeshouwers
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 1989

Elenco

Bernard-Pierre Donnadieu Raymond Lemorne
Gene Bervoets Rex Hofman
Johanna ter Steege Saskia Wagter
Gwen Eckhaus Lieneke
Bernadette Le Saché Simone Lemorne
Tania Latarjet Denise Lemorne
Lucille Glenn Gabrielle 'Gaby' Lemorne
Roger Souza Gerente
Caroline Appéré Caixa
Pierre Forget Farmer Laurent
Didier Rousset Jornalista da TV
Raphaëline Goupilleau Gisele Marzin
Robert Lucibello Professor
Eric Jacquet Frentista
Aziz Djahnit Frentista
David Bayle Lemorne, aos 16 anos
M. Martinez Proprietário do Café
Linda Wise Turista inglesa
Mieke De Groote Turista belga
Jean Grandeau Turista alemão
Ian Magilton Turista inglês

Prêmios

Academia do Cinema Europeu

Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Johanna ter Steege)

Festival de Cinema da Holanda

Prêmio Bezerro de Ouro de Melhor Filme (George Sluizer, Anne Lordon)

Prêmio dos Críticos Holandeses (George Sluizer)

Indicações

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Festival Internacional de Cinema de Varsóvia, Polônia

Prêmio do Público (George Sluizer)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Rex Hofman e Saskia Wagter formam um casal de namorados holandeses que, de férias, viajam para a França, levando no bagageiro de seu carro suas duas bicicletas. Depois de ficarem sem gasolina dentro de um túnel, Rex consegue um galão do combustível que lhes permite chegar a um posto de serviço para reabastecimento.

Aproveitando a oportunidade, Saskia resolve ir até a Loja de Conveniências a fim de comprar uma latinha de refrigerante e outra de cerveja. Depois de esperar um longo tempo por ela, Rex vai até a loja à sua procura, mas não a encontra. Com uma foto dela em suas mãos, algumas pessoas consultadas lembram-se que a viram próxima da máquina de café e saindo em companhia de um homem.

Ao procurar ajuda junto à administração da Loja, é-lhe dito que não poderão chamar a polícia antes das 8 horas da manhã do dia seguinte. Desesperado, ele dorme ali mesmo em seu carro e, no outro dia, não conseguindo sucesso em seus esforços para localizar sua namorada, ele volta para sua terra.

Passam-se três anos sem que ele perca a esperança de vir a encontrá-la. Enquanto isso, o raptor Raymond Lemorne, sociopata, casado, pai de duas filhas adolescentes e professor de química em Nîmes, onde é respeitado, já enviou a Rex quatro convites para se encontrarem em locais públicos de Nîmes e de outras cidades, todas dentro de um raio de 100 km do local onde ocorreu o desaparecimento de Saskia. Em nenhum deles Raymond se apresentou, mas Rex sente que, em todos, ele esteve a observá-lo.

Ao receber o 5º convite, agora para procurar o Sr. Montmejean no Café des Beaux Arts, em Nîmes, como sempre Rex vai ao encontro, desta vez acompanhado de Lieneke, sua nova amiga e namorada. Como de costume, Raymond não aparece, mas observa o casal da sacada de sua casa, defronte ao Café.

Ao voltarem, Rex assiste, ao lado de Lieneke, a gravação de uma entrevista que ele dera a uma televisão, na qual afirma que não pretende fazer nada contra o raptor de Saskia, mas que é importante encontrá-lo para saber o que realmente aconteceu à jovem. Lieneke vai embora ao chegar à conclusão de que Rex só tem pensamentos para a jovem desaparecida.

Raymond finalmente procura Rex, a quem diz que, para falar sobre Saskia, os dois precisam voltar à França. Sem pensar duas vezes, Rex entra no carro do raptor e os dois partem para aquele País. Ao passarem pela fiscalização da fronteira, Rex pega o passaporte de Raymond, confirmando que ele reside realmente em Nîmes. Na ocasião, o raptor lhe diz que, ao longo dos últimos três anos, sempre pensou naquele encontro e, mesmo sabendo que poderia ser morto, acreditava mais na curiosidade de Rex em relação ao destino de Saskia.

Em seguida, Raymond começa a dizer que conheceu Saskia na Loja de Conveniências do Posto de Gasolina, junto a uma máquina automática de venda de bebidas, quando ela lhe perguntou se poderia trocar uma nota de 5 francos, pois pretendia comprar duas latinhas, uma de refrigerante e outra de cerveja. Na ocasião, ela ficou encantada com o seu chaveiro, pois ele tinha um “R” de Raymond, mas que poderia ser de Rex. Ao vê-la interessada, ele lhe disse que era o vendedor e que tinha diversos outros chaveiros no carro ao preço de 13,50 francos cada. Assim, ela foi até seu carro onde, usando um lenço embebido em anestésico, a deixou sem sentidos.

Rex pergunta-lhe o que ele fez com Saskia em seguida. Ele lhe responde que a única forma dele saber é passando pela mesma experiência da jovem. Ato contínuo, pega um copo com sonífero e o entrega a Rex para que o beba. Em princípio, este o rejeita alegando que, se ele a matou, certamente ele também seria morto. Raymond reafirma-lhe que lamenta, mas que essa seria a única forma dele vir a saber o que realmente ocorreu com Saskia. Dominado pela curiosidade, Rex finalmente cede aos caprichos de Raymond. Ao cessar o efeito do sonífero, ele se acorda e, com o auxílio de um isqueiro, verifica que se acha enterrado dento de um caixão.

Dias depois, os jornais estampam as fotos dele e de Saskia, com a seguinte manchete: “MISTERIOSO DUPLO DESAPARECIMENTO: Depois de Saskia Wagter, seu amigo Rex Hofman”.

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Comentários

“O Silêncio do Lago” é um ótimo filme baseado no livro “Het Gouden Ei” do escritor holandês Tim Krabbé, responsável também pelo desenvolvimento de seu roteiro. Realizado pelo cineasta francês George Sluizer, sua trama gira em torno do desaparecimento de uma jovem holandesa, quando de férias na França, e a incessante luta de seu namorado, durante três anos, em busca da verdade sobre o ocorrido.

A história em si é bastante simples, mas o desenrolar desse drama, com toques de suspense, prende o espectador até a última cena. Realizando um ótimo trabalho, Sluizer opta por sobriedade e simplicidade em sua narrativa, evitando qualquer tipo de violência e efeitos especiais.

No elenco, destacam-se as atuações da atriz holandesa Johanna ter Steege, no papel de Saskia, a jovem raptada, e do ator francês Bernard-Pierre Donnadieu, como o raptor sociopata, Raymond Lemorne.

Embora não se trate de um caso isolado, chamou-me atenção o título brasileiro do filme: “O Silêncio do Lago”. Nada a ver com a história. Independentemente da história, em nenhum momento o espectador vê um lago, nem a quilômetros de distância. Realmente não sei quais são os critérios adotados no Brasil, quando da nomeação de um filme. Até Portugal, onde se fala o mesmo idioma, batizou este filme com o nome “O Homem que Queria Saber”, o mesmo ocorrendo com a França: “L'Homme qui Voulait Savoir”. O título original em holandês, “Spoorloos”, que significa “Sem Deixar Rastro”, também faz sentido, assim como o alemão “Spurlos Verschwunden” (Sem um Vestígio), o americano “The Vanishing” (O Desaparecimento) ou o italiano, “Il Mistero Della Donna Scomparsa” (O Mistério da Mulher Desaparecida).

CAA