Filmes por gênero

O HOMEM QUE NÃO VENDEU SUA ALMA (1966)

A man for all seasons
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Un homme pour l'éternité (França, Canadá francês)
Um homem para a eternidade (Portugal)
Un uomo per tutte le stagioni (Itália)
Ein mann zu jeder jahreszeit (Alemanha)
Un hombre para la eternidad (Espanha)
Pais: Reino Unido
Gênero: Drama, Histórico, Biográfico
Direção: Fred Zinnemann
Roteiro: Robert Bolt
Produção: Fred Zinnemann
Design Produção: John Box
Música Original: Georges Delerue
Fotografia: Ted Moore
Edição: Ralph Kemplen
Direção de Arte: Terence Marsh
Guarda-Roupa: Jackie Cummins, Joan Bridge, Elizabeth Haffenden
Maquiagem: Eric Allwright, George Frost
Efeitos Sonoros: Buster Ambler, Bob Jones
Nota: 9.9
Filme Assistido em: 2008

Elenco

Paul Scofield Thomas More
Wendy Hiller Lady Alice Middleton
Leo McKern Thomas Cromwell
Robert Shaw Henrique VIII
Orson Welles Cardeal Wolsey
Susannah York Margaret
Nigel Davenport Duque de Norfolk
John Hurt Richard Rich
Corin Redgrave William Roper
Colin Blakely Matthew
Cyril Luckham Arcebispo Cranmer
Vanessa Redgrave Ana Bolena
Jack Gwillim Chefe de Justiça
Anthony Nicholls Representante do Rei
Eira Heath Esposa de Matthew
Martin Boddey Governador da Torre
Philip Brack Capitão da Guarda
Michael Latimer Assistente do Duque de Norfolk
Matt Zimmerman Mensageiro
Graham Leaman Monge
Patrick Marley Monge

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme (Fred Zinnemann)

Oscar de Melhor Fotografia (Ted Moore )

Oscar de Melhor Direção (Fred Zinnemann)

Oscar de Melhor Roteiro Adaptado

Oscar de Melhor Figurino

Oscar de Melhor Ator (Paul Scofield)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Filme (Fred Zinnemann)

Prêmio de Melhor Direção de Arte Britânica

Prêmio de Melhor Figurino Britânico

Prêmio de Melhor Fotografia Britânica

Prêmio de Melhor Roteiro Adaptado

Prêmio de Melhor Filme Britânico (Fred Zinnemann)

Prêmio de Melhor Ator Britânico (Paul Scofield)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme - Drama

Prêmio de Melhor Ator em um Drama (Paul Scofield)

Prêmio de Melhor Direção (Fred Zinnemann)

Prêmio de Melhor Roteiro

Festival Internacional de Cinema de Moscou, Rússia

Menção Especial (Fred Zinnemann)

Prêmio de Melhor Ator (Paul Scofield)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Roteiro (Robert Bolt )

Prêmio de Melhor Direção (Fred Zinnemann)

Prêmio de Melhor Ator (Paul Scofield)

Grêmio dos Diretores da América

Prêmio por Direção Excepcional (Fred Zinnemann)

Círculo dos Críticos de Cinema de Kansas City, USA

Prêmio de Melhor Ator (Paul Scofield)

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Robert Shaw)

Grêmio dos Roteiristas da Grã Bretanha

Prêmio de Melhor Roteiro Britânico (Robert Bolt)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Robert Shaw)

Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Wendy Hiller)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Robert Shaw)

Festival Internacional de Cinema de Moscou, Rússia

Grand Prix (Fred Zinnemann)

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Ator (Paul Scofield)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

O chanceler da Inglaterra, Cardeal Thomas Wolsey, não é bem sucedido em sua tentativa de conseguir a anulação do casamento do Rei Henrique VIII com Catarina de Aragão, sendo forçado a se demitir em 1529. Sir Thomas More é, então, nomeado chanceler em seu lugar.

Embora extremamente respeitado pelo Rei, a quem já havia servido em diversos outros cargos importantes, tendo inclusive por diversas vezes sido Embaixador da Inglaterra, a devoção de More para com a Igreja e sua integridade em relação a seus princípios morais, fazem com que ele termine entrando em rota de colisão com Henrique VIII, o que ocorre exatamente por conta do desejo do rei de se divorciar de Catarina, que não conseguira lhe dar um herdeiro, para que pudesse se casar com Ana Bolena. More via na anulação do sacramento do casamento uma matéria da jurisdição do papado, e a posição do Papa Clemente VII era claramente contra o divórcio em razão da doutrina sobre a indissolubilidade do matrimônio.

Não conseguindo o seu tão desejado divórcio, Henrique VIII faz com que o Parlamento lhe conceda o Título de Soberano Político e Espiritual da Inglaterra. Os Bispos, reunidos, concordam com o ato do Parlamento que o torna Chefe da Igreja Anglicana. Por outro lado, More deixa seu posto na esperança de poder viver uma tranqüila aposentadoria.

Embora More não expresse sua opinião sobre as ações do rei, seu silêncio é tido como uma censura pessoal. Assim, estimulado por seus ambiciosos conselheiros, principalmente Thomas Cromwell, Henrique VIII exige que More faça um juramento reconhecendo-o como Chefe da Igreja e do Estado. Quando ele se nega a fazê-lo, é aprisionado na Torre de Londres. Não satisfeitos, Cromwell e seu oportunista assessor, Richard Rich, fazem falsas acusações contra More, sendo este indiciado por crime de alta traição.

Quando do seu julgamento, que o considera culpado, ele confessa livremente a sua convicção de que as ações do rei são repugnantes à lei de Deus. Em paz, ele enfrenta a morte ao ser decapitado na Torre de Londres em 06 de julho de 1535.

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Comentários

“O Homem Que Não Vendeu Sua Alma” é um dos mais fascinantes filmes de todos os tempos. Produzida e dirigida pelo grande e premiado cineasta austríaco, Fred Zinnemann, esta verdadeira obra-prima do cinema esbanja excelência em quase todos os quesitos que venham a ser examinados. Só da Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, recebeu seis Oscars, tendo sido ainda indicado à premiação em duas outras categorias. Apresso-me, entretanto, a esclarecer que a excelência a que me refiro não está diretamente ligada à quantidade de estatuetas recebidas. Há filmes como “Ben-Hur”, por exemplo, que embora tenham sido agraciados com basicamente o dobro de Oscars, são qualitativamente inferiores ao aqui analisado.

Para não ficar repetitivo, deixo de elogiar cada um dos quesitos como, direção, roteiro, fotografia, figurino, música, etc., mas não poderia deixar de dizer que a atuação de Paul Scofield, no papel de Thomas More, talvez tenha sido aquela que mais me impressionou em meus 70 anos de cinéfilo.

Além de todos esses aspectos técnicos, “O Homem Que Não Vendeu Sua Alma” carrega em sua história uma grande mensagem de fé, de retidão, de exemplo de vida cristã. Aliás, ele traz à tona a velha máxima bíblica: “Um Homem Não Pode Servir a Dois Senhores”.

A título de curiosidade, Thomas More foi reconhecido como mártir e declarado beato em dezembro de 1886, por decreto do Papa Leão XIII e canonizado, como santo da Igreja Católica, em maio de 1935 pelo Papa Pio XI. Em 2000, São Thomas More foi declarado “Patrono dos Estadistas e Políticos” pelo Papa João Paulo II.

CAA