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ALICE OU A ÚLTIMA FUGA (1977)

Alice ou la dernière fugue
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Alice or the last escapade (Estados Unidos)
Alicia o la última fuga (Espanha)
Más allá del amor (Argentina)
Pais: França
Gênero: Drama, Mistério
Direção: Claude Chabrol
Roteiro: Claude Chabrol
Produção: Pierre Gauchet, Eugène Lépicier, Patrick Hildebrand
Design Produção: Maurice Sergent
Música Original: Pierre Jansen
Fotografia: Jean Rabier
Edição: Monique Fardoulis
Maquiagem: Louis Bonnemaison
Efeitos Sonoros: Alain Sempé, Alex Pront
Nota: 7.4
Filme Assistido em: 2008

Elenco

Sylvia Kristel Alice Carol
Charles Vanel Henri Vergennes
Jean Carmet Colas
Bernard Rousselet Marido de Alice
Fernand Ledoux Médico
François Perrot Homem de 40 anos
Thomas Chabrol Garoto de 13 anos
Jean Cherlian Emile
Catherine Drusy Garçonete / Enfermeira
Cécile Maistre Garota no Posto de Serviço
Louise Rioton Mulher que canta "Le Temps des Cérises"
Katia Romanoff Garçonete
Noël Simsolo Homem no Banquete
André Dussollier Atendente do Posto de Serviços

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Alice Carol, uma jovem e bela mulher casada há cinco anos, não suportando mais viver com o marido, decide abandoná-lo. Ao informá-lo de sua decisão, ele tenta reverter sua posição, mas ela está realmente decidida. Assim, naquela mesma noite, debaixo de um forte temporal, ela parte em seu carro sem declarar seu destino.

Depois de algumas horas, ela se vê obrigada a se refugiar em uma misteriosa mansão, onde um senhor idoso, Henri Vergennes, e seu mordomo, Colas, parecem estar à sua espera. Depois de oferecer-lhe um jantar, Vergennes pede ao mordomo que a instale em um confortável cômodo situado no 1º andar.

Pela manhã, ao se levantar, Alice não encontra ninguém na casa. Assim, depois de preparar e tomar o seu café-da-manhã, ela deixa uma mensagem de agradecimento e continua sua viagem. Entretanto, por mais que tente, ela roda por entre as altas árvores da propriedade, voltando sempre à mansão. Deixando o carro, ela tenta a pé conseguir um portão de saída, mas não tem êxito. Já exausta, encontra um homem a quem pede ajuda, mas continua sem uma resposta para seu problema. Ela ainda tenta escalar um muro alto, mas o tal homem lhe aconselha a desistir da idéia a fim de poupar suas energias.

Abatida, Alice volta para a mansão onde passa a preparar suas próprias refeições e a ler livros. Depois de algum tempo, outro homem aparece na mansão e lhe diz que percebe que ela está começando a se sentir em casa, que a acha corajosa, flexível, e que está conseguindo lidar com a situação, o que é raro. A uma pergunta dela, ele simplesmente diz: “Sem perguntas”. Depois que ele vai embora, o telefone toca, Alice atende e verifica que está falando consigo mesma.

Numa segunda tentativa de fuga, ela consegue deixar a propriedade e pegar a estrada. Com pouco combustível, para num Posto de Serviço da Shell, onde reabastece o carro. Pouco depois de retomar à estrada, ela para num local para almoçar. Lá, encontra um ambiente péssimo com um grupo de embriagados a dançar em comemoração à morte de uma pessoa naquela manhã. Desapontada, decide voltar para a mansão, onde é mais uma vez recebida pelo Sr. Vergennes.

Enquanto Colas prepara uma refeição para ela, Vergennes lhe oferece um uísque e, ao lhe fazer uma pergunta, ela lhe diz que está fazendo o mesmo jogo dele e de seus amigos, ou seja, não está respondendo a perguntas. Ele, então, lhe diz que ela tem uma extraordinária força de vontade e que aquela propriedade, assim como, ele e Colas, são apenas representações criadas por ela. São apenas aparições que podem ser transformadas de acordo com as necessidades dela. Continuando, diz que ali é o lugar onde as almas emergem do inferno e tomam formas humanas. Finalmente, Vergennes diz que, na manhã seguinte, ela será acordada por um raio de sol e que, saindo por uma pequena porta de madeira que ela sempre achou intrigante, vai finalmente experimentar o fim do seu tormento.

Como previsto por Vergennes, Alice se acorda na manhã seguinte com um raio de sol batendo em seu rosto. Depois de se levantar, ela desce a escada que a leva ao pavimento térreo e sai da mansão pela tal porta de madeira. Finalmente, é visto o seu carro, após sofrer uma forte batida contra uma árvore, com as portas abertas, tendo Alice morta com a cabeça para fora e um dos braços a tocar o chão.

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Comentários

Embora não esteja entre as melhores realizações cinematográficas de Claude Chabrol, “Alice ou a Última Fuga” não deixa de ser um ótimo filme. Sua trama gira em torno de uma jovem mulher que, não suportando mais conviver com seu marido, toma a decisão de deixá-lo, o que faz numa noite de forte tempestade na qual, viajando sozinha em seu carro, se vê obrigada a pedir abrigo em uma misteriosa mansão onde um senhor idoso parece estar à sua espera.

Aqui, além de sua conhecida habilidade na direção de seus filmes, Chabrol também é responsável pela elaboração do roteiro, o que faz brilhantemente. Ele conta, ainda, com os ótimos trabalhos de Monique Fardoulis e Jean Rabier, responsáveis respectivamente pela edição e fotografia, profissionais esses presentes na maioria de seus filmes.

No elenco, Sylvia Kristel, mais conhecida pela série de filmes sobre Emmanuelle, realiza aos 24 anos um ótimo trabalho no papel de Alice.

Em “Alice ou a Última Fuga”, Chabrol faz uma homenagem ao cineasta austríaco Fritz Lang, falecido no ano anterior. O elo que encontro entre os dois é o fato de Chabrol ser freqüentemente chamado de  Hitchcock francês, e o mestre do suspense ser às vezes lembrado como tendo recebido uma certa influência de Lang.

CAA