Filmes por gênero

A COMÉDIA DO PODER (2006)

L'ivresse du pouvoir
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Geheime Staatsaffären (Alemanha)
La commedia del potere (Itália)
Borrachera de poder (Espanha)
The comedy of power (Estados Unidos)
La comedia del poder (Argentina)
Pais: França, Alemanha
Gênero: Drama
Direção: Claude Chabrol
Roteiro: Claude Chabrol, Odile Barski
Produção: Patrick Godeau
Design Produção: Françoise Benoît-Fresco
Música Original: Matthieu Chabrol
Fotografia: Eduardo Serra
Edição: Monique Fardoulis
Figurino: Sandrine Bernard, Mic Cheminal
Guarda-Roupa: Sandrine Bernard, Laurence Glentzin, Hélène Kurant
Maquiagem: Thi-Loan Nguyen, Jean-Christophe Roger e outros
Efeitos Sonoros: Pierre Lenoir, Vincent Cosson e outros
Nota: 7.5
Filme Assistido em: 2007

Elenco

Isabelle Huppert Jeanne Charmant-Killman
François Berléand Michel Humeau
Patrick Bruel Jacques Sibaud
Jean-Christophe Bouvet Dr. Parlebas, advogado de Humeau
Marilyne Canto Erika Eymard
Robin Renucci Philippe Charmant-Killman
Thomas Chabrol Félix
Michelle Goddet Nicole Humeau
Pierre Vernier Martino, Presidente da Corte
Jean-François Balmer Boldi
Philippe Duclos Jean-Baptiste Holéo
Yves Verhoeven Benoît, o escrivão
Roger Dumas René Lange
Cyril Guei Diplomata africano
Benoît Charpentier Jornalista econômico
Pierre-François Dumeniaud Leblanc
Raphaëlle Farman Cantora
Nathalie Kousnetzoff Michèle
Sophie Guiter Evelyne
Jacques Boudet Descarts
Jacques Bouanich Guarda da prisão

Indicações

Festival Internacional de Berlim, Alemanha

Prêmio Urso de Ouro (Claude Chabrol)

Sinopse

Em Paris, a Dra. Jeanne Charmant-Killman é uma juíza de instrução que tem se dedicado arduamente a investigar políticos e empresários poderosos que desviam enormes somas em dinheiro público para paraísos fiscais, o que fazem com a conivência de agentes do governo envolvidos com corrupção.

Um dos investigados, Michel Humeau, presidente de um importante conglomerado industrial, é levado à presença dela após ser detido para averiguações. Lá, é por ela acusado por má gestão de fundos, abuso de poder e estelionato. Ao advogado de Humeau, Dr. Parlebas, Jeanne entrega uma enorme pasta contendo uma cópia de todo o processo.

Ao chegar em casa, Jeanne encontra seu marido, Philippe, bem como um sobrinho deste, Félix, que chegou para morar com eles pelo menos até encontrar trabalho. Philippe demonstra sentir-se incomodado com as atividades da mulher, por esta dedicar muito pouco tempo à família. Jeanne, entretanto, procura fazer o máximo para agradar Félix, preparando-lhe um quarto com todo o conforto.

No dia seguinte, ao sair do trabalho, à noite, seu carro é seguido por outro. Pouco depois, Jeanne sofre um acidente por absoluta falta de freios. No hospital, Philippe a acusa de ter adormecido ao volante. Quando ele vai embora, Félix a visita com um buquê de flores. Jacques Sibaud, que assumiu o lugar de Humeau no conglomerado industrial, também lhe envia flores. Para Jeanne, Humeau está por trás do acidente por ela sofrido.

Ao receber alta, Jeanne retoma seu trabalho com a mesma determinação. Enquanto isso, políticos importantes tramam uma forma de afastá-la do cargo. Dias depois, o jornal “Le Monde” anuncia que Jacques Chirac exalta o modelo francês e que a juíza Charmant-Killman, promovida, está sendo transferida para o Pólo Financeiro. Dr. Martino, Presidente do Tribunal, a procura e lhe informa que já designou outra juíza para ajudá-la. Trata-se da Dra. Erika Eymard, uma profissional com bastante experiência, principalmente em casos ligados a políticos. Quando as duas ficam a sós, Erika comenta que foi posta ali para que as duas se machucassem, mas que elas vão provar que se enganaram.

No dia seguinte, Jeanne interroga o Sr. Jean-Baptiste Holéo, que pertence ao grupo de Humeau e Sibaud. Holéo tem várias contas no exterior, mas alega que não passa de um mero intermediário. Jeanne interrompe a sessão, mas o avisa que voltará a interrogá-lo.

Uma vez em casa, é mal recebida pelo marido que, mais uma vez, a acusa de só ter olhos para o trabalho. O clima entre os dois esquenta e Philippe termina lhe dizendo que, se os guarda-costas que passaram a protegê-la, não forem embora, quem vai é ele. Em seguida, depois de ser fisicamente agredida pelo marido, Jeanne toma a decisão de deixá-lo. Assim, após colocar algumas roupas suas, em uma maleta, ela pede aos seus guarda-costas que a levem de volta ao escritório, aonde chega um pouco depois das 4 horas da manhã.

Ao entrar em seu gabinete, ela o encontra todo revirado, com gavetas e papéis espalhados pelo chão e as paredes grafitadas com expressões do tipo: “Morra, puta!”. Ela passa a procurar um pequeno apartamento para alugar. Enquanto não o encontra, recebe um convite de Erika para ficar em sua casa.

Num segundo depoimento, Holéo praticamente não colabora com as investigações e, alegando problemas cardíacos, pede para que o mesmo seja interrompido e adiado. Ao deixar o tribunal, entretanto, ele vai ao encontro de Sibaud em um restaurante, onde o encontra em companhia de Boldi, outro membro do grupo. A Sibaud, Holéo diz que conseguiu interromper o depoimento para conseguir uma melhor orientação dele.

Já em seu novo apartamento, Jeanne recebe Félix, que lhe traz um pacote a pedido de Philippe. Ao abri-lo, verifica que se trata de uma garrafa de vinho que lhe fora enviado por Sibaud.

Boldi, detido para averiguações, é levado à presença de Jeanne, que lhe pergunta se ele se lembra de um envelope com US$ 800.000. Em resposta, ele afirma que o dinheiro serve para que o mercado funcione bem, que Delombre é quem financia os partidos políticos e que Sibaud é um inútil que assina tudo que lhe é dado, sem ao menos ler o que está assinando. Em seguida, Boldi é solto.

Munida de um mandado judicial, a juíza vai aos escritórios de Sibaud, onde apreende computadores portáteis, gravadores, documentos e dois livros de um cofre. No dia seguinte, quando Jeanne ouve algumas das gravações apreendidas, em companhia de Erika, o Dr. Martino a chama em seu gabinete. Lá o Presidente do Tribunal lhe diz que ela está precisando de férias. Ela lhe responde que não pode sair de férias agora, pois está esperando a resposta de um juiz suíço, pois os fundos passam por vários mercados até chegarem a Londres. Disposto a afastá-la do caso, o Dr. Martino lhe diz que, infelizmente, ela vai ser obrigada a sair de férias sob pena de ele ter que transferi-la para outro posto. De volta ao seu gabinete, ela conta para Erika que se sente vítima de uma conspiração e pede à amiga que a substitua. Esta lhe responde que não aceitará o cargo a não ser que seja um pedido pessoal dela, o que é confirmado.

À noite, em seu apartamento, Jeanne recebe Erika que lhe diz que foi até ali para levá-la ao hospital, pois Philippe se encontra em estado grave após ter pulado por uma janela. Ao chegar lá, dois policiais lhe perguntam se sabia que havia um revólver na casa. Quando Jeanne lhes responde que não tinha a menor idéia a respeito, eles se perguntam por que ele pulou se havia uma arma às mãos. A única idéia que lhe vem à cabeça é a de que talvez ele não quisesse se matar. Félix se aproxima e lhe informa que o tio se acha em estado grave, mas que se salvará. Um médico abre a porta do aposento onde Philippe se encontra e ela o vê por um instante, de longe, pois não lhe é permitida a entrada.

Os três se despedem e vão para suas respectivas casas, a fim de descansarem um pouco. Antes de entrar em seu carro, Erika conta à amiga que Benoît, o escrivão, era um espião, pois o surpreendeu conversando ao telefone com um tal de Leblanc, prometendo-lhe mais detalhes para o dia seguinte.

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Comentários

Inspirado numa história verídica sobre um grande escândalo financeiro e político envolvendo uma companhia petrolífera francesa e vários políticos influentes, com infiltrações inclusive no judiciário, “A Comédia do Poder” é um bom filme de Claude Chabrol que, além de sua firme direção, co-assina com Odile Barski, seu roteiro.

Sua trama gira em torno de uma juíza investigativa que se torna obcecada em sua luta para pôr na cadeia políticos e empresários poderosos que desviam enormes somas em dinheiro público para paraísos fiscais no exterior, não vendo nada de imoral nessas operações.

Depois de Chabrol, o grande destaque deste filme é a atuação de Isabelle Huppert no papel da incansável juíza que, para alcançar seu objetivo, deixa todo o resto de sua vida, inclusive seu relacionamento com o marido, relegado a um segundo plano.

CAA