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AS DAMAS DO BOIS DE BOULOGNE (1945)

Les Dames du Bois de Boulogne
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Ficha Técnica

Outros Títulos: As Damas do Bosque de Bolonha (Portugal)
Perfidia (Itália)
The Ladies of the Bois de Boulogne (Estados Unidos)
Las damas del bosque de Bolonia (Espanha)
Die Damen vom Bois de Boulogne (Alemanha)
Damerna i Boulognerskogen (Suécia)
Damerne fra Boulogneskoven (Dinamarca)
Damy z Lasku Bulonskiego (Polônia)
Дамы Булонского леса (Rússia)
Pais: França
Gênero: Drama, Romance
Direção: Robert Bresson
Roteiro: Robert Bresson
Produção: Raoul Ploquin
Design Produção: Robert Lavallée, Max Douy
Música Original: Jean-Jacques Grünenwald
Fotografia: Philippe Agostini
Edição: Jean Feyte
Figurino: Schiaparelli, Grès
Efeitos Sonoros: Robert Ivonnet, Lucien Legrand, René Louge
Nota: 8.3
Filme Assistido em: 1961

Elenco

Paul Bernard Jean
María Casarès Hélène
Elina Labourdette Agnès
Lucienne Bogaert Mme. D
Jean Marchat Jacques
Yvette Etiévant Empregada de Agnès
Marcel Rouzé .
Bernard La Jarrige .
Lucy Lancy .
Nicole Regnault .
Emma Lyonel .
Marguerite de Morlaye .
Blanchette Brunoy .
Gilles Quéant .

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Hélène e Jean têm um relacionamento amoroso, embora não estejam noivos para casar. Tal relacionamento admite flertes com outros, desde que a relação deles se mantenha estável e acima de todos. Entretanto, ao tomar conhecimento por uma amiga de que o amor de Jean por ela esfriou, Hélène procura uma forma de fazer com que ele confesse o que realmente está acontecendo. Assim, em seu novo encontro, ela finge que seus sentimentos por ele estão evoluindo para uma simples amizade. Depois que ele vai embora, ela fica arrasada e decide planejar uma cruel vingança.

A jovem Agnès é uma dançarina de cabaré. Seu sonho era o de se transformar numa bailarina clássica, mas os tempos difíceis por que passa não lhe permitem realizá-lo, vendo-se obrigada a dançar em cabarés e a ganhar dinheiro como prostituta, a fim de se sustentar e manter sua mãe dignamente. A pretexto de compaixão, Hélène se oferece para pagar as dívidas da mãe de Agnès, dá um apartamento para viverem, permitindo que a dançarina desista de sua vida noturna.

Em seguida, Hélène engendra uma armadilha para que Jean se apaixone pela jovem mulher. Inicialmente, diz a ele que Agnès e sua mãe possuem um background invejável, o que o deixa tranquilo e super interessado em conhecê-la. O encontro entre os dois se dá no Bois de Boulogne, ocasião em que, crente nas falsas informações de Hélène, Jean nem se preocupa em obter mais informações a respeito da bela jovem.

Agnès suspeita que eles estejam sendo manipulados por Hélène, mas sente-se impotente para escapar da armadilha. Por outro lado, Jean não se deixa levar pelos seus próprios instintos, fazendo com que Agnès termine por concordar em se casar com ele. Hélène a aconselha a não dizer uma única palavra a ele, sobre seu passado, antes que o casamento seja consumado, e insiste para que Jean lhe permita organizar um luxuoso casamento para os dois.

Imediatamente após a cerimônia, Hélène dá as primeiras dicas a Jean de que algo está errado. Agnès, por outro lado, assumindo que Hélène já tivesse exposto a Jean toda a verdade sobre seu passado, sente-se enganada e desmaia. Jean confronta Hélène, que agora revela, triunfantemente, que todos os passos que o levaram ao casamento com Agnès foram por ela minuciosamente arquitetados, bem como, que todos os convidados sabem a verdade.

Cheio de vergonha, espanto e raiva, Jean deixa o local, com a noiva ainda em estado inconsciente. Mais tarde, naquela noite, ele retorna. A mãe de Agnès lhe avisa que o coração da filha é fraco e que ela pode morrer a qualquer instante. Ele entra no aposento em que Agnès se encontra quase inconsciente, sussura que ela tenha esperança de que ele venha a perdoá-la, mas fica clara a impressão de que ele ficará livre em minutos com a morte da jovem. Agnes suspira e dá a impressão de que deixou de respirar. Cheio de amor pra dar, Jean pede-lhe para que seja forte e se agarre à vida. Embora debilitada, ela ouve seu apelo e, com um sorriso fraco, assegura-lhe que viverá.

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Comentários

Baseado na estória de Denis Diderot, “Jacques le Fatalista, et son Maître”, e dirigido pelo grande cineasta francês, Robert Bresson, “As Damas do Bois de Boulogne” é um ótimo filme do cinema francês. Lançado em 1945, logo após o término da 2ª Guerra Mundial, sua trama gira em torno de uma socialite que, ao se sentir abandonada por seu amante, executa uma bem planejada vingança contra ele. Trata-se, portanto, de um refinado drama que fala de ciúme e vingança.

Além de realizar um belo trabalho de direção, Bresson foi também responsável pela construção do roteiro, tendo neste caso, recebido a contribuição do também famoso cineasta Jean Cocteau, que escreveu os diálogos adicionais. Na área técnica, chamou-me ainda atenção a deslumbrante fotografia assinada por Philippe Agostini.

No elenco, o grande nome a ser destacado é o da atriz espanhola María Casarès, no papel da socialite Hélène. Embora maravilhosa ao longo de todo o filme, ela atinge o ápice de sua atuação nos minutos finais quando saboreia a vingança de seu personagem. Elina Labourdette, nos seus 26 anos de idade, também se sai muito bem no papel de Agnès.

CAA