Filmes por gênero

DIÁRIO DE UM PÁROCO DE ALDEIA (1951)

Le Journal d'un Curé de Campagne
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Ficha Técnica

Outros Títulos: El diario de un cura de campaña (Espanha)
Diario de un cura rural (Argentina)
Il diario di un curato di campagna (Itália)
Diary of a country priest (Estados Unidos)
Tagebuch eines Landpfarrers (Austria, Alemanha)
Prästmans dagbok (Suécia)
En landsbypræsts dagbog (Dinamarca)
Dagboek van een dorpspastoor (Holanda)
Pais: França
Gênero: Drama, Mistério
Direção: Robert Bresson
Roteiro: Robert Bresson
Música Original: Jean-Jacques Grünenwald
Fotografia: Léonce-Henri Burel
Edição: Paulette Robert
Direção de Arte: Pierre Charbonnier
Efeitos Sonoros: Jean Rieul
Nota: 8.9
Filme Assistido em: 2007

Elenco

Claude Laydu Pároco de Ambricourt
Jean Riveyre Conde
Rachel Bérendt Condessa
Adrien Borel Pároco de Torcy
Nicole Maurey Srta. Louise
Nicole Ladmiral Chantal
Martine Lemaire Séraphita Dumontel
Antoine Balpêtré Dr. Delbende
Jean Danet Olivier
Bernard Hubrenne Padre Dufrety
Martial Morange Vice-prefeito
Gilberte Terbois Sra. Dumouchel
Léon Arvel Fabregars
Yvette Etiévant Diarista
Germaine Stainval Proprietária do Café

Prêmios

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Internacional (Robert Bresson)

Prêmio dos Críticos Italianos de Cinema (Robert Bresson)

Prêmio OCIC (Robert Bresson)

Sindicato Francês dos Críticos de Cinema, França

Prêmio da Crítica de Melhor Filme (Robert Bresson)

Indicações

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Ator Estrangeiro (Claude Laydu)

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Leão de Ouro (Robert Bresson)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Um jovem padre, sem se dar conta de que se acha gravemente doente, chega à sua primeira paróquia na comuna de Ambricourt, Departamento de Pas-de-Calais. Embora animado pelo zelo que devota à sua missão, ele se vê incompreendido pelas pessoas do local. As crianças que frequentam as aulas de catecismo, principalmente Séraphita Dumontel, zombam dele. Em um diário íntimo, ele registra as dificuldades que vem encontrando para se fazer aceito pelos paroquianos.

Ele confia seus problemas ao pároco de Torcy, que o encaminha ao Dr. Delbende e o aconselha a avançar com prudência para conquistar a confiança de seus paroquianos. No entanto, não seguindo firmemente os conselhos do amigo, ele se choca contra o Conde, que ele sabe ser amante da Srta. Louise, contratada como professora para instruir sua filha Chantal, uma adolescente orgulhosa, ciumenta e que detesta a mãe, a Condessa. Esta vive trancada em si mesma, remoendo as lembranças de um filho prematuramente morto, o que a mantém revoltada contra Deus.

Mesmo assim, numa visita ao Castelo, o jovem padre consegue tocar o seu coração, abrandando sua revolta. Reconciliada com Deus, a Condessa morre de uma crise cardíaca na noite seguinte. Chantal, que tanto detestava a mãe, faz correr o boato de que ele teria provocado a crise que levara sua mãe à morte.

Em seguida, com a morte do Dr. Delbende, que tudo indica tratou-se de um suicídio, o jovem padre passa a se sentir consumido pela solidão. Ele passa inclusive a ter dificuldades para orar. Um grande número de pessoas o acusa de se entregar à bebida, uma vez que seu estômago não consegue suportar nada além de um pão embebido em vinho.

Com dificuldade, ele parte para consultar um especialista em Lille, que o diagnostica como sendo portador de um câncer no estômago. Na cidade, ele conhece Olivier, um primo de Chantal que comanda um regimento da Legião Estrangeira. Acolhido na casa do padre Dufrety, que deixou a batina para viver com uma mulher, ele morre pronunciando as palavras que exprimem seu estado de espírito: “Tudo é Graça do Senhor”.

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Comentários

Adaptação do romance homônimo de Georges Bernanos, “Diário de um Pároco de Aldeia” é sem dúvida alguma mais uma obra-prima do cinema francês. Escrito e dirigido pelo cineasta Robert Bresson, o filme é marcado por sua simplicidade, pela densidade e sinceridade de seus propósitos.

O diálogo do jovem pároco com a condessa é de uma grande beleza e de um profundo ensinamento sobre a misericórdia divina. Todo o filme se mostra como uma profunda meditação sobre as questões da existência.

Além do excelente trabalho apresentado pelo grande cineasta, o filme é marcado pela esplêndida fotografia apresentada por Burel e pela simplesmente perfeita atuação do ator Claude Laydu no papel do jovem pároco.

CAA