Filmes por gênero

PLATOON (1986)

Platoon
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Platoon - Os bravos do pelotão (Portugal)
Pelotón (México, Argentina)
Platoon - Kamp-patruljen (Dinamarca)
Vod smrti (Croácia)
A szakasz (Hungria)
Plutonen (Suécia)
Pluton (Polônia)
Plutonul (Romênia)
Pais: Reino Unido, Estados Unidos
Gênero: Guerra do Vietnã, Drama
Direção: Oliver Stone
Roteiro: Oliver Stone
Produção: Arnold Kopelson
Design Produção: Bruno Rubeo
Música Original: Georges Delerue
Fotografia: Robert Richardson
Edição: Claire Simpson
Direção de Arte: Rodell Cruz, Doris Sherman Williams
Guarda-Roupa: Wynn Arenas, Mike Ambrosio, Fidel Javier
Maquiagem: Cecille Baun, Derek Howard, Gordon J. Smith
Efeitos Sonoros: John Wilkinson, Richard Rogers, Gordon Daniel e outros
Efeitos Especiais: Yves De Bono, Andrew Wilson, Jimmy Intal e outros
Nota: 9.3
Filme Assistido em: 2010

Elenco

Charlie Sheen Chris Taylor
Tom Berenger Sgt. Robert Barnes
Willem Dafoe Sgt. Elias Grodin
Mark Moses Ten. Wolfe
Dale Dye Capt. Harris
John C. McGinley Sgt. O'Neill
Tony Todd Sgt. Warren
Corey Glover Francis
Johnny Depp Lerner
Reggie Johnson Junior
Forest Whitaker Big Harold
David Neidorf Tex
Keith David King
Bob Orwig Gardner
J. Adam Glover Sanderson
Richard Edson Sal
Corkey Ford Manny Washington
Kevin Dillon Bunny
Kevin Eshelman Morehouse
Steve Barredo Fu Sheng
Terry McIlvain Ace
Paul Sanchez Doc
Francesco Quinn Rhah
Chris Pedersen Crawford
Ivan Kane Tony
Peter Hicks Parker
Chris Castillejo Rodriguez
Basile Achara Flash
Andrew B. Clark Tubbs

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme (Arnold Kopelson )

Oscar de Melhor Direção (Oliver Stone)

Oscar de Melhores Efeitos Sonoros (Simon Kaye, John Wilkinson, Charles Grenzbach,Richard Rogers )

Oscar de Melhor Edição (Claire Simpson)

Academia Japonesa de Cinema, Japão

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Direção (Oliver Stone)

Prêmio de Melhor Edição (Claire Simpson )

Festival Internacional de Berlim, Alemanha

Prêmio Urso de Prata de Melhor Direção (Oliver Stone)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme - Drama

Prêmio de Melhor Direção (Oliver Stone)

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Tom Berenger)

Sociedade dos Críticos de Cinema de Boston

Prêmio de Melhor Direção (Oliver Stone)

Grêmio dos Diretores da América

Prêmio por Direção Excepcional (Oliver Stone)

Círculo dos Críticos de Cinema de Kansas City, USA

Prêmio de Melhor Direção (Oliver Stone)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Roteiro Original (Oliver Stone )

Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Tom Berenger, Willem Dafoe )

Oscar de Melhor Fotografia (Robert Richardson )

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Fotografia (Robert Richardson)

Festival Internacional de Berlim, Alemanha

Prêmio Urso de Ouro (Oliver Stone)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Roteiro (Oliver Stone )

Prêmios David di Donatello, Itália

David de Melhor Roteiro Estrangeiro (Oliver Stone )

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Diretor (Oliver Stone)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Direção (Oliver Stone)

Grêmio dos Roteiristas da América

Prêmio de Melhor Drama escrito diretamente para o cinema (Oliver Stone )

Grêmio dos Diretores da América

Prêmio por Direção Excepcional (Oliver Stone)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Chris Taylor é um jovem e ingênuo americano, que desiste da faculdade e se oferece como voluntário para combater no Vietnã. Na chegada ao País asiático, em setembro de 1967, ele logo descobre que sua presença é considerada insignificante pelos outros soldados, uma vez que não lutou por tanto tempo quanto eles, não tendo sentido ainda os efeitos do combate.

Designado para lutar na Companhia Bravo, da 25ª Divisão de Infantaria, ele segue em um helicóptero para algum lugar perto da fronteira cambojana. Lá, desgastado pelo trabalho exaustivo e pelas condições de vida, seu entusiasmo para a guerra diminui rapidamente, desenvolvendo uma admiração pelos soldados mais experientes, apesar de sua relutância em alargar a sua amizade.

Certo dia, outro recém-chegado, o tenente Wolfe, discute os planos de uma patrulha para aquela noite com os sargentos do pelotão Elias Grodin, Robert Barnes, O'Neill e Warren. Depois que a patrulha sai, o acampamento é atacado por um esquadrão de soldados norte-vietnamitas, resultando na morte do soldado Gardner e na mutilação do soldado Tex. Apesar de ter passado o trabalho de ficar em observação, contra eventuais ameaças inimigas, para o soldado Junior, e este ter adormecido no posto, Taylor é considerado o responsável pelo ocorrido, bem como, por ter atirado a granada que mutilou Tex. Com um ferimento leve no pescoço, é enviado ao hospital para um tratamento. Ao retornar, e através do soldado King, ele ganha a aceitação dos “cabeças”, um grupo muito unido e liderado pelo Sgt. Elias. Taylor se torna um soldado mais experiente à medida que as patrulhas se sucedem e, em pouco tempo, se destaca entre os outros.

No início de janeiro de 1968, dois membros do pelotão, Sanderson e Sal, entram uma casamata abandonada e são mortos ao tocarem numa armadilha explosiva ligada a uma caixa de documentos. Pouco depois, o soldado Manny Washington desaparece e seu corpo é encontrado mutilado preso ao tronco de uma árvore.

Continuando a explorar a região, o pelotão chega a uma pequena aldeia onde um depósito de alimentos e armas é descoberto. Apesar dos desmentidos dos moradores, o Sgt. Barnes acredita que eles estejam ajudando soldados vietcongues e atira na cabeça da esposa do chefe da aldeia, enquanto outros soldados exploram a região. Numa casa de palha, Taylor encontra um menino retardado e sua mãe escondidos em um buraco situado abaixo do piso. Bunny chega a seguir e bate na criança com sua arma até matá-la, embora o Sgt. O’Neil tivesse exigido que os homens saíssem da casa. O Sgt. Elias inicia uma briga com Barnes por causa dos incidentes. O tenente Wolfe, que se manteve passivo durante o assassinato da mulher, termina com a briga e ordena que os soldados queimem a aldeia. Quando todos começam a deixar o local, um grupo de quatro soldados, incluindo Bunny e Junior, arrastam uma jovem vietnamita para o mato com a intenção de estuprá-la, o que não ocorre graças à intervenção de Taylor.

Ao retornarem ao acampamento, o Sgt. Elias relata as ações de Barnes para o Capt. Harris, o qual se vê sem condições de puni-lo por falta de pessoal. Entretanto, o capitão ameaça Barnes de enviá-lo a uma Corte Marcial, caso haja provas de que ele tenha assassinado um civil desarmado. O Sgt. O'Neil e Bunny, nervosos com a possibilidade de uma investigação, falam com Barnes sobre o assunto, quando é sugerido que o Sgt. Elias seja eliminado.

Numa nova patrulha, o pelotão é emboscado e preso em um tiroteio contra soldados inimigos, o que resulta na morte de Flash e em ferimentos graves no Sgt. Warren e em Lerner. Por outro lado, ao pedir ajuda da artilharia, o tenente Wolfe informa erroneamente as coordenadas da posição do inimigo, o que resulta nas mortes de Fu Sheng, Morehouse e Tubbs e em ferimentos graves em Ace. Big Harold tem uma das pernas arrancadas ao tentar fugir do fogo cerrado da artilharia. O Sgt. Elias, juntamente com Taylor, Rhah e Crawford, tenta interceptar as tropas inimigas.

Embora o tenente Wolfe seja o comandante, as baixas causadas por suas informações imprecisas, sobre as coordenadas do inimigo, fazem com que o Sgt. Barnes assuma o comando.  Este ordena que o pelotão recue para ser aerotransportado, e volta para a selva a fim de se encontrar com o grupo do Sgt. Elias. Ao encontrá-lo, Barnes dispara três tiros contra o peito do sargento, deixando-o como morto. Ao voltar para  seu grupo, Barnes conta que o Sgt. Elias se encontra morto. Depois que os helicópteros de resgate decolam, os homens vêem Elias gravemente ferido emergir da selva, fugindo de um grupo de soldados inimigos. Os helicópteros ainda tentam dar-lhe cobertura, mas ele é morto após ser alvejado por várias vezes.

Uma vez no acampamento, Taylor tenta convencer seu pequeno grupo de seis a matar Barnes em retaliação ao assassinato de Elias. O grupo fica dividido enquanto Barnes, que a tudo ouvira, os desafia a matá-lo. Ninguém abre a boca, mas quando ele vai se retirando, Taylor o ataca pelas costas. Mais experiente, Barnes rapidamente o domina e, em seguida, vai embora.

Poucos dias depois, o pelotão é enviado de volta à área da emboscada, a fim de construir e manter fortes posições defensivas contra um ataque em potencial. Rhah é promovido a sargento, comandando os soldados remanescentes do grupo do Sgt. Elias. Severamente enfraquecida, a tropa tenta se preparar para a iminente batalha, consciente de que a maioria dos soldados deverá morrer. Poucas horas antes do anoitecer, King é autorizado a voltar para casa, uma vez que seu período no front acaba de chegar ao fim.

Francis, um dos soldados mais próximos de Elias, é designado para ficar na mesma trincheira de Taylor. Naquela noite, um grande ataque ocorre com centenas de norte-vietnamitas invadindo as defesas americanas. Depois de algum tempo, Taylor e Francis notam quando o inimigo decide cessar-fogo e pedir granadas para explodir a trincheira em que se encontram. Com muita sorte, os dois conseguem sair da trincheira segundos antes dela ser explodida. Em seguida, eles atacam e matam vários inimigos que se aproximam da referida trincheira.

Enquanto isso, o ataque dos norte-vietnamitas continua implacável. A casamata do comando é destruída por um soldado suicida. Muitos membros do pelotão morrem, inclusive o tenente Wolfe, Parker, Doc e Junior, quando suas trincheiras são destruídas. O Sgt. O’Neil sobrevive escondendo-se sob um corpo morto. Desesperado, o comandante da companhia, Capitão Harris, ordens aos pilotos da Força Aérea para que permaneçam por perto. Durante o caos, quando Barnes e Taylor ficam cara-a-cara, o sargento tenta matar Taylor com uma pá, mas ambos caem inconscientes em conseqüência de uma reação americana com o uso de napalm.

No dia seguinte, com um ferimento grave em seu abdômen inferior, Taylor recupera a consciência. Com dificuldade, ele se levanta, pega um fuzil e, logo depois, encontra Barnes ferido após ser baleado nas duas pernas durante a batalha. Este ordena a Taylor que chame um médico, mas o soldado não o atende. Desesperado, pede para ser morto, fazendo com que Taylor não pense duas vezes e atire três vezes contra seu peito, matando-o. Em seguida, sem forças, Taylor cai sobre o terreno. Francis emerge de sua trincheira e se apunhala com uma baioneta, a fim de ser afastado dos campos de batalha. O'Neil é encontrado e Harris lhe dá o comando do pelotão. Depois de ser atendido por um médico, Taylor toma o helicóptero, ocasião em que é lembrado por um colega que, por ter sido ferido duas vezes, ele pode ir para casa.

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Comentários

“Platoon” é um dos melhores filmes de guerra já produzidos e, sem dúvida alguma, o melhor sobre a guerra do Vietnã. Escrito e dirigido por Oliver Stone, que combateu nessa guerra, como um soldado da 25ª Divisão de Infantaria em 1967/1968, sua trama gira em torno de um jovem soldado, que se alista voluntariamente, e que ao chegar ao Vietnã, passa a experimentar de perto toda a violência e os horrores de uma das maiores tragédias dos Estados Unidos. O filme é o primeiro da trilogia de Stone sobre essa sangrenta guerra, que também conta com “Nascido em 4 de Julho (1989)” e “Entre o Céu e a Terra (1993)”, este último bem inferior aos outros dois.

O cineasta não se mostra melodramático com seu script, empregando um diálogo que vai direto ao ponto, sem medo de expor a desumanidade de seus próprios soldados. O que ele deseja e consegue é fazer com que o espectador se conscientize dos horrores de uma guerra. Por esses motivos, a maior estrela de “Platoon” é o próprio Stone.

Nessa linha, a edição de Claire Simpson faz com que as cenas de ação sejam ultra-rápidas, dando ao espectador a sensação perfeita de estar por detrás dos soldados, quando abrem fogo ou fogem do inimigo.

Com uma atuação razoável, Charlie Sheen consegue captar o medo inicial de um personagem que é dominado pela guerra, mas que logo aceita a incerteza e a brutalidade de tudo o que o rodeia. Por outro lado, Tom Berenger e Willem Dafoe apresentam atuações igualmente brilhantes como dois sargentos completamente diferentes em termos de caráter.

Enfim, “Platoon” é um filme de guerra altamente recomendado como uma das maiores obras de Oliver Stone.

CAA