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TROPA DE ELITE 2 - O INIMIGO AGORA É OUTRO (2010)

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Ficha Técnica

Outros Títulos: Elite Squad 2 (Título Internacional)
Pais: Brasil
Gênero: Crime, Ação, Suspense
Direção: José Padilha
Roteiro: José Padilha, Bráulio Mantovani
Produção: Marcos Prado
Música Original: Pedro Bromfman
Fotografia: Lula Carvalho
Edição: Daniel Rezende
Direção de Arte: Tiago Marques Teixeira
Figurino: Cláudia Kopke
Guarda-Roupa: Alexandre Brolho, Fernando Luis de Jesus, Ana Avelar
Maquiagem: Martin Macias
Efeitos Sonoros: Alessandro Laroca, Priscila Pereira, Roger Hands e outros
Efeitos Especiais: Bruno Van Zeebroeck, William Boggs, Rene Diamante
Efeitos Visuais: Andre Waller
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 2010

Elenco

Wagner Moura Tenente-Coronel Nascimento
Irandhir Santos Diogo Fraga
André Ramiro André Mathias
Milhem Cortaz Tenente-Coronel Fábio
Maria Ribeiro Rosane
Seu Jorge Beirada
Sandro Rocha Russo / Major Rocha
Tainá Müller Clara
André Mattos Fortunato
Pedro Van-Held Rafael
Adriano Garib Deputado Guaracy
Julio Adrião Governador Gelino
Emílio Orciollo Neto Valmir
Rodrigo Candelot Formoso
Fabricio Boliveira Marreco
Marcello Gonçalves Gonçalves
Pierre Santos Santos
André Santinho Major Renan
Bruno d'Elia Capitão Azevedo
Marcelo Cavalcanti Sargento Gonçalo
Ricardo Sodré Bocão
Francisco Salgado Pestana
Ricardo Pavão Valcir Cunha
Rogério Trindade Delegado Barata
Alexandre Ackerman Delegado Viana
Ronaldo Reis Coronel Estêvão
Paulo Giardini Camelo
Luciano Vidigal Alexandre
Kikito Junqueira Marcinho
Rose Abdallah Escrivã
Paulo Hamilton Soldado Paulo
Rod Carvalho Barcelos
Roberta Arantes Enfermeira
Fabíola Ribeiro Repórter da TV

Prêmios

Grande Prêmio Brasileiro de Cinema, Brasil

Prêmio do Público de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Longa-Metragem Brasileiro

Prêmio de Melhor Direção

Prêmio de Melhor Ator (Wagner Moura)

Prêmio de Melhor Fotografia

Prêmio de Melhor Edição (Daniel Rezende)

Prêmio de Melhor Roteiro Original

Prêmio de Melhor Som

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante

Associação Paulista de Críticos de Arte

Prêmio de Melhor Ator (Wagner Moura)

Festival de Cinema de Havana, Cuba

Prêmio de Melhor Direção

Prêmio de Melhor Edição

Prêmio do Júri Especial (Melhor Filme)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Ao sair do Hospital Beneditino, o Tenente-Coronel Nascimento, Subsecretário de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro, é observado por um grupo de homens que se comunica através de rádio-transmissores. Enquanto dirige seu carro, é abordado por outro veículo, do qual saem homens armados que começam a disparar contra seu automóvel. Enquanto ocorre o atentado, Nascimento procura recordar o que havia ocorrido para que chegasse até aquele ponto.

Em flashback, o filme retorna quatro anos no tempo, quando uma divisão do BOPE comandada por Nascimento e André Mathias se envolve no controle de uma rebelião no presídio Bangu I. Durante a rebelião, Beirada, líder do Comando Vermelho, com a conivência dos agentes responsáveis pela segurança da unidade penal, foi capaz de dominar o presídio e assassinar seus adversários da A.D.A. Com a situação em escalada, o professor de história Diogo Fraga é chamado ao presídio. Membro de uma ONG dedicada à defesa dos Direitos Humanos, Fraga é chamado numa tentativa de negociar o fim da rebelião. O ativista sucede em negociar a libertação dos reféns, mas Mathias se precipita e, descumprindo uma ordem de Nascimento, ingressa na área controlada por Beirada, o que faz com que Fraga seja tomado como refém. Depois de Beirada ser convencido a libertar Fraga, Mathias atira contra o criminoso, matando-o.

As consequências da ação de Mathias fazem com que ele seja usado como bode expiatório, sendo expulso do BOPE, não da PM. Já Nascimento, visto como herói pela população, é nomeado para o cargo de Subsecretário de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Fraga, que se tornou marido de Rosane, ex-mulher de Nascimento, elege-se deputado estadual.

Uma vez na Secretaria, Nascimento é capaz de articular uma completa reestruturação do BOPE, aumentando seu efetivo e modernizando seus equipamentos. Essa reestruturação o auxilia no combate ao tráfico de entorpecentes, e, com o passar do tempo, a Secretaria é capaz de encerrar as atividades de traficantes na maior parte das favelas da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Desbaratar o crime organizado, ao contrário do que Nascimento planejara, não contribuiu para a diminuição da corrupção, mas fez surgir uma nova organização criminosa, as “milícias”. O major Rocha, um policial militar corrupto, percebe que, ao eliminar a figura do traficante, ele não estaria deixando de receber a propina que vinha recebendo, mas sim poderia passar a controlar diretamente a Comunidade, eliminando assim o intermediário e tendo lucros maiores. Assim, ele e seu grupo passam a comandar uma Comunidade.

Com o crescimento das milícias, o deputado Fraga passou também a defender a criação de uma CPI, porém não obteve o apoio do presidente da ALERJ e do deputado Fortunato. Comprar o apoio das lideranças das comunidades significaria a criação de verdadeiros currais eleitorais. Ciente disso e visando se beneficiar politicamente das regiões controladas pelas milícias nas próximas eleições, o Governador do Rio de Janeiro se associa ao deputado estadual Fortunato, ao Secretário de Segurança Pública e ao major Rocha para forjarem uma situação que justificasse a invasão do bairro Tanque, uma comunidade que representaria relevante acréscimo na quantidade de eleitores. Assim, membros da milícia invadem a delegacia da Comunidade, e saqueiam a reserva de armamentos da mesma. Em seu programa de televisão, Mira Geral, Fortunato polemiza o ocorrido, atribuindo aos traficantes em atuação na comunidade a responsabilidade, e exigindo providências do Governador do Estado, que ordena a Nascimento e à Secretaria de Segurança que planejem uma operação para invadir a comunidade, expulsar os traficantes e encontrar as armas. Nascimento se opõe à operação, por não ter encontrado, dentre as escutas telefônicas instaladas na comunidade, nenhuma prova de que as armas estariam lá, mas é voto vencido frente à afirmação do coronel Fábio de que um informante de seu Comando já teria imputado a autoria dos crimes aos traficantes da Comunidade.

Mathias, reintegrado ao BOPE por sugestão do major Rocha e por influência do deputado Fortunato, é escolhido para ser o líder de campo da operação, que é bem-sucedida em eliminar a maior parte dos traficantes da área. As armas, entretanto, não são encontradas, com o líder dos traficantes negando ter sido o responsável pelo roubo, mesmo após ser interrogado. Mathias questiona o coronel Fábio sobre a procedência da denúncia, e exige uma explicação,
porém é assassinado pelos homens de Rocha.
Rocha e sua milícia se infiltram discretamente em uma casa do bairro. São observados pela jornalista Clara, do jornal “Na Hora”. Ela e seu fotógrafo acessam o local e descobrem material de campanha eleitoral do governador e seus aliados. Enquanto revela por telefone sua descoberta ao deputado Fraga, são surpreendidos e mortos pelos milicianos. Entretanto, o áudio da conversa foi gravado pelo órgão de Nascimento, que a ouve e conclui que a Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro estava na mão de bandidos.

Fraga, como testemunha da conversa incriminadora, torna-se alvo da milícia. Sofre uma tentativa de homicídio, porém neste atentado, seu enteado e filho de Nascimento, que estava no veículo com ele, é baleado. O garoto é internado no Hospital Beneditino e ali Nascimento entrega o áudio a Fraga, que a divulga a imprensa. A CPI é criada, porém o Governo do Estado afirma que o áudio foi obtido de forma ilegal pelo coronel Nascimento no intuito de espionar sua ex-mulher, além de ter sido exonerado do cargo que ocupava e iniciado seu processo de expulsão da PMERJ.

Ao deixar o hospital, Nascimento é monitorado pela milícia de Rocha, conforme a cena inicial, terminando assim o flashback. Em seguida, ele depõe na CPI presidida por Fraga, onde acusa toda a cúpula do governo do Estado do Rio de Janeiro.

Mesmo assim, o governador é reeleito, Guaracy e Fraga elegem-se deputados federais e apenas o deputado Fortunato é efetivamente preso.  Apesar da grande "queima de arquivo", o sistema criminoso se mantêm sob novas lideranças.

Em reunião do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, o deputado Fraga protesta contra a eleição como presidente daquele conselho do deputado Guaracy. O filme termina com Nascimento à beira da cama do filho hospitalizado.

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Comentários

Realizado pelo cineasta José Padilha, “Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora É Outro” é, sem dúvida alguma, o melhor filme brasileiro de 2010 e se acha entre os 250 melhores filmes que assisti desde 1943 até a data de hoje. Particularmente, não consigo entender por que ele não foi indicado para concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro do ano. A Comissão Brasileira responsável pela seleção preferiu indicar o sofrível “Lula, o Filho do Brasil”.

Embora possa parecer, não se trata de uma sequência do anterior “Tropa de Elite”, de 2007. Por outro lado, embora se trate de uma estória de ficção, sua trama é baseada em eventos e personagens reais da cidade do Rio de Janeiro, o que pode provocar no espectador um sentimento genuíno de revolta perante a podridão do sistema político-social reinante não apenas naquela cidade, mas em todo o nosso País.

Padilha realiza um excelente trabalho, no que é acompanhado de perto pelos responsáveis pela fotografia e pela edição. No elenco, Wagner Moura nos brinda com uma interpretação irrepreensível, seguido de perto pelas ótimas atuações de André Ramiro e Irandhir Santos.

CAA