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CHICO XAVIER (2010)

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Ficha Técnica

Pais: Brasil
Gênero: Biográfico
Direção: Daniel Filho
Roteiro: Marcos Bernstein
Produção: Daniel Filho
Música Original: Egberto Gismonti
Fotografia: Nonato Estrela
Edição: Diana Vasconcellos
Direção de Arte: Cláudio Amaral Peixoto
Figurino: Bia Salgado
Maquiagem: Rose Verçosa
Efeitos Sonoros: Carlos Alberto Lopes, Simone Petrillo, Branko Neskov
Efeitos Especiais: Mauricio Couto Bevilaqua
Efeitos Visuais: Marcelo Souza, Christopher Newman e outros
Nota: 7.4
Filme Assistido em: 2010

Elenco

Nelson Xavier Chico Xavier (1969 - 1975)
Ângelo Antônio Chico Xavier (1927 - 1959)
Matheus Costa Chico Xavier (1918 - 1922)
Letícia Sabatella Maria João de Deus
Luís Melo João Cândido Xavier
Giulia Gam Rita de Cássia
Giovanna Antonelli Cidália Batista
Pedro Paulo Rangel Padre Scarzelli
Larissa Vereza Lúcia
Tony Ramos Orlando
Christiane Torloni Glória
André Dias Emmanuel
Paulo Goulart Filho Saulo Guimarães
Cássio Gabus Mendes Padre Júlio Maria
Cássia Kiss Iara
Rosi Campos Cleide
Carla Daniel Carmosina
Charles Fricks David Nasser
Nildo Parente Juiz
Bruce Gomlevsky Promotor
Cadu Favero Rafael
Anselmo Vasconcelos Perácio
Ana Rosa Carmem
Cininha de Paula Maria Celeste
Victor Navega Mott Moacir

Videoclipes

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Sinopse

No início dos anos 70, Chico Xavier participa de um programa de televisão denominado “Pinga Fogo”. Antes de entrar para a entrevista, o âncora do programa, jornalista Saulo Guimarães, apresenta algumas informações sobre a vida do entrevistado a partir de seu nascimento em 1910. Em seguida, Chico entra no palco para a esperada entrevista, sendo bastante ovacionado pela platéia. Em resumo, os ouvintes tomam conhecimento de que:

Nascido no seio de uma família humilde, Francisco de Paula Cândido Xavier era filho de João Cândido Xavier, um modesto vendedor de bilhetes de loteria, e de Maria João de Deus, uma dona de casa católica e piedosa. Aos cinco anos, com a morte de sua mãe, ele passa a ser criado pela madrinha e antiga amiga de sua mãe, Rita de Cássia, que logo se mostra uma pessoa cruel, vestindo-o de menina e batendo-lhe diariamente, sob qualquer pretexto.

A madrinha criava ainda outro filho adotivo, Moacir, que sofria de uma ferida incurável na perna. Ela decide seguir a simpatia de uma benzedeira, que consistia em fazer uma criança lamber a ferida durante três sextas-feiras em jejum, sendo a tarefa atribuída ao pequeno Francisco. Revoltado com a imposição, ele conversa novamente com o espírito de sua mãe, que lhe aconselha a lamber com paciência, a fim de aplacar a ira da madrinha.

Dois anos depois, seu pai casa-se com Cidália Batista e Francisco vai morar com eles. Por insistência da madrasta, o garoto é matriculado na escola pública. Nesse período, o espírito de Maria João pára de manifestar-se. Para ajudar nas despesas da casa, Francisco começa a trabalhar vendendo os legumes da horta da casa.

Na escola, como na igreja, as faculdades paranormais de Francisco causam-lhe problemas. Em casa, seu pai cogita em interná-lo. O padre Scarzelli o examina e conclui que seria um erro a internação, sugerindo que o garoto tente conseguir um trabalho. Assim, Francisco ingressa como operário em uma fábrica de tecidos.

Em 1924, ao terminar o curso primário, ele não volta a estudar e se emprega como caixeiro de venda. Apesar de católico devoto e das incontáveis penitências, Francisco não pára de ter visões e nem de conversar com os espíritos. Em 1927, ao ser levado pelo pai a um prostíbulo para sua iniciação sexual, é entregue a uma jovem e bela prostituta. Seu pai e a dona do prostíbulo ficam na sala a conversar até que, minutos depois, ao ouvirem vozes vindas de um cômodo próximo, vão até lá, onde encontram Francisco, a jovem que o acompanhava e mais uma meia dúzia de outras prostitutas, todos de mãos dadas a rezarem o Credo.

Ainda em 1927, diante da insanidade de sua irmã Lúcia, causada por um processo de obsessão espiritual, é ele a única pessoa que consegue acalmá-la. Por orientação de um amigo, ele começa a estudar o espiritismo e, em julho desse mesmo ano, se inicia na prática da psicografia, escrevendo 17 páginas. Nos quatro anos subseqüentes, ele se aperfeiçoa nessa prática.

Em 1931, aos 21 anos, Chico Xavier tem um encontro com seu mentor espiritual, Emmanuel, à beira de uma cachoeira, ocasião em que é informado sobre sua missão de psicografar trinta livros, para o que lhe são exigidas três condições: disciplina, disciplina e disciplina. Assim, em 1932 é publicado “Parnaso de Além-Túmulo”, uma coletânea de poesias ditadas por espíritos de poetas brasileiros e portugueses. Pouco tempo depois, um Oficial de Justiça bate à casa de Chico para entregar-lhe uma intimação porque o espólio de Humberto de Campos o está processando por fraude. A defesa do médium resulta, posteriormente, no clássico “A Psicografia perante os Tribunais”, do advogado Miguel Timponi. Em sua sentença, o juiz decide que os direitos autorais referem-se à obra reconhecida em vida do autor, não havendo condição do tribunal se pronunciar sobre a existência ou não da mediunidade.

Nesse período, Chico Xavier descobre ser portador de uma catarata ocular, problema que vai acompanhá-lo pelo resto da vida. Seus mentores, Emmanuel e Bezerra de Menezes orientam-no a se tratar com os recursos da medicina humana. Por outro lado, a celebridade de Chico Xavier é crescente, e cada vez mais pessoas o procuram em busca de curas e mensagens, transformando a pequena cidade de Pedro Leopoldo, em um centro informal de peregrinação.

Em 1958, o médium vê-se no centro de uma nova polêmica, desta vez por conta das denúncias de um sobrinho, Amauri Pena, filho da irmã curada de obsessão. O sobrinho, também médium psicógrafo, declara-se um falso médium, acusação que estende ao tio. Chico Xavier defende-se, negando ter qualquer proximidade com ele. No ano seguinte, decide estabelecer residência em Uberaba, onde continua a psicografar inúmeras obras, passando a abordar temas como o sexo, as drogas, as viagens espaciais, entre outros.

Em maio de 1965, Chico Xavier e o médico e médium, Waldo Vieira viajam a Washington a fim de divulgarem o espiritismo no exterior, onde com a ajuda do presidente do Christian Spirit Center, estudam inglês e lançam o livro “Ideal Espírita”, com o nome de “The World of the Spirits”.

Terminada a entrevista e antes de deixar o prédio da televisão, Chico Xavier procura Orlando, um dos técnicos que atuaram na elaboração do programa, a quem entrega uma carta para ser entregue à mulher deste. Orlando tenta questioná-lo, mas ele lhe diz ser apenas um mensageiro que recebe e entrega cartas.

Em casa, Orlando entrega à sua mulher, Glória, a carta psicografada por Chico Xavier. Os dois a lêem juntos e, ao final, ficam absolutamente convictos de que se trata de uma carta enviada por seu filho, morto por uma arma de fogo, fato que resultou na prisão de um amigo com o qual brincava. Nela, ele explica que a arma disparou acidentalmente e que o amigo nada tem a ver com sua morte. Orlando e Glória procuram a Justiça, a quem pedem a soltura do jovem e o encerramento do caso.

Chico Xavier continuou com sua missão, tendo escrito 412 livros até sua morte, em junho de 2002, aos 92 anos de idade.

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Comentários

Baseado na biografia "As Vidas de Chico Xavier", do jornalista Marcel Souto Maior, “Chico Xavier” é um bom filme do cinema nacional. Partindo de um roteiro escrito por Marcos Bernstein, o filme acompanha a trajetória do mais conhecido médium brasileiro, nascido em Minas Gerais em 1910 e falecido aos 92 anos de idade, poucas horas depois do Brasil ter conquistado o pentacampeonato mundial em jogo contra a Alemanha.

Daniel Filho, que assina a direção e a produção, realiza um trabalho discreto, sem lançar mão dos corriqueiros efeitos especiais. Na área técnica, merece ainda ser mencionada a excelente trilha sonora de Egberto Gismonti. Um dos pontos fracos diz respeito ao fato do filme não cobrir toda a vida do médium, já que ele termina com a entrevista no programa “Pinga Fogo” da antiga TV Tupi, no início dos anos 70, ou seja, 30 anos antes de sua morte. Assim, vários aspectos relevantes de sua vida não foram abordados, tais como sua indicação ao Prêmio Nobel da Paz, em 1981, e o período em que sua fama se espalhou pelo exterior.

CAA