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BELA NOITE PARA VOAR (2009)

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Ficha Técnica

Pais: Brasil
Gênero: Drama, Histórico
Direção: Zelito Viana
Roteiro: Zelito Viana
Produção: Cláudia Furiati, Daniel F. Sroulevich
Música Original: Silvio Barbato
Fotografia: Alziro Barbosa
Edição: Diana Vasconcellos
Direção de Arte: Alexandre Meyer
Figurino: Kika Lopes
Efeitos Sonoros: Jorge Saldanha, François Wolf, Cláudio Valdetaro e outros
Nota: 6.9
Filme Assistido em: 2010

Elenco

José de Abreu Juscelino Kubitschek
Mariana Ximenes Maria Lúcia Pedroso "Princesa"
Marcos Palmeira Carlos Lacerda
Cecil Thiré Marechal Henrique Lott
Alexandre Borges Ministro da Fazenda
David Herman Embaixador dos Estados Unidos
Tadeu di Pyetro Brigadeiro Botafogo
Henrique César Ministro da Marinha
Cássio Scapin Jânio Quadros
Wolf Maya Deputado Último de Carvalho
Álvaro Freire Presidente da Câmara
Júlia Lemmertz Letícia Lacerda
Larissa Resende Maristela Kubitschek
Ana Lélis Márcia Kubitschek
André Barros Coronel Afonso
Cacá Amaral Geraldo
Edgar Amorim Renato
Felipe Wagner Tenente-Coronel Fiuza
Henri Pagnocelli Coronel Danilo
David Pinheiro Coronel Celso
Ilya São Paulo Capitão Bérgamo
Júlio Braga Cardoso
Tom Curti Secretário do Tesouro dos EUA
Henrique Pires Coronel Anselmo
Márcia Amaral Empregada de Princesa
Iran Malfitano Presidente da UNE
Rogério Fróes General do 1º Exército
Emílio de Mello Oscar Niemeyer
Nildo Parente Prefeito Teófilo, de Dourados
Giovanna Gold Prefeita

Sinopse

Em 03/10/1955, Juscelino Kubitschek é eleito Presidente do Brasil. No mês seguinte, o Marechal Henrique Teixeira Lott, Ministro da Guerra, vence um grupo de militares golpistas e garante a posse do presidente eleito. Em 11/02/1956, Oficiais da Aeronáutica se rebelam contra o governo e tomam a Base Aérea de Jacareacanga, no Pará. A rebelião é sufocada em dezoito dias. JK propõe e o Congresso aprova anistia para todos que tivessem participado de movimentos políticos ou militares no período de 10/11/55 a 19/3/56, mas forças contrárias a ele não se conformam e continuam a conspirar contra o presidente.

Em 16/06/1959, numa reunião no Palácio do Catete com o Presidente, o Secretário do Tesouro americano afirma ser a Petrobrás o primeiro passo para a implantação do comunismo no Brasil, sendo rechaçado por JK. Enquanto isso, na Câmara dos Deputados, Carlos Lacerda faz um veemente discurso contra o presidente, acusando-o de incompetente, principalmente por provocar um cenário cada vez mais sombrio na vida dos pobres, sendo, ao sair, cumprimentado pelo Brigadeiro Botafogo.

Às 02:20h do dia 17/06/1959, depois de tomar a decisão de romper com o Fundo Monetário Internacional, Juscelino se reúne com seus auxiliares para afirmar que o Plano de Metas e o desenvolvimento do País ficariam totalmente inviáveis se tivessem que cumprir as exigências do FMI. Enquanto isso, no Ministério da Guerra, o Marechal Lott encarrega o Capitão Bérgamo de fazer chegar imediatamente, ao Presidente, um envelope contendo recomendações sobre o uso dos aviões presidenciais, já que Juscelino vai estar viajando ainda naquela madrugada para quatro Estados.

Às 03:30h, quando o Presidente chega ao Aeroporto Santos Dumont para o embarque, o Tenente-Coronel Fiúza, um dos chefes da conspiração, telefona para seus companheiros da Aeronáutica, avisando-os que o plano elaborado para acabar com JK deverá ser executado naquele dia. O avião presidencial chega ao Aeroporto de Campinas, sua primeira escala, ao amanhecer, sendo Juscelino recebido pelo Governador de São Paulo, Jânio Quadros. Em sua primeira conversa, dentro da aeronave, JK comenta o esforço que a oposição vem fazendo para a instauração de uma CPI sobre a construção de Brasília. Jânio acredita ser a CPI um problema mais fácil de ser resolvido e procura focar a conversa na necessidade de serem construídas hidroelétricas, no Rio Paraná, e de transformar a USP em um Centro de Referência Universal.

Às 09:00h, no Aeroporto da Pampulha, oficiais da Aeronáutica revêem os planos para aquela noite, quando o avião presidencial estiver voltando do Mato Grosso. Em resumo, todas as pistas num raio de 200 km de Belo Horizonte deverão estar fechadas, sem qualquer iluminação, bem como, deverão ser cortadas todas as comunicações com o avião presidencial.

Enquanto isso, em Campinas, ao se preparar para viajar para Jataí, em Goiás, JK é informado que o Ministro da Marinha se encontra no aeroporto e que deseja falar com ele em particular. Na conversa a sós, O Ministro informa o Presidente que alguns oficiais da Marinha estão se manifestando abertamente contra ele, principalmente em assuntos ligados às relações com os Estados Unidos, ao Fundo Monetário Internacional e aos veementes ataques do Deputado Carlos Lacerda.

Ao prosseguir sua viagem, JK faz sua 2ª escala em Jataí, Goiás, onde, de cima de um caminhão, fala para moradores locais, sendo muito aplaudido por ter tomado a decisão de trazer a Capital do País para perto deles, apenas 520 km de separação.

Às 11:30h, em sua residência, o Embaixador americano assiste pela televisão, em companhia do Brigadeiro Botafogo, um discurso de Juscelino condenando a dependência do FMI. Ao final, Botafogo comenta que JK acaba de declarar sua sentença de morte. O Embaixador afirma que esse rompimento significa o fim do apoio dos Estados Unidos ao governo brasileiro. Depois de dizer que confia no patriotismo das forças armadas, o Brigadeiro comenta que, àquela hora, comunistas, tendo à frente Luis Carlos Prestes, devem estar comemorando tal decisão no Palácio do Catete.

Em Jataí, de volta ao avião presidencial, JK segue para Dourados, no Mato Grosso, sua 3ª escala do dia, aonde chega às 14:02h. Do aeroporto, ele segue para uma reunião com dezenas de prefeitos. Enquanto isso, o Comandante do avião presidencial flagra e prende dois homens que estavam tentando abastecer a aeronave com gasolina adulterada.

Terminada sua visita à Dourados, Juscelino segue para Brasília a fim de verificar o andamento da construção da futura Capital do País. Uma vez lá, ele se une a Oscar Niemeyer na visita a diversos canteiros de obras, onde é recebido entusiasticamente pelos operários que o abraçam.

Às 18:33h, no Rio de Janeiro, um Oficial do Exército vai ao gabinete do Marechal Lott comunicar-lhe que o pessoal da Inteligência da Aeronáutica confirmou que foi o Tenente-Coronel Fiúza quem organizou a operação contra o Presidente. Segundo as informações a que tiveram acesso, o grupo de Fiúza seqüestrou pela manhã um avião da Força Aérea no Campo dos Afonsos, o qual decolou com destino ainda ignorado. O Marechal dá ordens para que todo o pessoal disponível seja posto em ação.

Já tendo deixado Brasília, o co-piloto do avião presidencial comenta que, dentro de 30 minutos, estarão sobrevoando Belo Horizonte. JK só pensa no seu reencontro com sua “Princesa”, o grande amor de sua vida, uma jovem e bela mulher de 23 anos com quem ele mantém uma relação extraconjugal.

Às 19:05h, os amotinados assumem o controle do tráfego do Aeroporto da Pampulha, bem como, cortam todo o sistema elétrico, como planejado, deixando toda a área às escuras. Depois de tentar, sem sucesso, contato com a torre do aeroporto, o Comandante do avião presidencial decide se dirigir para o aeroporto de Barbacena, que também se acha às escuras.

No Rio de Janeiro, ao falar com o Brigadeiro Botafogo, Carlos Lacerda lhe diz que acha o plano deles uma precipitação e que está fora. No Ministério da Guerra, o Marechal Lott telefona para o Ministro da Aeronáutica informando-lhe que a vida do Presidente está ameaçada e que tem informações seguras de que oficiais da Aeronáutica são os responsáveis, os quais devem ser presos e punidos imediatamente.

Às 20:00h, em Belo Horizonte, depois de verificar que o Aeroporto da Pampulha está às escuras, a “Princesa” vai até o Aeroclube Carlos Prates, onde a pista também se acha sem iluminação. Lá, depois de conseguir se comunicar com o avião presidencial, contando com o auxílio do operador de rádio, ela sai à procura de dezenas de táxis que possam, com seus faróis, iluminar a pista e permitir a aterrissagem segura do avião de seu amado, o que ocorre por volta das 21:00h.

Às 21:07h, cumprindo ordens do Marechal Lott, o exército invade o Aeroporto da Pampulha, prendendo o Tenente-Coronel Fiúza e seus comandados. Enquanto isso, o Presidente e sua “Princesa” deixam o Aeroclube juntos para algumas horas de amor.

Às 02:20h, ela o leva até o Aeroporto onde, depois de ser festivamente recebido por uma pequena multidão, JK embarque no avião presidencial de volta ao Rio de Janeiro.

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Comentários

Baseado no livro homônimo do jornalista Pedro Rogério Moreira, “Bela Noite Para Voar” é um bom drama do cinema nacional. Escrito e dirigido pelo cineasta Zelito Viana, esse longa-metragem relata fatos que teriam ocorrido em apenas um dia da vida do então Presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek, em junho de 1959.

Além do bom trabalho realizado por Zelito, o filme nos brinda ainda com uma bela trilha sonora, a boa fotografia de Alziro Barbosa e ótimas atuações de grande parte do elenco.

Maria Lúcia Pedroso é uma pernambucana casada com o médico José Pedroso, na época também deputado, que manteve um romance secreto com Juscelino por 18 anos, terminado com a morte dele. Quando da realização do filme, assessorou a atriz Mariana Ximenes na composição do personagem. Na cena em que a atriz toma um banho de espuma, segurando uma medalha com a imagem de Juscelino, tal medalha foi emprestada pela própria Maria Lúcia.

CAA