Filmes por gênero

VIVER (1952)

Ikiru
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Vivre enfin un seul jour (França)
Vivere (Itália)
To live (USA, UK)
Vivir (Espanha, Argentina)
Leben! (Alemanha)
Att leva (Suécia)
Ikiru - At leve (Dinamarca)
Да се живее (Bulgária)
Pais: Japão
Gênero: Drama
Direção: Akira Kurosawa
Roteiro: Akira Kurosawa, Shinobu Hashimoto, Hideo Oguni
Produção: Sôjirô Motoki
Design Produção: Takashi Matsuyama
Música Original: Fumio Hayasaka
Fotografia: Asakazu Nakai
Edição: Kôichi Iwashita
Efeitos Sonoros: Fumio Yanoguchi, Ichirô Minawa
Nota: 8.6
Filme Assistido em: 1966

Elenco

Takashi Shimura Kanji Watanabe
Shin'ichi Himori Kimura
Haruo Tanaka Sakai
Minoru Chiaki Noguchi
Miki Odagiri Toyo Odagiri
Bokuzen Hidari Ohara
Minosuke Yamada Funcionário subordinado
Makoto Kobori Kiichi Watanabe, irmão de Kanji
Nobuo Kaneko Mitsuo Watanabe, filho de Kanji
Nobuo Nakamura Prefeito
Atsushi Watanabe Paciente
Masao Shimizu Médico
Kumeko Urabe Tatsu Watanabe, esposa de Kiichi
Kyôko Seki Kazue Watanabe, esposa de Mitsuo
Daisuke Katô Yakuza
Seiji Miyaguchi Chefe de Yakuza
Fuyuki Murakami Jornalista
Hirayoshi Aono Jornalista
Eiko Miyoshi Dona de Casa
Noriko Honma Dona de Casa
Kin Sugai Dona de Casa
Ichirô Chiba Policial
Harue Kuramoto Dançarina
Rasa Saya Stripper
Sachio Sakai Yakuza

Prêmios

Festival Internacional de Berlim, Alemanha

Prêmio Especial do Senado (Akira Kurosawa)

Indicações

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Ator Estrangeiro (Takashi Shimura)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Kanji Watanabe é um homem de meia idade cuja maior realização é o fato de nunca ter faltado um só dia ao trabalho na repartição da Prefeitura de Tóquio, em 30 anos, exercendo um cargo extremamente burocrático e maçante. Sua esposa já se acha morta e seu filho e nora, que vivem com ele, parecem que se preocupam unicamente com sua pensão e com a herança futura.

Depois de tomar conhecimento de que se acha acometido de um câncer de estômago e com expectativa de menos de um ano de vida, Watanabe procura contar ao filho sobre esse seu estado, mas desiste quando observa que o mesmo não se mostra interessado em ouvi-lo. Ele, então, tenta encontrar uma fuga nos prazeres da vida noturna de Tókio.

Guiado por um excêntrico escritor que acaba de conhecer em uma boate, Watanabe solicita uma canção do pianista e canta “Gondola No Uta” com grande tristeza. Embora seu canto prenda a atenção dos que o assistam, ele percebe que esta não é a solução que busca.

No dia seguinte, ao se encontrar com Toyo Odagiri, uma jovem alegre e cheia de vida, Watanabe tenta passar o maior tempo possível com ela. Entretanto, ao verificar que a jovem se mostra preocupada por não conhecer suas reais intenções, ele lhe pede para que fique mais um pouco e lhe diga qual o segredo de tanto amor à vida. Toyo responde-lhe que sua felicidade vem do seu trabalho como fabricante de brinquedos, o que faz com que se sinta como se estivesse jogando com todas as crianças do Japão, de modo que, acredita que o grande segredo é procurar encontrar um propósito para sua própria vida.

Inspirado nela, Watanabe percebe que não é tarde demais para ele, que ainda pode fazer algo que lhe deixe muito feliz. Decide, então, dedicar todo o tempo e energia que lhe restam para realizar o projeto de sua vida. Assim, através de seus esforços incansáveis e persistentes, ele é capaz de superar a estagnação da burocracia e transformar um antro infestado de mosquitos em um parque infantil.

Seus antigos colegas de trabalho tentam descobrir o que causou uma mudança tão drástica em seu comportamento. Sua transformação de um apático burocrata em um defensor apaixonado de uma causa, os deixa inteiramente confusos.

Em seus últimos momentos de vida, em paz consigo mesmo e com o mundo, Watanabe senta-se num dos balanços do Parque por ele construído e volta a cantar “Gondola No Uta”.

 

 

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Comentários

Realizado pelo grande cineasta Akira Kurosawa, “Viver” é mais um excelente filme do cinema japonês do início dos anos 50. Sua trama gira em torno de um pacato cidadão de meia-idade, a partir do momento em que ele toma conhecimento de que é portador de um câncer no estômago e que lhe restam apenas poucos meses de vida.

Partindo de um magnífico roteiro, do qual foi um dos responsáveis, Kurosawa mostra-nos mais uma vez o seu grande talento ao conduzir com maestria os trabalhos de direção. No elenco, Takashi Shimura é o grande nome a ser destacado por sua brilhante atuação.

Enfim, “Viver” é um comovente e imperdível filme.

CAA