Filmes por gênero

MEU AMIGO HARVEY (1950)

Harvey
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Harvey (Argentina, Dinamarca, França, Portugal)
El invisible Harvey (Espanha)
Mein freund Harvey (Alemanha, Austria)
Ystäväni Harvey (Finlândia)
Barátom, Harvey (Hungria)
Min vän Harvey (Suécia)
Harvey (Sérvia)
Харви (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Comédia Dramática
Direção: Henry Koster
Roteiro: Mary Chase, Oscar Brodney
Música Original: Frank Skinner
Fotografia: William H. Daniels
Edição: Ralph Dawson
Direção de Arte: Bernard Herzbrun, Nathan Juran
Figurino: Orry-Kelly
Maquiagem: Bud Westmore
Efeitos Sonoros: Leslie I. Carey, Joe Lapis
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 1952

Elenco

James Stewart Elwood P. Dowd
Josephine Hull Veta Louise Simmons
Peggy Dow Srta. Kelly, enfermeira
Charles Drake Dr. Lyman Sanderson
Cecil Kellaway Dr. Chumley
Victoria Horne Myrtle Mae
Jesse White Wilson, funcionário do sanatório
William H. Lynn Juiz Gaffney
Wallace Ford Lofgren, motorista de táxi
Nana Bryant Sra. Hazel Chumley
Grayce Mills Sra. Ethel Chauvenet
Clem Bevans Herman, porteiro do Sanatório
Harvey Ele próprio
Aileen Carlyle Sra. Tewksbury
Almira Sessions Sra. Halsey
Sally Corner Sra. Cummings
Polly Bailey Sra. Krausmeyer
Sam Wolfe Sr. Minninger
Dick Wessel Cracker, atendente do Bar
Anne O'Neal Enfermeira
Minerva Urecal Enfermeira
Norman Leavitt Henry Riley, motorista de táxi
William Val Leslie, motorista da Sra. Hazel Chumley
Maudie Prickett Elvira, a cozinheira
Pat Flaherty Policial

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Josephine Hull)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Josephine Hull)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Ator (James Stewart)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme - Drama

Prêmio de Melhor Ator em um Drama (James Stewart)

Prêmios Hugo

Hugo de Melhor Apresentação Dramática (Henry Koster, Mary Chase, Oscar Brodney, Myles Connolly)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Elwood P. Dowd é um simpático, super-atencioso, porém excêntrico solteiro que vive em uma pequena cidade em companhia de sua irmã mais velha, Veta Louise, e de sua sobrinha Myrtle Mae. Embora goste muito do irmão, Veta se preocupa com o fato de Elwood passar a maior parte de seu tempo a falar com um coelho branco de 1,90 m de altura, a quem chama de Harvey, personagem que parece existir apenas na imaginação dele, uma vez que ninguém mais consegue enxergá-lo.

Veta gosta de receber em casa suas amigas ricas, mas a excentricidade do irmão faz com que planeje suas recepções de forma a não coincidirem com a presença de Elwood, muitas vezes recorrendo ao amigo, juiz Gaffney, para afastá-lo. Numa delas, quando se prepara, juntamente com a filha Myrtle Mae, para receber um grupo de amigas, dentre as quais se acham a Sra. Ethel Chauvenet, sua tia, a Sra. Halsey, bem como a soprano, Sra. Tewksbury, ela telefona para o juiz a fim de pedir-lhe seu empenho para evitar que Elwood volte pra casa antes do final do dia.

No entanto, seu irmão, que se encontra em um Bar com seu invisível amigo, toma conhecimento da recepção através das colunas sociais de um jornal,  o que faz com que ele se apresse em voltar, preocupado com a possibilidade de Veta estar precisando de sua ajuda. Logo após a Sra. Tewksbury terminar de cantar sua primeira música, Elwood entra na sala onde todas se acham reunidas, para desespero de Veta e Myrtle Mae, e felicidade da tia Ethel. Entretanto, a situação muda radicalmente quando ele começa a apresentar Harvey a todas as presentes, as quais, pelas mais diversas desculpas, vão deixando a casa, inclusive a tia Ethel Chauvenet. Desesperada, Veta liga para o juiz Gaffney, com quem combina uma forma de internar o irmão em um sanatório.

No dia seguinte, Veta consegue fazer com que Elwood tome um taxi com ela e siga para um passeio. Ao parar no sanatório, ela lhe diz que vai entrar ali por um instante e lhe pede para aguardá-la no próprio táxi. Elwood fica a conversar com Harvey, para espanto do taxista. Lá dentro, ela é recebida pela Srta. Kelly, uma enfermeira que, após preencher uma ficha sobre Elwood, pede a um funcionário que o apanhe no táxi e o conduza ao quarto nº 24 da ala Sul. Enquanto isso, a Srta. Kelly a leva à presença do Dr. Sanderson.

Quando Dr. Sanderson lhe faz perguntas sobre o irmão dela, Veta começa a falar sobre a relação de Elwood com a bebida e com Harvey, o coelho enorme de 1,90 m que já teve oportunidade de vê-lo, fazendo com que o médico acredite ser ela a psicopata da família, autorizando sua imediata internação. Por outro lado, preocupado que Elwood venha a processar o sanatório, por ter sido enviado como paciente para o quarto 24, Dr. Sanderson pede à Srta. Kelly que vá buscá-lo para pedir-lhe desculpas pelo terrível engano.

Depois dos esclarecimentos, Elwood é liberado. Enquanto caminha pelos jardins em direção à portaria, ele se encontra com a Sra. Hazel, esposa do Dr. Chumley, Chefe do Sanatório, a quem diz que está à procura de seu grande amigo, Harvey. Assim, enquanto Elwood sai tranquilamente pela portaria, a Sra. Hazel comenta seu breve encontro com um homem que estava procurando um tal de Harvey. Dr. Chumley percebe o engano cometido por Dr. Sanderson, o demite e sai à procura de Elwood.

Aproveitando-se da confusão estabelecida, Veta consegue fugir e chegar em casa, onde encontra sua filha e o juiz Gaffney preocupados com sua demora. Depois de falar sobre tudo que lhe ocorreu, ela e o juiz têm a idéia de processar o sanatório por encarceramento ilegal e maus tratos. Pouco depois, Elwood passa rapidamente por lá, sem ser visto, apenas para deixar um quadro onde ele aparece ao lado de Harvey. Logo a seguir, é o Dr. Chumley quem bate à porta, em sua tentativa de recapturar Elwood. Além de não encontrá-lo, é verbalmente ameaçado de ser processado por Veta. O telefone toca e, ao atendê-lo, Veta e o Dr. Chumley ficam sabendo que Elwood se acha no Charlie’s, seu bar preferido.

O médico corre até o local a fim de levar Elwood de volta ao sanatório. Horas depois, preocupados com a demora do Dr. Chumley, Dr. Sanderson e a Srta. Kelly saem à sua procura e, ao chegarem ao Charlie’s, encontram Elwood que lhes explica que, depois de tomar alguns drinques, o médico deixou o local em companhia de Harvey.

Enquanto isso, Dr. Chumley chega assustado ao sanatório, como se estivesse sendo acompanhado por alguém invisível. Por outro lado, Wilson, que também se acha à procura do Dr. Chumley, chega ao Charlie’s em companhia de dois policiais. A eles, juntam-se o Dr. Sanderson, a Srta. Kelly e Elwood, e todos se dirigem ao sanatório.

Quando Dr. Chumley os vê chegar, ele convida Elwood para uma conversa particular em sua sala, ocasião em que procura saber da possibilidade de Harvey ficar com ele por algum tempo, ajudando-o a programar uma licença sabática de que tanto necessita. Depois de consultar seu duende, Elwood confirma para o médico que não há o menor problema. Nesse instante, chegam também ao sanatório Veta Louise, Myrtle Mae e o juiz Gaffney. Veta vem trazer um roupão para Elwood, enquanto o juiz quer tentar uma solução negociada junto ao Dr. Chumley a fim de evitar a instauração de um processo.

Para surpresa de todos, ao sair de sua sala após a conversa que teve com Elwood, o Dr. Chumley informa aos presentes que está passando todas as suas responsabilidades para o Dr. Sanderson, médico que já se sentia demitido, e em seguida se retira. Dr. Sanderson decide, então, administrar uma dose do soro 977 em Elwood, a qual vai fazer com que cessem todas essas visões que ele tem tido do coelho Harvey. Sem demonstrar qualquer resistência, o sempre bondoso Elwood entra tranquilamente no consultório do médico, por estar certo de que ele jamais lhe prescreveria algo que não fosse para o seu bem.

Cansado de esperar pelo pagamento da corrida que fizera para Veta Louise, Myrtle Mae e o juiz Gaffney, o motorista de táxi, Lofgren, entra no sanatório para cobrá-lo. Por coincidência, todos haviam esquecido suas respectivas carteiras em casa. Veta bate, então, na porta do consultório onde se encontra Elwood, a fim de verificar se o irmão pode pagar a referida corrida. Não tendo ainda recebido o soro 977, Elwood se apressa a resolver o problema da irmã, voltando a seguir para a sala onde se encontrava.

Impressionado com a delicadeza e a educação de Elwood, Lofgren comenta como é triste ver uma pessoa como ele ter que tomar o tal soro, pois em 15 anos de experiência, trazendo e levando pacientes que se submeteram a essa intervenção, sempre verificou que, após receberem a tal dose, todos se tornaram pessoas extremamente agressivas e mal-humoradas.

Ao ouvir tal comentário, Veta se apressa a solicitar ao Dr. Sanderson que suspenda a aplicação do soro, pois ela e a filha, ao lado de Elwood, querem morar com Harvey. Nas despedidas, atendendo ao pedido do Dr. Chumley, o coelho fica com ele, mas depois que Elwood e a irmã deixam as instalações do sanatório, Harvey vem ao encontro deles dizendo que mudara de idéia.

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Comentários

Baseada numa vitoriosa peça da Broadway, “Meu Amigo Harvey” é mais uma deliciosa comédia do cinema americano dos anos 50. Um dos co-roteiristas é a própria autora da peça e ganhadora do Prêmio Pulitzer, Mary Chase. Realizada pelo cineasta Henry Koster, sua trama gira em torno de um homem simpático e super-atencioso que gosta de freqüentar bares e fazer novas amizades, sempre acompanhado de seu inseparável amigo, Harvey, um coelho de 1,90 m de altura que só é visível aos seus olhos.

Filme dirigido a todas as idades, o mesmo apresenta algumas mensagens interessantes como as sobre a individualidade e a de viver a vida sem medo. Dentre os diversos elementos que tornam essa comédia especial, acham-se ainda os seus bem escritos diálogos, suas hilariantes cenas e os desempenhos de seus principais atores, com ênfase para as atuações de James Stewart e Josephine Hull.

Enfim, “Meu Amigo Harvey” é uma comédia imperdível.

CAA