Filmes por gênero

O HOMEM QUE QUERIA SER REI (1975)

The Man Who Would Be King
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Ficha Técnica

Outros Títulos: L'homme qui voulut être roi (França)
El hombre que pudo reinar (Espanha)
L'uomo che volle farsi re (Itália)
Der Mann, der König sein wollte (Alemanha)
El hombre que sería rey (México)
Pais: Reino Unido, Estados Unidos
Gênero: Ação, Aventura
Direção: John Huston
Roteiro: John Huston, Gladys Hill
Produção: John Foreman
Design Produção: Alexandre Trauner
Música Original: Maurice Jarre
Fotografia: Oswald Morris
Edição: Russell Lloyd
Direção de Arte: Tony Inglis
Figurino: Edith Head
Guarda-Roupa: John Wilson-Apperson, Paul Vachon
Maquiagem: George Frost
Efeitos Sonoros: Basil Fenton-Smith, Leslie Hodgson, Terry Sharratt
Efeitos Especiais: Richard Parker
Efeitos Visuais: Albert Whitlock, Wally Veevers
Nota: 8.1
Filme Assistido em: 2011

Elenco

Sean Connery Daniel Dravot
Michael Caine Peachy Carnehan
Christopher Plummer Rudyard Kipling
Saeed Jaffrey Billy Fish
Karroom Ben Bouih Kafu Selim
Shakira Caine Roxanne de Khawak
Mohammad Shamsi Babu
Jack May Comissário do Distrito
Albert Moses Ghulam
Paul Antrim Mulvaney
Gurmuks Singh Soldado sikh
Kimat Singh Soldado sikh

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Roteiro Adaptado

Oscar de Melhor Direção de Arte

Oscar de Melhor Edição

Oscar de Melhor Figurino

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Fotografia

Prêmio de Melhor Figurino

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Trilha Sonora Original

Sinopse

Na Índia do final do século XIX, Peachy Carnehan, um ex-sargento de artilharia do exército de Sua Majestade Britânica, conhece Rudyard Kipling durante uma viagem de trem. Reconhecendo-o como um maçom, Peachy pede-lhe que procure Daniel Dravot, um velho companheiro que viaja na 1ª classe e lhe diga apenas: "Peachy foi para o Sul esta semana", pois ele entenderá a mensagem. Conforme prometido, Kipling procura Dravot que, ao receber o recado, comenta que Peachy está indo para Degumber.

Ao se encontrarem, os dois se metem em encrenca ao tentarem passar por correspondentes do “Nothern Star” e assim atingir o rajá, sendo detidos. Ao serem ouvidos pelo Comissário local, este lhes diz que não serão presos graças ao Sr. Kipling, o autêntico correspondente do "Northern Star" e ali presente. O Comissário informa, ainda, que suas fichas, sujas por atos de contrabando, fraude, receptação e descarada chantagem, serão enviadas para Calcutá, com recomendações para que sejam deportados como cidadãos indesejáveis por desrespeito ao império e ao rajá.

A Kipling, eles confessam que pretendem ir para um lugar onde possam reinar, ou seja, viver com fartura, só dando ordens, e sem trabalhar. Adiantam, ainda, que depois de passarem um ano e meio fazendo pesquisas em livros e mapas, chegaram à conclusão de que esse lugar chama-se Kafiristão, uma região do Afeganistão que fica a uns 500 km de Peshawar, no Paquistão. A região é habitada por tribos em guerra, oferecendo, portanto, oportunidades para aqueles que sabem treinar e liderar homens em batalha. Por outro lado, os nativos adoram 32 ídolos pagãos e eles querem se tornar os 33º e 34º. Segundo Kipling, entretanto, chegar ao Kafiristão é uma tarefa basicamente impossível, pois, desde Alexandre Magno, todos os que tentaram, não conseguiram. Irredutíveis, os dois assinam um documento sobre a empreitada, tendo Kipling como testemunha.

Assim, Peachy e Dravot iniciam tamanha aventura, atravessando o Afeganistão com seus desertos, geleiras, montanhas, além de enfrentarem bandidos e intempéries naturais, como uma avalanche que de alguma forma salva suas vidas. Finalmente, chegam ao Kafiristão onde, como esperavam, é uma terra de bárbaros habitada por tribos isoladas, eternamente em luta umas contra as outras.

Usando seus conhecimentos de estratégia militar, além de muita esperteza, Peachy e Dravot vão ganhando a confiança do povo local. Quando, em uma batalha, Dravot é ferido no peito por uma flecha, sem sofrer um mínimo de sangramento (a flecha na verdade entrou numa bandoleira de couro que ele usava embaixo da roupa), fato reforçado pelo uso de símbolos maçônicos, ele é coroado Rei e passa a ser aclamado pelo povo como sendo um deus vivo, sucessor direto de Alexandre o Grande.

Peachy e Dravot descobrem um tesouro de toneladas de ouro e pedras preciosas. Diante de tal descoberta, Peachy diz ao amigo que chegou a hora deles partirem levando uma dezena de mulas carregadas com parte daquele imenso tesouro. Dravot, entretanto, não pretende deixar o Kafiristão, onde deseja se casar e fazer seu herdeiro. Peachy insiste em que devem cair fora enquanto estão com sorte. Decidido a ficar, Dravot diz ao amigo que ele tem permissão para partir com o ouro que puder carregar.

Dravot escolhe uma bela jovem, Roxanne de Khawak, para ser sua esposa e rainha, marcando logo a data da cerimônia, o que faz com que Peachy adie sua viagem para o dia imediatamente seguinte ao do casamento. Roxanne, no entanto, não aceita a idéia de se casar com ele, sendo forçada a comparecer à cerimônia, ocasião que aproveita para morder fortemente o rosto de Dravot, deixando-o a sangrar diante de toda a comunidade.

Desmascarado, pois, para a tribo, o sangramento implica no não reconhecimento dele como uma divindade, Dravot tenta fugir, mas morre ao cair de uma ponte que liga duas altíssimas montanhas. Peachy, no entanto, tem mais sorte por conseguir voltar à Índia, embora sem trazer uma única pedra preciosa e depois de passar por muitas dificuldades e privações. Ao chegar, ele procura Kipling, a quem relata toda a aventura vivida por ele e Dravot.

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Comentários

Baseado em um conto de Rudyard Kipling, “O Homem Que Queria Ser Rei” é um excelente filme de ação/ aventura de meados dos anos 70. Realizado pelo grande cineasta John Huston, que também co-assina o roteiro, sua trama gira em torno de dois ex-sargentos do exército de Sua Majestade Britânica, sediados na Índia colonial do final do século XIX, que pretendem ir para um lugar onde possam reinar, ou seja, viver com fartura, só dando ordens, e sem trabalhar. Símbolos e códigos maçônicos acham-se presentes em diversas partes do filme, inclusive na longínqua tribo do Kafiristão. A história é narrada em flashback, por Peachy Carnehan, ao procurar Kipling três anos após o seu primeiro encontro.

Habilmente dirigido por Huston, o filme se mostra inteligente e cativante, além de apresentar algumas mensagens importantes como, por exemplo, a de que você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo. Por outro lado, quase ao apagar das luzes, a história comete um engano absurdo ao afirmar que Dravot morreu ao cair de uma ponte situada a cerca de 15.000 metros de altura. Como se sabe, o ponto mais alto do Afeganistão se acha em Nowshak, a 7.485 metros acima do nível do mar.

No elenco, as duas maiores estrelas são Sean Connery e Michael Caine, com atuações inesquecíveis. A título de curiosidade, a bela Shakira Caine foi eleita Miss Guiana Inglesa em 1967, aos 20 anos, e se acha casada com Michael Caine desde 1973.

CAA