Filmes por gênero

A VIDA DOS OUTROS (2006)

Das Leben der Anderen
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Ficha Técnica

Outros Títulos: The lives of others (USA, UK)
La vie des autres (França)
Le vite degli altri (Itália)
La vida de los otros (Espanha, Argentina, México)
De andras liv (Suécia)
Muiden elämä (Finlândia)
A mások élete (Hungria)
Zycie na podsluchu (Polônia)
Pais: Alemanha
Gênero: Drama, Suspense
Direção: Florian Henckel von Donnersmarck
Roteiro: Florian Henckel von Donnersmarck
Produção: Quirin Berg, Max Wiedemann
Design Produção: Silke Buhr
Música Original: Gabriel Yared, Stéphane Moucha
Fotografia: Hagen Bogdanski
Edição: Patricia Rommel
Direção de Arte: Christiane Rothe
Figurino: Gabriele Binder
Maquiagem: Sabine Schumann, Annett Schulze
Efeitos Sonoros: Christoph von Schönburg, Arno Wilms, Hubertus Rath e outros
Efeitos Especiais: Hans Seck, Adrian Lorbert
Efeitos Visuais: Maik Strauch
Nota: 9.1
Filme Assistido em: 2008

Elenco

Martina Gedeck Christa-Maria Sieland
Ulrich Mühe Capitão Gerd Wiesler
Sebastian Koch Georg Dreyman
Ulrich Tukur Tenente-Coronel Anton Grubitz
Thomas Thieme Ministro da Cultura Bruno Hempf
Hans-Uwe Bauer Paul Hauser
Volkmar Kleinert Diretor do Teatro, Albert Jerska
Matthias Brenner Karl Wallner
Charly Hübner Udo
Herbert Knaup Gregor Hessenstein
Bastian Trost Prisioneiro 227
Marie Gruber Sra. Meineke
Volker Michalowski Expert em grafia
Hubertus Hartmann Egon Schwalber
Thomas Arnold Nowack
Hinnerk Schönemann Tenente Axel Stigler
Paul Faßnacht Tio Frank Hauser
Ludwig Blochberger Benedikt Lehmann
Susanna Kraus Andrea
Gabi Fleming Prostituta
Michael Gerber Dr. Czimmy
Anabelle Munro Atriz de teatro
Philipp Kewenig Christas Verhafter

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira (Quirin Berg, Max Wiedemann, Florian Henckel von Donnersmarck)

Associação dos Críticos de Cinema da Argentina

Condor de Prata de Melhor Filme Estrangeiro em Língua não Espanhola (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmios Bodil - Copenhague, Dinamarca

Bodil de Melhor Filme Não Americano (Florian Henckel von Donnersmarck)

Grande Prêmio Brasileiro de Cinema, Brasil

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França

César de Melhor Filme Estrangeiro (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmios David di Donatello, Itália

David de Melhor Filme Estrangeiro (Florian Henckel von Donnersmarck)

Academia do Cinema Europeu

Prêmio de Melhor Ator (Ulrich Mühe)

Prêmio de Melhor Filme (Max Wiedemann, Quirin Berg)

Prêmio de Melhor Roteiro (Florian Henckel von Donnersmarck)

Sindicato Francês dos Críticos de Cinema, França

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmios do Cinema Alemão

Prêmio em Ouro de Melhor Ator Coadjuvante (Ulrich Tukur)

Prêmio em Ouro de Melhor Fotografia (Hagen Bogdanski)

Prêmio em Ouro de Melhor Ator (Ulrich Mühe)

Prêmio em Ouro de Melhor Direção (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmio em Ouro de Melhor Longa-Metragem (Quirin Berg, Max Wiedemann)

Prêmio em Ouro de Melhor Roteiro (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmio em Ouro de Melhor Design de Produção (Silke Buhr )

Círculo de Críticos de Cinema de Londres, Inglaterra

Prêmio Roteirista do Ano (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmio Filme em Língua Estrangeira do Ano

Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, EUA

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro (Florian Henckel von Donnersmarck)

Festival de Montréal, Canadá

Prêmio do Público (Florian Henckel von Donnersmarck)

Festival Robert de Copenhague, Dinamarca

Robert de Melhor Filme Não Americano (Florian Henckel von Donnersmarck)

Academia Argentina de Cinema, Artes e Ciências, Buenos Aires

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmios Bambi, Alemanha

Prêmio Bambi de Melhor Ator Nacional (Sebastian Koch)

Prêmios do Cinema da Baviera, Munique, Alemanha

Prêmio de Melhor Direção (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmio de Melhor Ator (Ulrich Mühe)

Prêmio de Melhor Roteiro (Florian Henckel von Donnersmarck)

Associação dos Críticos de Cinema de Ohio, USA

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Círculo dos Roteiristas de Cinema, Espanha

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Festival do Cinema de Copenhague, Dinamarca

Prêmio do Público (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmio Cisne de Ouro de Melhor Ator (Ulrich Mühe)

Círculo dos Críticos de Cinema de Dublin, Irlanda

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Ator (Ulrich Mühe)

Círculo de Críticos de Cinema da Austrália

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro (Florian Henckel von Donnersmarck)

Associação dos Críticos de Cinema da Alemanha

Prêmio de Melhor Direção (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmio de Melhor Edição (Patricia Rommel)

Prêmio de Melhor Ator (Ulrich Mühe)

Prêmio de Melhor Fotografia (Hagen Bogdanski)

Prêmios Guldbagge, Suécia

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmios do Cinema e da Televisão Irlandeses

Prêmio de Melhor Filme Internacional

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata Européia (Martina Gedeck)

Festival Internacional de Cinema de Locarno, Suiça

Prêmio do Público (Florian Henckel von Donnersmarck)

Festival de Cinema de Munique

Prêmio Bernhard Wicki - Direção (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmio Bernhard Wicki - Ator (Ulrich Mühe)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Prêmios do Cinema Polonês, Varsóvia, Polônia

Prêmio de Melhor Filme Europeu (Florian Henckel von Donnersmarck)

Festival do Cinema Internacional de Portland, EUA

Prêmio do Público de Melhor Filme (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmio do Público de Melhor Diretor Iniciante (Florian Henckel von Donnersmarck)

Festival do Cinema Internacional de Rotterdam, Holanda

Prêmio do Público (Florian Henckel von Donnersmarck)

Festival de Cinema do SESC, Brasil

Prêmio do Público de Melhor Filme Estrangeiro (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmio da Crítica de Melhor Ator Estrangeiro (Ulrich Mühe)

Festival do Cinema Europeu de Sevilha, Espanha

Prêmio Signis (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmio Giraldillo de Prata (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmios Turia, Espanha

Prêmio do Público de Melhor Filme Estrangeiro (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmio Turia de Melhor Filme Estrangeiro (Florian Henckel von Donnersmarck)

Festival Internacional de Vancouver, Canadá

Prêmio do Filme Mais Popular (Florian Henckel von Donnersmarck)

Festival Internacional de Cinema de Varsóvia, Polônia

Prêmio do Público (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmios Cálices de Ouro, Itália

Prêmio Cálice de Ouro de Melhor Filme Europeu (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmio Cálice de Ouro de Melhor Ator Europeu (Sebastian Koch)

Prêmios Júpiter, Alemanha

Prêmio Júpiter de Melhor Ator Alemão (Ulrich Mühe)

Indicações

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Ator (Ulrich Mühe)

Prêmio de Melhor Roteiro Original (Florian Henckel von Donnersmarck )

Prêmio David Lean de Melhor Direção (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmio de Melhor Filme (Quirin Berg, Max Wiedemann )

Academia do Cinema Europeu

Prêmio de Melhor Direção (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmio de Melhor Compositor (Gabriel Yared, Stéphane Moucha )

Prêmio de Melhor Atriz (Martina Gedeck)

Prêmios do Cinema Alemão

Prêmio em Ouro de Melhor Figurino (Gabriele Binder)

Prêmio em Ouro de Melhor Edição (Patricia Rommel)

Prêmio em Ouro de Melhores Efeitos Sonoros (Hubertus Rath, Christoph von Schönburg, Arno Wilms )

Prêmio em Ouro de Melhor Trilha Sonora (Stéphane Moucha, Gabriel Yared)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Círculo de Críticos de Cinema de Londres, Inglaterra

Prêmio Diretor do Ano (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmio Ator do Ano (Ulrich Mühe)

Associação dos Críticos de Cinema de Ohio, USA

Prêmio de Melhor Filme

Festival do Cinema de Copenhague, Dinamarca

Prêmio Cisne de Ouro de Melhor Filme (Florian Henckel von Donnersmarck)

Círculo dos Críticos de Cinema de Dublin, Irlanda

Prêmio de Melhor Direção (Florian Henckel von Donnersmarck)

Prêmios do Cinema e da Televisão Irlandeses

Prêmio de Melhor Ator Internacional (Ulrich Mühe)

Prêmios Satellite, Los Angeles

Prêmio Satellite de Melhor Filme Estrangeiro

Prêmio Satellite de Melhor Trilha Sonora (Gabriel Yared)

Associação dos Críticos de Cinema de St. Louis, USA

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Associação dos Críticos de Cinema de Toronto, Canadá

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em 1984, na Berlim Oriental, durante uma aula de treinamento do STASI (Polícia Secreta), o Capitão Gerd Wiesler, codinome HGW XX7, mostra a técnica que utiliza ao interrogar um suspeito. Ele instrui seus alunos sobre como saber que um interrogado está ou não mentindo. Um deles lhe faz uma pergunta que ele julga tratar-se de uma leitura burguesa e, ato contínuo, marca seu nome no livro de presenças e, posteriormente, o reprova. Durante os primeiros trinta minutos, o diretor da Organização fez uma longa apresentação de Wiesler, na qual disse tratar-se de um agente altamente qualificado, um profissional zeloso, disciplinado e dotado de um importante sangue-frio.

Ao final da aula, o Tenente-Coronel Anton Grubitz, Chefe do Departamento de Cultura da STASI e velho amigo de Wiesler, vem convidá-lo para uma estreia teatral. A peça, escrita pelo famoso dramaturgo alemão Georg Dreyman, tem como principal intérprete, a consagrada atriz Christa-Maria Sieland, amante do dramaturgo. Embora escreva peças sobre o heroico proletariado comunista, Dreyman vive num luxuoso apartamento de Berlim Oriental, onde desfruta de certa notoriedade entre os oficiais da RDA (República Democrática Alemã). Ao contrário da opinião da maioria dos oficiais do Partido, que acredita em sua lealdade, Wiesler suspeita que a lealdade de Dreyman não seja tão forte como aparenta ser.

Após o espetáculo, Grubitz tem uma breve conversa com o Ministro da Cultura, Bruno Hempf, sobre Dreyman. Hempf também se sente atraído por Christa-Maria, o que faz com que procure uma forma de eliminar Dreyman de seu caminho. Sendo também membro do Comitê Central, que tem autoridade sobre a STASI, Hempf fala para Grubitz sobre a necessidade de uma vigilância em larga escala em relação a Dreyman. Sempre preocupado com seu próprio futuro político, Grubitz pede a Wiesler para gerenciar a citada vigilância, que recebe o nome de Operação Lazlo. Logo depois, Hempf encontra-se com Dreyman e Christa-Maria numa festa e, de uma forma nada sutil, faz com que a atriz saiba de seus sentimentos para com ela.

Durante um almoço na sede da STASI, um jovem agente começa a contar uma piada sobre o líder do Partido Comunista, Erich Honecker. Ouvindo por acaso, Grubitz o obriga a terminar a piada e o ameaça com uma eventual transferência para um cargo sem nenhuma importância, mas em seguida afirma que estava brincando. Enquanto isso, Wiesler fica de tocaia a observar as idas e vindas de Dreyman. Quando seu grupo de escuta deixa o apartamento do dramaturgo, Wiesler percebe que uma vizinha estava a olhar toda a movimentação através de um olho mágico. Ele a procura e lhe diz que se ela abrir a boca para falar sobre o que viu, sua filha será expulsa da Universidade. Em seguida, instala seu centro de observação no sótão, bem acima do apartamento de Dreyman.

Quando Dreyman completa quarenta anos de idade, ele e Christa-Maria preparam uma recepção para um grupo de amigos. Ela o presenteia com uma gravata e lhe pergunta se ele sabe como usá-la, ao que Dreyman responde que sim. Entretanto, não conseguindo dar um nó na gravata, termina batendo na porta da vizinha para pedir-lhe ajuda. Embora se mostrando bastante nervosa, face à ameaça recebida de Wiesler quanto à permanência ou não de sua filha na universidade, atende a seu pedido. Ao vê-lo com a gravata, Christa-Maria se mostra impressionada com a inesperada habilidade por ele adquirida.

Durante a recepção para os amigos próximos, o diretor de teatro Albert Jerska é evitado pelos demais convidados por fazer parte de uma lista-negra por suas opiniões antigovernamentais e ninguém quer ser visto a seu lado. Jerska presenteia o aniversariante com a partitura de uma bela música de nome “Sonata Para Um Homem Bom”.

Em pouco tempo, as observações de Wiesler mostram-lhe que, ao contrário do que imaginava em relação aos artistas livre-pensadores, a atitude de Dreyman para com a RDA e seu PSU (Partido Socialista Unificado) não tem nada que mereça alguma recriminação. Por outro lado, Christa-Maria mostra-se receptiva às investidas do Ministro Hempf, o que faz com que Wiesler passe a acreditar que a Operação Lazlo nada tinha a ver com algum problema de segurança e, sim, com a libido do Ministro da Cultura. Do seu ponto de vigilância, Wiesler observa quando Hempf se despede de Christa-Maria, dizendo-lhe quando ela deverá encontrá-lo novamente.

Dreyman sente-se provocado a tomar uma posição face ao relacionamento sexual de sua amante com o Ministro Hempf e ao suicídio de seu amigo Jerska. Por outro lado, Wiesler é levado às lágrimas quando ouve, no sótão, a música “Sonata Para Um Homem Bom” ser executada ao piano pelo dramaturgo.

Depois, ao tomar o elevador, ele encontra uma pequena criança que lhe pergunta se ele trabalha para a STASI, confessando-lhe que seu pai costuma dizer que agentes da Polícia Secreta são homens maus que colocam as pessoas na prisão. Wiesler pergunta-lhe sobre o nome do pai, mas decide não insistir no assunto. Mais tarde, num encontro com uma prostituta, depois de fazerem sexo, ele lhe pede que fique mais um pouco, mas ela não o atende por ter outro compromisso. Tal atitude dá a entender que Wiesler aparentemente não tem família.

Por outro lado, Dreyman decide ajudar a revelar a verdadeira face do governo da RDA para o mundo exterior. Com a ajuda de bem posicionados alemães ocidentais, que lhe fornecem uma máquina de escrever que não pode ser rastreada, ele planeja publicar uma denúncia anônima no “Der Spiegel”, um dos principais semanários da Alemanha Ocidental. O artigo diz respeito à farsa do governo da RDA em relação à alta taxa de suicídios na Alemanha Oriental, a maior de toda a Europa, com exceção da Hungria.

Enquanto trabalham no artigo, os amigos de Dreyman se preocupam com a possibilidade de terem sido instaladas escutas em seu apartamento. Embora acredite que isso não tenha ocorrido, ele concorda em fazerem um teste: um contato na Alemanha Ocidental vem visitar Dreyman, ocasião em que discutem um plano para retornar à Alemanha Ocidental com seu filho, um cidadão da Alemanha Oriental, escondido sob o banco do carro dele. Eles descrevem o carro como sendo um Mercedes, assim como a rota que pretendem usar. Wiesler ouve todo o plano, mas decide não informá-lo aos guardas da fronteira. Assim, ao atravessá-la sem quaisquer problemas, Dreyman e seus amigos ficam com a errônea certeza de que seu apartamento está livre de escutas. Entretanto, Wiesler ouviu o suficiente para saber que Dreyman vem escrevendo para que seus trabalhos sejam publicados na Alemanha Ocidental. No entanto, ele começa a vacilar em sua determinação de concluir, o mais rapidamente possível, a Operação Lazlo.

No processo de bisbilhotar suas vítimas, Wiesler se aproxima de uma desanimada Christa-Maria em um Café para lhe dizer o quanto admira o seu trabalho. Embora ele não se identifique, a atriz agradece e lhe diz ser ele um bom homem. Ao retornar ao seu ponto de vigilância, Wiesler descobre que ela voltou à casa de Dreyman, ignorando seu encontro com o ministro Hempf e decidida a não mais voltar a vê-lo.

Quando o artigo de Dreyman é finalmente publicado na Alemanha Ocidental, a Alemanha Oriental sente o peso de tamanha falha, a ponto de Grubitz não acreditar que Wiesler, com sua indiscutível experiência, tenha deixado que tal desastre viesse a ocorrer. O dramaturgo é considerado o principal suspeito e o Ministro Hempf aproveita a oportunidade para prender Christa-Maria, dependente de drogas, ameaçando-a de ter sua vida de atriz encerrada, a menos que ela colabore com as autoridades, denunciando seu amante como o autor do embaraçoso artigo, o que ela faz. A STASI faz uma busca no apartamento de Dreyman, mas sai de mãos vazias.

Wiesler, que reteve as provas sobre a origem do artigo, vê-se obrigado a decidir com quem fica sua lealdade: com a Alemanha Oriental e sua brilhante carreira como um oficial superior da STASI, ou com Dreyman e Christa-Maria, cujas vidas honestas ele passou a apreciar.

Quando Christa-Maria é levada para uma sala de interrogatório, Wiesler sabe que ela vai reconhecê-lo de seu encontro no Café, e que Grubitz vai estar olhando através de um vidro unidirecional. Assim, ele decide oferecer-lhe uma escolha: tornar-se informante e dizer-lhe onde Dreyman escondeu a máquina de escrever utilizada para preparar o artigo publicado na Alemanha Ocidental, ou nunca mais voltar a pisar no palco de um teatro. Ele lhe diz ainda que já tem provas suficientes para prender Dreyman, de modo que não há nada que ela possa fazer para ajudá-lo. Continuando, Wiesler lhe diz que a única coisa que ela pode fazer é salvar a si mesma, colaborando com a STASI, com o que ela concorda.

Wiesler corre até o apartamento de Dreyman, antes que o resto da equipe da STASI chegue por lá. Ao localizar a máquina de escrever, ele a pega e sai imediatamente do local. Christa-Maria chega em seguida e encontra Dreyman, ocasião em que lhe diz que se encontrava no campo. Quando a equipe da STASI chega ao apartamento, Christa-Maria acha-se debaixo do chuveiro. Ela veste seu roupão e sai do banheiro a tempo de ver Grubitz tentando retirar parte do assoalho, exatamente no local onde a máquina de escrever havia sido escondida. Dreyman, que assiste a tudo, acredita ter sido traído por ela. Christa-Maria, por outro lado, acreditando que Grubitz encontrou a máquina de escrever, deixa o apartamento e, na rua, deliberadamente, sai da calçada e é atropelada por um caminhão. Wiesler a encontra sangrando, mas recua ao ver Dreyman abraçá-la e pedir-lhe desculpas. Logo depois, ela morre.

Grubitz, sentindo-se envergonhado pelo insucesso da operação, decide encerrar sua investigação. No entanto, certo de que Wiesler acobertou o dramaturgo, ele o procura para lhe dizer que foi inteligente o bastante para não deixar qualquer rastro. Continuando, Grubitz comunica que ele, Wiesler, vai passar os restantes 20 anos de sua carreira a cuidar da correspondência de seus compatriotas em um úmido porão da STASI.
Cerca de cinco anos mais tarde, Wiesler se acha no porão a lidar com a correspondência, quando um colega por trás dele está a ouvir rádio. Trata-se do mesmo jovem oficial que, anos atrás, contou uma piada sobre o líder do Partido Comunista, Erich Honecker, e foi ameaçado, por Grubitz, de ser transferido para um cargo sem a menor importância. O jovem oficial ouve pelo rádio uma informação sobre a queda do Muro de Berlim e compartilha seu fone de ouvido para que Wiesler também acompanhe as boas novas. Finalmente, quando Wiesler deixa o escritório da STASI, outros funcionários o seguem.

Dois anos mais tarde, Dreyman procura o ex-ministro Hempf, a quem pergunta por que seu apartamento nunca foi grampeado. Este lhe assegura que sua residência foi completamente grampeada, fala-lhe sobre operação Lazlo e o aconselha a olhar por trás de seus interruptores de luz. Depois de confirmar as informações de Hempf, Dreyman consulta os arquivos da STASI que se tornaram públicos. Nos registros sobre a operação Lazlo, ele descobre que provas que o condenariam, foram escondidas por um agente da STASI identificado como HGW XX7. Ele também descobre que Christa-Maria foi liberada tarde demais para ter sido a responsável pelo desaparecimento da máquina de escrever. Dreyman finalmente toma conhecimento de que o agente HGW XX7 foi considerado o responsável pelo fracasso da operação Lazlo. Ainda através de novas consultas aos arquivos tornados públicos, ele descobre que o verdadeiro nome do agente HGW XX7 é Gerd Wiesler.  

Dois anos mais tarde ainda, ao passar por uma livraria, Wiesler vê um livro escrito por Dreyman e resolve entrar para obter mais informações a respeito do mesmo.  O livro chama-se “Sonata Para Um Homem Bom” e, ao abri-lo, lê a seguinte dedicatória: “Para HGW XX7, em sinal de gratidão”.

No Caixa, quando o atendente lhe pergunta se ele deve embrulhar o livro, Wiesler lhe responde: “Não, ele é para mim”.

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Comentários

Escrito e dirigido pelo cineasta alemão Florian Henckel von Donnersmarck, “A Vida dos Outros” é um magnífico e imperdível thriller político e drama humano. Sua trama gira em torno da atuação da Polícia Secreta da antiga Alemanha Oriental durante os anos da Cortina de Ferro. Mais especificamente, trata do comportamento de um agente da STASI, a quem foi confiada a missão de espionar um casal suspeito de se opor ao regime comunista vigente naquela época.

Donnersmarck nos brinda com um excelente trabalho, tanto como roteirista quanto como diretor. É realmente um mestre na difícil arte de narrar, tendo sido agraciado com mais de uma dúzia de merecidos prêmios das principais Academias de Cinema, a começar pelo tão cobiçado Oscar da Academia de Hollywood.

No elenco, os atores, de um modo geral, estão ótimos. De qualquer forma, por uma questão de justiça, somos obrigados a ressaltar a formidável atuação do ator Ulrich Mühe, no papel principal, seguida pela da atriz Martina Gedeck, como a famosa atriz Christa-Maria.

CAA