Filmes por gênero

A ESPIÃ (2006)

Zwartboek
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Ficha Técnica

Outros Títulos: O livro negro (Portugal)
El libro negro (Espanha)
Das schwarze buch (Alemanha)
La lista negra (México)
Black book (USA, UK, França)
Pais: Holanda, Alemanha, Reino Unido, Bélgica
Gênero: Drama, Suspense, 2ª Guerra Mundial
Direção: Paul Verhoeven
Roteiro: Paul Verhoeven, Gerard Soeteman
Produção: Jeroen Beker, Teun Hilte, San Fu Maltha, Jos van der Linden, Frans van Gestel
Música Original: Anne Dudley
Fotografia: Karl Walter Lindenlaub
Edição: Job ter Burg, James Herbert
Direção de Arte: Cornelia Ott, Roland de Groot, Wilbert Van Dorp
Figurino: Yan Tax
Guarda-Roupa: Ton Hermans, Manon Blom, Dulcie Scott e outros
Maquiagem: Esther Ben-Noon, Winnie Gallis, Dirk Naastepad e outros
Efeitos Sonoros: James Harrison, Nigel Bennett, Bert Koops e outros
Efeitos Especiais: Harrie Wiessenhaan, Rick Wiessenhaan e outros
Efeitos Visuais: Hans van Helden, Olaf Wendt, James Devlin e outros
Nota: 8.6
Filme Assistido em: 2008

Elenco

Carice van Houten Rachel Stein / Ellis de Vries
Sebastian Koch Coronel Ludwig Müntze
Thom Hoffman Hans Akkermans
Halina Reijn Ronnie
Waldemar Kobus Comandante Günther Franken
Derek de Lint Gerben Kuipers
Christian Berkel General Käutner
Dolf de Vries Dr. Wim Smaal
Peter Blok Van Gein
Michiel Huisman Rob
Ronald Armbrust Tim Kuipers
Frank Lammers Kees
Matthias Schoenaerts Joop
Johnny de Mol Theo
Xander Straat Maarten
Diana Dobbelman Sra. Smaal
Rixt Leddy Anny
Lidewij Mahler Linda
Pieter Tiddens Herman
Gijs Naber Cas
Dirk Zeelenberg Siem
Michiel de Jong David
Boris Saran Joseph
Jack Vecht Sr. Stein
Jacqueline Blom Sra. Stein
Timothy Deenihan Coronel canadense
Garrick Hagon General britânico
Nolan Hemmings Capitão da Inteligência Britânica

Prêmios

Festival de Cinema da Holanda

Prêmio Bezerro de Ouro de Melhor Filme

Prêmio Bezerro de Ouro de Melhor Direção (Paul Verhoeven)

Prêmio Bezerro de Ouro de Melhor Atriz (Carice van Houten)

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Cinema Jovem de Melhor Filme Internacional (Paul Verhoeven)

Indicações

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Academia do Cinema Europeu

Prêmio do Público de Melhor Filme (Paul Verhoeven)

Prêmio de Melhor Atriz (Carice van Houten)

Prêmios do Cinema Alemão

Prêmio em Ouro de Melhor Figurino

Prêmio em Ouro de Melhor Atriz (Carice van Houten)

Círculo de Críticos de Cinema de Londres, Inglaterra

Prêmio Filme em Língua Estrangeira do Ano

Festival de Cinema da Holanda

Prêmio Bezerro de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante (Halina Reijn)

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Leão de Ouro (Paul Verhoeven)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em 1956, num kibutz israelense, a professora da escola, Rachel Stein, encontra-se com Ronnie, uma velha amiga de Haia na época da 2ª Guerra Mundial. Depois que Ronnie se despede para continuar sua viagem pela Terra Santa com um grupo de turistas, Rachel começa a relembrar os duros momentos vividos na Holanda durante os últimos dias da guerra.  

Em 1944, Rachel esconde-se dos nazistas numa fazenda de propriedade de uma família holandesa. Em troca dessa acolhida, eles esperam que ela os ensine trechos da Bíblia. Certo dia, um bombardeio aliado destrói a casa da fazenda, matando todos com exceção de Rachel, que se achava no campo. Rob, um jovem de uma fazenda vizinha, a esconde na casa de sua família.

Naquela noite, Van Gein, um oficial da polícia, chega ao local e avisa que os nazistas sabem que Rachel encontra-se na área e que vão persegui-la. Ele concorda em ajudar Rachel e Rob a escaparem para a área controlada pelos aliados no sul do País. Antes de partir, Rachel visita o Dr. Wim Smaal, advogado de seu pai, que lhe entrega joias e bastante dinheiro que lhe permitam viver por um ano, advertindo-a para não acreditar facilmente nas pessoas.

Van Gein guia Rachel e Rob até um cais onde outros judeus aguardam a hora de partirem. No local, ela encontra seus pais e um irmão que se acha em recuperação de uma cirurgia do apêndice. Van Gein não acompanha os judeus na viagem de barco. À noite, uma patrulha nazista abre fogo contra o barco, matando todos os seus ocupantes com exceção de Rachel, que sobrevive ao massacre.

Ela é encontrada por membros da Resistência que a levam até Haia dentro de um caixão próprio para carregar pessoas acometidas de febre tifoide.  Uma vez lá, ela é levada para um Bar administrado por outro membro da Resistência, Gerben Kuipers, onde lhe dão o novo nome de Ellis de Vries. Com esse nome, ela passa a fazer parte dos planos da Resistência para contrabandear armas e rações britânicas.

Os contrabandistas são liderados por Hans Akkermans, um exímio atirador. Ele e Ellis passam a se apresentar como marido e mulher para que os nazistas não vasculhem suas bagagens nos trens, bagagens essas repletas de armamento. Quando os soldados decidem examinar todas as bagagens, Ellis pega as suas e entre na cabine ocupada pelo coronel Ludwig Müntze, uma vez que a mesma não está sujeita a fiscalizações. Ellis e Müntze sentem-se atraídos um pelo outro, fazendo com que ela aceite um convite para visitá-lo em seu escritório, deixando Hans visivelmente enciumado.

Quando um caminhão carregado de armas britânicas bate na frente do Bar de Kuipers, seu filho Tim, que conduzia o veículo, é preso pela Gestapo. Sabendo que o coronel Müntze é um ávido colecionador de selos, Ellis pega alguns raros e o procura na esperança de conseguir a liberdade para o jovem. No encontro, ele a convida para uma festa nazista, onde ela reconhece o Comandante Günther Franken como sendo o responsável pela emboscada contra o barco de refugiados que resultou na morte de seus pais e de seu irmão.

Embora chocada, ela consegue se controlar e cantar na festa mais tarde. Ao se retirarem da festa, Müntze a leva para sua suite onde fazem amor. Ele intui que ela é uma judia, mas se acha apaixonado. A seu convite, ela passa a trabalhar em seu escritório, onde conhece Ronnie, secretária e amante do Comandante Franken. Certo dia, Franken entrega a Müntze um relatório indicando que Tim havia confessado tudo, mas este se recusa a assinar a ordem para sua execução.

Quando Ellis vê o Dr. Smaal no Quartel-General nazista, descobre que ele e Müntze estão negociando um cessar-fogo:  se os membros da Resistência não atacarem mais os nazistas, estes cessarão suas violentas represálias contra os civis holandeses. No entanto, quando um microfone escondido por Ellis no escritório do Comandante Franken revela que este e Van Gein têm trabalhado juntos para roubar e matar judeus que tentam escapar para o território aliado, surge uma controvérsia entre os membros da Resistência. Ellis quer vingança pela morte de sua família, mas Kuipers se nega a quebrar a trégua com receio de que seu filho Tim venha a ser executado. No entanto, Hans e vários outros decidem sequestrar Van Gein. Ao tentarem drogá-lo com clorofórmio, o medicamento não faz efeito por estar vencido há bastante tempo. Aproveitando o imprevisto, Van Gein tenta escapar, o que faz com que o grupo seja forçado a matá-lo e a jogar seu corpo num dos canais da cidade. Naquela noite, Müntze confronta Ellis sobre sua participação na Resistência.

Dr. Smaal obtém os planos para construção de um Quartel-General nazista através de um amigo que trabalha na Prefeitura. O edifício costumava ser um Banco. Um plano é, então, elaborado para que alguém se infiltre no edifício durante uma festa em honra do aniversário de Hitler. Usando informações conseguidas por Ellis, Müntze acusa Franken de acumular propriedades e valores confiscados dos judeus, o que se configura como uma grande ofensa. A acusação não é comprovada e Franken acusa Müntze de negociar com os terroristas. Este é condenado à morte e Franken anuncia que quarenta reféns serão executados em retaliação pelo assassinato de Van Gein.

O esforço para resgatar os reféns torna-se mais complexo. À noite, quando Ellis vai ao reduto alemão para cantar, ela deixa uma certa porta aberta para que Hans e outros membros da Resistência possam entrar. Como planejado, eles entram e conseguem libertar muitos dos prisioneiros. No entanto, eles são emboscados por soldados nazistas, de modo que apenas Hans e outro membro da Resistência conseguem sobreviver. Franken leva Ellis para seu escritório e usa o microfone lá escondido para fazer com que os membros da Resistência pensem ser ela uma colaboradora sua. Kuipers é um dos que ouvem a conversa e jura matá-la. Ainda nessa noite, Ronnie usa seu corpo como uma diversão, enquanto um soldado simpatizante liberta Ellis e Müntze de suas celas.

Alguns dias depois, os alemães se rendem e a 2ª Guerra Mundial na Europa termina. Ao voltarem para Haia, Ellis e Müntze procuram o Dr. Smaal por acreditarem ser ele a pessoa que traiu os membros da Resistência e os judeus junto a Franken. Ele nega tal acusação e diz ter provas contra o verdadeiro traidor, provas essas que pretende entregar ao governo militar canadense que controla a cidade. No entanto, antes de fazê-lo, ele e sua esposa são mortos por um assaltante desconhecido. Membros da Resistência fazem uma emboscada contra Müntze e Ellis, embora esta tenha ficado com as anotações do Dr. Smaal. Por outro lado, ao tentar fugir de barco com o resultado de todos os saques retirados dos judeus, Franken é morto por Hans.

Müntze, sob a custódia do exército canadense, é condenado à morte por seu antigo comandante, General Käutner, que alega ter autoridade para punir seus próprios oficiais por má conduta. Ellis é presa com outro holandês por ter colaborado com os nazistas. Hans, agora considerado um herói da Resistência, ao encontrá-la, consegue levá-la para trabalhar consigo. Em seu escritório, ele lhe mostra a fortuna que conseguiu recuperar ao matar Franken, bem como, revela que Müntze fora executado, fazendo com que ela se derrame em lágrimas. Em seguida, dizendo-lhe que vai lhe aplicar uma dose de sedativo, na realidade ele injeta uma quantidade letal de insulina. Hans foi o grande traidor na Resistência e sente a necessidade de matar Ellis para encobrir seus rastros. No entanto, quando ele vai até a janela para receber os aplausos de uma multidão, Ellis sente os primeiros sintomas do efeito da insulina, ingere uma barra inteira de chocolate para neutralizar a droga e foge com as anotações do Dr. Smaal.

Em seguida, ela procura Kuipers para entregar-lhe as provas. Ao vê-las, os dois saem à procura de Hans que, a essa altura, está tentando deixar a cidade com as joias e valores apreendidos dos judeus. Eles o encontram em uma estrada, usando o mesmo método utilizado com ela para fugir, ou seja, dentro de um caixão próprio para carregar pessoas acometidas de febre tifoide.  Embora ele tente suborná-los ao oferecer-lhes dinheiro em troca de sua liberdade, Kuipers e Ellis selam o caixão a fim de deixá-lo sufocar até a morte. Nas margens do rio, os dois debatem sobre o que fazer com aquela fortuna.

De volta a 1956, no kibutz Stein construído com o dinheiro dos judeus, Rachel e sua família desaparecem por trás das cercas, enquanto soldados israelenses armados chegam para protegê-lo de um inimigo invisível, marcando o início da Crise de Suez.

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Comentários

Realizado pelo competente cineasta holandês Paul Verhoeven, “A Espiã” é um excelente filme que combina gêneros os mais diversos como guerra, romance, drama, história, ação e suspense. Sua trama gira em torno de uma cantora judia, Rachel Stein, que ao iniciar a projeção, a vemos como professora de um kibutz israelense no ano de 1956. No entanto, logo a seguir, através de um longo flashback de mais de duas horas de projeção, a história recua para o ano de 1944, quando ela vivia numa fazenda da Holanda em plena 2ª Guerra Mundial.

Além do magnífico trabalho de direção apresentado por Verhoeven, o filme é ainda marcado por seu ótimo roteiro, por seu figurino e por sua bela trilha sonora.

No elenco, Carice van Houten, Sebastian Koch, Thom Hoffman e Halina Reijn nos brindam com ótimas atuações, principalmente os dois primeiros.

Enfim, “A Espiã” é um filme imperdível.

CAA