Filmes por gênero

MEIA-NOITE EM PARIS (2011)

Midnight in Paris
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Medianoche en París (México, Argentina)
Minuit à Paris (Bélgica)
Pais: Espanha, Estados Unidos
Gênero: Fantasia, Comédia Romântica
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Produção: Letty Aronson, Stephen Tenenbaum, Jaume Roures
Design Produção: Anne Seibel
Música Original: Stephane Wrembel
Fotografia: Darius Khondji, Johanne Debas
Edição: Alisa Lepselter
Direção de Arte: Anne Seibel
Figurino: Sonia Grande
Guarda-Roupa: Claire Chanat, Dominique Cristina, Elsa Le Guichard
Maquiagem: Thi Thanh Tu Nguyen, Jean-Christophe Roger, Alice Robert
Efeitos Sonoros: Lee Dichter, Jean-Marie Blondel, Jay Peck e outros
Efeitos Especiais: Georges Demétrau
Efeitos Visuais: Ryan Duffy, Marika D. Litz, Chris MacKenzie
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 2011

Elenco

Owen Wilson Gil
Rachel McAdams Inez
Kurt Fuller John
Mimi Kennedy Helen
Michael Sheen Paul
Carla Bruni Guia do Museu
Marion Cotillard Adriana
Léa Seydoux Gabrielle
Nina Arianda Carol
Kathy Bates Gertrude Stein
Adrien Brody Salvador Dalí
Yves Heck Cole Porter
Sonia Rolland Joséphine Baker
Marcial Di Fonzo Bo Pablo Picasso
Adrien de Van Luis Buñuel
Yves-Antoine Spoto Henri Matisse
Vincent Menjou Cortes Henri de Toulouse-Lautrec
Olivier Rabourdin Paul Gauguin
François Rostain Edgar Degas
Alison Pill Zelda Fitzgerald
Corey Stoll Ernest Hemingway
Tom Hiddleston F. Scott Fitzgerald
Daniel Lundh Juan Belmonte
Laurent Spielvogel Comerciante de antiguidades
Thérèse Bourou-Rubinsztein Alice B. Toklas
Emmanuelle Uzan Djuna Barnes
Tom Cordier Man Ray
Serge Bagdassarian Detetive Duluc
Gad Elmaleh Detetive Tisserant
David Lowe T.S. Eliot
Laurent Claret Leo Stein

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Roteiro Original (Woody Allen)

Grande Prêmio Brasileiro de Cinema, Brasil

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro (Woody Allen)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Roteiro (Woody Allen)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme

Oscar de Melhor Direção (Woody Allen)

Oscar de Melhor Direção de Arte

Associação dos Críticos de Cinema da Argentina

Condor de Prata de Melhor Filme Estrangeiro em Língua não Espanhola (Woody Allen)

Instituto Australiano de Cinema

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Direção (Woody Allen)

Prêmio de Melhor Roteiro Original (Woody Allen)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Roteiro Original (Woody Allen)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme - Musical ou Comédia

Prêmio de Melhor Direção (Woody Allen)

Prêmio de Melhor Ator em um Musical ou Comédia (Owen Wilson)

Prêmios Goya - Academia Espanhola, Espanha

Goya de Melhor Roteiro Original (Woody Allen)

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Diretor de Filme Estrangeiro (Woody Allen)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Roteiro (Woody Allen)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Gil, um bem-sucedido roteirista de Hollywood, e sua noiva, Inez, estão em Paris, em férias, acompanhados dos abastados e conservadores pais dela, John e Helen. Ele está trabalhando para terminar seu primeiro romance, mas Inez e seus pais são críticos em relação à ideia dele desistir de sua lucrativa carreira em Hollywood. Enquanto ele considera a ideia de se mudar para Paris, Inez tem a intenção de viver em Malibu. Por acaso, eles encontram Paul, um pseudo-intelectual que fala com grande autoridade, mas com pouca precisão sobre a história da arte da cidade. Inez o idolatra, mas Gil, que é um fervoroso admirador da Geração Perdida, o acha insuportável.

Paul e sua esposa Carol convidam Inez e Gil para irem a um local onde possam dançar. Inez aceita o convite, mas Gil prefere voltar para o hotel caminhando pelas ruas de Paris. No trajeto, ele se perde. É meia-noite, sinos tocam e um antigo carro para. Seus passageiros, vestidos à moda dos anos 20, pedem para que Gil se junte a eles. Em seguida, todos seguem para um Bar onde Gil percebe que foi transportado para os anos 20, uma era que ele admira e sobre a qual está escrevendo em seu romance. Lá, ele encontra Cole Porter, Josephine Baker, Zelda e F. Scott Fitzgerald, os quais o levam para apresentá-lo a Ernest Hemingway, que concorda em mostrar seu romance à Gertrude Stein. Super contente, Gil decide ir buscar seu romance no hotel. Entretanto, tão logo ele deixa o Bar, nota que voltou para o ano de 2010.

Na noite seguinte, ele tenta levar Inez para o passado, mas enquanto esperam o carro, ela se sente entediada e volta para o hotel. Logo depois que ela sai, o relógio bate meia-noite e o carro chega, desta vez com Hemingway em seu interior. Este leva Gil até Gertrude Stein, que concorda em ler seu romance e em apresentá-lo a Pablo Picasso e à sua amante Adriana, uma bela estudante de costura por quem Gil se sente imediatamente atraído.

No dia seguinte, de volta a 2010, ele encontra em um museu uma tela de Picasso, na qual o pintor retratou Adriana. Ele dá uma verdadeira aula sobre a criação daquela tela, deixando Paul irritado por Gil contradizer tudo o que ele vinha falando a respeito, e Inez constrangida por acreditar em Paul.

Nos dias que se seguem, Gil continua passando todas as noites no passado. Suas andanças noturnas frustram Inez e faz com que seu pai contrate um detetive para segui-lo. Este, entretanto, não tem sucesso porque tenta seguir o carro em que Gil se encontra e termina perdido em Versailles durante a era de Louis XIV.

Sentido-se apaixonado por Adriana, Gil passa horas e horas com ela, que deixa Picasso e tem um breve romance com Hemingway. O fato de se achar apaixonado pela bela jovem faz com que Gil entre em conflito e se mostre confuso. Ele confidencia esses seus sentimentos a Salvador Dali, Man Ray e Luis Buñuel, mas sendo surrealistas, estes consideram a situação de Gil completamente normal e não veem nada de estranho por ele vir do futuro.

Enquanto Inez procura por móveis no Mercado de Pulgas, Gil conhece Gabrielle, uma comerciante de antiguidades que compartilha sua predileção pelos anos 20 e pela música de Cole Porter. Em suas caminhadas, ele encontra o Diário de Adriana numa barraca de livros antigos às margens do Rio Sena, e descobre que ela o amou. Em um dos trechos do Diário, ele lê que ela sonhava em receber de presente um par de brincos e, em seguida, ir para a cama para fazer amor com ele. Gil tenta roubar um par de brincos de Inez para dar à Adriana, em sua próxima ida ao passado, mas é impedido pelo retorno antecipado de Inez de uma viagem.

Ele, então, compra os brincos para Adriana e, voltando ao passado, confessa seu amor por ela. Quando eles se beijam, surge uma carruagem onde se encontra um casal ricamente vestido que os convida para serem transportados de volta à Belle Époque, época que Adriana considera a Idade de Ouro da França. Assim, os dois são levados ao famoso restaurante Maxim’s de Paris, onde encontram Henri Toulouse-Lautrec, Paul Gauguin e Edgar Dégas. Quando Gil pergunta a opinião deles sobre a melhor época, os três lhe respondem que a melhor época foi a do Renascimento. À Adriana é oferecido um trabalho como designer de figurinos de balé e a Gil pedem-lhe que ele fique. Este, entretanto, apesar do fascínio por aquela época, decide-se por voltar ao presente. Antes de retornar a 2010, entretanto, Gil tem um encontro com Gertrude Stein, que elogia seu progresso como escritor, mas questiona o porquê do personagem principal não ter percebido que sua noiva está tendo um caso com um homem extremamente pedante.

De volta ao presente, ele confronta Inez que admite ter dormido com Paul, mas que acredita que essa sua infidelidade poderá ser esquecida quando eles voltarem para a Califórnia. Gil, no entanto, rompe sua relação com ela e decide ficar em Paris. À meia-noite, ao dar um passeio pelas ruas da cidade, ele inesperadamente encontra Gabrielle e se oferece para acompanhá-la até a casa dela.

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Comentários

Escrito e dirigido pelo grande cineasta americano Woody Allen, “Meia-Noite em Paris” é mais um de seus inúmeros sucessos feitos para a telona. Este seu último trabalho marca sua volta ao gênero da fantasia, a exemplo de “A Rosa Púrpura do Cairo”, de 1985. Logo na primeira meia hora, fica claro para o espectador que o filme é também um hino de amor à Paris da Belle Époque.

A trama é desenvolvida de forma imaginativa e inteligente, com diálogos na medida certa. Além do magnífico trabalho apresentado por Allen, o filme nos brinda ainda com a ótima direção de arte assinada por Anne Seibel, com uma bela fotografia e com grandes atuações, onde se destaca a de Owen Wilson, no papel principal, seguida pela dos atores Adrien Brody, Marion Cotillard e Kathy Bates. Carla Bruni, na época primeira dama da França, tem um pequeno papel como guia de um museu.

Enfim, assistir “Meia-Noite em Paris” é uma experiência mágica, amena e inesquecível.

CAA