Filmes por gênero

BUDAPESTE (2009)

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Ficha Técnica

Pais: Brasil, Hungria, Portugal
Gênero: Drama
Direção: Walter Carvalho
Roteiro: Rita Buzzar
Produção: Rita Buzzar
Design Produção: Marcos Flaksman
Música Original: Leo Gandelman
Fotografia: Lula Carvalho
Edição: Pablo Ribeiro
Direção de Arte: Marcos Flaksman
Figurino: Kika Lopes
Guarda-Roupa: Juli Szlávik
Maquiagem: Hildegard Haide
Efeitos Sonoros: Vasco Pedroso, Leandro Lima, Miguel Lima, Branko Neskov
Efeitos Visuais: Rogério Marinho, Nills Bonetti, Karina Vanes e outros
Nota: 7.6
Filme Assistido em: 2009

Elenco

Leonardo Medeiros José Costa
Gabriella Hámori Kriszta
Giovanna Antonelli Vanda
Paola Oliveira Mulher amada
Débora Nascimento Teresa
Andrea Balogh Estenógrafa
Nicolau Breyner Ghost Writer francês
Ivo Canelas Álvaro
Antonie Kamerling Kaspar
Sandor Istvan Nagy Fã no aeroporto
Paulo José Responsável pelo Contrato entre Costa e Kaspar
Chico Buarque Turista no Aeroporto de Budapeste
András Bálint .
Karina Kecskés .
Péter Kálloy Molnár .
Tamás Puskás .
Ádám Rajhona .

Indicações

Grande Prêmio Brasileiro de Cinema, Brasil

Prêmio de Melhor Direção de Arte

Prêmio de Melhor Fotografia

Prêmio de Melhor Figurino

Prêmio de Melhor Trilha Sonora

Prêmio de Melhor Roteiro Adaptado

Prêmio de Melhor Som

Videoclipes

70 anos de cinema 70 anos de cinema

Sinopse

José Costa é um bem sucedido ghost-writer, especialista em escrever livros para terceiros sob a condição de permanecer anônimo. Ao retornar do III Encontro de Escritores Anônimos, em Istambul, uma ameaça de bomba faz com que seu avião seja forçado a aterrissar em Budapesta, na Hungria. Logo após colocar seus pés na capital húngara, ele se apaixona pelo idioma local.

Ao chegar, finalmente, ao Rio de Janeiro, reencontra sua bela esposa, Vanda, uma famosa apresentadora de telejornais, e seu pequeno filho. Entretanto, ele sente que sua vida torna-se cada vez mais infeliz, o que faz com que comece a murmurar palavras em húngaro enquanto dorme. Para tentar salvar seu casamento, decide passar a escrever autobiografias, numa tentativa de que a vida de outras pessoas o salve do tédio que sente.

Ao receber um convite do Consulado da Hungria para participar de uma recepção ao grande poeta Kocsis Ferenc, ele e Vanda comparecem ao evento, mas quando o homenageado começa a se insinuar para sua mulher, Costa se sente ofendido e os dois retornam pra casa. Vanda comenta que se sentiu muito lisonjeada com os elogios do poeta, embora não entendesse uma única palavra por ele dita em húngaro.

Costa é procurado por Kaspar Krabbe, um alemão que vive no Rio, para que escreva um livro sobre ele, o qual deverá ter o nome de “O Ginógrafo – As Aventuras Amorosas de um Alemão no Rio de Janeiro”. Ao terminá-lo, ele decide voltar à Hungria. Convidada, Vanda lhe diz que não poderá acompanhá-lo por causa de seu trabalho na Televisão. No dia seguinte ao de sua chegada à Budapeste, Costa entra numa livraria para comprar um livro que lhe ajude a aprender o idioma local. Uma jovem e bela mulher de cerca de trinta anos, Kriszta, ao vê-lo folheando o livro “Húngaro em 100 Lições”, se aproxima e lhe diz que húngaro não se aprende nos livros e, em seguida, se dirige para a porta de saída. Costa a segue e, já na calçada, a procura para pedir-lhe informações sobre como chegar ao hotel em que se acha hospedado. Embora dominando a língua inglesa utilizada por ele, Kriszta prefere responder-lhe em húngaro associado a gesticulações. Dessa forma, enquanto os dois caminham juntos pelas largas calçadas da cidade, ela vai apontando para tudo por onde passam, dizendo como cada coisa apontada se chama em húngaro e pedindo que Costa repita o seu nome tantas vezes quanto necessário para obter a pronúncia correta: praça, rua, árvore, restaurante, etc.

Os dois sentam-se num banco de jardim onde ela continua a ensinar-lhe novas palavras. Ao se despedirem, ela lhe entrega um cartão de visitas com seu nome, endereço e telefone. No dia seguinte, à tardinha, Costa a visita, oportunidade em que conhece o filho dela, Pisti, de uns 4 a 5 anos de idade e, finalmente, depois de fazerem amor, passam a noite juntos.

Na manhã seguinte, talvez por arrependimento, ele telefona para Vanda, que não o atende, obrigando-o a deixar uma mensagem em que diz estar com muitas saudades dela e do Rio de Janeiro. Em seguida,  embarca num avião de volta ao Brasil. Ao entrar em casa, Costa a encontra na cama do casal a fazer sexo com Kaspar Krabbe, o alemão para quem ele escrevera o livro “O Ginógrafo”. Na verdade, ela havia se apaixonado pelo livro que, sem saber, havia sido escrito pelo próprio marido. Fortemente decepcionado, Costa deixa a casa sem que os dois percebam.

No dia seguinte, ao tomar conhecimento de que está ocorrendo uma festa em homenagem a Kasper, face ao tremendo sucesso alcançado pelo livro, Costa resolve ir até lá, onde encontra o alemão, ao lado de Vanda, a ser fotografado e aplaudido pelos presentes. Num impulso incontrolável de raiva, ele arrasta sua mulher através do enorme salão, sem se preocupar com seus altos gritos. Ao chegarem à porta de saída, ele para e, olhando firmemente para os olhos dela, diz em voz alta ser ele o verdadeiro autor de “O Ginógrafo”.

Sentindo-se traído e ressentido com o trabalho que exerce, Costa decide voltar imediatamente para Budapeste, onde é bem recebido por Kriszta. Esta lhe consegue um emprego no escritório do Prof. Puskás Sandór, que ele aceita, e onde terá que escrever, além dos romances habituais, livros de poesias, discursos e monografias. Em pouco tempo descobre que, embora jamais tivesse escrito um único verso em português, em húngaro tornou-se um poeta e capaz de escrever sobre qualquer assunto. Seu primeiro livro de poesias, “Tercetos Secretos” é feito por encomenda de Kocsis Ferenc, o falso poeta com quem tivera problemas, quando da recepção promovida pelo Consulado Húngaro no Rio de Janeiro, anos atrás.

No dia em que Ferenc realiza uma tarde de autógrafos em uma livraria da cidade, Costa e Kriszta vão até o local, onde ele passa na frente de dezenas de pessoas que aguardam numa fila a vez de terem seus livros autografados, causando um mal-estar no ambiente. Como se isso não bastasse, Costa afasta várias pessoas que se acham na fila para que um fotógrafo registre a presença do casal ao lado de Ferenc. Envergonhada, Kriszta sai às pressas da livraria e fica à espera de um taxi. Costa vai ao seu encontro e, ao ser questionado por ela sobre a forma como agiu, ele lhe responde que a literatura não precisa se exibir daquela forma.

Em casa, durante o jantar, Krizta comenta que o livro “Tercetos Secretos” não parece ser escrito por um húngaro, uma vez que, para os húngaros, a poesia de verdade desaba por dentro como no amor. Enfurecido, Costa joga seu prato contra a parede e se levanta. Em seguida, ele se dirige ao local onde está ocorrendo o X Congresso de Escritores Anônimos de Budapeste. Lá, mais uma vez, ele causa um mal-estar ao interromper a sessão para falar de “Tercetos Secretos” por ele escrito. Vaiado pelos presentes, ele deixa o local e, pouco depois, é procurado por um Oficial de Imigração da Hungria que lhe pede o Passaporte por conta de uma denúncia recebida contra ele. Examinado o documento, o Oficial lhe diz que ele tem 48 horas para deixar o território húngaro por estar com seu Passaporte vencido.

Dessa forma, Costa volta mais uma vez ao Rio de Janeiro onde se hospeda num hotel à beira-mar. Algum tempo depois, o Cônsul da Hungria lhe telefona para informá-lo de que os maiores editores de seu País estão emitindo, em seu nome, uma passagem Rio-Budapeste e que o Consulado vai-lhe conceder um visto permanente.

Assim, José Costa retorna à Hungria, desta vez para ficar. No aeroporto de Budapeste, é recebido com a presença da televisão, que o entrevista, por Krizta e Pisti, ela grávida de oito meses, e por alguns admiradores que lhe pedem autógrafos, entre os quais se acha o cantor e compositor brasileiro, Chico Buarque.

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Comentários

Baseado num livro homônimo de Chico Buarque de Holanda, “Budapeste” é um ótimo filme. Trata-se de uma produção internacional, patrocinada pelo governo da Hungria com apoios do Brasil e de Portugal. Sua trama gira em torno da vida de um ghost-writer brasileiro, após o mesmo ter casualmente conhecido a bela capital daquele País.

Realizado pelo cineasta paraibano Walter Carvalho, mais conhecido por seu trabalho em “Cazuza – O Tempo Não Para”, onde esteve presente como co-diretor ao lado de Sandra Werneck, “Budapeste” apresenta um ótimo ritmo, além de uma bela trilha sonora assinada por Leo Gandelman.

No elenco, o grande nome a ser citado é o do ator carioca Leonardo Medeiros, no papel principal, seguido pelo da bela atriz húngara, Gabriella Hámori, como a professora Kriszta. Num papel menor, Giovanna Antonelli não decepciona. Com relação à Paola Oliveira e à Débora Nascimento, suas participações são basicamente para mostrarem seus belos corpos nus, a primeira aparecendo na tela por cerca de dois minutos, e a segunda não chegando a um minuto e meio.

CAA