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A VIDA DE ÉMILE ZOLA (1937)

The Life of Emile Zola
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Ficha Técnica

Outros Títulos: La vida de Emilio Zola (Espanha, Argentina, México)
Das leben des Emile Zola (Alemanha)
La vie d'Emile Zola (França, Bélgica)
Emilio Zola (Itália)
Emile Zolas liv (Suécia, Noruega)
Het leven van Emile Zola (Holanda)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Biográfico, Drama
Direção: William Dieterle
Roteiro: Norman Reilly Raine, Heinz Herald, Geza Herczeg
Produção: Henry Blank, Hal B. Wallis, Jack L. Warner
Música Original: Max Steiner
Direção Musical: Leo F. Forbstein
Fotografia: Tony Gaudio
Direção de Arte: Anton Grot
Figurino: Milo Anderson, Ali Hubert
Guarda-Roupa: Eugene Joseff
Maquiagem: Perc Westmore
Nota: 8.7
Filme Assistido em: 2007

Elenco

Paul Muni Emile Zola
Gale Sondergaard Lucie Dreyfus
Joseph Schildkraut Capt. Alfred Dreyfus
Gloria Holden Melay Alexandrine Zola
Vladimir Sokoloff Paul Cezanne
Erin O'Brien-Moore Nana
Henry O'Neill Coronel Picquart
Robert Barrat Major Walsin-Esterhazy
Florence Roberts Madame Zola
Donald Crisp Maitre Labori
Morris Carnovsky Anatole France
Louis Calhern Major Dort
Ralph Morgan Comandante de Paris
Grant Mitchell Georges Clemenceau
Harry Davenport Chefe do Staff
Robert Warwick Major Henry
Charles Richman M. Delagorgue
Gilbert Emery Ministro da Guerra
Walter Kingsford Coronel Sandherr
Paul Everton Assistente do Chefe do Staff
Marcia Mae Jones Helen Richards
Lumsden Hare Sr. Richards

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme

Oscar de Melhor Roteiro

Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Joseph Schildkraut)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Ator (Paul Muni)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Direção (William Dieterle)

Oscar de Melhor Roteiro Original

Oscar de Melhor Ator (Paul Muni)

Oscar de Melhor Direção de Arte

Oscar de Melhor Trilha Sonora

Oscar de Melhor Gravação de Som

Oscar de Melhor Diretor Assistente (Russell Saunders)

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio dos Críticos Internacionais de Melhor Filme (William Dieterle)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

O escritor Émile Zola nasceu em Paris em 1840 e cresceu em Aix-en-Provence. Aos 18 anos, retorna à Paris para continuar seus estudos, mas devido a complicações financeiras decorrentes da morte do pai, é levado a trabalhar em uma série de escritórios, ocupando cargos de pouca influência. Nesse período, seu amigo de infância, Paul Cézanne, junta-se à família e passa a dividir com ele o sótão da casa.

Aos 22 anos, graças aos esforços de sua mãe, ele começa a trabalhar no departamento de vendas da Editora Hachette. Paralelamente, inicia uma carreira literária, escrevendo alguns ensaios, quatro peças e três romances. Entre seus primeiros livros, encontra-se “Contes à Ninon”, publicado em 1864. No ano seguinte, ao publicar o romance “La Confession de Claude”, uma obra de caráter autobiográfico, seus críticos atraem a atenção da Polícia e a Hachette o demite. Em 1867, Zola publica “Thérèse Raquin”, seu primeiro romance com larga repercussão, onde inúmeras inovações permitem classificá-lo como primeira obra naturalista.

Em 1870, ele se casa com Melay Alexandrine, de quem se divorcia quando ela descobre a existência da amante Jeanne Rozerot, com quem ele teve dois filhos.

Em suas novas obras, o escritor continua a escrever sobre a corrupção e a vida dura e sofrida do povo, mas seus leitores não demonstram mais tanto interesse por seus livros até que, em 1879, ao publicar “Nana”, um livro sobre a vida de uma prostituta que ele conhecera, o sucesso bate à sua porta e, a partir daí, só faz aumentar toda vez que um novo livro é publicado.

Em 1885, Zola escreve sua grande obra: “O Germinal”. O romance descreve com grande realismo as péssimas condições de vida dos trabalhadores de uma mina de carvão na França.

Nove anos depois, o país é sacudido por um escândalo quando o capitão Alfred Dreyfus é acusado de traição. Não havia provas da sua culpa, mas ele é considerado culpado por ser judeu enquanto o traidor, major Walsin-Esterhazy, fica impune por ser de uma família tradicional. Dreyfus perde a patente e é enviado para a Ilha do Diabo. Quando o coronel Picquart encontra provas de sua inocência, lhe é ordenado que permaneça calado, pois o Estado-Maior não pode admitir que cometeu um erro.

No início, Zola não se interessa pelo caso. No entanto, depois que a esposa de Dreyfus lhe pede ajuda e, lembrando-se de uma conversa que tivera com Cézanne, ele desafia os militares ao publicar “J’accuse”, um manifesto a favor do capitão condenado. Julgado por difamação, Zola é declarado culpado e condenado à prisão, mas ele consegue fugir do país e se refugiar na Inglaterra.

Finalmente, quando o caso Dreyfus é reaberto, Zola volta para a França. Certa noite, ao trabalhar ao lado de uma estufa danificada, ele inala bastante monóxido de carbono e morre antes de ver Dreyfus, inocentado, reassumir sua antiga patente.

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Comentários

Realizado pelo excelente cineasta alemão William Dieterle, “A Vida de Emile Zola” é um excelente filme biográfico do final dos anos 1930. Além de procurar ser extremamente fiel à vida do biografado, o filme se sobressai em quase todos os quesitos. Para não me prolongar muito, cito apenas alguns deles: As cenas passadas no tribunal são inesquecíveis; o filme foi agraciado com o Oscar de Melhor Filme; a direção de Dieterle é excelente, o que lhe valeu uma indicação ao Oscar, e ainda conta com a participação de um diretor assistente igualmente indicado à famosa estatueta; a magnífica trilha sonora de Max Steiner foi também indicada ao Oscar da categoria; as atuações de Paul Muni, Gale Sondergaard, e Joseph Schildkraut, por si só, já seriam suficientes para que esse filme fosse recomendado àqueles que gostam de um bom cinema.

CAA