Filmes por gênero

O ÚLTIMO METRÔ (1980)

Le dernier métro
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Ficha Técnica

Outros Títulos: The last Metro (Estados Unidos, Reino Unido)
El último metro (Espanha, México)
El último subte (Argentina)
L'ultimo metrò (Itália)
Die letzte Metro (Alemanha)
Sista tåget (Suécia)
Den sidste metro (Dinamarca)
Pais: França
Gênero: Drama, Romance, 2ª Guerra Mundial
Direção: François Truffaut
Roteiro: François Truffaut, Suzanne Schiffman
Produção: François Truffaut
Design Produção: Jean-Pierre Kohut-Svelko
Música Original: Georges Delerue
Fotografia: Néstor Almendros
Edição: Martine Barraqué
Figurino: Lisele Roos
Guarda-Roupa: Françoise Poillot, Christiane Fageol, Edwige Cherel
Maquiagem: Didier Lavergne, Thi-Loan Nguyen, Françoise Ben Soussan
Efeitos Sonoros: Michel Laurent, Michel Mellier, Daniel Couteau, Jacques Maumont
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 2000

Elenco

Catherine Deneuve Marion Steiner
Gérard Depardieu Bernard Granger
Jean Poiret Jean-Loup Cottins
Andréa Ferréol Arlette Guillaume
Jean-Louis Richard Daxiat
Heinz Bennent Lucas Steiner
Paulette Dubost Germaine Fabre
Maurice Risch Raymond Boursier
Sabine Haudepin Nadine Marsac
Christian Baltauss Substituto de Bernard
René Dupré Valentin
Alain Tasma Marc
Jacob Weizbluth Rosen
Franck Pasquier Jacquôt
Rose Thiéry Mãe de Jacquôt
Renata Flores Greta Borg
Hénia Suchar Yvonne, a camareira
László Szabó Tenente Bergen
Martine Simonet Martine, a ladra
Jean-José Richer René Bernardini
Jessica Zucman Rosette Goldstern
Richard Bohringer Oficial da Gestapo
Alexandre Aumont Enfermeiro

Prêmios

Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França

César de Melhor Filme (François Truffaut)

César de Melhor Direção (François Truffaut)

César de Melhor Roteiro (François Truffaut, Suzanne Schiffman )

César de Melhor Música (Georges Delerue)

César de Melhor Fotografia (Néstor Almendros )

César de Melhor Design de Produção

César de Melhor Edição (Martine Barraqué)

César de Melhor Som (Michel Laurent)

César de Melhor Atriz (Catherine Deneuve)

César de Melhor Ator (Gérard Depardieu)

Prêmios David di Donatello, Itália

David de Melhor Atriz Estrangeira (Catherine Deneuve)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França

César de Melhor Ator Coadjuvante (Heinz Bennent)

César de Melhor Atriz Coadjuvante (Andréa Ferréol)

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Diretor de Filme Estrangeiro (François Truffaut)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Durante a 2ª Guerra Mundial, no período em que Paris se encontra sob a ocupação alemã, o Teatro Montmartre é a principal casa de espetáculos dos franceses. Ele é dirigido por Lucas Steiner, um bem sucedido empresário judeu que, supostamente, teria fugido para a América do Sul por conta da perseguição nazista contra o seu povo. Na realidade, Lucas se acha escondido no subsolo do teatro a aguardar uma melhor oportunidade para tentar fugir em segurança.

Diante desse quadro, Marion Steiner, sua esposa e principal atriz da Companhia, se vê obrigada a assumir a direção do Teatro. Assim, com o intuito de iniciar os ensaios de uma nova peça, ela contrata o ator Bernard Granger para o principal papel masculino. Com ela à frente do elenco e tendo Jean-Loup Cottins como diretor, os trabalhos têm início.

Toda noite, depois que todos deixam o teatro, antes de se dirigir para o Hotel onde se acha hospedada, Marion visita o marido, com quem comenta o trabalho do grupo, dando ênfase ao desempenho do novo ator. Os trabalhos do contrarregra Raymond e da zeladora Germaine são também objeto de suas conversas.

Vigiada sem cessar por um crítico pró-nazistas de nome Daxiat, Marion se vê obrigada a se portar com o máximo de prudência. Quando a antiga zona livre da França, para onde Lucas pretendia fugir, é invadida pelo exército alemão, ele se vê obrigado a permanecer escondido até o final da guerra. Através de um sistema de tubos, ele passa a ouvir tudo o que ocorre durante os ensaios e, por intermédio de Marion, começa a enviar orientação para o diretor Jean-Loup.

Quando a peça finalmente estréia, o sucesso é enorme. No entanto, ao escrever sua crítica para um jornal, Daxiat afirma que, mesmo sem contar com a presença de Lucas, o espetáculo se mostra como se tivesse sido conduzido pelo judeu. Apaixonado por Marion, Bernard tenta forçar Daxiat a pedir desculpas a ela, piorando ainda mais a relação entre os Steiner e o ferrenho crítico teatral.

Jean-Loup tenta interceder junto a Daxiat em favor de Marion, mas este lhe diz que, a qualquer instante a Gestapo poderá requisitar o teatro, fazendo com que os Steiner percam os direitos sobre o mesmo. O crítico chega até a sugerir uma alternativa em que ele escolheria as peças e Jean-Loup as montaria.

Ao tomar conhecimento do ocorrido, Marion, acreditando que a única solução para neutralizar as intenções de Daxiat é obter o apoio de alguém mais poderoso, ela procura o Dr. Dietrich do Comitê de Propaganda, mas é informada por um oficial nazista de que o mesmo acabara de se matar no hotel em que se encontrava.

Com receio de uma possível proibição de sua peça por conta do incidente provocado por Bernard, Marion discute com ele a ponto do ator comunicar-lhe que vai se afastar do teatro e se engajar no movimento da Resistência. No entanto, pouco tempo depois, quando dois agentes da Gestapo chegam ao teatro com a incumbência de vistoriarem seus porões, Bernard os reconhece e ajuda Marion a salvar a pele de Lucas. Passado o perigo, este afirma para o ator que sua esposa se acha apaixonada por ele. Tal afirmação encoraja Bernard a procurá-la em seu camarim e os dois terminam fazendo amor.

No epílogo, após os nazistas serem expulsos de Paris, o grupo estreia uma nova peça do dramaturgo. Ao final da apresentação, quando os atores são ovacionados, Lucas sobe ao palco pela primeira vez depois de sua libertação, levando a plateia ao delírio.

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Comentários

Produzido e dirigido por François Truffaut, um dos maiores nomes da Nouvelle Vague francesa, que também co-assina o roteiro, “O Último Metrô” é um excelente filme do cinema francês. Sua trama gira em torno da vida de um teatro durante a ocupação de Paris pelas tropas nazistas, evocando o traumatismo causado pelo regime de Vichy, pela colaboração entre Hitler e Pétain, principalmente no que tange à situação dos judeus.

Além de um roteiro impecável, o filme é marcado por belos diálogos, por uma excelente direção e por uma magnífica trilha sonora. Entre as diversas cenas marcantes apresentadas, encontra-se aquela em que Lucas Steiner conta a Bernard que sua mulher se acha apaixonada por ele.

No elenco, Gérard Depardieu e, principalmente Catherine Deneuve, nos brindam com excelentes atuações.

Enfim, “O Último Metrô” é um filme imperdível.

CAA