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ELIS (2016)

Elis
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Ficha Técnica

Pais: Brasil
Gênero: Biográfico, Drama
Direção: Hugo Prata
Roteiro: Hugo Prata, Vera Egito, Luiz Bolognesi
Produção: Antonio Irivan de Souza, Fabio Zavala
Design Produção: Frederico Pinto
Música Original: Otavio de Moraes
Fotografia: Adrian Teijido
Edição: Tiago Feliciano
Figurino: Cristina Camargo
Guarda-Roupa: Maria Barbalho
Maquiagem: Anna Van Steen
Efeitos Sonoros: Jorge Rezende, Armando Torres Jr., Marcelo Grell
Efeitos Visuais: Isabela Ferrari
Nota: 8.3
Filme Assistido em: 2016

Elenco

Andréia Horta Elis Regina
Gustavo Machado Ronaldo Bôscoli
Caco Ciocler César Camargo Mariano
Lúcio Mauro Filho Miéle
Julio Andrade Lennie Dale
Rodrigo Pandolfo Nelson Motta
Ícaro Silva Jair Rodrigues
Isabel Wilker Nara Leão
Alex Teix Armando Pittigliani
Zé Carlos Machado Romeu
Cesar Troncoso Marcos Lázaro
Eucir de Souza Samuel

Prêmios

Festival de Gramado, Brasil

Prêmio do Público - Competição Brasileira (Hugo Prata)

Kikito de Ouro de Melhor Atriz (Andréia Horta)

Kikito de Ouro de Melhor Edição (Tiago Feliciano)

Indicações

Festival de Gramado, Brasil

Kikito de Ouro de Melhor Fotografia (Adrian Teijido)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Depois de fazer sucesso em sua terra natal, o Rio Grande do Sul, onde iniciou sua carreira aos 11 anos de idade, Elis Regina chega ao Rio de Janeiro em 1964 com a intenção de espalhar seu talento por todo o Brasil.

Em pouco tempo, ela conquista uma legião de fãs, entre eles o famoso compositor e produtor Ronaldo Bôscoli, com quem acaba se casando. Acompanhada pelo grupo Copa Trio, ela canta no Beco das Garrafas, reduto onde nasceu a bossa nova, e conhece o coreógrafo americano Lennie Dale, que a ensinou a mexer o corpo para cantar. Um ano depois, após participar de um festival da MPB, Elis passa a apresentar o programa “O Fino da Bossa” ao lado de Jair Rodrigues.

Durante a ditadura militar brasileira, quando muitos músicos foram perseguidos e exilados, Elis tornou-se crítica do regime através de declarações ou nas canções que interpretava. Certa vez, após um discurso inflamado na França, onde ela se posicionou veementemente contra a ditadura, ela foi coagida pelos governantes a cantar nas Olimpíadas do Exército, fato que despertou a ira da esquerda brasileira. Na ocasião, uma charge do Henfil comparou seu gesto ao de cantar para Hitler, ocasionando um desconforto entre Elis e o cartunista. Posteriormente, eles se tornaram amigos e Betinho, irmão de Henfil, chegou a ser homenageado em um dos maiores sucessos da carreira dela: a canção “O Bêbado e a Equilibrista”.

Depois de se divorciar de Ronaldo Bôscoli, com quem teve um filho, João Marcelo Bôscoli, em 1970, ela se casou com o pianista César Camargo Mariano, com quem teve os filhos Pedro Camargo Mariano, em 1975, e Maria Rita, em 1977.

Finalmente, causando grande comoção nacional, Elis Regina faleceu aos 36 anos de idade em 19 de janeiro de 1982, devido a complicações decorrentes de uma overdose de cocaína e bebida alcoólica.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Hugo Prata, a partir de um roteiro por ele escrito ao lado de Vera Egito e Luiz Bolognesi, “Elis” é um ótimo filme sobre a vida de nossa querida Elis Regina, a partir do momento em que ela deixa sua terra natal para tentar a vida no Rio de Janeiro.

Na direção, Prata nos brinda com um ótimo trabalho, no que é ajudado pela brilhantíssima atuação de Andréia Horta, no papel-título.

Para nós que acompanhamos sua trajetória, acreditamos que várias passagens de sua vida não foram abordadas, mas entendemos que, para cobrir toda sua vida artística, precisaríamos de um filme com duração de três a quatro horas de projeção.

CAA