Filmes por gênero

MATRIMÔNIO À ITALIANA (1964)

Matrimonio all' italiana
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Casamento à Italiana (Portugal)
Mariage à l'italienne (França)
Marriage Italian-Style (Estados Unidos)
Matrimonio a la italiana (Argentina, Espanha, México)
Hochzeit auf italienisch (Alemanha)
Giftas på italienska (Suécia)
Ægteskab på italiensk (Dinamarca)
Брак по-итальянски (Rússia)
Pais: Itália, França
Gênero: Comédia, Drama, Romance
Direção: Vittorio De Sica
Roteiro: Renato Castellani, Tonino Guerra, Leo Benvenuti, Piero de Bernardi
Produção: Carlo Ponti
Design Produção: Carlo Egidi
Música Original: Armando Trovajoli
Direção Musical: Armando Trovajoli
Fotografia: Roberto Gerardi
Edição: Adriana Novelli
Guarda-Roupa: Vera Marzot, Piero Tosi
Maquiagem: Ada Palombi, Giuseppe Banchelli, G. Annunziata, Amalia Paoletti
Efeitos Sonoros: Ennio Sensi, Vittorio de Sisti
Efeitos Visuais: Stefano Ballirano, Stefano Camberini
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 1965

Elenco

Sophia Loren Filumena Marturano
Marcello Mastroianni Domenico Soriano
Aldo Puglisi Alfredo
Tecla Scarano Rosalia
Marilù Tolo Diana
Gianni Ridolfi Umberto
Generoso Cortini Michele
Vito Moricone Riccardo
Rita Piccione Teresina
Enza Maggi Lucia, a empregada
Raffaello Rossi Bussola Nocella, advogado
Vicenzo Aita Alfonzo, o padre
Vincenza di Capua Matilde, mãe de Domenico
Pia Lindström Caixa
Lino Mattera .
Anna Santoro .
Antonietta D'Onofrio .

Prêmios

Festival Internacional de Cinema de Moscou, Rússia

Prêmio de Melhor Atriz (Sophia Loren)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Prêmios David di Donatello, Itália

David de Melhor Direção (Vittorio De Sica)

David de Melhor Produção (Carlo Ponti )

David de Melhor Ator (Marcello Mastroianni)

David de Melhor Atriz (Sophia Loren)

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Atriz Coadjuvante (Tecla Scarano)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Oscar de Melhor Atriz (Sophia Loren)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Ator em um Musical ou Comédia (Marcello Mastroianni)

Prêmio de Melhor Atriz em um Musical ou Comédia (Sophia Loren)

Festival Internacional de Cinema de Moscou, Rússia

Grand Prix (Vittorio De Sica)

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Atriz (Sophia Loren)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Ator (Marcello Mastroianni)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Produção (Carlo Ponti)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Fotografia a Cores (Roberto Gerardi)

Prêmios Laurel, USA

Prêmio Laurel de Ouro de Melhor Atriz em uma Comédia (Sophia Loren)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Aos 17 anos, Filumena Marturano é uma bela prostituta num bordel de Nápoles.  Com um corpo escultural e um olhar provocante, é impossível passar despercebida.  Certa noite, durante a 2ª Guerra Mundial, Domenico Soriano, proprietário de uma rede de confeitarias, a conhece quando de um ataque aéreo.

Dois anos depois, os dois voltam a se encontrar e passam a se ver com bastante freqüência.  Algum tempo depois, Filumena consegue que ele a tire do bordel e alugue um pequeno apartamento para ela.  É quando passa a trabalhar para ele em suas confeitarias e na fábrica de Forcella.  Em casa, mostra-se como uma verdadeira esposa.

Vinte e dois anos depois, Filumena apanha Domenico aos beijos com Diana, caixa de uma das confeitarias.  Ela vai pra casa de táxi, onde chega simulando estar passando muito mal.  Seus empregados avisam imediatamente Domenico que, a essa altura, acha-se conversando com seu advogado, a fim de que o mesmo providencie a venda de todos os seus estabelecimentos, pois deverá se casar com Diana e, em seguida, mudar-se para Roma.

Ao chegar ao apartamento de Filumena, providencia a vinda imediata de um médico, mas ela lhe diz que precisa mesmo é de um padre.  O religioso confirma que ela está muito mal, provavelmente com muito pouco tempo de vida.  Assim, atendendo a um último pedido da suposta agonizante, Domenico casa-se com ela.  Em seguida, liga para Diana, a quem diz que eles vão ter que esperar a morte de Filumena, o que deve ocorrer brevemente.  É quando esta chega por trás e lhe diz que nunca esteve tão bem de saúde e que agora eles são marido e mulher.  Diz, ainda, que tem três filhos e que vai querer trazê-los para que morem com eles.

Descoberta a fraude, Domenico procura seu advogado, a fim de conseguir a anulação do casamento, já que ela agiu de má fé.  Depois de várias reuniões com a presença de Filumena, esta termina concordando em assinar um documento preparado pelo advogado.  Antes de ir embora, ela confessa a Domenico ser ele o pai de um dos três filhos.  Este lhe pede que diga qual dos rapazes é seu filho, mas ela se nega a atendê-lo, dizendo que para ela todos são iguais.

Os dias se passam.  Domenico continua a sair com Diana.  Mesmo assim, a possibilidade de um dos jovens ser seu filho não o deixa em paz.  Ele resolve procurar cada um dos rapazes, a fim de tentar descobrir alguma coisa que ligue um deles ao seu modo de ser.  Tais encontros, entretanto, não o leva a tirar qualquer conclusão.

Desesperado, volta a procurar Filumena, a quem implora que lhe diga qual dos jovens é realmente seu filho.  Ela, no entanto, mantêm-se irredutível: ou ele aceita os três ou tudo fica como está.  Sem alternativa, Domenico aceita casar-se novamente com ela, na presença dos três rapazes, e começar uma vida nova com todos juntos.

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Comentários

Baseado numa peça de Eduardo de Filippo, "Matrimônio à Italiana" é uma deliciosa comédia do cinema italiano.  Realizado pelo grande cineasta Vittorio De Sica, o filme acompanha, ao longo de 22 anos, a relação amorosa entre uma ex-prostituta e um bem-sucedido comerciante napolitano.

Partindo de um bem construído roteiro, De Sica nos brinda com um belo trabalho de direção, no que é facilitado pelas excepcionais atuações de Marcello Mastroianni e Sophia Loren, principalmente desta última.  Os dois já haviam trabalhado juntos em filmes como "A Bela Moleira", de 1955, e "Ontem, Hoje e Amanhã", de 1964, demonstrando possuir uma boa química quando em cena.

A fotografia de Roberto Gerardi e a música de Armando Trovajoli são dois quesitos que merecem ser destacados.  A canção "'O cielo ce manna 'sti ccose" é belíssima.

CAA