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MAUÁ: O IMPERADOR E O REI (1998)

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Ficha Técnica

Pais: Brasil
Gênero: Drama
Direção: Sérgio Rezende
Roteiro: Sérgio Rezende, Joaquim Vaz de Carvalho, Paulo Halm
Produção: Joaquim Vaz de Carvalho
Design Produção: Bia Junqueira, Henrique Murthé, Tom Pye
Música Original: Cristóvão Bastos
Fotografia: Antônio Luiz Mendes
Edição: Isabelle Rathery
Figurino: Kika Lopes
Maquiagem: Martin Macias, Alex King, Marese Langan
Efeitos Sonoros: Silvio Da-Rin, Luiz Adelmo
Nota: 7.0
Filme Assistido em: 1999

Elenco

Paulo Betti Mauá
Malu Mader May
Michael Byrne Richard Carruthers
Elias Mendonça Pereira de Almeida
Othon Bastos Visconde de Feitosa
Cláudio Correia e Castro Visconde do Uruguai
Roberto Bomtempo Visconde do Rio Branco
Rogério Fróes Marquês do Paraná
Richard Durden Barão de Rosthschild
Rodrigo Penna D. Pedro II
Hugo Carvana Queiroz
Denise Weinberg Mulher de Queiroz
Carmen Caroline Filha de Queiroz
José de Abreu Juiz
Carlos Gregório Conde Bonifácio
Antônio Pitanga Valentim
Ernani Moraes Batista
Edwin Luisi Aurélio
Thaís Portinho Mãe de May
Jorge Neves Mauá, jovem
Murilo Grossi Ricardo
Assis Joffily Maçom
Chico Expedito Traficante de escravos
David Herman Engenheiro inglês
Fernando José Militar
Maria Alves Matilde
Flávio Bruno Gerente do Banco Uruguai
Vera Papua Mulher de Valentim

Indicações

Grande Prêmio Brasileiro de Cinema, Brasil

Prêmio de Melhor Ator (Othon Bastos)

Sinopse

Irineu Evangelista de Souza nasceu no Rio Grande do Sul e, aos 9 anos, fica órfão de pai.  Dois anos depois, sua mãe decide casar-se novamente, mas como seu padrasto não o aceitava, ele vai morar no Rio de Janeiro com seu tio, Batista.  

Uma vez no Rio, ele vai trabalhar no armazém do português Pereira de Almeida, onde descobre ter jeito para os negócios.  Ele se torna um funcionário de confiança e um cobrador impiedoso, levando Queiroz ao suicídio após tomar todos os bens como pagamento de uma grande dívida.

Irineu defendia o fim da escravatura por razões econômicas e era um homem de palavra, o que é reconhecido por Richard Carruthers, um escocês que vivia no Brasil, que o emprega em sua firma de exportação e lhe dá as primeiras noções das teorias econômicas segundo as inovadoras regras do liberalismo.  Poucos anos depois, Carruthers volta para a Europa deixando Irineu no comando dos seus negócios. Ele tem 22 anos.

Em viagem à Inglaterra, Irineu fica maravilhado com as fábricas de Liverpool e resolve mudar o rumo de seus empreendimentos.  Constrói a primeira indústria brasileira - uma fundição e estaleiro em Ponta de Areia.  Funda o Banco do Brasil.  Constrói nossa primeira ferrovia e a usina de gás que trará a iluminação à capital do Império.  Desenvolve a Cia. de Navegação do Amazonas, cria novos bancos no Brasil e no Uruguai e traz para o país o primeiro cabo submarino do telégrafo.

Aos 30 anos, Irineu já é a maior fortuna do Império e se casa com sua sobrinha, May.  Através de associações com os ingleses, o Barão e depois Visconde de Mauá prospera a ponto de ser tido como um dos homens mais ricos do mundo.

Inicia-se, então, um processo que vai minar sua fortuna.  Aos 60 anos, vítima de um confronto com adversários poderosos - o Império e os capitalistas ingleses - o Visconde de Mauá enfrenta uma falência humilhante da qual se recuperará anos depois, pagando todas as dívidas.

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Comentários

"Mauá: o Imperador e o Rei" é um muito bom filme brasileiro que, antes de tudo, tem o grande mérito de mostar a grande importância de Mauá no desenvolvimento do Brasil.

Além de bem dirigido por Sérgio Rezende, apresenta um elenco eficiente, com destaques para Paulo Betti e, principalmente, Othon Bastos, no papel do Visconde de Feitosa, o que lhe valeu a indicação para o Grande Prêmio BR do Cinema Brasileiro, como Melhor Ator.

A produção é esmerada, a fotografia é razoável e os figurinos conseguem retratar com fidelidade a época imperial.  Apenas o roteiro se apresenta aquém do esperado.

CAA