Filmes por gênero

OS DEZ MANDAMENTOS (1956)

The Ten Commandments
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Les dix commandements (França, Canadá)
I dieci comandamenti (Itália)
Los diez mandamientos (Espanha, Argentina, México)
Die zehn Gebote (Austria, Alemanha)
De tio budorden (Suécia)
Dziesiecioro przykazan (Polônia)
De Tien Geboden (Holanda)
De ti bud (Dinamarca)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Bíblico, Épico, Drama
Direção: Cecil B. DeMille
Roteiro: Æneas MacKenzie, Jesse Lasky Jr., Jack Gariss, Fredric Frank
Produção: Cecil B. DeMille
Música Original: Elmer Bernstein
Coreografia: LeRoy Prinz, Ruth Godfrey
Fotografia: Loyal Griggs
Edição: Anne Bauchens
Direção de Arte: Hal Pereira, Walter H. Tyler, Albert Nozaki
Guarda-Roupa: Edith Head, Charles Davies e outros
Maquiagem: Wally Westmore, Frank McCoy, Frank Westmore
Efeitos Sonoros: Harry Lindgren, Gene Garvin, Louis Mesenkop
Efeitos Especiais: William Sapp, Charles Davies e outros
Efeitos Visuais: Farciot Edouart, John P. Fulton
Nota: 8.6
Filme Assistido em: 1958

Elenco

Charlton Heston Moisés
Yul Brynner Ramsés II
Anne Baxter Nefretiri
Edward G. Robinson Datã
Yvonne De Carlo Séfora, filha de Jetro e esposa de Moisés
Debra Paget Lilia
John Derek Josué
Cedric Hardwicke Seth
John Carradine Aarão, irmão de Moisés
Nina Foch Bítia, filha do faraó que adota Moisés
Martha Scott Jocabed, mãe de Moisés e Aarão
Judith Anderson Memnet, serva de Bítia
Vincent Price Baka
Olive Deering Miriam, filha de Jocabed
Eduard Franz Jetro, sogro de Moisés
Lisa Mitchell Filha de Jetro
Noelle Williams Filha de Jetro
Joanna Merlin Filha de Jetro
Pat Richard Filha de Jetro
Tommy Duran Gershom
Ian Keith Ramsés I
Woody Strode Rei da Etiópia
Donald Curtis Mered
Lawrence Dobkin Caleb
H.B. Warner Aminadab
Julia Faye Elisheba
Kathy Garver Raquel
Francis McDonald Simão
Douglass Dumbrille Jannes
Henry Wilcoxon Pentaur
Frank Wilcox Wazir
Robert Vaughn Hebreu
Frank DeKova Abiron
Paul De Rolf Eleazar
Ramsay Hill Korah

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhores Efeitos Especiais

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Fotografia

Oscar de Melhor Filme

Oscar de Melhor Direção de Arte

Oscar de Melhor Edição

Oscar de Melhor Figurino

Oscar de Melhor Gravação de Som

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Ator em um Drama (Charlton Heston)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Ator (Yul Brynner)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Durante o governo de Ramsés I no Antigo Egito, o faraó é informado de que os escravos hebreus acreditam que uma estrela vista recentemente anuncia a chegada de um libertador. O faraó, então, ordena a morte de todas as crianças do sexo masculino nascidas de mães judias.

Jocabed, uma escrava judia, consegue salvar o seu filho, abandonando-o dentro de uma cesta nas águas do Nilo. A criança é encontrada por Bítia, uma jovem viúva filha do faraó, que lhe dá o nome de Moisés. Declarando que seu filho será um príncipe do Egito, Bítia obriga sua criada Memnet a jurar que nunca revelará a verdadeira origem da criança, mas esta secretamente guarda o cueiro que ela vestia. Moisés é criado como um príncipe.

Trinta anos depois, o irmão de Bítia, Seth, torna-se faraó. Na época, Moisés é muito amado pelos egípcios, até mais do que o próprio filho do faraó, Ramsés II. Este tem uma profunda inveja de Moisés, que acaba de voltar da Etiópia depois de uma estrondosa vitória militar. O faraó repreende Ramsés por não ter concluído a cidade do tesouro para o seu próximo jubileu. Este diz que seu fracasso foi devido à teimosia dos escravos hebreus. Por insistência de Ramsés, Moisés é enviado para supervisionar a construção da nova cidade, muito a contragosto de Nefretiri, a princesa que deve se casar com o herdeiro do faraó. Esta acha-se apaixonada por Moisés, que partilha a sua paixão, apesar de Seth não ter anunciado se Moisés ou Ramsés irá sucedê-lo.

Em Gósen, onde a nova cidade está sendo construída, Moisés supervisiona Baka, o grande construtor de coração frio. No local, também se acha Datã, um hebreu cruel que se tornou um supervisor. Datã e Baka, ambos desejam Lília, uma escrava que se acha apaixonada pelo cortador de pedras, Josué. Um dia, Jocabed, agora uma mulher de idade, é quase esmagada pelas enormes pedras que estão sendo utilizadas na construção da nova cidade. Josué é condenado à morte por tentar salvá-la e, em seguida, Lília corre na multidão para encontrar Moisés e implorar sua misericórdia.

Ao examinar a cena, Moisés liberta Jocabed e Josué, e decreta que não só os exaustos escravos devem ter um dia de descanso, como devem ser alimentados a partir dos celeiros do templo. Logo, a cidade fica quase concluída, e embora Ramsés e os sacerdotes gananciosos tentem jogar Seth contra Moisés, Seth fica satisfeito com o progresso por ele obtido. Seth anuncia sua intenção de nomear Moisés seu sucessor, mas Memnet, determinada a não deixar um hebreu sentar-se no trono do Egito, revela a verdade sobre seu nascimento à Nefretiri.

Desesperada para proteger seu amado, Nefretiri mata Memnet e tenta encobrir suas ações. Ela confessa tudo a Moisés, no entanto, quando este encontra o cueiro. Espantado com a notícia, Moisés procura Jocabed, a quem Nefretiri revela ser sua mãe. Ele a encontra exatamente no momento em que Bítia está suplicando para que ela deixe o Egito antes que ele descubra a verdade. Diante de tal situação, Jocabed não consegue negar que ele seja seu filho. Moisés aceita sua origem.

Depois de ser saudado por Miriam e por seu irmão Aarão, Moisés começa a trabalhar nos poços de lama, a fazer tijolos ao lado dos escravos que um dia ele comandou. Embora Jocabed esteja convencida de que o filho é o libertador, ele permanece em dúvida sobre o Deus dos hebreus.

Mais tarde, Nefretiri implora a Moisés para voltar para o palácio antes que Seth tome conhecimento de sua situação. O argumento de Nefretiri de que ele pode ajudar melhor o seu povo depois que se tornar faraó parece influenciar Moisés, mas ele afirma que primeiro tem que ver Baka, que obrigou Lilia a ser sua escrava. Moisés chega quando o frio construtor está prestes a chicotear Josué, que tinha vindo para resgatar Lilia. Enfurecido por sua insensibilidade, Moisés o mata e, em seguida, revela sua origem para Josué.

Espantado, o cortador de pedra declara que Moisés é o libertador, e suas palavras são ouvidas por Datã, que informa Ramsés. No dia do jubileu de Seth, Ramsés anuncia que capturou o libertador hebreu, oportunidade em que Moisés é apresentado acorrentado aos cortesãos.  Abalado, Seth pergunta-lhe se ele lideraria os escravos numa revolta contra ele, ocasião em que Moisés confessa que os libertaria se pudesse. De coração partido, Seth anuncia que Ramsés irá sucedê-lo e se casar com Nefretiri, deixando o destino de Moisés nas mãos do futuro faraó. Em seguida, Ramsés o escolta até a margem do vasto deserto, onde o deixa dizendo: “Vá adiante em busca de seu reino”. Apesar da falta de água e de alimentos, Moisés atravessa o deserto até chegar à Madiã, onde, exausto, senta-se junto a um poço. As sete filhas de Jetro, sacerdote de Madiã, vêm tirar água do poço para dar de beber às ovelhas do pai, quando encontram Moisés. Alguns pastores se aproximam para expulsá-las, mas Moisés as defende e, em seguida, dá de beber ao seu rebanho. Ao tomar conhecimento do ocorrido, Jetro o acolhe em sua casa e ele termina se casando com a filha mais velha, Séfora. Anos depois, o casal tem um filho, Gerson, enquanto no Egito, o agora faraó Ramsés tem um filho com Nefretiri.

Um dia, quando conduzia o rebanho para além do deserto, Moisés chega ao monte de Deus, Horeb. Ao avistar uma sarça ardente, ele sobe o morro e ouve a voz de Deus que lhe ordena a voltar ao Egito, a fim de liderar os israelitas em sua jornada até o Sinai, onde receberão as Leis de Deus. Tocado pela luz do Espírito Eterno, ele decide voltar ao Egito, ocasião em que Josué, que havia escapado de lá, e Séfora pedem para acompanhá-lo.

Ao chegar ao Egito, Moisés confronta Ramsés, exigindo a liberdade de seu povo. O faraó ri de sua exigência, enquanto Nefretiri se emociona ao vê-lo vivo. Mesmo quando Moisés faz com que seu cajado se transforme numa serpente que engole as dos sacerdotes egípcios, Ramsés continua a ignorar seus pedidos por acreditar que se trata de um truque de mágica, até mesmo quando o Egito é atingido por nove pragas. Quando Moisés transforma o Nilo em sangue por sete dias, os consultores de Ramsés o aconselham a ceder às suas exigências, mas o faraó ainda insiste em que deve haver uma explicação natural para o fenômeno. Ao voltarem a se encontrar, Ramsés comunica a Moisés que, no dia seguinte, seus soldados irão matar todos os primogênitos hebreus, mas suas palavras se voltam contra ele, pois, enquanto os hebreus protegem seus filhos pintando suas portas com sangue de cordeiro, uma peste se espalha e mata cada filho primogênito egípcio, incluindo o próprio filho do faraó.

De luto, Ramsés concede a liberdade dos escravos exigida por Moisés, iniciando-se o êxodo do Egito. A vingativa Nefretiri, no entanto, zomba do marido até que ele ordena que seus homens persigam os escravos libertados. Quando as forças egípcias encontram os hebreus na altura do Mar Vermelho, Datã tenta fazer com que o povo se revolte contra Moisés por achar que ele os está levando para a morte. Entretanto, para demonstrar o poder do Senhor, Moisés usa seu cajado para abrir um caminho no Mar Vermelho e permitir que seu povo o atravesse sem risco, enquanto uma coluna de fogo retém os egípcios. Quando o fogo se dissipa, Ramsés dá ordens para que seus soldados cruzem o Mar Vermelho, mas antes que eles possam alcançar os hebreus, Moisés restaura o mar e os egípcios são afogados. Derrotado, Ramsés retorna ao palácio e lá declara a Nefretiri que o Deus de Moisés não pode ser desafiado.

Logo depois, Moisés conduz seu povo à base do Monte Sinai e sobe a montanha para receber as Leis de Deus. Quarenta dias se passam, deixando as pessoas cada vez mais ansiosas. Datã, mais uma vez, exorta o povo a matar Moisés e retornar ao Egito, onde pelo menos podem encontrar comida. Datã assegura que, se eles seguirem um ídolo egípcio, estarão a salvo da ira do faraó. A Aaron é, então, ordenado que construa um enorme bezerro dourado. Enquanto isso, no Monte, Moisés testemunha o dedo de Deus esculpir seus Dez Mandamentos em duas tábuas de pedra.

Ao descer do Sinai para partilhar as leis, Moisés fica horrorizado ao ver o povo adorando o bezerro. Datã tenta desafiá-lo, mas Moisés joga as tábuas no chão, causando um imenso terremoto que engole os não crentes. Embora sejam forçados pela ira de Deus a vagar pelo deserto por quarenta anos, Moisés e seu povo continuam fortes em sua fé, até que um dia, eles chegam ao Rio Jordão onde, do outro lado, encontra-se a terra prometida.

Moisés informa sua família que Deus lhe disse para não atravessar o rio. Assim, ele entrega seu cajado e seu manto a Josué, ungindo-o como o novo líder. Com as tábuas restauradas na Arca da Aliança, Moisés exorta seu povo a proclamar a liberdade em toda a terra e, em seguida, dá adeus enquanto sobe o Monte Nebo.

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Comentários

Com quase três horas e meia de duração, “Os Dez Mandamentos”, além de ser um filme cativante e de bom gosto, é um épico no verdadeiro sentido da palavra. Produzido e dirigido pelo cineasta Cecil B. DeMille, sua história gira em torno da vida de Moisés, príncipe egípcio que descobre ser sua mãe biológica uma escrava hebréia, e que é escolhido por Deus para libertar seu povo do Egito e para receber, no alto do Monte Sinai, as tábuas com os Dez Mandamentos escritos pelo Senhor.

Trata-se do último filme de DeMille como diretor. Dois anos depois, ele encerraria definitivamente sua carreira no mundo do cinema, ao trabalhar como produtor executivo do filme “Lafitte, o Corsário”, de Anthony Quinn, na época seu genro.

Com um grande orçamento, tudo nesse filme é gigantesco: enormes cenários, milhares de figurantes, etc. O elenco é igualmente impressionante. Em sua interpretação de Moisés, Charlton Heston apresenta um carisma extraordinário. Yul Brynner, por outro lado, nos faz acreditar ser ele um membro da realeza egípcia daquela época. Aos dois, somemos ainda as interpretações de Anne Baxter como a princesa Nefretiri, Edward G. Robinson como o traidor Datã, Vincent Price como o frio construtor Baka, Yvonne De Carlo como a esposa de Moisés, Debra Paget como a escrava Lília, John Derek como Josué, John Carradine como Aarão, irmão de Moisés, Martha Scott como Jocabed e Nina Foch como a filha do faraó e mãe de criação de Moisés, todos muito bem. Apenas uma ressalva para a escalação de Nina Foch como mãe adotiva de Moisés, uma vez que, na vida real, Charlton Heston (o filho) é seis meses mais velho que ela (a mãe).

“Os Dez Mandamentos” nos brinda ainda com inúmeras cenas memoráveis, tais como a abertura do Mar Vermelho para a passagem dos hebreus, as diversas pragas que assolam o Egito, especialmente aquela que transforma as águas do Rio Nilo em sangue, entre outras.

Ganhador do Oscar de Melhores Efeitos Especiais, o filme recebeu ainda cinco outras indicações, inclusive a de melhor filme do ano.

CAA