Filmes por gênero

A CANÇÃO DE BERNADETTE (1943)

The Song of Bernadette
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Le chant de Bernadette (França, Bélgica)
Bernadette (Itália, Argentina, Hungria)
La canción de Bernadette (Espanha)
Das lied von Bernadette (Alemanha, Áustria)
Sången om Bernadette (Suécia, Dinamarca)
Bernadetten laulu (Finlândia)
Het lied van Bernadette (Holanda)
Песня Бернадетт (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, Histórico
Direção: Henry King
Roteiro: George Seaton
Produção: William Perlberg
Música Original: Alfred Newman
Fotografia: Arthur C. Miller
Edição: Barbara McLean
Direção de Arte: James Basevi, William S. Darling
Figurino: René Hubert
Guarda-Roupa: Sam Benson
Maquiagem: Guy Pearce
Efeitos Sonoros: Alfred Bruzlin, Roger Heman Sr.
Efeitos Especiais: Fred Sersen
Nota: 8.7
Filme Assistido em: 1947

Elenco

Jennifer Jones Bernadette
Roman Bohnen François Soubirous
Anne Revere Louise Soubirous
Gladys Cooper Irmã Marie Thérèse Vauzous
Dorothy Shearer Madre Superiora
Linda Darnell A Virgem Maria
Charles Bickford Padre Peyramale
André Charlot Bispo de Nevers
Lee J. Cobb Dr. Dozous
Ermadean Walters Marie Soubirous
Nino Pipitone Jr. Justin Soubirous
Merrill Rodin Jean Soubirous
Mary Anderson Jeanne Abadie
Charles Dingle Comissário de Polícia Jacomet
Aubrey Mather Prefeito Alphonse Lacade
Vincent Price Promotor Vital Dutour
Fortunio Bonanova Príncipe Imperial Louis
Jerome Cowan Imperador Louis Napoleon III
Patricia Morison Imperatriz Eugenie
Edith Barrett Croisine Bouhouhorts
Fred Essler Ministro da Justiça
Ian Wolfe Ministro do Interior
William Eythe Antoine Nicolau
Moroni Olsen Capelão
Alan Napier Dr. Debeau
Sig Ruman Louis Bouriette
Blanche Yurka Tia Bernarde Casterot
Charles Waldron Bispo de Tarbes
Pedro de Cordoba Dr. LeCramps

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Atriz (Jennifer Jones)

Oscar de Melhor Fotografia em Preto e Branco (Arthur C. Miller)

Oscar de Melhor Direção de Arte - Decoração de Interiores (James Basevi, William S. Darling, Thomas Little)

Oscar de Melhor Trilha Sonora de uma Comédia ou Drama (Alfred Newman )

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Direção (Henry King)

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Atriz em um Drama (Jennifer Jones)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme

Oscar de Melhor Direção (Henry King)

Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Gladys Cooper)

Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Anne Revere)

Oscar de Melhor Roteiro (George Seaton)

Oscar de Melhor Gravação de Som (Edmund H. Hansen)

Oscar de Melhor Edição (Barbara McLean)

Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Charles Bickford)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

No dia 11 de fevereiro de 1858, na aldeia francesa de Lourdes, François Soubirous e sua esposa Louise começam uma luta diária para sustentar suas filhas Bernadette e Marie, bem como, os filhos Justin e Jean. A pobreza atingiu a família o que proporciona um ambiente insalubre para a asmática Bernadette, de 14 anos.

Bernadette e Marie vão à escola, onde a Irmã Marie Thérèse Vauzous se irrita com a ignorância de Bernadette. Como ela não aprendera o catecismo, a arrogante freira não lhe permite guardar uma fotografia que lhe foi dada por Marie Dominique Peyramale. Bernadette pede à sua amiga, Jeanne Abadie, para estudar em casa com ela.

Louise manda as meninas apanhar madeira, e enquanto Jeanne e Marie caminham na frente pelo Rio Gave, Bernadette as espera na gruta de Massabielle. Lá, ela é atraída para o canto da gruta, onde uma bela senhora aparece para ela. Bernadette ajoelha-se diante da Senhora e reza um rosário com ela, mas é despertada de sua visão com a chegada de Jeanne e Marie. Bernadette descreve a Senhora, que não foi vista pelas outras meninas, mas elas ficam céticas, assim como Louise e François.

No dia seguinte, Bernadette se deixa levar quando novamente vê a Senhora, que lhe pede para visitá-la quinze vezes e lhe diz que não lhe pode prometer toda a felicidade neste mundo, mas no próximo. Apavorada e preocupada, Louise faz Bernadette prometer que nunca mais retornará à Massabielle.

A história da visão de Bernadette se espalha por toda a aldeia até que Bernarde Casterot, irmã de Louise e madrinha de Bernadette, insiste que elas a acompanhem até a gruta. Na manhã seguinte, muitos vão com a família até Massabielle, e embora ninguém possa ver a Senhora, a exaltação de Bernadette convence a todos que ela esteja se comunicando com algo glorioso. A história se espalha por outras comunidades, e logo o prefeito Alphonse Lacade, o promotor imperial Vital Dutour, o comissário de polícia  Jacomet e outros oficiais ficam chateados com o clima que se alastrou pela região em função das ações inexplicáveis de Bernadette.

Após examinar Bernadette, Dr. Dozous informa aos homens que não pode dar um diagnostico de que ela esteja mentalmente doente, e Padre Peyramale também se recusa a interferir, embora ele não acredite na visão de Bernadette. Jacomet avisa a François que a família inteira será afetada se as visitas de Bernadette à gruta não pararem, e Marie Thérèse pune Bernadette ao ridicularizá-la na frente de seus colegas de classe.

Quando Bernadette chora dizendo que vai morrer se não vir a Senhora, François lhe dá permissão para voltar a Massabielle. Lá, a Senhora que nunca lhe disse seu nome, instrui a adolescente a pedir a Peyramale para que faça com que os padres construam uma capela na gruta a fim de atrair procissões. Peyramale repreende a jovem, mas depois manda que ela peça à Senhora que realize um milagre. Peyramale pede que a Senhora faça com que uma rosa na gruta desabroche, mas ao invés disso, a Senhora manda Bernadette comer das plantas e beber a água da fonte.

Uma grande multidão fica revoltada ao ver Bernadette espalhar pragas, cavar a terra e esfregar lama em si mesma. Uma atordoada Louise leva a filha para a casa. A multidão ironicamente aplaude a declaração de Jacomet de que Bernadette é uma idiota, mas Antoine Nicolau, um tímido admirador da menina vê a água escorrendo pelo buraco. Quando o pedreiro Louis Bouriette, que acredita em Bernadette, lava seu olho cego com a água, ele passa repentinamente a ver. Convencido de que a água tem poderes misteriosos, Bouriette e Antoine levam os outros a construir um canal de pedra para a fonte.

Naquela noite, Croisine Bouhouhorts leva seu filho que se acha à morte até a fonte e ele é reavivado pela água fresca. Dozous fica atordoado ao ver que a paralisia do menino desapareceu, e os moradores da cidade proclamam que um milagre tenha ocorrido. Toda a França discute o incidente, e Peyramale começa a pensar que Bernadette seja realmente um instrumento de graça. Centenas de peregrinos chegam a Lourdes. Durante a última visita prevista de Bernadette, ela pergunta o nome da Senhora e confessa a Peyramale a resposta – “Eu sou a Imaculada Conceição” – balbucia ela.

Mais tarde, Lacade, que pretende tirar proveito dos milagres, reluta em fechar a gruta a pedido de Dutour e Jacomet. Dutour convida um psiquiatra para examinar Bernadette, mas quando os homens tentam criticá-la, Peyramale a defende e a leva para o hospital do convento para sua segurança. Lá, Marie Thérèse ralha com a jovem dizendo-lhe que, em outros tempos, ela teria sido queimada por suas ações. Nesse ínterim, Peyramale visita o Bispo de Tarbes, a quem pede para constituir uma Comissão Episcopal para investigar a visão de Bernadette.

O bispo concorda, mas sob a condição de que a gruta seja aberta pela intercessão da Senhora. Logo a gruta é aberta por ordem da Imperatriz Eugenie, que acredita que as águas curaram seu filho adoentado. Em novembro de 1860, a Comissão começa o longo exame de Bernadette, da gruta e das curas que lá ocorreram. Os anos se passam e Bernadette se torna uma mulher até que finalmente a Comissão admite de que ela fora “escolhida pelos poderes superiores”.

Peyramale tenta deixar Bernadette impressionada pelas conseqüências de suas descobertas, e embora ela tenha medo das implicações, aceita a necessidade de abandonar a vida comum e se tornar uma freira. Assim, ela vai para as Irmãs de Nevers, e novamente encontra Marie Thérèse, que é a mestra das noviças. Marie Thérèse é rígida em relação à noviça de vinte e um anos, mas Bernadette aceita pacientemente suas tarefas e seu novo nome, Marie Bernarde. Quando Marie Thérèse vê Bernadette mancando um dia, deduz que a jovem esteja querendo chamar atenção, embora saiba que até o Papa aceitou o dom da visão sagrada da noviça. Marie Thérèse ainda está movida pela dúvida e pergunta à mocinha o que ela sabe sobre sofrimento. A mestra das noviças explica que foi levada a ter uma vida propositalmente difícil, mas não sentiu o toque da graça, e embora Bernadette não tenha uma resposta  para a Irmã atormentada, ela finalmente mostra um grande tumor em seu joelho. Bernadette é diagnosticada como tendo tuberculose no osso, o qual o médico descreve como insuportavelmente doloroso. Chocada pela graça com a qual Bernadette vem suportando seu sofrimento, Marie Thérèse se torna a mais devotada freira.

À medida em que Bernadette se enfraquece, a Comissão a questiona novamente, e ela reafirma sua crença na Senhora. Ao lado da cama de Bernadette, Peyramale tenta acalmar seus medos e ela diz que não merece ver a Senhora novamente. As Irmãs rezam em sua volta. O rosto de Bernadette se ilumina e ela grita “eu vos amo” ao ver a Senhora se aproximando. Em seguida, morre. Ao seu lado, Peyramale diz: “Você está agora no céu e na terra, Bernadette”.

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Comentários

Baseado no histórico livro do escritor judeu Franz Werfel, “A Canção de Bernadette” é, sem dúvida, o melhor filme religioso de todos os tempos. Realizado pelo grande cineasta Henry King, o filme recebeu nada menos que 12 indicações ao Oscar, das quais 4 foram agraciadas com a famosa estatueta.

A sensível e firme direção de Henry King é marcada por manter uma visão clara e equilibrada dos fatos históricos e de seus personagens. Discorrer sobre a excelência dos diversos técnicos e do fabuloso elenco desse filme torna-se dispensável, uma vez que as 12 indicações ao Oscar recebidas falam por si só. De qualquer forma, vale a pena ressaltar o Oscar de Melhor Atriz ganho por Jennifer Jones em início de carreira e com apenas 24 anos.

Enfim, “A Canção de Bernadette” é um filme que merece ser visto por todos, não importa sua crença. Aliás, como já disse acima, o filme foi baseado num livro de um judeu e não de um católico.

CAA