Filmes por gênero

COQUETEL DE ESTRELAS (1942)

Star spangled rhythm
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Cocktail de Estrelas (Portugal)
Au pays du rythme (França)
Signorine, non guardate i marinai (Itália)
Fantasía de estrellas (Espanha)
Belleza, ritmo y amor (Argentina, México)
Stjärnbaneret (Suécia)
Stjärnbaneret (Suécia)
Geniet van je leven (Holanda)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Comédia Musical
Direção: George Marshall
Roteiro: Harry Tugend
Produção: Joseph Sistrom
Música Original: Robert Emmett Dolan
Direção Musical: Robert Emmett Dolan
Coreografia: Katherine Dunham, Daniel Dare, George Balanchine
Fotografia: Theodor Sparkuhl, Leo Tover
Edição: Paul Weatherwax
Direção de Arte: Hans Dreier, Ernst Fegté
Figurino: Edith Head
Maquiagem: Wally Westmore
Efeitos Sonoros: John Cope, Harry D. Mills
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 1946

Elenco

Eddie Bracken Johnny Webster
Victor Moore William 'Bronco Billy' Webster
Betty Hutton Polly Judson
Bing Crosby Ele próprio
Bob Hope Ele próprio
Fred MacMurray Frank
Ray Milland Joe
Dorothy Lamour Ela própria
Paulette Goddard Ela própria
Mary Martin Ela própria, em 'Hit the Road to Dreamland'
Dick Powell Ele próprio, em "Hit the Road to Dreamland"
Walter Abel B.G. DeSoto
Alan Ladd Ele próprio, em "Scarface Skit"
Cecil B. DeMille Ele próprio
Anne Revere Sarah, secretária de B.G. DeSoto
Gil Lamb High Pockets
Edward Fielding Y. Frank Freemont
Cass Daley Mimi
Franchot Tone John
Susan Hayward Geneviève
Boyd Davis Capitão Kingsley
Preston Sturges Diretor Preston Sturges
Ralph Murphy Diretor Ralph Murphy
William Bendix Herman
Macdonald Carey Louie
Arthur Loft Casey
Gladys Blake Liz
Karin Booth Kate
Eddie Johnson Tommy
Veronica Lake Ela própria
Frank Faylen Soldado, em "That Old Black Magic"
Vera Zorina Ela própria, em "That Old Black Magic"
Johnny Johnston Ele próprio, em "That Old Black Magic"
Dona Drake Ela própria, em "Swing Shift Skit"
Edgar Dearing Mac
Eva Gabor Ela própria

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Trilha Sonora de um Musical (Robert Emmett Dolan)

Oscar de Melhor Canção Original (Harold Arlen, Johnny Mercer)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Quando o marinheiro Johnny Webster vem à terra com seus amigos para uma folga de vinte e quatro horas na área de Los Angeles, ele telefona para seu pai, William Webster, nos Estudios da Paramount. William, um antigo astro do cinema mudo, conhecido como 'Bronco Billy', havia dito ao filho que era vice-presidente da Empresa, envergonhado para admitir ser um mero porteiro da Paramount. A telefonista  Polly Judson ajuda William a manter a farsa, fingindo ser sua secretária toda vez que Johnny telefona. Adicionalmente, ela telefona para Sarah, secretária de B.G. DeSoto, o verdadeiro vice-presidente, a quem diz que o chefe, que se acha adoentado, quer que ela vá trabalhar em sua casa. Assim, quando Johnny, High Pockets e os outros marinheiros chegam aos Estúdios, eles encontram William, vestindo um terno elegante e uma boina, e Polly, na sala de De Soto.

Os marinheiros ficam impressionados com a posição de William, principalmente quando ele, involuntariamente, aperta diversos botões automáticos. Quando o famoso diretor Cecil B. DeMille telefona para pedir uma opinião de DeSoto, William dá uma resposta sem sentido, enfurecendo o cineasta. Indignado, este resolve ir pessoalmente ao escritório do vice-presidente, o que faz com que Polly e William fujam e os marinheiros os sigam. Paralelamente, De Soto chega aos Estúdios e é barrado pelo guarda que está sob as ordens de Polly. Enquanto isso, William, Polly e os marinheiros entram em uma sala de projeção, onde o diretor Preston Sturges está exibindo um número musical com Dick Powell e Mary Martin. Acreditando que De Soto se acha com o grupo, Sturges dirige o filme para eles e, ao final, é insultado pelo grupo. Em seguida, eles entram em um palco onde uma grande sequência de dança e música está sendo filmada, mas quando High Pockets se mostra incapaz de se conter e começa a dançar com a cantora Dona Drake, o diretor Ralph Murphy os expulsa do set de filmagens.

A fim de evitar ser apanhado sem seu uniforme, William decide dar uma volta pela cidade com os marinheiros, ocasião em que, para fazer média, comenta que, se dispusessem de maior tempo, ele os colocaria em um número musical ao lado de diversas estrelas famosas. Em seguida, os marinheiros voltam para o navio, onde Johnny pede permissão ao Capitão para se casar com Polly. A permissão é concedida, mas não lhe é dada qualquer folga adicional, pois o navio poderá zarpar a qualquer hora, dependendo apenas do recebimento de uma ordem nesse sentido. No entanto, quando Johnny comenta que seu prestigioso pai havia se oferecido para fazer um show com os marinheiros, o Capitão concorda em permitir que todos eles sejam liberados para o show a ser realizado na noite seguinte.

Pela manhã, Johnny telefona para Polly a fim de lhe dar a boa notícia, mas esta se mostra preocupada com a promessa feita por William que, na verdade, não passa de um porteiro. Ela começa a trabalhar junto à Sarah para que esta consiga que Bob Hope concorde em realizar um show ao lado de Bing Crosby, a fim de salvarem a pele de William. Ambos os atores concordam com a ideia e, às 16:30 horas, De Soto se espanta ao ver todas as suas estrelas, altamente remuneradas, saindo mais cedo. Ele as segue até o auditório onde, às 18 horas, William sobe ao palco para pedir desculpas aos marinheiros por ter falhado com eles. No entanto, Bing Crosby e outros grandes nomes dos musicais hollywoodianos aparecem por trás dele e iniciam o show, tendo Bob Hope como o mestre de cerimônias.

Quando Johnny descobre que De Soto já chegou com a intenção de parar o show, ele e os marinheiros o amarram e, em seguida, o amordaçam. Depois de alguns minutos, o vice-presidente escapa, mas não consegue interromper o show. Logo em seguida, Y. Frank Freemont, presidente da Paramount, chega ao local, ocasião em que Polly confessa todo o ocorrido. Encantado com a ingenuidade dela e de William, ele os recontrata. Os marinheiros são chamados ao dever, Johnny dá um anel de noivado à Polly, com um beijo de despedida, enquanto Bing Crosby termina o show com uma canção patriótica dedicada à bandeira norte-americana.

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Comentários

Realizado pelo cineasta George Marshall a partir de um roteiro escrito por Harry Tugend, “Coquetel de Estrelas” é uma boa comédia musical do cinema hollywoodiano. Rodado em 1942, ou seja, pouco depois dos Estados Unidos entrarem na 2ª Guerra Mundial, o filme é marcado por uma boa dose de patriotismo, terminando inclusive com um show de Bing Crosby, no qual ele canta uma canção dedicada à bandeira norte-americana.

O início da trama é, de certa forma, ridículo, quando um simples porteiro de uma grande Empresa se passa por seu vice-presidente. No entanto, quando começam os números de canto e dança, o espectador se esquece das cenas iniciais e passa a se de deliciar com as presenças de Paulette Goddard, Dorothy Lamour, Veronica Lake, Dick Powell, Mary Martin, Vera Zorina, Bing Crosby, Susan Hayward, Ray Milland e muitos outros.

CAA