Filmes por gênero

ALEXANDRE MAGNO (1956)

Alexander the Great
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Alexandre, o Grande (Portugal)
Alexander der Große (Austria, Alemanha)
Alexandre le Grand (França)
Alejandro Magno (Espanha)
Alessandro il Grande (Itália)
Alexander den Store (Suécia)
Aleksanteri Suuri (Finlândia)
Александр Великий (União Soviética)
Pais: Estados Unidos, Espanha
Gênero: Biográfico, Drama, Histórico
Direção: Robert Rossen
Roteiro: Robert Rossen
Produção: Robert Rossen
Música Original: Mario Nascimbene
Coreografia: David Paltenghi
Fotografia: Robert Krasker
Edição: Ralph Kemplen
Direção de Arte: Andrej Andrejew
Figurino: David Ffolkes
Guarda-Roupa: John McCorry
Maquiagem: David Aylott
Efeitos Sonoros: Gerry Hambling, Stan Hawkes
Efeitos Especiais: Cliff Richardson
Efeitos Visuais: Bob Cuff
Nota: 7.3
Filme Assistido em: 1958

Elenco

Richard Burton Alexandre Magno
Fredric March Rei Filipe II da Macedônia
Claire Bloom Barsine
Danielle Darrieux Olímpia
Barry Jones Aristóteles
Stanley Baker General Átalo
Friedrich von Ledebur General Antipater
Peter Cushing General Memnon
Harry Andrews Imperador persa Dario III
Michael Hordern Demóstenes
Virgilio Teixeira Ptolomeu
William Squire Filósofo Ésquines
Gustavo Rojo Cleito
Marisa de Leza Eurídice
Teresa del Río Roxane
Helmut Dantine Nectenabo
Peter Wyngarde Pausânias
Rubén Rojo Filotas
Larry Taylor Pérdicas
Carlos Baena Nearcos
Niall MacGinnis Parmênio
Ricardo Valle Heféstio
Julio Peña Arsites

Indicações

Grêmio dos Diretores da América

Prêmio por Direção Excepcional (Robert Rossen)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

O Rei Felipe II da Macedônia embarca em implacáveis e brutais campanhas militares para conquistar toda a Grécia. Enquanto ele está em guerra, sua esposa Olímpia dá à luz seu primeiro filho, Alexandre, e manda dizer que o bebê é um Deus. Felipe II retorna para ver seu filho e desconfia de sua paternidade quando o adivinho Nectenabo espalha boatos de ser o pai da criança. O rei confidencia a seus assessores que está pensando em matar o adivinho, ocasião em que Parmenio o exorta a matar também Olímpia e a criança, mas ele termina exibindo orgulhosamente o novo príncipe à população.

Ao se tornar um jovem homem, Alexandre anseia pela glória da batalha. Seu pai, no entanto, mais poderoso do que nunca, se irrita com o rótulo de bárbaro, devido à percepção pública de que ele é um conquistador brutal, mas um governante fraco. Tal fato faz com que ele nomeie Alexandre, regente da Macedônia, contra o conselho do professor do filho, o filósofo Aristóteles, que acredita que o jovem ainda é imaturo. No palácio de Pella, onde Olímpia reside, Felipe II adverte Alexandre de que sua mãe está tramando para destruí-lo, e passa a governar a Macedônia através do filho. Antes de partir para uma nova batalha, Felipe II instrui Alexandre a exilar Olímpia.

Quando Alexandre se recusa a exilar a mãe, Felipe II nomeia o general Antipater como conselheiro do seu filho. Alexandre, que acredita na previsão de que ele é um Deus destinado a morrer jovem, ansiosamente exerce seu poder ao iniciar uma guerra contra as tribos locais. Em 356 a.C., quando Demóstenes e o filósofo Ésquines debatem publicamente o legado da guerra de Felipe II, Alexandre visita o acampamento do pai para se juntar ao ataque em Atenas, mas sente-se ofendido pelo romance de Felipe II com Eurídice, a sobrinha do general Átalo. Felipe II repreende seu filho por erigir estátuas dedicadas à sua própria imagem, desnudando suas tribos de guerreiros em potencial. Mesmo assim, ele lhe dá o comando de um regimento que irá atacar o exército ateniense.

Apesar das reservas de Alexandre em relação a seu pai, ele salva sua vida durante a vitoriosa batalha de Queroneia e é saudado como um herói. Temendo ser assassinado e na esperança de salvar Atenas da destruição, Felipe II envia Alexandre para organizar um tratado de paz. Em Atenas, Alexandre encontra Demóstenes, Ésquines e o General Memnon, ocasião em que se sente atraído por Barsine, a esposa do general. Embora relutante, Demóstenes assina o Tratado que faz de Atenas parte do Império de Felipe II, apesar de sua crença de que os atenienses teriam perdido sua liberdade. Quando Alexandre retorna à Pella, ele toma conhecimento de que seus pais haviam se divorciado. Ressentido, ele obedientemente assiste ao casamento do pai com Eurídice, embora discuta com ele depois.

Durante a cerimônia do casamento, o General Átalo sugere que Alexandre é ilegítimo. Furioso, Alexandre o agride e deprecia o pai quando ele, embriagado, tenta parar com a luta. Em seguida, ele acorda a mãe e insiste para que os dois saiam de Pella imediatamente. Meses depois, quando Eurídice dá à luz um filho, Felipe II perdoa e dá as boas vindas aos exilados, incluindo Olímpia e Alexandre, que é promovido a Comandante do Exército. No entanto, Felipe II expulsa os amigos próximos do filho, dentre eles Pausanias, Hárpalo, Ptolomeu, Nearcos, por acreditar que eles o incitam à deslealdade. Naquela noite, Alexandre ouve sua mãe insinuar-se para um bêbado e amargurado Pausanias, ao dizer-lhe que ele seria famoso se matasse Felipe.

No dia seguinte, durante uma cerimônia religiosa, Pausanias assassina Felipe e é morto por Alexandre. Em seguida, ele se apresenta ao exército de seu pai, que tem o direito de indicar o novo Rei, e se compromete a continuar a missão de conquistar a Pérsia. Alexandre herda o trono e reivindica a lealdade de todos os estadistas gregos, exceto o General Memnon, que rejeita a presença de Alexandre em Atenas. Dois outros estadistas rebeldes são apedrejados até a morte sob as ordens de Alexandre. Eurídice comete suicídio e Alexandre é informado que Olímpia matou a filha de Eurídice.

Na primavera de 334 a.C., Alexandre leva seu exército através da Ásia e começa a preparar o seu caminho para a Pérsia. O General Memnon, no entanto, agora um conselheiro do imperador persa Dario, insiste em confrontar o exército de Alexandre em Grânico. Certa manhã, Barsine, que é persa e grega, pede ao marido que evite a batalha, mas Memnon acredita que ela está apaixonada por Alexandre. O exército macedônio vence a primeira batalha e, depois de um novo encontro, Memnon e seus homens são mortos. Em seguida, Alexandre aprisiona qualquer grego que se opõe a ele e Barsine torna-se sua amante.

Quando Alexandre recebe pergaminhos provando que Demóstenes lhe traiu com o imperador Dario, ele é aconselhado a voltar à Atenas e forçar a lealdade dos atenienses, sem o que ninguém acreditará que eles possam sair vencedores na Pérsia. Assombrado pelas memórias de seu pai, no dia seguinte, ele desfaz a frota e concede a liberdade de escolha entre voltarem para casa ou ficarem e lutarem em seu exército. Em seguida, o imperador Dario envia uma mensagem menosprezando Alexandre e exigindo que ele se retire. Em vez disso, Alexandre focaliza sua atenção em matar o imperador Dario em batalha, sabendo que os persas não lutarão sem seu comandante. Seu plano é parcialmente bem-sucedido quando o imperador é ferido, embora consiga escapar.

Alexandre adota a família do imperador Dario, que ele encontra num acampamento, enquanto o imperador e um pequeno grupo continuam a fugir até que seus homens se amotinam e o matam. Mais tarde, Alexandre encontra uma carta no corpo de Dario, na qual o Imperador o chama de filho e pede-lhe para que se case com sua filha Roxane e, assim, fundir seus países. Apesar de sua vitória, Alexandre anseia por um poder ainda maior. Assim, ele lidera seu exército para a Índia e pede que até mesmo seus amigos o tratem como um Deus. Quando seu amigo Filotas é ouvido queixando-se de que sua ambição o leva ao derramamento de sangue, ele e seu pai aparecem mortos. Tal fato faz com que a amargura se espalhe entre os amigos mais leais de Alexandre.

Quando Cleito, seu aliado mais dedicado, furiosamente o confronta e o acusa de auto-engrandecimento e deslealdade, Alexandre o esfaqueia pelas costas com uma lança e, em seguida, chora sobre seu corpo. Exausto e desiludido, ele marcha com suas tropas de volta à Macedônia. Em Susa, um renovado Alexandre compromete-se a conquistar os corações da humanidade, ao invés de seus territórios, e se casa com Roxane numa cerimônia unindo gregos e persas. Após a cerimônia, ele faz um brinde à sua família e amigos, bem como, reza pela paz. Em seguida, ele cai e, em seu último suspiro, pede à Barsine que permita que seu corpo desapareça no Rio Eufrates, a fim de que as pessoas acreditem que ele era um Deus.

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Comentários

Escrito e dirigido pelo cineasta norte-americano Robert Rossen, “Alexandre Magno” é um filme épico produzido pelas empresas C.B. Films S.A. e Rossen Films em 1956. Embora não possa ser considerado entre os melhores trabalhos de Rossen, o filme não deixa de ser interessante, principalmente em sua primeira metade.

Rodado na Espanha e com ótimas atuações de Richard Burton, Fredric March e Claire Bloom, as cenas de batalhas deixam a desejar. Por outro lado, merecem elogios a fotografia de Robert Krasker e o figurino a cargo de David Ffolkes.

CAA