Filmes por gênero

JEZEBEL (1938)

Jezebel
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Jezebel, a Insubmissa (Portugal)
L'insoumise (França, Suiça)
La figlia del vento (Itália)
Jezabel, la tempestuosa (Argentina)
Jezebel - Die boshafte Lady (Alemanha)
Skandalen kring Julie (Suécia)
Een gevaarlijke vrouw (Holanda)
Jezebel - Dzieje grzesznicy (Polônia)
Иезавель (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: William Wyler
Roteiro: Clements Ripley, Abem Finkel, John Huston
Produção: William Wyler
Música Original: Max Steiner
Música Não Original: Frédéric Chopin
Direção Musical: Leo F. Forbstein
Fotografia: Ernest Haller
Edição: Warren Low
Direção de Arte: Robert M. Haas
Figurino: Orry-Kelly
Guarda-Roupa: Bert Soter, Ida Greenfield
Maquiagem: Karl Herlinger
Efeitos Sonoros: Robert B. Lee
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 1952

Elenco

Bette Davis Julie Marsden
Henry Fonda Preston Dillard
George Brent Buck Cantrell
Margaret Lindsay Amy Bradford
Donald Crisp Dr. Livingstone
Fay Bainter Tia Belle
Richard Cromwell Ted
Henry O'Neill General Bogardus
Spring Byington Sra. Kendrick
John Litel Jean La Cou
Gordon Oliver Dick Allen
Janet Shaw Molly Allen
Theresa Harris Zette
Margaret Early Stephanie Kendrick
Irving Pichel Huger
Eddie Anderson Gros Bat
Georges Renavent De Lautruc
Trevor Bardette Xerife
Al Bridge Xerife em Nova Orléans
Davison Clark Auxiliar do Xerife
Ann Codee Madame Poulard
Georgia Caine Sra. Petion
Stuart Holmes Médico, no duelo
Fred Lawrence Bob
Jacques Vanaire Durette

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Atriz (Bette Davis)

Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Fay Bainter)

Festival Internacional de Veneza, Itália

Menção Especial (William Wyler)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme

Oscar de Melhor Fotografia (Ernest Haller)

Oscar de Melhor Trilha Sonora (Max Steiner)

Festival Internacional de Veneza, Itália

Copa Mussolini de Melhor Filme Estrangeiro (William Wyler)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em 1850 na cidade de Nova Orleans, Julie Marsden, uma obstinada sulista, acha-se noiva de Preston Dillard, um proeminente banqueiro da cidade, igualmente de temperamento forte. A luta deles pela supremacia no relacionamento chega ao auge na noite do tradicional baile em que as mulheres não casadas usam branco, mas a desafiadora Julie insiste em vestir vermelho.

Preston fica chocado com essa insistência, mas termina concordando em acompanhá-la. Julie começa a lamentar sua decisão, mas ele a força a dançar e depois termina o noivado. Não acreditando, ela espera por Preston para pedir-lhe desculpas, mas ele se mantém irredutível e parte em viagem de trabalho para o Norte. Quando ele volta, ela se humilha diante dele a pedir perdão, mas já é tarde demais. Ele havia se casado com uma nortista, Amy Bradford, e pede à Julie que aceite sua esposa sem ressentimentos.

A crescente ameaça de febre amarela em Nova Orleans faz com que Julie e sua tia Belle se mudem para o interior, onde têm uma plantação. Lá, elas se divertem com os Dillards, com o irmão mais novo de Preston, Ted, e com um dos persistentes pretendentes de Julie, o rebelde Buck Cantrell. Durante o jantar, Preston e Buck discutem política, mas Preston é chamado da cidade e é Ted quem termina o debate num duelo com Buck. Este é morto, e Preston é derrubado pela febre. Com a ajuda de seu empregado, Gros Bat, Julie vai à cidade onde o Dr. Livingstone lhe diz que Preston precisa ir para o leprosário e ficar em quarentena.

Amy, acompanhada de Ted e da tia Belle, segue Julie, e como esposa de Preston, insiste em ir com ele. Num confronto final, Julie convence Amy que seu desconhecimento em relação aos costumes sulistas pode significar a morte de ambos. Amy concorda, e Julie termina acompanhando Preston quando vêm buscá-lo.

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Comentários

“Jezebel” é um daqueles magníficos filmes dos anos 30 que não se tornam ultrapassados com o passar dos anos. Baseado numa peça de Owen Davis e realizado pelo grande cineasta William Wyler, o filme se destaca em diversos quesitos a começar pela própria e correta direção de Wyler. Encontrando-se no alto de sua forma, o diretor contou ainda com a ajuda do fotógrafo Ernest Haller, do figurinista Orry-Kelly, da trilha sonora de Max Steiner, do diretor-assistente Walter Huston e de um elenco de primeira grandeza. Bette Davis e Henry Fonda, por exemplo, estavam no auge de suas carreiras quando apareceram em “Jezebel”.

Em seu trabalho, Wyler consegue reproduzir com êxito a atmosfera do que era o sul americano na época em que se desenvolve a trama. Alguns críticos de cinema chegam a dizer que ele teria incorporado alguns elementos utilizados por David O. Selznick em “E o Vento Levou”, o que não é verdadeiro, pois “Jezebel” é anterior ao filme de Selznick.

O filme nos brinda com um grande número de momentos inesquecíveis como, por exemplo, aquele em que Julie e Pres vão sendo progressivamente deixados sozinhos no meio do salão de baile.

De cinco indicações ao Oscar, inclusive a de Melhor Filme, “Jezebel” amealhou duas estatuetas, uma das quais para Bette Davis, como Melhor Atriz.

CAA