Filmes por gênero

O ÓDIO É CEGO (1950)

No way out
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Falsa acusação (Portugal)
La porte s'ouvre (França, Bélgica)
Un rayo de luz (Espanha)
El odio es ciego (Chile)
Uomo bianco tu vivrai! (Itália)
Der Haß ist blind (Alemanha, Austria)
Ingen väg ut (Suécia)
Geen uitweg (Holanda)
Bez wyjscia (Polônia)
Выхода нет (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, Filme Noir
Direção: Joseph L. Mankiewicz
Roteiro: Joseph L. Mankiewicz, Lesser Samuels
Produção: Darryl F. Zanuck
Música Original: Alfred Newman
Fotografia: Milton R. Krasner
Edição: Barbara McLean
Direção de Arte: Lyle R. Wheeler, George W. Davis
Figurino: Travilla
Guarda-Roupa: Charles Le Maire
Maquiagem: Ben Nye
Efeitos Sonoros: Roger Heman Sr., Bernard Freericks
Efeitos Especiais: Fred Sersen
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 1954

Elenco

Richard Widmark Ray Biddle
Linda Darnell Edie Johnson
Sidney Poitier Dr. Luther Brooks
Stephen McNally Dr. Dan Wharton
Stanley Ridges Dr. Sam Moreland
Harry Bellaver George Biddle
Dick Paxton Johnny Biddle
Amanda Randolph Gladys
Mildred Joanne Smith Cora Brooks
Ossie Davis John Brooks
Ruby Dee Connie Brooks
Dots Johnson Lefty Jones
Bert Freed Rocky Miller
Wade Dumas Jonah
Robert Adler Assistente policial
Charles J. Conrad Médico
Eda Reiss Merin Enfermeira
Ann Morrison Enfermeira
Maude Simmons Mãe do Dr. Luther
Betsy Blair Telefonista
Ralph Dunn Sam
Fred Graham Wilson
Ralph Hodges Terry
Thomas Ingersoll Sacerdote
Charles McAvoy Riley
Ernest Anderson Professor
Frank Richards Mac
Ian Wolfe Watkins

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor História e Roteiro (Joseph L. Mankiewicz, Lesser Samuels)

Grêmio dos Roteiristas da América

Prêmio Robert Meltzer (Joseph L. Mankiewicz, Lesser Samuels)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Dr. Luther Brooks, um estagiário que recentemente foi aprovado em seu exame de qualificação para exercer a medicina, é o primeiro médico afro-americano a exercer a profissão no condado em que mora. Por falta de autoconfiança, no entanto, ele pede para trabalhar como um residente júnior por mais um ano. Quando os irmãos Johnny e Ray Biddle são trazidos para a ala prisional do hospital, após serem feridos na perna por um policial, durante uma tentativa de assalto, o Dr. Luther atende inicialmente Johnny, sendo bombardeado com insultos racistas pelo irmão, que cresceu na região do Canal Beaver, marcada por pessoas brancas da classe trabalhadora. Acreditando que Johnny é portador de um tumor cerebral, Dr. Luther faz uma punção, mas ele morre durante o procedimento.

Preocupado que tenha cometido um erro médico, ele consulta Dr. Dan Wharton, o médico-chefe da residência, que admite que um tumor no cérebro era, sem dúvida, uma possibilidade. Sentindo necessidade de provar a precisão de seu diagnóstico, Dr. Luther solicita uma autópsia, mas Dr. Wharton lhe informa que, de acordo com a lei estadual, eles não podem fazer nada sem uma prévia autorização da família do morto. Procurado, Ray se recusa a autorizar a autópsia do irmão, o que faz com que Dr. Wharton procure o Dr. Sam Moreland, chefe do hospital, que preocupado com a possibilidade de um escândalo envolvendo um médico negro vir a prejudicar a reputação do hospital, nega o pedido na esperança de que o incidente venha a ser esquecido.

Ao tomarem conhecimento, através de registros da polícia, de que Johnny era casado, os Drs. Wharton e Luther visitam a viúva, Sra. Edie Johnson, que lhes informa ter-se divorciado dele há um ano e meio, e que odeia toda a sua família. Embora não revele ao Dr. Wharton, sua atitude simpática a convence a procurar Ray para ter informações sobre uma eventual autópsia. Ray lhe diz que Johnny estaria vivo se tivesse sido atendido por um médico branco e que o Dr. Wharton deseja ter uma autópsia para encobrir a verdade sobre as ações do Dr. Luther. Os sentimentos racistas de Edie são revividos por Ray, que foi seu amante, e que a convence de que ela pode compensar seu passado com Johnny, aproximando-se de Rocky Miller, proprietário do clube de Canal Beaver, e lhe falando sobre a morte do ex-marido.

Acompanhada por outro irmão de Ray, George Biddle, que é surdo-mudo, Edie vai até o clube, onde Rocky e seus companheiros planejam atacar a região onde vive a maioria dos negros da cidade. Diante da situação, ela tenta desesperadamente ir embora, mas é impedida por Rocky. Enquanto isso, Dr. Luther chega ao hospital e toma conhecimento de um ataque promovido por Lefty Jones, um ascensorista negro. Ao tentar dissuadi-lo de usar a violência, Lefty o lembra de um caso ocorrido com ele e sua irmã, quando foram severamente espancados. Mesmo assim, Dr. Luther procura outros contatos com a intenção de evitar novos ataques, enquanto Lefty e um grande número de negros, incluindo John Brooks, cunhado do médico, planejam sua estratégia. No clube de Canal Beaver, Edie observa com desgosto os preparativos dos brancos e consegue deixar o local antes que eles sejam surpreendidos com o ataque inesperado dos negros.

Quando as primeiras vítimas começam a chegar ao hospital, o Dr. Wharton é chamado em sua casa. Antes de ele sair, no entanto, uma embriagada Edie chega e ele a deixa aos cuidados de Gladys, sua empregada negra. Apesar de Edie recear que Gladys irá fazer mal a ela por sua conexão com o motim, a empregada a trata com toda ternura. No hospital, o Dr. Luther atende às vítimas até que uma mulher branca lhe ordena para tirar suas mãos negras de seu filho. Atordoado, ele sai e, na manhã seguinte, depois que o Dr. Wharton volta para casa, Cora, a esposa do Dr. Luther, anuncia que o marido, percebendo que as autoridades seriam obrigadas a fazer a autópsia de Johnny Biddle caso ele fosse acusado pelo homicídio, resolveu procurá-las.

Realizada a autópsia, o médico legista confirma que Johnny morreu de um tumor cerebral e que o Dr. Luther agiu corretamente ao fazer a punção.  Dr. Wharton, Cora e Edie vibram de felicidade quando o Dr. Luther é absolvido, enquanto Ray insiste que os médicos estão conspirando para enterrar a verdade. Quando Cora e o marido saem, eles são acompanhados por Edie que, minutos antes, havia denunciado Ray. Por outro lado, quando o Dr. Wharton comenta com o legista que vai sair da cidade para um merecido descanso, Ray e George subjugam o guarda da polícia e fogem.

Quando Edie retorna ao apartamento dela, ela encontra Ray e George a esperá-la. Ray, cuja perna se acha sangrando muito, bate nela e a obriga a telefonar para o Dr. Luther pedindo-lhe para que vá se encontrar com o Dr. Wharton na casa dele. Em seguida, Ray deixa George cuidando para que Edie não fuja e avisa que vai matar Dr. Luther. Aumentando o volume de seu rádio sem que George perceba, Edie faz com que seus vizinhos arrombem a porta de seu apartamento e, em seguida, pede ajuda aos guardas da ala prisional do hospital.

Enquanto isso, ao entrar na casa do Dr. Wharton, o Dr. Luther é surpreendido com a presença de Ray, que lhe aponta uma arma e grita insultos racistas. No entanto, logo depois, Edie chega e tenta impedir Ray de matar o médico. Sua primeira reação é a de desligar as luzes da casa, ocasião em que Ray atira. Embora ferido no ombro, o Dr. Luther pega a arma de Ray quando este desmaia com as dores na perna que continua a sangrar. Friamente, Edie pede para que o médico deixe o bandido sangrar até o fim, mas ele responde que não pode deixá-lo morrer simplesmente por causa de seu racismo e improvisa um torniquete até que uma sirene anuncia a chegada da polícia.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Joseph L. Mankiewicz , com base em um roteiro por ele escrito juntamente com Lesser Samuels, “O Ódio é Cego” é um ótimo filme ‘noir’ produzido pela Twentieth Century Fox Film Corporation em 1950. Sua trama fala de um drama social marcado por racismo e preconceito.

Partindo de um roteiro bastante original e inteligente, Mankiewicz nos brinda com um belo trabalho na direção, marcado por ótimos diálogos. Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro, o filme perdeu a famosa estatueta para “A Malvada”, do próprio Mankiewicz.

No elenco, Richard Widmark e Sidney Poitier brilham nos papéis principais. Aliás, o filme marca a estreia de Poitier no cinema. Com atuações bastante convincentes, destacam-se ainda Linda Darnell e Amanda Randolph, esta última no papel da empregada negra.

CAA