Filmes por gênero

UMA AVENTURA NA ÁFRICA (1951)

The African Queen
imagem

Ficha Técnica

Outros Títulos: A raínha africana (Portugal)
La reine africaine (França, Bélgica)
La Regina d'Africa (Itália)
La reina de África (Espanha)
La reina africana (Argentina, México, Venezuela)
Afrikas drottning (Suécia)
Afrykanska królowa (Polônia)
Африканская королева (União Soviética)
Pais: Reino Unido, Estados Unidos
Gênero: Aventura, Romance
Direção: John Huston
Roteiro: John Huston, James Agee
Produção: Sam Spiegel
Música Original: Allan Gray
Fotografia: Jack Cardiff
Edição: Ralph Kemplen
Direção de Arte: Wilfred Shingleton
Figurino: Connie De Pinna
Guarda-Roupa: Doris Langley Moore, Vi Murray
Maquiagem: George Frost
Efeitos Sonoros: Eric Wood, John Mitchell
Efeitos Especiais: Cliff Richardson
Nota: 9.1
Filme Assistido em: 1953

Elenco

Humphrey Bogart Charlie Allnut
Katharine Hepburn Rose Sayer
Robert Morley Rev. Samuel Sayer
Peter Bull Capitão do Louisa
Theodore Bikel 1º Oficial
Walter Gotell 2º Oficial
Peter Swanwick 1º Oficial do Shona
Richard Marner 2º Oficial do Shona
John von Kotze Oficial alemão
Errol John .
Gerald Onn .

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Ator (Humphrey Bogart)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Atriz (Katharine Hepburn)

Oscar de Melhor Direção (John Huston)

Oscar de Melhor Roteiro (John Huston, James Agee )

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Atriz Estrangeira (Katharine Hepburn)

Prêmio de Melhor Ator Estrangeiro (Humphrey Bogart)

Prêmio de Melhor Filme (Estados Unidos)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Direção (John Huston)

Prêmio de Melhor Atriz (Katharine Hepburn)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Na pequena aldeia de Kung Du, situada na África Oriental Alemã, Rose Sayer é uma mulher solteira que vive com o irmão, o missionário Rev. Samuel.  Nos serviços dominicais, enquanto ele prega a palavra de Deus para os nativos, ela toca órgão.

Certo dia, em mais uma de suas paradas de rotina, chega ao local o "African Queen", um pequeno barco a vapor de pouco mais de 3 metros de comprimento, conduzido por seu proprietário, Charlie Allnut, um beberrão que faz transporte da correspondência e de suprimentos para a região.  Charlie comenta que uma guerra de grandes proporções eclodiu, envolvendo principalmente a Alemanha, a Inglaterra e a França e, por conseqüência, eles não se acham em segurança por estarem numa região dominada por alemães.

Pouco depois que o "African Queen" deixa a aldeia, um pelotão de soldados alemães chega ao local e ateia fogo nas cabanas dos nativos.  O missionário e sua irmã saem ilesos, mas o Rev. Samuel, abatido, não consegue viver por muito tempo.  Ele morre na manhã em que Charlie retorna à aldeia.  Ao tomar conhecimento do ocorrido, ele ajuda Rose a enterrar o irmão e, em seguida, a convida para fugir no "African Queen", enquanto ainda há tempo.  Sem alternativas, Rose embarca na pequena embarcação, numa aventura imprevisível.  Na opinião dela, o único meio para retornar à Inglaterra e ajudar no esforço de guerra, é enfrentar as traiçoeiras corredeiras dos rios Ulanga e Bora, a fim de alcançar o grande lago da África Central.  Charlie é contra essa idéia por considerá-la suicida, pois além dos alemães darem tudo para pôr as mãos em seu carregamento, que inclui explosivo plástico e cilindros de oxigênio e hidrogênio, eles estarão navegando em território inimigo e, pior que tudo, o grande lago está sendo patrulhado por um grande navio de guerra alemão, o "Louisa".  A insistência de Rose é tamanha que Charlie termina aderindo a seu plano.

Os dois iniciam a descida dos rios e, ajudando-se mutuamente, em pouco tempo forma-se um forte laço de confiança e amizade entre eles.  Depois de enfrentarem as primeiras corredeiras, deparam-se com o Forte Shona, ocupado pelos alemães.  Sob fogo cerrado, conseguem passar pelo Forte graças à forte correnteza e ao fato da posição do sol ofuscar a visão dos soldados inimigos. A seguir, enfrentam a pior de todas as corredeiras, mas a sorte continua com eles.  Ao atingirem as águas calmas do rio, eles se abraçam e se beijam de tanta alegria.  A admiração e a afeição que um passa a ter pelo outro evolui rapidamente para um sentimento mais profundo, que os leva à sua primeira noite juntos.  As dificuldades continuam até que, um dia, acordam nas águas do Grande Lago.  Ao olharem para o horizonte, avistam o "Louisa" vindo em sua direção.  No entanto, o barco alemão passa e não os vê.

Com o material explosivo que carregam, eles improvisam dois torpedos com a idéia de jogarem o "African Queen" contra o "Louisa", quando este retornar em sua patrulha, tendo o cuidado de saltarem na água antes da colisão.  Tudo preparado, aguardam o inimigo que volta após escurecer.  Decididos, partem em direção ao alvo alemão, mas uma forte tempestade os obriga a abandonarem o "African Queen".

Os dois são apanhados pelos alemães e, após serem submetidos a um julgamento sumário, como espiões, são condenados à morte por enforcamento, na manhã seguinte.  Na hora em que são levados para a forca, Charlie faz um último pedido ao comandante alemão: "que antes de serem enforcados, que ele os case".   Atendendo ao seu pedido, o comandante celebra a união deles, declarando-os marido e mulher.  Logo a seguir, ouve-se uma tremenda explosão, levando pânico a todos.  É que o "Louisa" havia colidido com os torpedos do "African Queen" que se achavam semi-submersos.

De uma hora para outra, os recém-casados se vêem nas águas do lago, enquanto o "Louisa" é envolto em chamas.

imagem

Comentários

Adaptado, por John Huston e James Agee, do livro homônimo de C. S. Foster, "Uma Aventura na África" é uma excelente produção anglo-americana.  Magnificamente dirigido por Huston, o filme passa-se na África Oriental em 1914, no início da 1ª Guerra Mundial, e conta a história de duas pessoas de classes e ideologias totalmente diferentes que, ao se verem obrigadas a fugirem dos alemães em um pequeno barco, terminam se respeitando, se admirando e como marido e mulher.

Rodada em plena África, essa apaixonante história de aventura e amor conta com a belíssima fotografia de Jack Cardiff, que tão bem consegue captar as belezas naturais do continente africano, tanto fauna quanto flora.  A música de Allan Gray é um outro ponto alto do filme.

No elenco, Humphrey Bogart e Katharine Hepburn, no ápice de suas carreiras, estão magníficos e demonstram uma perfeita química entre eles.  Ambos indicados ao Oscar, por suas atuações, Bogart conseguiu levar a estatueta, enquanto Hepburn a perdeu para Vivien Leigh por seu trabalho em "Um Bonde Chamado Desejo".

CAA