Filmes por gênero

A DAMA DAS CAMÉLIAS (1936)

Camille
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Margarida Gauthier (Portugal)
Le roman de Marguerite Gautier (França)
Margherita Gauthier (Itália)
Margarita Gautier (Espanha)
La dama de las camelias (Argentina, México, Venezuela)
Die Kameliendame (Alemanha, Austria)
Kameliadamen (Suécia)
Dama kameliowa (Polônia)
Дама с камелиями (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, Romance
Direção: George Cukor
Roteiro: Zoe Akins, Frances Marion, James Hilton
Produção: Bernard H. Hyman, Irving Thalberg
Música Original: Herbert Stothart
Fotografia: Karl Freund, William H. Daniels
Edição: Margaret Booth
Direção de Arte: Cedric Gibbons
Figurino: Adrian
Maquiagem: Harry Thomas
Efeitos Sonoros: Douglas Shearer
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 1952

Elenco

Greta Garbo Marguerite Gautier
Robert Taylor Armand Duval
Lionel Barrymore Sr. Duval
Elizabeth Allan Nichette
Joan Leslie Marie Jeanette
Jessie Ralph Nanine, empregada de Marguerite
Henry Daniell Barão de Varville
Lenore Ulric Olympe
Laura Hope Crews Prudence Duvernoy
Rex O'Malley Gaston
Edwin Maxwell Médico
Marion Ballou Corinne
John Bryan Alfred de Musset
Mabel Colcord Sra. Barjon, a florista
Chappell Dossett Padre
Elsie Esmond Sra. Duval
Russell Hardie Gustave
Sibyl Harris George Sand
Fritz Leiber Jr. Valentin
Barry Norton Emile
June Wilkins Louise

Prêmios

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Atriz (Greta Garbo)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Atriz (Greta Garbo)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em meados do século XIX, em Paris, a bela cortesã Marguerite Gautier é conhecida por todos como "a dama das Camélias", por causa de sua preferência por essas flores. Seus amigos a têm como uma mulher cujo coração é maior que seu bolso. Embora receba dinheiro e joias de seus muitos admiradores, sua extravagância e generosidade são bem maiores. Amiga de Marguerite, Prudence Duvernoy sugere que ela procure um homem abastado que possa bancar todos os seus gastos e, certa noite, faz com que ela conheça o rico Barão de Varville.

Quando Prudence sai à procura do Barão, o jovem e simpático Armand Duval, que se acha apaixonado por Marguerite e vem seguindo-a secretamente por semanas, apresenta-se a ela. Como eles nunca haviam se encontrado, Marguerite pensa que ele é o Barão e imediatamente se sente atraída por sua beleza. Quando é apresentada por Prudence ao verdadeiro Barão de Varville, ela se mostra desapontada, mas percebe que deve sair com ele.

Seis meses mais tarde, Marguerite torna-se amante de Varville. No entanto, quando ele sai em uma viagem de negócios para a Rússia, a saúde frágil de Marguerite não lhe permite acompanhá-lo. Ao participar de um leilão, ela volta a se encontrar com Armand, ocasião em que sua criada, Nanine, lhe diz que ele a procurou todos os dias para ter notícia de sua saúde. Mais tarde, Marguerite o convida para uma festa em sua casa, e quando ela não se sente bem, ele a leva até seu quarto e confessa que continua apaixonado e que deseja cuidar dela.  

Marguerite sente que ele não pertence ao tipo de pessoas como seus amigos e pede-lhe para ir embora, mas lhe dá uma chave que lhe permita retornar mais tarde. No entanto, o Barão volta de sua viagem e, quando Armand retorna para vê-la, encontra a porta trancada. Desanimado, ele procura sua família e pede dinheiro para viajar. O Sr. Duval, um pai amoroso, concorda em dar ao filho o dinheiro que ele quer e, antes de viajar, Armand escreve um bilhete para Marguerite dizendo-lhe que vai embora para esquecê-la.

Ao receber o bilhete, Marguerite vai ao apartamento de Armand. Ao vê-la, ele novamente expressa seu amor e lhe implora para ir para o campo com ele a fim de recuperar sua saúde. Ela aceita sua proposta e parte com ele, sem dizer a ninguém para onde está indo. Durante o verão, eles são muito felizes, até que ela descobre que a propriedade adjacente é de propriedade do Barão.

Depois de vender algumas joias para pagar o casamento de uma jovem amiga e dar-lhe um dote, Marguerite e Armand sonham com seu próprio casamento, mas ela percebe que nunca terá essa felicidade. Perto do fim do verão, Armand escreve ao pai pedindo-lhe o dinheiro de sua herança. Quando o Sr. Duval recebe a carta, ele se mostra preocupado e tenta descobrir o que aconteceu.

Depois de tomar conhecimento sobre Marguerite, ele vai até a casa de campo onde se encontra com ela quando Armand se acha ausente. O Sr. Duval logo percebe que os dois se amam verdadeiramente, mas a convence de que seu relacionamento só trará desgraça e infelicidade para seu filho. Quando Armand volta à noite, Marguerite lhe diz que vai voltar para o Barão e, em seguida, deixa a casa de campo.

O Barão recebe Marguerite de volta, mas agora se mostrando menos amoroso e generoso. De volta à Paris, ela retoma sua antiga vida, mas arruína sua saúde. Em pouco tempo, ela se mostra cheia de dívidas, bastante doente, sem esperança de recuperação. Com a ajuda de Nanine, ela escreve para Armand, mas antes de terminar a carta, ele chega. Ao vê-la tão doente, ele propõe levá-la de volta para o campo a fim dela se recuperar, mas, ao tomá-la em seus braços, ela morre feliz.

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Comentários

Realizado pelo grande cineasta George Cukor, a partir de um roteiro escrito por Zoe Akins, Frances Marion e James Hilton, “A Dama das Camélias” é um excelente filme produzido pela Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) em 1936. Sua trama, baseada num romance de Alexandre Dumas Filho, conta a história de Marguerite Gautier, uma bela cortesã que viveu em Paris em meados do século XIX.

Na direção, Cukor, demonstrando mais uma vez seu completo domínio da câmera, nos brinda com mais um belo trabalho. Na área técnica, merecem ainda ser destacadas a excelente fotografia, a cargo de Karl Freund e William H. Daniels, bem como, o maravilhoso figurino assinado por Adrian.

No elenco, Greta Garbo brilha no papel de Marguerite Gautier, seguida pelas ótimas atuações de Robert Taylor, Lionel Barrymore e Henry Daniell.

Enfim, “A Dama das Camélias” é um filme que será sempre lembrado pela luminosa presença de Greta Garbo e a inspirada direção de George Cukor.

CAA