Filmes por gênero

A RAINHA VIRGEM (1953)

Young Bess
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Amor de Rainha (Portugal)
La reine vierge (França, Bélgica)
La regina vergine (Itália)
La reina virgen (Espanha)
Die Thronfolgerin (Alemanha, Austria)
Hennes kungarike (Suécia)
Mloda Bess (Polônia)
Kongens datter, Elizabeth I (Dinamarca)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Biográfico, Histórico, Drama, Romance
Direção: George Sidney
Roteiro: Jan Lustig, Arthur Wimperis
Produção: Sidney Franklin
Música Original: Miklós Rózsa
Fotografia: Charles Rosher
Edição: Ralph E. Winters
Direção de Arte: Cedric Gibbons, Urie McCleary
Figurino: Walter Plunkett
Maquiagem: William Tuttle, Sydney Guilaroff
Efeitos Sonoros: Douglas Shearer
Efeitos Especiais: Warren Newcombe, A. Arnold Gillespie
Nota: 8.3
Filme Assistido em: 1955

Elenco

Jean Simmons Rainha Elizabeth I (Young Bess)
Stewart Granger Almirante Thomas Seymour
Deborah Kerr Catherine Parr
Charles Laughton Rei Henrique VIII
Kay Walsh Sra. Katherine Ashley
Cecil Kellaway Sr. Parry
Elaine Stewart Ana Bolena
Guy Rolfe Ned Seymour
Kathleen Byron Ann Seymour
Rex Thompson Príncipe Edward / Rei Edward VI
Ann Tyrrell Mary
Robert Arthur Barnaby Fitzpatrick
Ivan Triesault Enviado dinamarquês
Dawn Addams Kate Howard
Noreen Corcoran Elizabeth, quando criança
Lumsden Hare Arcebispo Cranmer
Lester Matthews Sir William Paget
Norma Varden Lady Tyrwhitt
Alan Napier Robert Tyrwhitt
Leo G. Carroll Sr. Mums
John Trueman Yeoman
David Cavendish Conselheiro

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Direção de Arte - Decoração de Cenários (Cedric Gibbons, Urie McCleary, Edwin B. Willis, Jack D. Moore)

Oscar de Melhor Figurino a cores (Walter Plunkett)

Grêmio dos Diretores da América

Prêmio por Direção Excepcional (George Sidney)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em 1558 na Hatfield House, a governanta real, Sra. Katherine Ashley, informa o Sr. Parry, um dos empregados, que recebeu notícias de Londres segundo as quais a rainha Mary, meia-irmã de Elizabeth, está à beira da morte. Alegres com a possibilidade de a jovem herdar o trono da Inglaterra, eles decidem celebrar com um drinque enquanto relembram sua infância:

Após a execução de sua mãe, Ana Bolena, por infidelidade, Elizabeth é exilada na Hatfield House e declarada ilegítima por seu pai, o rei Henrique VIII, perdendo assim o seu lugar na fila para o trono da Inglaterra. Ela é acompanhada por seus fiéis servos, o Sr. Parry e sua governanta, a Sra. Katherine Ashley. Ao longo dos anos, sua posição sobe e cai de acordo com os caprichos de seu pai.

A jovem é convocada periodicamente para ir à Londres a fim de se familiarizar com a última esposa de seu pai. Quando Henrique VIII se casa com sua última esposa, Catherine Parr, a agora adolescente Elizabeth finalmente se rebela contra sua última convocação. No entanto, o simpático Almirante Thomas Seymour a persuade a mudar de idéia, e Elizabeth e Catherine se tornam boas amigas.

Elizabeth também se reencontra com seu meio-irmão Edward, o qual especula que Catherine não deverá ter uma vida longa. Certo dia, em um dos navios de Thomas, Henrique VIII acusa a esposa de heresia ao descobrir que ela havia autorizado a tradução inglesa da Bíblia. Elizabeth sai em defesa da madrasta, o que deixa o rei admirado por seu espírito semelhante ao dele. Pouco depois, Henrique VIII adoece e, em seu leito de morte, pede a Thomas para ter cuidado com seu irmão ambicioso, Ned.

Quando Henrique VIII morre, Elizabeth percebe que se acha apaixonada por Thomas. Enquanto isso, o jovem Edward é coroado rei e Ned Seymour assume o papel de regente do rei, já que este não chegou a atingir a maioridade, pois morreu aos dezesseis anos de idade. Certo dia, Ann, a esposa de Ned, acusa Elizabeth de estar agindo de forma inadequada com Thomas, ocasião em que a princesa lança um tinteiro contra ela e, em seguida, é obrigada a voltar para Hatfield House. No entanto, Thomas faz com que Elizabeth e Catherine se mudem para Chelsea, para irritação de Ned. Uma vez lá, Elizabeth confessa para a Sra. Ashley seus sentimentos para com Thomas, mas esta lhe diz que ele é apaixonado por outra mulher. A jovem nega veementemente essa possibilidade, mas certa noite, ao ouvir a aproximação de um cavalo, ela vê, de sua janela, quando Thomas e Catherine se abraçam. Aproveitando a oportunidade, a Sra. Ashley lhe diz que antes de Henrique VIII decidir se casar com Catherine, esta e Thomas eram secretamente comprometidos.

Elizabeth procura Edward, ocasião em que este reclama do opressivo controle que Ned e Ann exercem sobre ele. Elizabeth insta seu meio-irmão a se defender e lhe dá a ideia de autorizar o casamento entre Catherine e Thomas. Edward apoia o casamento dos dois e oferece mais navios a Thomas. Após uma campanha bem sucedida contra os piratas, a popularidade de Thomas aumenta consideravelmente, despertando o ciúme de Ned.

Certo dia, quando Thomas vai velejar, ele convida Elizabeth e fica impressionado com seus conhecimentos náuticos e seus sonhos de conseguir uma supremacia global para a Inglaterra. O amor não correspondido de Elizabeth para Thomas continua a torturá-la, a ponto dela aceitar um pedido de Ned para que se case com um príncipe dinamarquês. Entretanto, durante um banquete realizado para o enviado dinamarquês, Elizabeth dá uma fugidinha e beija o criado pessoal de Edward, Barnaby Fitzpatrick, esperando que Thomas viesse a tomar conhecimento do ocorrido. No entanto, eles são vistos pelo dinamarquês, que retorna imediatamente para seu país.

Thomas fica furioso com Elizabeth, mas eles se beijam e ela declara seu amor por ele. No dia seguinte, ao tomar conhecimento dos sentimentos da jovem, Catherine a confronta e Elizabeth concorda que é melhor que ela volte para Hatfield House. Pouco tempo depois, Catherine adoece e morre. Um ano mais tarde, Elizabeth aparece na corte durante a celebração do aniversário de Edward. Em particular, o rei lhe diz que Ned interceptou várias cartas de Thomas para ela e a adverte que a vida de Thomas está em perigo. Ao retornar à Hatfield House, Elizabeth descobre que o Sr. Parry e Sra. Ashley foram levados para Londres a fim de serem interrogados.

Certo dia, Thomas procura Elizabeth no meio da noite e os dois conversam até o amanhecer. Pouco tempo depois, a jovem é convocada por Ned, que lhe informa que Thomas foi preso e levado para a Torre de Londres. Na ocasião, ele a acusa de conspirar com Thomas para cometer uma traição, mas Elizabeth, desafiadoramente, o acusa de conspirar para matar o irmão e procura o apoio de Edward. Thomas, no entanto, é executado antes que Edward possa intervir.

Voltando ao presente, a Sra. Ashley diz ao Sr. Parry que está vestida especialmente para participar da cerimônia de coroação da rainha Elizabeth I. Do lado de fora, a multidão aplaude quando Elizabeth vai até a sacada para saudar os seus súditos.

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Comentários

Realizado pelo cineasta George Sidney, a partir de um roteiro escrito por Jan Lustig e Arthur Wimperis, “A Rainha Virgem” é um ótimo filme produzido pela Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) em 1953. Sua trama, baseada num romance de Margaret Irwin, conta a história da Princesa Elizabeth I da Inglaterra até o dia em que ela é coroada Rainha da Inglaterra.

A direção de Sidney é consistentemente boa, apresentando um ótimo ritmo do início ao fim. Os diálogos são inteligentes, dentro de um roteiro muito bem estruturado. A trilha sonora de Miklos Rozsa sublinha as emoções profundas retratadas por Jean Simmons, Stewart Granger e Charles Laughton. Merecem ainda ser destacados os grandes cenários e o belo figurino assinado por Walter Plunkett.

No elenco, Jean Simmons brilha no papel principal, seguida pelas ótimas atuações de Stewart Granger, Charles Laughton, Deborah Kerr e Rex Thompson.

CAA