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SALOMÉ (1953)

Salome
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Salomeea (Romênia)
Salome: Çiplak Rakkase (Turquia)
Саломея (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, Histórico
Direção: William Dieterle
Roteiro: Harry Kleiner
Produção: Buddy Adler, Rita Hayworth
Música Original: George Duning
Direção Musical: Morris Stoloff
Coreografia: Valerie Bettis
Fotografia: Charles Lang
Edição: Viola Lawrence
Direção de Arte: John Meehan
Figurino: Emile Santiago, Jean Louis
Maquiagem: Clay Campbell, Robert J. Schiffer
Efeitos Sonoros: Lodge Cunningham
Nota: 7.4
Filme Assistido em: 1954

Elenco

Rita Hayworth Princesa Salomé
Stewart Granger Soldado romano
Charles Laughton Rei Herodes
Judith Anderson Rainha Herodias
Cedric Hardwicke Tibério César
Alan Badel João Batista
Basil Sydney Pôncio Pilates
Maurice Schwartz Ezra, conselheiro do rei
Arnold Moss Micha, conselheiro da rainha
Rex Reason Marcellus Fabius
Michael Granger Capitão Quintus
Mickey Simpson Capitão da Guarda de Herodes
Carlo Tricoli Membro do Conselho de Herodes
Ray Beltram Membro do Conselho de Herodes
Merrill McCormick Membro do Conselho de Herodes
Franz Roehn Membro do Conselho de Herodes
Joe Sawaya Membro do Conselho de Herodes
David Wold Membro do Conselho de Herodes
Barry Brooks Guarda romano
Eduardo Cansino Guarda romano

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Na província da Galiléia, sob o governo de Tibério César, o Rei Herodes e a Rainha Herodíades sentam-se no trono e são condenados por um profeta conhecido como João Batista. Ela se ressente da denúncia do profeta, que a considera adúltera por ter se casado com o rei, irmão de seu ex-marido. Herodes, no entanto, não toma qualquer providência contra a pregação de João Batista, temendo que ele seja o Messias anunciado. Em Roma, Tibério nomeia Pôncio Pilatos como governador da Judéia, com a principal missão de manter a paz.

Quando seu sobrinho Marcellus Fabius pede permissão para se casar com a bela filha de Herodíades, a Princesa Salomé, César rejeita seu pedido lembrando-o que ele deve se casar com uma jovem romana e não com uma bárbara. Por outro lado, Salomé é banida de Roma e escoltada para a Galiléia no mesmo navio em que Pôncio Pilatos viaja, apesar de ter vivido em Roma a maior parte de sua vida. Durante a viagem, ela encontra Cláudio, um soldado romano designado para trabalhar no palácio de Herodes. Ele se mostra interessado nela, mas ela permanece distante. Quando ela lhe pede água potável para tomar seu banho, ele traz água do mar e aproveita a ocasião para lhe dar um longo beijo, ganhando uma tapa no rosto.

Ao chegarem à Judéia, Salomé e sua escolta, liderada por Cláudio, se deparam com uma multidão que está sendo batizada por João Batista à beira de um rio. Cláudio, secretamente convertido à nova religião, salva o profeta quando ele é atacado por pregar contra Roma. Naquela noite, ele deixa o acampamento e visita João Batista, ocasião em que este lhe pede para não voltar a arriscar sua vida por ele.

No dia seguinte, no palácio, Herodíades recebe com alegria a notícia da chegada de sua filha, mas se mostra preocupada com as intenções lascivas do rei, que se maravilha com a beleza da jovem. Ao procurar seu conselheiro, este lhe diz que ela pode usar o desejo do rei em seu próprio benefício, já que ela está presa em um casamento sem amor e deseja preservar o trono para sua filha. À noite, durante um jantar formal de boas-vindas ao novo Governador, chega a notícia de que João Batista chegou à cidade. Para espanto de Pilatos e Herodíades, ao invés de tomar qualquer ação, Herodes continua a bajular Salomé. Por outro lado, esta se mostra intrigada com o medo que sua mãe tem de João Batista e permanece cética quando Cláudio revela que acredita ser João Batista um profeta.

Algumas noites depois, disfarçada com vestes simples, Salomé vai até um mercado para ouvir João Batista falar para uma multidão. Quando o profeta condena Herodíades por ignorar a lei, como uma adúltera, ela defende a mãe. Ao retornar ao palácio, Salomé procura a mãe, a quem sugere que deixe o rei, mas esta revela que só está com Herodes para garantir-lhe a herança do trono. Chateada, a jovem suplica a Cláudio que prenda João Batista para tranquilizar sua mãe. Embora ela o cubra de beijos românticos, o soldado se nega a atendê-la, alegando que não tem autoridade para tanto, deixando-a magoada e decepcionada.

Desesperada para acabar com acusações públicas de João Batista, Herodíades contrata um assassino para acabar com o profeta durante seu próximo sermão, mas Cláudio, disfarçado como se fosse um pastor local, intervém e exige que o assassino seja levado à presença do rei. Embora o homem se recuse a confessar, Herodes percebe que Herodíades está por trás do atentado e decide que João Batista seja trazido à sua presença.

No dia seguinte, a detenção do profeta agita o povo, e Salomé, acreditando que Cláudio é o responsável por sua prisão, fica contente. Na Câmara dos Ministros, João Batista declara que ele não é o Messias e que prega apenas a verdade, mas sob a coerção de Herodes, o profeta é declarado culpado. Em particular, o rei se oferece para salvar a vida de João Batista se ele parar com suas denúncias, mas este se recusa e é preso. Ao tomar conhecimento do ocorrido, Cláudio suplica a Herodes que liberte João Batista sob a alegação de que sua prisão terá, como consequência, a revolta do povo. Quando o rei se recusa a atendê-lo, o policial vai à Jerusalém para uma audiência com Pilatos.

Na audiência, Cláudio diz a Pilatos que uma rebelião na Galiléia pode se espalhar por outras províncias, mas o governador da Judéia quer João Batista morto. Como o policial insiste na liberdade do profeta, Pilatos percebe que ele se converteu à nova religião. Entretanto, devido à sua longa amizade, o governador não o prende, mas ordena que ele volte para Roma no próximo navio. Pouco tempo depois, Cláudio ouve falar de um milagreiro em Belém e viaja para conhecê-lo. Ao chegar lá, ele testemunha um sermão e a cura de doentes proporcionados por um carpinteiro que vem ganhando reputação no campo. Em seguida, ele retorna ao palácio de Herodes, onde Salomé corre para cumprimentá-lo com um abraço em lágrimas. Enquanto isso, Herodíades observa ansiosamente a agitação pública crescente pela libertação de João Batista e se mostra disposta a tudo para calar a boca do profeta.

Horrorizada, Salomé procura Cláudio, que a leva até a cela de João Batista e descreve como o carpinteiro ressuscitou um homem que havia morrido. Ao ouvir o relato do soldado, João Batista declara que o carpinteiro é o Messias profetizado. Na ocasião, Salomé confessa seus pecados e o profeta a abençoa. Em seguida, Cláudio diz à Salomé que arriscará seu posto para libertar João Batista, mas ela insiste que, naquela noite, irá dançar para Herodes e aproveitará a ocasião para solicitar sua liberdade.

No entanto, à noite, enquanto Salomé dança, Herodes diz à Herodíades que fará qualquer coisa por ela, uma vez que está muito contente com o espetáculo. Herodíades aproveita a oportunidade para lhe pedir a cabeça de João Batista e seu conselheiro, Micha, rapidamente leva um carrasco até a cela onde se encontra o profeta. Apesar da reação de Cláudio, Micha e seus homens conseguem pegar João Batista, que em seguida é decapitado antes de Salomé terminar sua dança. A cabeça do profeta é colocada numa bandeja de prata e entregue à Herodíades. Ao tomar conhecimento do ocorrido, Salomé, horrorizada, denuncia sua mãe, que planejou e ordenou a execução de João Batista e, em seguida, foge com Cláudio para o interior onde, convertidos ao cristianismo, assistem Cristo proferir o Sermão da Montanha sobre as bem-aventuranças.

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Comentários

Realizado pelo cineasta William Dieterle, a partir de um roteiro escrito por Harry Kleiner, “Salomé” é um bom drama histórico produzido pelas Columbia Pictures Corporation e The Beckworth Corporation em 1953. Sua trama, baseada numa história escrita por Jesse Lasky Jr. e Harry Kleiner, gira em torno dos personagens que, de alguma forma, estiveram envolvidos na morte do profeta bíblico João Batista.

Embora longe de ser comparado aos inesquecíveis “Ben Hur” e “Spartacus”, o filme merece ser visto por tratar de uma importante passagem do início do cristianismo. Seu clímax ocorre quando Salomé se apresenta para o Rei Herodes dançando a “Dança dos Sete Véus”.

No elenco, Charles Laughton e Judith Anderson brilham respectivamente nos papeis do Rei Herodes e da Rainha Herodíades, seguidos por Rita Hayworth no papel principal.

CAA