Filmes por gênero

A GARDÊNIA AZUL (1953)

The Blue Gardenia
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Ficha Técnica

Outros Títulos: La femme au gardénia (França, Bélgica)
Gardenia blu (Itália)
Gardenia - Eine frau will vergessen (Alemanha)
Blå gardenia (Suécia)
Blekitna gardenia (Polônia)
Sininen gardenia (Finlândia)
Gardenia (Austria)
Синяя гардения (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Filme Noir, Suspense, Crime, Drama
Direção: Fritz Lang
Roteiro: Charles Hoffman
Produção: Alex Gottlieb
Música Original: Raoul Kraushaar
Fotografia: Nicholas Musuraca
Edição: Edward Mann
Direção de Arte: Daniel Hall
Figurino: Izzy Berne, Maria P. Donovan
Maquiagem: Gene Hibbs, James R. Barker
Efeitos Sonoros: Ben Winkler
Efeitos Especiais: Willis Cook
Nota: 8.2
Filme Assistido em: 1954

Elenco

Anne Baxter Norah Larkin
Richard Conte Casey Mayo
Ann Sothern Crystal Carpenter
Raymond Burr Harry Prebble
Jeff Donnell Sally Ellis
Richard Erdman Al
George Reeves Sam Haynes, Capitão da Polícia
Ruth Storey Rose Miller
Ray Walker Homer
Nat 'King' Cole Ele próprio
Frank Ferguson Repórter embriagado
Celia Lovsky May
Gail Bonney Policial
Jess Kirkpatrick Detetive
Lela Bliss Srta. Stanley
Norman Leavitt Bill
Robert Bice Policial
Marjorie Stapp Policial feminina
Robert Shayne Médico
Tommy Lee Garçom
Carl Sklover Fotógrafo

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em Los Angeles, ao escrever uma reportagem sobre as operadoras de telefonia, o colunista Casey Mayo vai até a Companhia Telefônica, onde encontra o desenhista e artista Harry Prebble a fazer o esboço de Crystal Carpenter, uma das operadoras. Conhecido como um mulherengo, Prebble tenta em vão marcar um encontro com Crystal, que é divorciada, mas esta decide sair com suas colegas de trabalho e de apartamento, Norah Larkin e Sally Ellis.

Naquela noite, Norah resolve passar seu aniversário sozinha. No apartamento, ela lê uma carta de seu noivo, um soldado que está lutando na Coréia, na qual ele comunica o fim do noivado, pois decidiu casar-se com outra mulher. Chocada, ela atende ao telefone e aceita o convite de Prebble para jantar com ele no restaurante “Blue Gardenia”. Na realidade, o playboy acreditava que seu convite estava sendo feito à Crystal.

Durante o jantar, Prebble dá bastante bebida à Norah, compra-lhe um buquê de gardênias, enquanto ouvem o pianista e cantor Nat ‘King’ Cole interpretar a música “Blue Gardenia”. Quando nota que ela já começa a mostrar os efeitos da bebida, ele usa de seu charme e a leva para seu apartamento-studio. Lá, ao tentar forçá-la, ela bate nele com um atiçador e sai correndo bêbada e confusa, deixando para trás seus sapatos. Na manhã seguinte, ela acorda com uma forte ressaca, lembrando-se muito pouco do que fizera na noite anterior. Entretanto, ao ler no jornal a notícia sobre o assassinato de Prebble, fica com receio de ser a responsável por tal crime.

A investigação policial, a cargo do Capt. Sam Haynes, é dificultada com atitudes da governanta de Prebble, como apagar impressões digitais e arrumar o Studio. Assim, as únicas pistas de Haynes são um par de sapatos femininos, um lenço de rendas e um disco no prato da vitrola, que ainda estava girando quando de sua chegada ao local. Enquanto isso, Casey se interessa pelo caso e aparece no Studio de Prebble, onde Haynes toca o disco para ele.

De volta ao jornal, ele publica uma carta aberta dirigida à assassina, que ele apelida de “Gardênia Azul”, na qual a convida a vir contar sua história em troca da melhor defesa legal possível, totalmente bancada pelo jornal. Enquanto isso, o nervosismo de Norah é notado por Crystal e Sally que, no entanto, acreditam que se trate de uma conseqüência do fim de seu noivado.

Em sua investigação pessoal, Casey toma conhecimento que, na noite do crime, Prebble estivera no restaurante Blue Gardenia em companhia de uma loura vestida de preto. Ao ler tal notícia na coluna de Casey, Norah queima seu vestido, mas depois, tarde da noite, decide entrar em contato com o colunista através de um telefone público. Após afirmar que está telefonando por cor conta de uma amiga, Norah concorda em encontrá-lo para um jantar, ocasião em que explica que sua amiga só se lembra de um atiçador com o qual se defendeu dos seus avanços, enquanto a vitrola tocava "Blue Gardenia". Casey se vê atraído por Norah, mas esconde seus sentimentos e lhe pede para que consiga fazer com que sua amiga venha jantar com ele no dia seguinte.

Ao voltar para casa, Norah encontra Crystal convicta de que ela se acha de alguma forma ligada ao famoso assassinato e, no dia seguinte, a acompanha ao tal jantar. Casey se surpreende quando Nora lhe diz ser a “Gardênia Azul”. Por outro lado, ela percebe que a ajuda prometida em sua carta aberta nada mais foi do que uma armadilha para obter uma história. Ela se retira, mas é presa por Haynes e seus homens que haviam sido avisados por Bill, um funcionário do restaurante.

Ao se achar no aeroporto à espera de um vôo, Casey reconhece a música que está sendo tocada no saguão como aquela encontrada na vitrola de Prebble, lembrando-se que Norah lhe havia dito que a música que ouvira quando esteve no Studio foi “Blue Gardenia”. Ele entra em contato com Haynes e, juntos, vão à loja onde Prebble comprou o disco encontrado pela polícia. Rose, uma jovem funcionária da loja, que era obcecada por Prebble, ao achar que os policiais vieram prendê-la, tenta o suicídio.

Mais tarde, no hospital, ela confessa que esteve no Studio de Prebble naquela noite, onde ao ver um par de sapatos femininos, um lenço de rendas e um disco no prato da vitrola, percebeu que ele estava se encontrando com alguém. Continuando, revela que ele tentou acalmá-la, mas que num ataque de ciúmes, ela o matou.

Norah é libertada, mas não quer qualquer aproximação com Casey, que deseja fazer as pazes. No entanto, Crystal aconselha-o a não desistir, pois tem certeza que os dois terão um futuro juntos.

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Comentários

Baseado numa história de Vera Caspary, que também escreveu “Gilda”, de 1946, e com roteiro de Charles Hoffman, “A Gardênia Azul” é um agradável filme americano dos anos 50. Embora não se trate de um filme genuinamente noir, essa realização do grande cineasta Fritz Lang apresenta várias de suas passagens com todas as características desse gênero cinematográfico.

A exemplo de “Suplício de uma Alma”, de 1956, “A Gardênia Azul” não se acha entre as melhores obras de Lang, muito embora ele realize um bom trabalho. O grande problema do filme está em seu roteiro, muito mal escrito por Hoffman. Por outro lado, a fotografia de Nicholas Musuraca é excelente.  Adicionalmente, o espectador tem ainda a oportunidade de matar a saudade do grande Nat King Cole, no papel do músico do restaurante que toca piano e canta, de Bob Russell e Lester Lee, a inesquecível “Blue Gardenia”.

No elenco, o nome a ser destacado é o de Anne Baxter, no papel principal. Como coadjuvantes e com muito pouco tempo de tela, acham-se os magníficos Ann Sothern e Raymond Burr.

CAA