Filmes por gênero

TEMPOS MODERNOS (1936)

Modern Times
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Les temps modernes (França, Bélgica)
Tempi moderni (Itália)
Tiempos modernos (Espanha, México, Argentina)
Moderne zeiten (Alemanha, Austria)
Moderna tider (Suécia)
Dzisiejsze czasy (Polônia
Nova vremena (Sérvia)
Новые времена (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Comédia
Direção: Charles Chaplin
Roteiro: Charles Chaplin
Produção: Charles Chaplin
Design Produção: Charles D. Hall
Música Original: Charles Chaplin
Fotografia: Ira H. Morgan, Roland Totheroh
Edição: Charles Chaplin, Willard Nico
Direção de Arte: J. Russell Spencer
Maquiagem: Elizabeth Arden
Efeitos Visuais: Bud Thackery
Nota: 9.4
Filme Assistido em: 1946

Elenco

Charles Chaplin Operário
Paulette Goddard A jovem pobre
Henry Bergman Proprietário do Café
Tiny Sandford Big Bill
Chester Conklin Mecânico
Hank Mann Ladrão
Stanley Blystone Pai da jovem
Gloria DeHaven Irmã da jovem
Al Ernest Garcia Presidente da Electro Steel Corp.
Richard Alexander Colega de cela
Cecil Reynolds Pastor
Mira McKinney Mulher do Pastor
Edward LeSaint Xerife Couler
Edward Kimball Governador
Fred Malatesta Garçon
Walter James Capataz da linha de montagem
Sammy Stein Operador de turbina
Bobby Barber Operário
Chuck Hamilton Operário
Jack Low Operário
Harry Wilson Operário

Prêmios

Prêmios Jussi, Finlândia

Jussi de Melhor Filme Estrangeiro (Charles Chaplin)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Numa grande fábrica, um operário, Carlitos, desempenha o trabalho repetitivo de apertar parafusos.  De tanto repetir essa atividade, ele tem problemas de stress e, estafado, perde a razão de tal forma que pensa que deve apertar tudo o que se parece com parafusos, como os botões de uma blusa, por exemplo.  Ele é despedido e , logo em seguida, internado em um hospital.  Após algum tempo, sai de lá recuperado, mas com a eterna ameaça de estafa que a vida moderna impõe: a correria diária, a poluição sonora, as confusões entre as pessoas, os congestionamentos, as multidões nas ruas, o desemprego, a fome, a miséria...

Logo que sai do hospital, depara-se com a fábrica fechada.  Ao passar pela rua, nota um pano vermelho caindo de um caminhão.  Ao empunhar o pano na tentativa de devolvê-lo ao motorista do caminhão, atrai um grupo enorme de manifestantes que passava por ali.  Por engano, a polícia o prende como líder comunista, simplesmente pelo fato de ele estar agitando um pano vermelho, parecido com uma bandeira, em frente a uma manifestação.  Após passar um tempo preso, o operário é solto pela polícia por agradecimento, uma vez que ajudou na prisão de um traficante de cocaína que tentava fugir da prisão.

Nesse momento, surge uma garota do cais que se recusa a passar fome.  A jovem, vivendo na miséria, tem de roubar alimentos para comer, pois, além disso, mora com as suas duas irmãs menores, seu pai está desempregado e as três são órfãs de mãe.  O pai morre durante uma manifestação de desempregados e as duas pequenas são internadas em um orfanato.  A moça foge e volta a roubar comida.  Numa de suas investidas, ela conhece o operário.  Depois de roubar o pão de uma senhora, a polícia vai prendê-la e o operário assume a autoria do assalto.  A polícia o prende , mas o solta em seguida após descobrir o engano.  Quando vê a moça sendo presa, o operário arma um esquema para ser preso também: rouba comida em um restaurante.  São colocados no mesmo camburão e, durante um acidente com o carro, os dois fogem e vão morar juntos.

O operário, nosso querido Carlitos, procura emprego e consegue um como segurança em uma loja de departamentos.  Logo é despedido por não ter conseguido evitar um assalto e por dormir no serviço.  No entanto, consegue emprego numa outra fábrica, consertando máquinas.  Durante uma greve na fábrica, Carlitos é preso mais uma vez, agora por "desacato à autoridade policial".  Alguns dias depois, ele é liberado e a jovem o espera na saída da prisão para levá-lo à nova casa – um barraco de madeira perto de um lago.  A jovem consegue, então, emprego em um café como dançarina e arruma outro para Carlitos, só que como garçom/cantor.  Os dois são um sucesso, principalmente Carlitos que, durante uma improvisação de uma música, arranca milhares de aplausos dos presentes no Café.

Para estragar a festa, no entanto, surge novamente a polícia, desta vez com uma caderneta com os dados da moça e uma ordem para prender a jovem num orfanato.  Carlitos e a moça fogem e terão de começar tudo novamente...

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Comentários

"Tempos Modernos" é mais uma obra-prima de Chaplin.  Embora o filme tenha o 'status' de uma das maiores comédias de todos os tempos, não se pode ignorar o seu imenso conteúdo político.  Chaplin realiza uma preciosa e inteligente sátira às técnicas modernas, usadas pela sociedade industrial, onde as máquinas substituem a mão-de-obra e os operários são marginalizados. 

O filme apresenta momentos deliciosos, com verdadeiras cenas antológicas como, por exemplo: a cena em que Carlitos anda de patins numa loja de departamentos; ou na qual ele é confundido com um grevista; ou, ainda, a cena em que ele canta e dança num cabaré.

Além da direção, Chaplin é responsável pela produção, pelo roteiro e pela música original, o que faz com sua costumeira habilidade.  O filme apresenta, ainda, uma bela fotografia e interpretações marcantes, com destaques para Chaplin e para a bela Paulette Goddard, na época sua esposa na vida real.  Gloria DeHaven, que faz o papel da irmã de Paulette, tinha apenas 11 anos de idade quando da realização do filme.

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