Filmes por gênero

HORAS INTERMINÁVEIS (1951)

Fourteen hours
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Ficha Técnica

Outros Títulos: 14 horas (Portugal)
14 ora (Itália)
Quatorze heures (França, Bélgica)
Horas de espanto (Argentina, México, Uruguai)
Vierzehn stunden (Alemanha)
14 timmar (Suécia)
Veertien bange uren (Holanda)
Manden på gesimsen (Dinamarca)
Четырнадцать часов (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, Filme Noir, Suspense
Direção: Henry Hathaway
Roteiro: John Paxton
Produção: Sol C. Siegel
Música Original: Alfred Newman
Direção Musical: Alfred Newman
Fotografia: Joseph MacDonald
Edição: Dorothy Spencer
Direção de Arte: Lyle R. Wheeler, Leland Fuller
Figurino: Edward Stevenson
Guarda-Roupa: Charles Le Maire
Maquiagem: Ben Nye
Efeitos Sonoros: Roger Heman Sr., W.D. Flick
Efeitos Visuais: Ray Kellogg, Fred Sersen
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 1964

Elenco

Paul Douglas Policial Charlie Dunnigan
Richard Basehart Robert Cosick
Barbara Bel Geddes Virginia Foster
Debra Paget Ruth
Jeffrey Hunter Danny Klempner
Agnes Moorehead Christine Hill Cosick
Robert Keith Paul E. Cosick
Howard Da Silva Chefe de Polícia Moskar
Grace Kelly Sra. Louise Ann Fuller
James Warren Thomas Edward Fuller
Donald Randolph Dr. Benson
Martin Gabel Dr. Strauss
George MacQuarrie Reverendo Dr. J.C. Parkinson
Frank Faylen Walter, garçom do Serviço de Quarto
Jeff Corey Sargento de Polícia Farley
James Millican Sargento de Polícia Boyle
George Baxter Advogado
Forbes Murray Comissário de Polícia
Bernard Burke Capitão de Polícia
Gordon Gebert Harry Dunnigan
Ann Morrison Sra. Helen Dunnigan
Alix Talton Srta. Kelly, secretária
Joyce Van Patten Barbara
Willard Waterman Sr. Harris
George Offerman Jr. Reporter
Brad Dexter Reporter
Barry Brooks Fotógrafo
John Randolph Bombeiro
Janice Rule .

Prêmios

National Board of Review, USA

Prêmio NBR dos 10 Melhores Filmes

Prêmio NBR de Melhor Ator (Richard Basehart)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Direção de Arte - Decoração de Cenários (Lyle R. Wheeler, Leland Fuller, Thomas Little, Fred J. Rode )

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Filme (Estados Unidos)

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Leão de Ouro (Henry Hathaway)

Grêmio dos Roteiristas da América

Prêmio de Melhor Roteiro de um Drama Americano (John Paxton )

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Certo dia, o garçom que atende aos hóspedes de um hotel, na cidade de Nova York, fica horrorizado ao descobrir que o jovem, a quem acabara de entregar o café da manhã, encontra-se do lado de fora da janela de seu quarto, no 14º andar do edifício. Preocupado, ele notifica o gerente do hotel, enquanto o policial Charlie Dunnigan, que patrulha a rua, vê o jovem no peitoril da janela, alerta seus superiores e sobe até o local. Uma vez lá, ele procura ajudar o jovem que, no entanto, se recusa a entrar. Quando o Chefe da Polícia, Moskar, chega ao hotel, Dunnigan é demitido.

De volta à rua, repórteres chegam ao hotel, enquanto Dunnigan tenta conter a multidão que se forma nas calçadas. Quando ele aconselha uma senhora, chamada Louise Ann Fuller, a deixar seu táxi e continuar a pé, uma jovem, de nome Ruth, discute o drama com um colega, Danny Klempner. No quarto do hotel, os psiquiatras Dr. Strauss e Dr. Benson dizem a Moskar que o jovem, cujo nome ainda não sabem, continua a se recusar a falar com alguém, exceto Dunnigan.

Enquanto isso, a Sra. Louise Ann Fuller chega ao escritório de seu advogado, próximo ao local, onde ela e seu marido deverão firmar seu acordo de divórcio. Na entrada do hotel, um fervoroso evangelista, o Reverendo Dr. J. C. Parkinson tenta entrar, mas um policial o afasta quando Dunnigan retorna ao local. Ao subir, os psiquiatras o aconselham a agir de forma natural, procurando manter o jovem falando e, minutos depois, ele e o jovem conversam normalmente sobre o próximo desfile do dia de São Patrício. Através de suas impressões digitais, a polícia descobre que o jovem chama-se Robert Cosick e tenta localizar seus pais divorciados.

Ao localizar a Sra. Christine Cosick, esta relata que Robert, sempre foi um menino nervoso, tendo sido hospitalizado por isso. Pouco depois, quando o Sr. Cosick chega ao hotel, a inimizade que sua ex-esposa sente por ele constrange os policiais. A Sra. Cosick corre para a janela e diz ao filho que não importa o que Virginia pense, mas ele não está doente. Dunnigan se mostra intrigado com a referência à Virginia, mas Robert nega conhecer alguém com esse nome. Por outro lado, quando o Sr. Cosick aborda Robert, este se mostra relutante em confiar nele, pois nos últimos quinze anos, os dois têm se comportado como estranhos. No andar térreo, Danny e Ruth continuam a conversar, enquanto o Reverendo Parkinson, aproveitando um descuido dos policiais, se dirige à escada do hotel.

Quando a Sra. Cosick informa aos repórteres que desistiu de sua carreira para formar uma família, Dunnigan a interrompe e descobre que Virginia Foster era noiva de Robert. No telhado, a polícia constrói um guincho para fazer baixar um homem até o local onde Robert se encontra, mas as pessoas de um prédio vizinho o alertam quando o policial se aproxima, fazendo com que o jovem ameace pular. Enquanto isso, a Sra. Fuller, que assiste a tudo do escritório de seu advogado, diz ao marido que está cansada do processo de divórcio e prefere continuar casada.

No hotel, Robert grita com Dunnigan por tentar enganá-lo, mas este reitera que o policial estava tentando ajudá-lo, e que a cidade foi paralisada por sua ameaça suicida. Robert pede desculpas, e Dunnigan o persuade a conversar novamente com seu pai, afirmando que todos vão deixar o seu quarto para que ele fique à vontade e possa descansar. No entanto, quando o jovem volta para seu quarto, o Reverendo Parkinson aparece de supetão, assustando-o e fazendo com que ele retorne para o peitoril da janela.

No início da noite, a polícia localiza Virginia e a leva até o hotel, onde os Drs. Strauss e Benson lhe dizem que era o divórcio de seus pais e a repressão imposta pela Sra. Cosick que causavam a instabilidade de Robert. Embora ele não queira vê-la, ela chega à janela e afirma que ainda o ama. Por outro lado, Dunnigan lhe promete apresentá-lo à sua esposa e levá-lo para pescar. Quando tudo indica que ele vai entrar, ele é ofuscado por uma forte luz vinda da rua e, em pânico, cai do peitoril. No entanto, é salvo por uma rede que a polícia havia instalado de maneira furtiva, sendo resgatado em segurança. Os Drs. Strauss e Benson o tranquilizam e o colocam na cama, enquanto asseguram à Virginia que o pior já passou.

Esgotado após essa experiência penosa, Dunnigan volta para a rua, onde é saudado por sua esposa e filho. Mais tarde, naquela noite, Danny e Ruth, que terminaram se apaixonando, caminham pela rua de mãos dadas.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Henry Hathaway, a partir de um roteiro escrito por John Paxton, “Horas Intermináveis” é um filme norte-americano produzido pela Twentieth Century Fox em 1951. Sua trama foi baseada num incidente ocorrido na cidade de Nova York, em 1938, embora o final tenha sido alterado.

Na direção, Hathaway mantém brilhantemente um suspense ao longo de toda a projeção, no que é ajudado pelas imagens em preto e branco do diretor de fotografia, Joseph MacDonald. No elenco, com ótimas atuações, destacam-se Paul Douglas e Richard Basehart, seguidos pelas de Agnes Moorehead, Barbara Bel Geddes e Debra Paget. O filme marca, ainda, a estreia no cinema de Grace Kelly, aos 22 anos de idade.

CAA