Filmes por gênero

QUO VADIS (1951)

Quo Vadis
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Кво вадис (Bulgária)
Κβο βάντις (Grécia)
Камо грядеши? (União Soviética)
Ko Vadis (Turquia)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Épico, Drama, Histórico
Direção: Mervyn LeRoy
Roteiro: John Lee Mahin, Sonya Levien, S.N. Behrman
Produção: Sam Zimbalist
Música Original: Miklós Rózsa
Coreografia: Auriel Millos, Marta Obolensky
Fotografia: Robert Surtees, William V. Skall
Edição: Ralph E. Winters
Direção de Arte: Cedric Gibbons, William A. Horning, Edward C. Carfagno
Figurino: Herschel McCoy
Maquiagem: Charles E. Parker
Efeitos Sonoros: Douglas Shearer
Efeitos Especiais: A. Arnold Gillespie, Tom Howard, Donald Jahraus
Efeitos Visuais: Peter Ellenshaw
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 1953

Elenco

Robert Taylor Marcus Vinicius
Deborah Kerr Lygia
Leo Genn Petronio
Peter Ustinov Nero
Patricia Laffan Popea
Finlay Currie Pedro
Abraham Sofaer Paulo
Marina Berti Eunice
Elizabeth Taylor Jovem cristã presa na Arena
Buddy Baer Ursus
Felix Aylmer General Plautius
Nora Swinburne Pomponia
Pietro Tordi General Galba
Ralph Truman Tigellinus
Sophia Loren Escrava de Lygia
Norman Wooland Nerva
Peter Miles Nazarius
Nicholas Hannen Sêneca
Elspeth March Miriam
Rosalie Crutchley Escrava Acte
Roberto Ottaviano Flavius
Giacomo Barnas Senador
Louis Payne Apóstolo
Vincent Neptune Apóstolo
Philip Kieffer Apóstolo

Prêmios

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Peter Ustinov)

Prêmio de Melhor Fotografia a Cores (Robert Surtees, William V. Skall)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme (Sam Zimbalist)

Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Leo Genn)

Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Peter Ustinov)

Oscar de Melhor Fotografia a Cores (Robert Surtees, William V. Skall )

Oscar de Melhor Direção de Arte - Decoração de Cenários (William A. Horning, Cedric Gibbons, Edward Carfagno, Hugh Hunt)

Oscar de Melhor Figurino a cores (Herschel McCoy )

Oscar de Melhor Edição (Ralph E. Winters)

Oscar de Melhor Trilha Sonora de uma Comédia ou Drama (Miklós Rózsa)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme - Drama

Grêmio dos Diretores da América

Prêmio por Direção Excepcional (Mervyn LeRoy)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

No ano 64, o oficial comandante Marcus Vinicius retorna à Roma depois de três anos no exterior empreendendo batalhas para o Imperador Nero, um tirano que acreditava ser uma divindade. Petronio, o mais confiável conselheiro do imperador, informa a seu sobrinho Vinicius que Nero havia recentemente assassinado sua mulher e sua mãe e se casado com uma escrava, Popea, fazendo com que o Senado fizesse planos para substituí-lo pelo General Galba.

Ao visitar o General Plautius, Vinicius flerta com uma mulher que ele assume tratar-se de uma escrava, mas logo descobre que se trata de Lygia, filha de Plautius, que repele seus avanços. Durante o jantar, quando Vinicius fala da derrota dos inimigos de Roma, Lygia expressa sua aversão às brutalidades da guerra. Plautius explica que Lygia era uma princesa feita escrava quando de uma campanha militar contra o povo dela. Na ocasião, ele e sua mulher, Pomponia, a adotaram numa tentativa de amenizarem seu sofrimento. Mais tarde, quando Paulo, um amigo da família, filosofa sobre a paz, Vinicius insiste que Lygia é encantadora demais para estar se aborrecendo com tais ensinamentos, e se retira. Paulo, então, diz à família que o apóstolo Pedro, que falou com o Salvador, Jesus Cristo, antes de sua morte, deverá chegar à Roma em breve.

Mais tarde, naquela noite, depois que Vinicius convida Lygia para uma festa de celebração do triunfo das Legiões, ela revela que se sente atraída por ele, mas admite que as conversas sobre suas conquistas a desgostam e rejeita seu convite. Depois que ele se retira, Lygia reza por sua conversão ao cristianismo.

Durante a parada militar do dia seguinte, Petronio sugere a Nero que ele compre uma escrava para Vinicius em sinal de sua gratidão. O Imperador ordena que Lygia seja dada a Vinicius. À noite, quando este procura  interessar Lygia nas festividades, a conivente e ciumenta Popea observa os dois. Depois que Nero, arrogantemente, canta e toca sua lira, Petronio sugere-lhe que melhore seus versos de modo a refletirem seu ‘verdadeiro gênio’. O Imperador afirma, então, que pode incendiar a cidade para inspirá-lo a criar uma grande epopéia.

Mais tarde, quando Lygia está sendo conduzida ao quartel de Vinicius, seu guarda, o gigante Ursus, ataca os acompanhantes, permitindo que ela fuja. No dia seguinte, quando Vinicius procura Petronio para ajudá-lo a localizar Lygia, ele revela que Paulo visita com freqüência a casa de Plautius e explica que Lygia, como Paulo, é uma cristã, que adora Cristo, um adversário do Estado que, embora crucificado, continua a interessar politicamente a Nero e ao Senado. Petronio envia seu amigo até Chilo, um homem que prevê o futuro, e que leva Vinicius a um rito cristão em uma caverna naquela noite.

Durante a cerimônia, Pedro descreve seu primeiro encontro com Jesus na Galiléia, onde o Salvador encheu milagrosamente suas redes de peixes. Pedro continua falando de como ele e outros onze apóstolos seguiram Jesus, que foi crucificado no Calvário. Depois da reunião, Vinicius e seu guarda Croton seguem Lygia, mas Ursus mata Croton e fere Vinicius, a fim de proteger a jovem. Em seguida, ele carrega Vinicius até um esconderijo, onde Lygia cuida de seus ferimentos. Vinicius pede-lhe em casamento e promete encher sua casa com grandes esculturas que celebrem o Deus dela, mas a jovem lhe diz que não precisa de gestos caros porque ela carrega a imagem de Cristo em seu coração. Tomado de ciúmes, Vinicius pede que ela escolha entre sua fé e ele. Quando ela escolhe Cristo, ele parte para Antioch, onde Popea, tendo conhecimento do ocorrido, tenta seduzi-lo.

Enquanto isso, Nero se reúne com seu Conselho e anuncia que matou sua mãe e sua antiga mulher para experimentar um grande sacrifício e ter inspiração para a sua “nova visão criativa”. Ele então descobre um modelo arquitetônico de uma cidade chamada “Neropolis”, que deverá substituir Roma. Quando Petronio lhe pergunta sobre o futuro de Roma, Nero anuncia que a incendiou.

Temendo pela vida de Lygia, Vinicius rouba uma biga e vai até Roma, onde a encontra em chamas. Ao seguir uma multidão, ele a vê. Guardas petronianos, seguindo ordens de Nero, bloqueiam as saídas da cidade, mas Vinicius mata o oficial comandante e ordena que as tropas abram os caminhos, livrando milhares de pessoas de morte iminente. Pouco depois, uma multidão chega ao Palácio de Antioch disposta a matar Nero por seu ato incendiário. Nero ordena que Tigellinus assuma a culpa, mas o oficial ameaça colocar suas legiões contra o Imperador. Quando Popea sugere que ele sacrifique os Cristãos, ele concorda, mas Petronio adverte que, assim fazendo, os cristãos serão vistos como mártires.

Na manhã seguinte, quando Petronio assina uma petição que lhe foi apresentada por Vinicius, solicitando a substituição de Nero pelo General Galba, ele adverte o sobrinho de que Popea emitiu um mandado de prisão contra ele e que os cristãos estão sendo procurados e aprisionados. Vinicius procura Lygia pelas prisões e termina sendo jogado numa cela com ela e os pais dela. Sabendo que em breve estarão sendo lançados aos leões, os prisioneiros cristãos perguntam por que Deus os abandonou. Plautius e Pomponia os encorajam a terem fé em Deus.

Enquanto isso, viajando em direção à Grécia, Pedro testemunha o céu se enchendo de luz e Deus, falando através de seu acompanhante, o jovem órfão Nazarius, anuncia: “Meu povo em Roma precisa de ti”. Assim, Pedro volta imediatamente para Roma. À noite, Petronio leva um jantar para seus amigos e anuncia que está libertando seus escravos, inclusive Eunice, a quem ele devotara seu amor. Em seguida, acreditando que uma vida melhor o espera após a morte, Petronio pede a um de seus servos que corte seu pulso. Eunice, desesperada com o ato de seu amado, também corta seu pulso.

Enquanto os dois agonizam, Petronio dita uma carta para Nero, na qual implora a seu líder que não mutile as artes, com suas atitudes medíocres, e o repreende por brutalizar o povo. Quando a carta é entregue, Nero fica danado com as palavras de seu conselheiro. Mais tarde, na arena de Roma, o Imperador e Popea aguardam o primeiro sacrifício de cristãos, quando Pedro entra e fala sobre a fidelidade com que eles são abençoados para morrerem em nome de Cristo. Suas palavras incitam as vítimas a cantarem sem medo, enquanto os leões os atacam, deixando Nero enfurecido. Naquela noite em uma cela, Lygia pede a Pedro que faça seu casamento com Vinicius, o qual está começando a entender sua fé. Pouco depois, Pedro é crucificado com Plautius, que acusou publicamente Nero por ter incendiado a cidade.

No dia seguinte, ao ver Ursus tentar proteger Lygia de uma fera, Vinicius implora a Cristo que ajude Ursus. Este, investido de uma força incomum, luta contra o animal e o mata. Quando a multidão pede que Lygia e Ursus sejam poupados, Vinicius anuncia ao público que em breve o General Galba estará tomando posse como o novo Imperador de Roma. Nero foge da arena e vai para o palácio, o qual se acha cercado por multidões enfurecidas.

Acusando Popea de tê-lo encorajado a fazer mártires cristãos, causando sua queda, ele a mata e se tranca em seu quarto. A escrava Acte o espera e, entregando-lhe um punhal, pede-lhe que se mate como um imperador. Covarde até o fim, Nero pede à escrava que o ajude a cravar o punhal em seu peito.

Nos dias seguintes, enquanto o General Galba marcha com suas tropas rumo à Roma, Vinicius admite que todas as dinastias estão fadadas ao fracasso, e observa que a esperança reside na fé que unirá os povos. Pouco depois, já na estrada, Nazarius mostra à Lygia, Vinicius e Ursus o local abençoado onde, por seu intermédio, Deus havia falado a Pedro.

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Comentários

Baseado num livro do final do século XIX do escritor Henryk Sienkiewicz, e roteirizado por S.N. Behrman, Sonya Levien e John Lee Mahin, “Quo Vadis” é um dos grandes épicos produzidos pela MGM no início dos anos 50. Realizado pelo cineasta Mervyn LeRoy, além do melodrama envolvendo o oficial comandante Marcus Vinicius e a jovem Lygia, filha adotiva de um general aposentado, o filme nos fala dos últimos dias de Simão Pedro, das Catacumbas, da matança de cristãos no Coliseu e do incêndio de Roma pelo Imperador Nero.

Na direção, LeRoy realiza um grande trabalho, comparado por muitos como semelhante ao de William Wyler em “Ben-Hur”, de 1959. Para mim, entretanto, o trabalho de Wyler é consistentemente bem melhor que o ora analisado. Na área técnica, merecem ainda ser destacadas a belíssima trilha sonora de Miklós Rózsa e a fotografia de Robert Surtees e William V. Skall, ambas indicadas ao Oscar.

No elenco principal, Robert Taylor realiza um bom trabalho, o mesmo não ocorrendo com Deborah Kerr. Já entre os coadjuvantes, destacam-se as atuações de Peter Ustinov e Leo Genn, respectivamente nos papéis de Nero e Petrônio. Ambos tiveram seus nomes indicados ao Oscar, mas perderam a estatueta para Karl Malden, por sua brilhante atuação em “Um Bonde Chamado Desejo”. Antes de concluir, devo citar ainda o ótimo trabalho apresentado por Finlay Currie no papel de Simão Pedro.

CAA