Filmes por gênero

O RETRATO DE DORIAN GRAY (1945)

The picture of Dorian Gray
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Le portrait de Dorian Gray (França, Bélgica)
Il ritratto di Dorian Gray (Itália)
El retrato de Dorian Gray (Espanha)
Das bildnis des Dorian Gray (Alemanha, Austria)
Dorian Grays porträtt (Suécia)
Portret Doriana Graya (Polônia)
Dorian Gray képe (Hungria)
Портрет Дориана Грея (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, Fantasia, Horror, Mistério, Suspense
Direção: Albert Lewin
Roteiro: Albert Lewin
Produção: Pandro S. Berman
Música Original: Herbert Stothart
Fotografia: Harry Stradling Sr.
Edição: Ferris Webster
Direção de Arte: Cedric Gibbons, Hans Peters
Figurino: Valles
Guarda-Roupa: Irene, Marion Herwood Keyes
Maquiagem: Jack Dawn
Efeitos Sonoros: Douglas Shearer
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 1951

Elenco

Hurd Hatfield Dorian Gray
George Sanders Lord Henry Wotton
Angela Lansbury Sibyl Vane
Donna Reed Gladys Hallward
Peter Lawford David Stone
Lowell Gilmore Basil Hallward
Richard Fraser James Vane
Douglas Walton Allen Campbell
Morton Lowry Adrian Singleton
Miles Mander Sir Robert Bentley
Lydia Bilbrook Sra. Vane
Mary Forbes Lady Agatha
Robert Greig Sir Thomas
Moyna MacGill Duquesa
Billy Bevan Malvolio Jones
Lilian Bond Kate
Harry Adams Mordomo
Charles Coleman Mordomo de Hallward
Pedro de Cordoba Pianista
Arthur Mulliner Duque de Berwick
Anne Curson Lady Gwendolyn Rugby
Anita Sharp-Bolster Lady Harborough
Renie Riano Lady Ruxton
Natalie Draper Sra. Vandelaer
William Stack Sr. Erskine
Frederick Worlock Francis
Donald Kerr Caçador
Arthur Shields Pregador de rua

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Fotografia em Preto e Branco (Harry Stradling Sr.)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Angela Lansbury)

Prêmios Hugo

Hugo de Melhor Apresentação Dramática (Albert Lewin, Oscar Wilde)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Angela Lansbury)

Oscar de Melhor Direção de Arte - Decoração de Interiores (Cedric Gibbons, Hans Peters, Edwin B. Willis, John Bonar, Hugh Hunt )

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Dorian Gray é um homem jovem, rico e bonito, vivendo no século XIX em Londres. Embora inteligente, é ingênuo e facilmente manipulado. Ao posar para uma pintura de seu amigo Basil Hallward, Dorian encontra Lord Henry Wotton, amigo de Basil. Lord Henry é cínico e espirituoso, e diz a Dorian que a única vida que vale a pena ser vivida é aquela dedicada inteiramente ao prazer. Depois de ser convencido de que a juventude e a beleza lhe trarão tudo o que deseja, Dorian passa a acreditar abertamente que seu retrato possa envelhecer ao invés dele. Ele expressa tal desejo na presença de uma estátua egípcia que, supostamente, tem o poder de conceder desejos.

Certo dia, ao visitar uma taberna, Dorian se apaixona por uma bela cantora chamada Sibyl Vane. Os dois iniciam um relacionamento, apesar da desaprovação do irmão de Sibyl, James Vane, e em algumas semanas se mostram completamente envolvidos. Embora se sentindo muito feliz, Dorian é novamente persuadido por Lord Henry a perseguir um estilo de vida mais hedonista. Assim, ele envia à Sibyl uma carta ofensiva, rompendo seu relacionamento e a "compensando" com uma grande soma em dinheiro.

Na manhã seguinte, Lord Henry informa Dorian que Sibyl havia se matado na noite anterior. Inicialmente chocado com o ocorrido, logo depois ele adota a maneira indiferente de Lord Henry. Naquela noite, ao voltar para casa, Dorian percebe uma mudança no retrato que Basil havia pintado e que agora paira em sua sala de estar. Abalado, ele se torna ainda mais dedicado a viver uma vida pecaminosa e sem coração.

Anos mais tarde, ao completar quarenta anos, ele continua com a mesma aparência de quando tinha apenas vinte e dois anos de idade. Os habitantes da cidade ficam impressionados com sua aparência imutável. Por mais de dezoito anos de devassidão inútil, o retrato permanece trancado e Dorian se torna cada vez mais paranoico. Ao longo dos anos, a pintura do jovem Dorian se transformou em uma criatura horrenda, semelhante a um demônio, que reflete seus pecados. Quando Basil tenta conversar com Dorian numa tentativa de fazer com que ele mude de vida, este entra em pânico e assassina o amigo, deixando o corpo trancado na sala em que se encontra o retrato. Em seguida, chantageia um velho amigo, Allen Campbell, para que dê um sumiço no corpo de Basil.

Numa tentativa de mudar de vida, ele se aproxima de Gladys Hallward, sobrinha de Basil que era uma criança na época em que seu retrato foi pintado. Embora a jovem o ame e se sinta muito feliz quando ele lhe propõe casamento, seus velhos amigos começam a achá-lo suspeito. Ele mesmo começa a perceber o dano que sua vida está fazendo a si mesmo e a outros.

Ao ser agredido por James Vane, irmão de Sibyl, que jurou vingar-se pela morte de sua irmã, ele o baleia acidentalmente durante uma caçada em sua propriedade. Sentindo-se culpado de mais uma morte, ele percebe que ainda pode poupar Gladys do infortúnio que certamente causará a ela.

Assim, depois de deixar uma carta explicando seu comportamento, ele se dirige à sala onde se encontra seu retrato. Lá, ele nota uma sutil melhoria na pintura, devido à sua determinação de não prejudicar Gladys, e resolve mudar sua vida, começando com a destruição da tal pintura. Ao apunhalar seu retrato no coração, para se libertar do feitiço, ele grita como se tivesse igualmente sido esfaqueado.

Quando seus amigos vão à sua casa, o encontram morto no chão, com uma aparência que reflete todos os seus pecados cometidos em vida. Ao seu lado, seu retrato se mostra impecável, com a fisionomia de um jovem inocente.

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Comentários

Escrito e dirigido pelo cineasta Albert Lewin, “O Retrato de Dorian Gray” é um excelente filme norte-americano produzido por Pandro S. Berman para a Metro-Goldwyn-Mayer em 1945. Sua trama, baseada numa obra de Oscar Wilde, conta a história de um homem que vendeu sua alma por uma eterna juventude.

A direção de Lewin é consistentemente boa, apresentando um ótimo ritmo do início ao fim. Os diálogos são inteligentes, dentro de um roteiro muito bem estruturado. Merece ainda ser destacada a magnífica fotografia em preto e branco, a cargo de Harry Stradling Sr., que lhe rendeu um merecido Oscar da Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood.

No elenco, George Sanders rouba cada cena em que se apresenta, seguido pela ótima atuação de Hurd Hatfield no papel de Dorian Gray. Angela Lansbury, que havia estreado no cinema no ano anterior, aos 19 anos, no filme “À Meia Luz”, foi indicada ao Oscar e ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante.

Enfim, “O Retrato de Dorian Gray” é um filme que recomendo fortemente.

CAA