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A ÚLTIMA VEZ QUE VI PARIS (1954)

The last time I saw Paris
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Ficha Técnica

Outros Títulos: La dernière fois que j'ai vu Paris (França, Bélgica)
La última vez que vi París (Espanha)
L'ultima volta che vidi Parigi (Itália)
Damals in Paris (Austria, Alemanha)
Sidst jeg så Paris (Dinamarca)
Jag minns Paris (Suécia)
Kiedy ostatni raz widzialem Paryz (Polônia)
Последний раз, когда я видел Париж (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Melodrama
Direção: Richard Brooks
Roteiro: Julius J. Epstein, Philip G. Epstein, Richard Brooks
Produção: Jack Cummings
Música Original: Conrad Salinger
Fotografia: Joseph Ruttenberg
Edição: John Dunning
Direção de Arte: Cedric Gibbons, Randall Duell
Figurino: Helen Rose
Maquiagem: William Tuttle, Sydney Guilaroff
Efeitos Sonoros: Wesley C. Miller
Efeitos Especiais: A. Arnold Gillespie
Nota: 7.9
Filme Assistido em: 1956

Elenco

Elizabeth Taylor Helen Ellswirth
Van Johnson Charles Wills
Walter Pidgeon James Ellswirth
Donna Reed Marion Ellswirth
Eva Gabor Sra. Lorraine Quarl
Kurt Kasznar Maurice
George Dolenz Claude Matine
Roger Moore Paul Lane
Sandy Descher Vicki Wills
Celia Lovsky Mama Janette
Peter Leeds Barney
John Doucette Campbell
Odette Myrtil Cantora
Jean Heremans Leon
Jean Del Val Médico
Louise Colombet Enfermeira Crillon
Ann Codee Enfermeira
Loulette Sablon Enfermeira
Paul Dubov Acompanhante de Helen
Paul McGuire Repórter
Lomax Study Fotógrafo
Gilda Fontana Dançarina de Flamenco
Luis Urbina Dançarino de Flamenco
Albert D'Arno Soldado francês
Peter Bourne Soldado holandês

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

O americano Charles Wills retorna à Paris, após uma ausência de dois anos, para ver sua filha. Ele entra no Café de um velho amigo, Maurice, e relembra os dias que antecederam o término da Segunda Guerra Mundial:

Naqueles dias, ele, um repórter do “The Stars and Stripes”, encontra-se entre os americanos que celebram a vitória nas ruas ao lado dos franceses. Ele entra no Café de Maurice, onde encontra seu amigo, Claude Matine, que o apresenta à americana Marion Ellswirth, que esteve na França durante a guerra. Marion os leva para uma festa que está sendo realizada por seu pai, James, um malandro encantador. O olhar de Charles cruza com o da bela e alegre irmã de Marion, Helen, que lhe fala sobre o decadente estilo de vida da família. Marion se mostra ciumenta quando a irmã flerta com Charles e marca um encontro para horas mais tarde. No entanto, Helen toma conhecimento do encontro e aparece na hora marcada no lugar da irmã, e no meio da festa da vitória, eles se beijam.

Quando Helen é acometida de uma forte gripe, durante uma tempestade, Charles a visita no hospital, e eles decidem se casar. Como ela deseja permanecer na França, ele aceita um emprego em uma agência de notícias de Paris. Marion, que ainda se acha apaixonada por ele, pouco tempo depois anuncia seu noivado com Claude. Uma vez casados, Charles e Helen decidem morar com o pai dela, onde Helen dá à luz uma filha, Vicki. Charles dedica todo seu tempo livre a escrever, mas após concluir dois romances, não consegue encontrar uma editora.

Em 1950, desalentado com sua falta de sucesso, como autor, e cansado do comportamento frívolo de Helen, ele entrevista a socialite Lorraine Quarl, que se acha em Paris finalizando seu mais recente divórcio. Eles passam a noite juntos e, ao voltar para casa de manhã, Charles sente a falta de interesse da mulher em procurar saber onde ele se encontrava até àquela hora.

Pouco depois, Marion telefona com uma notícia financeira auspiciosa, levando a família a comemorá-la com compras extravagantes e festas. Charles abandona seu emprego para se concentrar em seus romances. Seu terceiro livro, no entanto, é igualmente rejeitado e ele cai em uma profunda depressão que o leva a declarar-se um fracassado. Certa noite, James convida Paul Lane, um irresponsável tenista internacional, para participar de uma de suas festas. Durante a mesma, Paul flerta com Helen e, embriagado, Charles encontra Lorraine, que agora está se divorciando de seu quinto marido. Horas depois, quando Helen pede ao marido para levá-la para casa, ele prefere sair com Lorraine.

No dia seguinte, Helen trata um ressacado Charles friamente, apesar de suas garantias de que não aconteceu nada entre ele e Lorraine. Por sua vez, ela admite ter aceitado um convite de Paul para tomar uma bebida no hotel do tenista, quando teve um forte desejo de ter um caso com ele. Dizendo-se infeliz, ela lhe pede para voltar para a América. No entanto, seduzido pela decadência de Helen, ele prefere levar Lorraine para Monte Carlo, quando de uma corrida de Fórmula 1. Ao retornar à Paris, ele encontra a mulher com Paul, no Café de Maurice, ocasião em que o tenista o agride, fisicamente, e leva Helen para seu hotel, deixando claro que deseja que ela continue com o marido, e salientando que metade das pessoas em seu círculo social tem tais "acordos".

Revoltada, Helen retorna para casa, onde se sente incapaz de entrar, já que o marido havia acorrentado a porta e, embriagado, desmaiou em seguida. Ela decide caminhar pela neve até a casa de Marion e Claude, mas passa mal e é internada em um hospital. Ao tomar conhecimento do ocorrido, Charles a visita e, depois de lhe pedir para cuidar de Vicki, ela morre. Revoltada, Marion pede a custódia da garota e Charles, sentindo-se culpado, não discute, desejando apenas retornar para a América.

Voltando ao presente, Charles visita James e fica surpreso ao vê-lo em uma cadeira de rodas, vítima de um derrame. O idoso o parabeniza pelo sucesso de seu último livro, chamando-o de muito honesto. Por outro lado, depois de reencontrar sua filha, ele diz à Marion e Claude que deseja levar sua filha, mas ela rejeita amargamente seu apelo emocional. Depois que ele se retira, Claude a acusa de nunca o ter perdoado por ele ter escolhido Helen, e não ela. Mais tarde, naquela noite, Charles encontra-se no Café de Maurice quando Marion aparece e lhe diz que Helen não queria que ele ficasse sozinho. Em seguida, ela o leva para fora do Café, onde Claude e Vicki o aguardam. Pai e filha, de mãos dadas, descem a avenida, enquanto Claude e Marion os observam com ternura.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Richard Brooks, a partir de um roteiro por ele escrito, juntamente com Julius J. Epstein e Philip G. Epstein, “A Última Vez Que Vi Paris” é um melodrama produzido pela Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) em 1954. Sua trama, baseada numa história de F. Scott Fitzgerald, conta, em flashback, a história de um repórter e escritor americano, que volta à Paris depois de dois anos, para tentar conseguir a guarda de sua filha que se encontra sob a custódia de sua cunhada.

Na direção, Brooks se mostra apenas razoável, pecando principalmente pelo ritmo por ele imposto à narrativa. Por outro lado, a fotografia em Cinemascope e o figurino a cargo de Helen Rose são dois quesitos que merecem elogios.

No elenco, com atuações bastante convincentes, destacam-se Elizabeth Taylor, Donna Reed e Walter Pidgeon. Por outro lado, Van Johnson decepciona no papel do repórter e escritor americano.

CAA