Filmes por gênero

TIETA DO AGRESTE (1996)

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Ficha Técnica

Outros Títulos: Tieta do Brasil (Itália)
Tieta de Agreste (Espanha, Chile)
Tieta von Brasilien (Alemanha)
Tieta z Agreste (Polônia)
Agresten skandaali (Finlândia)
Tieta (Hungria)
Pais: Brasil
Gênero: Comédia, Drama, Romance
Direção: Carlos Diegues
Roteiro: Carlos Diegues, Antônio Calmon, João Ubaldo Ribeiro
Produção: D. Ranvaud, B. Stroppiana, Carlos Diegues, Sonia Braga
Design Produção: Lia Renha
Música Original: Caetano Veloso
Direção Musical: Jaques Morelenbaum
Fotografia: Edgar Moura
Edição: Karen Harley, Mair Tavares
Figurino: Luciana Buarque
Guarda-Roupa: Ocimar Versolato
Maquiagem: Guilherme Pereira, Luís Michelotti
Efeitos Sonoros: Brian Vancho, Rolf Pardula, George Lara, Peter Waggoner e outros
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 1997

Elenco

Sônia Braga Tieta
Marília Pera Perpétua
Chico Anysio Zé Esteves
Cláudia Abreu Leonora
Zezé Motta Carmosina
Jece Valadão Comandante Dario
Leon Goes Ascânio
Patrícia França Tieta, aos 17 anos
Heitor Martinez Ricardo
Noélia Montanhas Tonha
Débora Adorno Elisa
Caco Monteiro Ramiro
João Phelippe Peto
André Valle Barbozinha
Frank Menezes Jairo
Flora Diegues Tieta, aos 8 anos
Jurandyr Ferreira Modesto Pires
Harildo Deda Coronel Artur
André Luiz Prefeito
Anna Cotrim Perpétua, jovem
Wilson Mello Quincas
Gideon Rosa Padre
Isa Trigo Edna
Romário Machado Leôncio
Rita Santanna Tonha, jovem
Paulo Borges Lucas
Endi Oliveira Carol
Vitória Teixeira Carmosina, jovem
Carlos Alberto Jonas
Daniel Filho Corretor
Jorge Amado Homem lendo um livro
Jorge Amado Neto Menino do amendoim

Prêmios

Festival de Cinema de Havana, Cuba

Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Marília Pêra)

Associação Paulista de Críticos de Arte

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Chico Anysio)

Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Marília Pêra)

Indicações

Festival Internacional de San Sebastián, Espanha

Prêmio Concha de Ouro (Carlos Diegues)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Sant'Ana do Agreste, pequena vila do interior da Bahia, vive dias de grande expectativa enquanto se prepara para receber Tieta, filha da terra que retorna depois de 26 anos de ausência. Aos 17 anos, Tieta vivera aventuras amorosas que escandalizaram a população.  Denunciada pela irmã mais velha, Perpétua, Tieta foi expulsa de casa pelo pai Zé Esteves.  Desde a sua partida, o único contato de Tieta com a família era através de cartas que tinham como remetente uma caixa postal em São Paulo.  Além da correspondência, controlada por Carmô, funcionária dos Correios e a solteirona mais alegre da cidade, Tieta também enviava ajuda financeira para o pai, as irmãs Perpétua e Elisa e sobrinhos.

Tieta retorna rica e poderosa, viúva de um industrial paulista.  Ela chega acompanhada de Leonora, moça bela e triste, que apresenta como sua enteada.  Tieta é recebida com toda a pompa pela família, habitantes e políticos da cidade perdida no mapa e no tempo.  Ascânio, o jovem e progressista secretário da Prefeitura, tem como maior ambição fazer a luz elétrica chegar à cidade ainda iluminada por luz de gerador.

A presença de Tieta e de Leonora transtorna a vida do pacato vilarejo e de seus tipos folclóricos: o prefeito enlouquecido Mauritônio Dantas, o poeta de plantão Barbozinha, o comandante Dario de preocupações ecológicas, o trio de amigos que controla a cidade da mesa de sinuca, entre muitos outros.

Leonora e Ascânio se envolvem em um casto romance, enquanto Tieta tem uma tórrida relação com Cardo, o sobrinho seminarista filho da austera Perpétua, que depois também se envolve com Imaculada.

Por sua generosidade, Tieta se transforma na grande benfeitora de Sant'Ana do Agreste. A tranqüilidade do lugarejo sofre mais um baque com a chegada de representantes da Embratânio S.A., disposta a implantar uma fábrica de dióxido de titânio, altamente poluidora, na cidade.  Entre tumultos pessoais e políticos, o segredo da vida de Tieta é revelado - ela é obrigada a partir mais uma vez, em circunstâncias totalmente inesperadas. Mas Sant'Ana do Agreste e seus habitantes nunca mais serão os mesmos, e nunca se esquecerão dela.

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Comentários

"Tieta do Agreste" é o terceiro filme de uma trilogia de Jorge Amado, que se iniciou com "Dona Flor e Seus Dois Maridos", 1976, e deu seqüência com "Gabriela", 1983.  Realizado por Carlos Diegues, que também co-assina o roteiro, o filme é uma encantadora comédia que fala de cobiça, incesto e corrupção.

Na trama, Tieta dá uma de 'filha pródiga', ao voltar à sua pequena cidade natal depois de uma ausência de mais de 25 anos.

O filme tem uma magia, um ritmo e uma fotografia magníficos.  A direção de Diegues é boa.  Rodado no litoral norte da Bahia, "Tieta do Agreste" tem ainda a maravilhosa música de Caetano Veloso e as belas vozes de Gal Costa e Zezé Motta.

No elenco, além da ótima interpretação de Sônia Braga, no papel principal, o filme conta ainda com a marcante atuação de Marília Pera.  Jorge Amado aparece na abertura lendo a história para o espectador.

CAA